Clipping eletrônico - SEGUNDA EDIÇÃO - 24/09/2003

Jornais desta edição:

JORNAL DO BRASIL
RESUMO
Cimi exige que ministério apure morte
Federais prendem falsário em shopping

VALOR ECONÔMICO
AGRONEGÓCIOS
Governo edita hoje nova MP para a soja transgênica

A GAZETA - AC
GERAL
Famílias sem-terra acampam em rodovia

DIÁRIO DA MANHÃ - GO
ECONOMIA
Governo vai reduzir poder das agências reguladoras
MP afirma que cultivo vai permanecer ilegal

CIDADES
Policial federal preso por receptação de veículo ,
Luziânia :. Presídio recebe primeira leva

POLÍTICA
Café da manhã

O POPULAR - GO
ECONOMIA
Agências regulatórias deverão perder poder

CIDADES
PF é preso com carro furtado
Gravidez pode ter sido na prisão

DIÁRIO DE CUIABÁ
CIDADES
Sem-terra mantêm bloqueio em BR
MPF pode obrigar Spinelli a depor

ECONOMIA
Plantio de Transgênicos ainda não foi liberado

CORREIO DO ESTADO - MS
POLÍTICA
Indígenas vão receber R$ 5 milhões

POLÍCIA
Diretor da PF na mira de agentes

ECONOMIA
Soja transgênica é plantada há vários anos no Rio Grande do Sul, apesar da proibição por parte do Ministério

ESTADO DE MINAS
GERAIS
Suspeita de pertencer a quadrilha é interrogada
Secretário de Direitos Humanos questiona permanência do adolescente no cadeião
Fraude causa prejuízo de R$ 1,2 mi ao INSS
Suspeita de crime na Canastra

FOLHA DA MANHÃ – MG
CADERNO B
Canais de TV desrespeitam controle indicativo

DIÁRIO DO PARÁ
CIDADES
Valentina se compara a Jesus Cristo

MERCANTIL
Governo quer retirar poder de agências

O LIBERAL - PA
ATUALIDADES
Projeto retira poder de agências reguladoras
Provas de julgamento vão à perícia

REPÓRTER 70
Em poucos linhas

O NORTE – PB
POLÍCIA
Anastácio contesta OAB e revela novas ameaças
Paraibana ouvida em Brasília
Assaltantes são capturados
“Dão Torrado” facilitou a fuga de Val Carneiro

GERAIS
MEC pode transferir Escola de Enfermagem

FOLHA DE LONDRINA
GERAL
CIMI cobra investigação de assassinato

POLÍTICA
Sobrinho de Janene depõe e acusa o tio

GAZETA DO POVO – PR
BASTIDORES DA POLÍTICA
Briga de cacique

PARANÁ
Fogo foge do controle e pode destruir toda a Ilha Grande

BRASIL
Anteprojeto do governo reduz poder das agências reguladoras

O ESTADO DO PARANÁ
CIDADES
Líderes indígenas pedem apoio do governo do Paraná

ECONOMIA
MP que libera plantio de transgênicos sai hoje

POLÍCIA
Preso com moedas falsas ganha liberdade

DIÁRIO DE PERNAMBUCO
ECONOMIA
Governo poderá retirar poder de agências

INFORMÁTICA
Proibir ou acompanhar os pequenos?
Lojas na mira da nova legislação

J. DO COMMERCIO - PE
CIDADES
Deputado quer PF nas apurações

BRASIL
Cinco pessoas morrem em tiroteio com policiais federais
Senadores aprovam nova lei de proteção aos idosos

ECONOMIA
Transgênicos podem ser liberados hoje

J. DO COMMERCIO - RJ
PAÍS
Documentos apreendidos jamais chegaram ao MP
Classificação etária, uma árdua missão para o Ministério da Justiça

ECONOMIA
Claro quer concluir compra da BCP até 15 de outubro

TRIBUNA DA IMPRENSA - RJ
PAÍS/CIDADES
Descobertos 19 trabalhadores em regime de escravidão no RS

TRIBUNA DO NORTE - RN
BRASIL
Polícia identifica origem de armas

POLÍTICA
Agências reguladoras vão perder poder

CORREIO DO POVO - RS
GERAL
MPT resolve o caso de trabalho escravo

POLÍCIA
Jordaniano fica no RS até extradição

ZERO HORA - RS
ECONOMIA
Judiciário ameaça resistir à liberação

POLÍCIA
Secretaria nacional acompanha investigações

O ESTADÃO - RO
GERAL
Decisão do governo sobre transgênicos sai hoje

FOLHA DE BOA VISTA
CIDADES
Estatuto do índio será debatido hoje em comissão na Câmara

DIÁRIO CATARINENSE
ECONOMIA
Decisão sobre transgênico sai hoje
Dia de Judas na Polícia
BNDES condiciona a fusão TAM-Varig

DIÁRIO DE S. PAULO
ANCELMO GÓIS
Guerra suja vai parar na Câmara

TRABALHO
Ex-mulher estranha relação de bens de presidente da Afuse

JORNAL DA TARDE - SP
SP VARIEDADES
A telinha toda na mira da Justiça

JORNAL DO TOCANTINS
ESTADO
Cartilhas divulgarão portaria em Palmas




Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social

JORNAL DO BRASIL

RESUMO

24/09/2003

 

Cimi exige que ministério apure morte

CURITIBA - O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) exige que o Ministério da Justiça desloque uma equipe especial de investigação para apurar o assassinato do índio caingangue Ademir Mendes Alves, de 24 anos, da reserva de Palmas, ao sul de Curitiba. Ele morreu degolado na madrugada de domingo, mas o caso só foi denunciado ontem à Fundação Nacional do Índio, em Brasília. O Cimi - ligado à CNBB - atribui a morte a disputas de madeireiros pela reserva.

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Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social

JORNAL DO BRASIL

RESUMO

24/09/2003

 

Federais prendem falsário em shopping

Agentes da Superintendência Regional da Policia Federal prenderam, na noite de segunda-feira, o gerente comercial Nícola Stanescon Neto, de 36 anos, e o aposentado João Fernandes dos Santos, 59. Os dois foram surpreendidos em um restaurante do Shopping Rio Sul, quando recebiam dinheiro de mais uma vítima lesada com a falsa promessa de conseguir uma vaga no concurso para a Polícia Federal. Com Nícola, que se intitulava delegado, os agentes encontraram cópias de documentos e fotos fornecidas pelas vítimas.

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Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social

VALOR ECONÔMICO

AGRONEGÓCIOS

24/09/2003

 

Governo edita hoje nova MP para a soja transgênica

Juliano Basile e Raquel Landim, Brasília e São Paulo
O governo federal deve editar hoje medida provisória liberando o plantio e a comercialização de soja transgênica na safra 2003/04. A MP será publicada no Diário Oficial e estabelecerá regras para a rotulagem e o pagamento de royalties.

A MP será novamente uma solução provisória para evitar uma crise política no Rio Grande do Sul, onde mais de 80% da produção de soja é transgênica. Na safra passada, o governo já havia editado uma MP para regulamentar a comercialização do grão. Até ontem, ainda havia controvérsias se a nova MP se restringiria ao Rio Grande do Sul, mas a expectativa geral era de que trataria de todo o país.

Cansado do custo político das MPs, o governo quer pôr um ponto final na polêmica sobre os transgênicos e pretende aprovar uma lei sobre biotecnologia em 45 dias, a tempo da comercialização da próxima safra. "A soja transgênica será plantada por MP e colhida por lei", disse o deputado Paulo Pimenta (PT-RS).

A idéia da lei é definir os parâmetros da biotecnologia no País, explicou o vice-líder do governo na Câmara, deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), após sair de reunião sobre o tema com o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, no Palácio do Planalto. A tramitação será feita em regime de urgência no Congresso.

E parece que o governo já fez a opção política em relação à principal polêmica do projeto de lei: o papel da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). De acordo com o deputado Josias Gomes (PT-BA), a CTNBio deve ter pareceres "vinculantes" e não apenas "consultivos".

Segundo os deputados gaúchos, o ministro José Dirceu enfatizou a posição do governo em relação à rotulagem e ao pagamento de royalties para a safra de soja transgênica que será plantada. Pimenta contou que a MP exigirá a rotulagem dos produtos geneticamente modificados "em toda a cadeia produtiva". O governo Lula editou um novo decreto de rotulagem baixando de 4% para 1% o limite de transgenia. A MP da safra 2002/03, que foi transformada em lei pelo Congresso, também era rígida na questão da rotulagem. Mas as cooperativas gaúchas não segregaram o grão e as indústrias não rotularam os produtos.

Quanto ao pagamento de royalties, Pimenta disse que o governo deixará claro que essa responsabilidade é dos produtores. "Quem está entrando no mercado de transgênicos sabe suas obrigações", afirmou. Dona da patente da soja Roundup Ready, a Monsanto já deixou claro que cobrará royalties este ano. Os deputados gaúchos calculam em US$ 12 por hectare, ou R$ 300 milhões os gastos com royalties para a próxima safra.

A possível MP já está provocando polêmica no Judiciário. O desembargador do Tribunal Regional Federal (TRF) de Brasília, Antonio de Souza Prudente, afirmou, ontem, que existem pelo menos duas decisões que proíbem o cultivo de produtos geneticamente modificados no Brasil até que seja feito estudo de impacto ambiental sobre os efeitos no meio ambiente e nos consumidores. Mas, o governo tem interpretação diferente sobre o teor dessas decisões e considera que não existe impedimento legal ao plantio.

José Dirceu teve duas reuniões sobre o assunto na manhã de ontem. Primeiro, recebeu, às 10h30, a bancada agrária do PT contrária ao uso de sementes transgênicas. Os deputados federais do PT, Adão Pretto (RS), Luci Choinaski (SC) e Orlando Desconsi (RS) fazem parte desse grupo e alegaram que a MP vai contra o programa eleitoral do PT. "O programa diz que deve haver conhecimento científico suficiente antes de qualquer autorização", afirmou Desconsi.

Depois, Dirceu reuniu-se com parlamentares do Rio Grande do Sul favoráveis ao cultivo dessas sementes. O senador Paulo Paim (PT-RS) disse que há o risco de "desobediência civil" se não houver uma regularização no cultivo de transgênicos. Mais de 150 mil agricultores estão usando sementes modificadas e, sem a devida autorização, estariam descumprindo a lei.

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Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social

A GAZETA - AC

GERAL

24/09/2003

 

Famílias sem-terra acampam em rodovia

SILVâNIA PINHEIRO - Editora-assistente
Quando a noite caiu, no final da tarde de ontem no quilômetro 73 da rodovia AC-40, a sem-teto Maria Verônica da Conceição Silva, 25, sentou às margens da estrada para amamentar a pequena Maria Eduarda, de um ano e meio. Em meio às palhas e galhos de árvores arranjados para armar um barraco, a mãe, dividia-se entre fazer uma cobertura para dormir com a filha ou alimentar Eduarda, com o único alimento disponível no momento: o leite materno.

As condições precárias em que vive Verônica, Eduarda e mais sete filhos, não são diferentes das cenas comoventes registradas ontem. E mais, ela luta pela mesma causa que as 130 famílias que ocuparam as margens da AC-40 ontem pela manhã em uma marcha de cinco quilômetros entre o município de Plácido de Castro e o quilômetro 73 da AC-40. O manifesto intitulado “Movimento dos Sem-Terra, Sem-Teto e Sem Emprego” reivindica uma solução do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para a desocupação do Seringal Triunfo, localizado a 23 quilômetros do município de Plácido de Castro e, atualmente sob júdice no Supremo Tribunal de Justiça (STJ).

A área, atualmente, pertencente a fazendeiros abrange 12 mil hectares e soma hoje 11 propriedades rurais. Os sem-terra cobram as promessas do Incra em um acordo firmado entre o órgão e a Associação dos Produtores Rurais Nova Esperança em 1999, para o assentamento de 120 famílias carentes na área. O presidente da entidade, Washigton Texeira de Paiva, disse ontem que na primeira fase do processo o juiz federal, Pedro Francisco sentenciou os fazendeiros a desocuparem as terras, sendo os mesmos indenizados pelo Incra. Estima-se que as indenizações, depositadas em juízo, custaram cerca de R$ 1 milhão ao governo federal. “Acontece que, mesmo sendo indenizados, os fazendeiros continuaram nas áreas, argumentando que os valores pagos pelas indenizações não foram corretamente calculados”, disse. Os sem-terras afirmaram que pretendem continuar acampados às margens da rodovia enquanto o Incra não enviar representantes até o local para uma possível negociação.

Em busca da sobrevivência

Os sem-teto acampados às margens da AC-40 são na maioria, pais de família desempregados, diaristas e todos com filhos para criar. Todos pertencem ao município de Plácido de Castro e afirmam que estão apenas lutando por uma terra para produzir e sustentar suas respectivas famílias. Maria Augusta Rodrigues de Souza, 36, e o marido, Edmar Souza da Silva, 40, têm seis filhos e estão sem terra para trabalhar há três anos. Nos últimos meses eles ficaram hospedados na residência dos pais dela, mas resolveram unir-se ao grupo dos sem-teto em busca de um pedaço de chão para trabalhar e alimentar seus filhos. Eles, como os demais membros do grupo, acreditam que conseguirão solucionar o impasse com o Incra, mesmo que tenham que partir para a invasão das áreas, como prometeram ontem no final do dia.

Revolta pode gerar conflito armado na área

Em ofício enviado aos 24 deputados estaduais da Assembléia Legislativa do Estado e aos nove vereadores do município de Plácido de Castro, o presidente da Associação dos Sem-terra, Washigton Texeira, revelou a possibilidade de haver conflito armado entre alguns membros do movimento e alguns fazendeiros. O objetivo da correspondência enviada aos parlamentares volta-se para a necessidade de apoio políticos que os trabalhadores rurais procuram para sensibilizar o Incra no que diz respeito a desocupação das áreas. Segundo ele, em abril do ano passado, um grupo de cem trabalhadores rurais chegou a fechar a rodovia, mas o envio de representantes do governo do Estado e do próprio Incra convenceram os sem-terra a liberar a passagem da rodovia, depois de 36 horas bloqueada. Washigton lembrou que dos 24 deputados convidados para participar do movimento realizado ontem às margens da AC-40, apenas o deputado Moisés Diniz (PC do B) foi até o local. Dos nove vereadores da Câmara Municipal de Plácido de Castro, nenhum compareceu para se solidarizar com as famílias sem-teto. “Nós estamos apelando para as autoridades há três anos, mas até agora ninguém nos ouviu. Esse é um dos motivos pelo qual estamos realizando este protesto”, disse.

Ministro da Justiça é alertado

O Movimento dos Trabalhadores Sem-terra, sem-teto e desempregados de Plácido de Castro também enviou correspondência ao ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, alertando sobre as possibilidades de um conflito armado na área do Seringal Triunfo. No documento, o presidente da Associação faz um relato sobre o acordo firmado com o Incra e os trabalhadores em 1999. Washington Araújo tenta mostrar ao ministro a necessidade das famílias de Plácido de Castro, destacando que a maioria dos manifestantes são pais de família desempregados e com crianças para sustentar. Em anexo à correspondência enviada ao ministro Márcio Thomaz, a presidência da Associação dos Trabalhadores Rurais enviou a cópia de um abaixo assinado com a adesão dos 120 representantes das famílias sem-teto. A sentença do juiz da 2ª Vara à época, Pedro Francisco da Silva, concedendo reintegração de posse do Incra sobre as áreas, também foi enviada ao ministro. O presidente da entidade, enviou ainda a Márcio Thomaz uma fotografia do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante uma visita que fez ao Acre em 1979, defendendo uma reforma agrária justa e adequada para os trabalhadores brasileiros. “O que nós precisamos e estamos reivindicando aqui é apenas um acordo firmado entre o Incra e a nossa associação. O órgão já ganhou a reintegração das terras na Justiça, mas até hoje os fazendeiros não desocuparam a área e o Incra, por sua vez, não cumpriu o compromisso firmado com mais de 120 pais de famílias que esperam por essas terras”, cobrou Washington.


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Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social

DIÁRIO DA MANHÃ - GO

ECONOMIA

24/09/2003

 

Governo vai reduzir poder das agências reguladoras

Gerusa Marques e Adriana Fernandes
Da Agência Estado, de Brasília
O governo quer retirar poderes das agências reguladoras, aumentar seu controle sobre elas e assumir o comando das concessões e contratos de serviços públicos e privados. Esses são os principais pontos dos dois anteprojetos de lei sobre a organização dos órgãos reguladores, divulgados ontem, nos quais é redefinido o papel das agências. O subchefe da coordenação da ação governamental da Casa Civil, Luiz Alberto dos Santos, explicou que a nova legislação é necessária porque há uma “delegação imprópria” do poder concedente para as agências.

Na nova regulamentação, que ficará sob consulta pública até o dia 30, há uma preocupação específica em relação aos consumidores. Ela determina que as agências deverão solicitar pareceres dos órgãos do sistema brasileiro de defesa da concorrência, como o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), antes da adoção de normas ou regulamentos que possam implicar mudanças nas condições de concorrência dos setores regulados.

Filosofia – “Agora sim é que está havendo uma filosofia”, disse Santos, para quem o Brasil importou de forma inadequada os modelos das agências reguladoras, que “foram improvisadas”. Segundo ele, os anteprojetos não interferem no marco regulatório dos setores de infra-estrutura, como telecomunicações e energia elétrica. A Casa Civil, disse, também não está tirando a autonomia dos órgãos reguladores. “As agências estão tendo sua autonomia delineada”, afirmou.

Os textos foram elaborados com base nas conclusões do relatório final do grupo de trabalho formado por dez ministérios para analisar e avaliar o papel dessas agências no atual arranjo institucional brasileiro. Em fevereiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez duras críticas a esses órgãos, afirmando que o Estado havia sido “terceirizado”. Esse grupo entendeu que “não seria adequado manter o poder concedente na mão da entidade que faz a fiscalização da concessão”.

Brecha – Para não deixar as agências completamente fora do processo de concessão, o governo admite a manifestação formal delas antes da celebração de contratos e a expedi-ção de autorizações pelos ministérios. E permite ainda que essas atribuições sejam delegadas a elas, a critério dos ministros. “Não há nenhuma pretensão de excluí-las do processo”, observou Santos. A intenção é “recompor as situações de modo que a União possa exercer a sua capacidade de poder concedente”.Os ministérios, segundo Santos, serão responsáveis pela formulação de política e as agências, pela fiscalização e regulação. “Uma vez firmado o contrato, é a agência quem fiscaliza, quem regula e quem aplica a penalidade.”

A atribuição de cassar as concessões foi mantida para as agências por fazer parte do processo de fiscalização. Santos explica que elas também têm de adotar medidas punitivas necessárias à satisfação do interesse público, entre estas a cassação. Isso, no entender do governo, reduziria uma eventual possibilidade de politização da decisão, quando for detectado descumprimento da concessão. Depois da consulta pública, as contribuições serão analisadas e os textos serão encaminhados ao Congresso em forma de projetos de lei, possivelmente em meados de outubro. Segundo despacho do ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, “a relevância da matéria recomenda a sua ampla divulgação, a fim de que todos possam contribuir para o seu aperfeiçoamento”.

Será firmado um contrato de gestão entre os diretores dos órgãos reguladores e os ministros. O contrato especificará as metas de desempenho a serem atingidas, as obrigações e responsabilidades das partes e as penalidades aplicáveis em caso de descumprimento. As punições serão administrativas. A duração dos novos mandatos de diretores será de quatro anos.

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Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social

DIÁRIO DA MANHÃ - GO

ECONOMIA

24/09/2003

 

MP afirma que cultivo vai permanecer ilegal

Da Agência Estado, de Brasília
Caso o governo insista em editar medida provisória liberando o plantio de soja transgênica na safra 2003/2004, enfrentará resistência do Judiciário. O Ministério Público Federal (MPF) poderá questionar no Supremo Tribunal Federal (STF) e nos Estados a MP, adiantou ontem a subprocuradora-geral da República, Sandra Cureau, que coordena a Câmara especializada em proteção ao meio ambiente. Em nota, a Câmara assegurou que “o cultivo da soja geneticamente modificada contrabandeada da Argentina permanece ilegal” e informou que o Ministério Público tem oferecido denúncia criminal contra produtores rurais “pelo plantio ilegal dessas sementes”.

A reação do MPF ocorreu um dia após o desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Antônio Prudente, ter dito que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderá até ser alvo de processo de impeachment se assinar a MP, porque vai ferir decisões judiciais que exigem a realização de estudos de impacto ambiental.

A advertência de Prudente deixou preocupados o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, e aliados do governo. “O presidente não está fazendo nada ilegalmente, está tomando decisões ouvindo a sociedade e com instrumentos que a Constituição lhe permite”, afirmou Beto Albuquerque (PSB-RS). Para ele, a declaração de Prudente é um “blefe”, pois quem decide sobre impeachment é o Congresso Nacional.

Alerta – O líder do PV na Câmara, deputado Sarney Filho (MA), esteve no gabinete do desembargador, com representantes de organizações não-governamentais contrárias à liberação de transgênicos, e fez um apelo: “Não queremos tirar o presidente Lula de lá.” Prudente respondeu que esse não era o seu desejo. “Minha intenção foi apenas alertar”, justificou o desembargador, citando inconstitucionalidades que o presidente cometeria caso assinasse a MP.

Depois de reunião com Dirceu, deputados gaúchos e do núcleo agrário do PT deixaram o Planalto convencidos de que, apesar da polêmica, o governo está “inclinado” a publicar uma nova MP permitindo o plantio na próxima safra.

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Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social

DIÁRIO DA MANHÃ - GO

CIDADES

24/09/2003

 

Policial federal preso por receptação de veículo ,

Venceslau Pimentel
O policial federal Adonides Rodrigues, 46, foi preso ontem em flagrante pela Polícia Civil, dentro de uma oficina mecânica em Goiânia, e autuado em flagrante por receptação de veículo. Perícia inicial concluiu que o Saveiro placa KDD-6886, de Silvânia, foi furtado no ano passado no Setor Coimbra.

Rodrigues foi detido por volta do meio-dia, na oficina mecânica Shalom, no Setor Oeste, no momento em que policiais da Delegacia Estadual de Furtos e Roubos de Veículos Automotores (DEFRVA) faziam vistoria de rotina em busca de veículos “salvados” utilizados para “esquentar carros roubados.

Em uma simples checagem, os policiais perceberam que o chassi da Saveiro, de cor branca, havia sido adulterado. Adonides foi então conduzido à delegacia para esclarecer o fato. Conforme o laudo pericial, a placa original do veículo é KBU-9295, de Goiânia, ano 91/92 e não ano 84 como estava no documento que o policial federal portava.

A suposta dona do Saveiro, Kênia Zani R.L. Santana, acionada pela polícia, reconheceu o veículo e apresentou as chaves do mesmo. Chegou a apontar detalhes na pintura (pequenas marcas) para mostrar que o carro era mesmo seu.

Adonides disse em depoimento que comprou o veículo do sogro Domingos Antônio Branco, em São Paulo, em 1995, e que quatro anos depois revendeu a ele novamente. No ano passado decidiu adquirir mais um vez o Saveiro.

A convite do titular da DEFRVA, Josuemar Vaz de Oliveira, dois delegados da PF acompanharam o depoimento do policial, que durou mais de duas horas. Ao final, Adonides, sem ser algemado, foi conduzido à carceragem da Polícial Federal. O acusado recusou-se a conversar com a imprensa. “Queremos saber quem fez e onde o veículo foi clonado”, explicou Josuemar Oliveira. O laudo oficial da perícia será expedido hoje de manhã. O veículo encontra-se no pátio da delegacia. O inquérito ficará a cargo do delegado Jânio Alves Dias.

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DIÁRIO DA MANHÃ - GO

CIDADES

24/09/2003

 

Luziânia :. Presídio recebe primeira leva

Da Redação
O novo presídio de Luziânia, chamado de Centro de Inserção Social (CIS), recebeu na quinta-feira da semana passada a primeira leva de condenados, segundo a Agência Goiana de Comunicação. São 61 no total, sendo 50 homens e 11 mulheres.

O diretor do CIS, tenente Paulo Eugênio de Souza, informou que cerca de 15 outros sentenciados serão transferidos em breve, dependendo apenas da liberação pela Justiça da cidade. Os presos estavam recolhidos na antiga cadeia pública que funciona no mesmo prédio da delegacia de polícia.

O Centro de Inserção Social de Luziânia tem capacidade para 130 presos. Além dos condenados do local, o presídio poderá receber sentenciados de cidades vizinhas.

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Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social

DIÁRIO DA MANHÃ - GO

POLÍTICA

24/09/2003

 

Café da manhã

Demóstenes Torres foi mais aplaudido quando praticou seu esporte favorito: falar mal do ministro da Justiça, Márcio Bastos. Mas provocou riso na platéia quando lembrou que a primeira-dama Marisa Letícia contratou Oscar Niemeyer para fazer um aviário no Palácio. “Já imaginou que constrangimento um artista desse nível fazendo um galinheiro”.

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O POPULAR - GO

ECONOMIA

24/09/2003

 

Agências regulatórias deverão perder poder

Brasília - O governo quer retirar poderes das agências reguladoras, aumentar seu controle sobre elas e assumir o comando das concessões e contratos de serviços públicos e privados. Esses são os destaques dos dois anteprojetos de lei sobre a organização dos órgãos reguladores, divulgados ontem, nos quais é redefinido o papel das agências. O sub-chefe da coordenação governamental da Casa Civil, Luiz Alberto dos Santos, disse que a nova legislação é necessária porque há uma “delegação imprópria” do poder concedente para as agências.

Na nova regulamentação, que ficará sob consulta pública até o dia 30, há uma preocupação específica em relação aos consumidores. Ela determina que as agências deverão solicitar pareceres dos órgãos do sistema brasileiro de defesa da concorrência, como o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), antes da adoção de normas ou regulamentos que possam implicar mudanças nas condições de concorrência dos setores regulados.

“Agora sim é que está havendo uma filosofia”, disse Santos, para quem o Brasil importou de forma inadequada os modelos das agências reguladoras, que “foram improvisadas”. Segundo ele, os anteprojetos não interferem no marco regulatório dos setores de infra-estrutura, como telecomunicações e energia elétrica. (Agência Estado)

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Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social

O POPULAR - GO

CIDADES

24/09/2003

 

PF é preso com carro furtado
Adonides Rodrigues estava com uma Saveiro com chassi transplantado e placa clonada

Maria José Silva
O agente da Superintendência de Polícia Federal (PF) Adonides Rodrigues, de 46 anos, que trabalha há 22 anos na instituição, foi preso em flagrante por policiais da Delegacia Estadual de Furtos e Roubos de Veículos Automotores (DFRVA) acusado de receptação. Em poder dele, foi apreendida a Saveiro branca placa KBU-9295, furtada em abril do ano passado em São Paulo. No momento da apreensão o carro estava com a placa KDD-6989, clonada de uma Saveiro com as mesmas características. No depoimento, o policial federal disse que não sabia da procedência criminosa do veículo.

A prisão do agente federal ocorreu dez meses depois de a PF ter realizado a Operação Carga Pesada, quando a DFRVA foi fechada por policiais federais. A operação resultou na prisão de oito policiais civis sob suspeita de envolvimento com uma quadrilha especializada no roubo e adulteração de veículos, que teria ramificações em outros Estados. Titular da DFRVA, o delegado Josuemar Oliveira fez questão, contudo, de desvincular a prisão com qualquer tipo de represália por parte da Polícia Civil em relação à PF devido à ação de novembro do ano passado. Ele acentuou que a prisão aconteceu numa ação isolada.

Os policiais civis faziam uma ação de rotina por volta do meio-dia de ontem em uma oficina mecânica localizada na Avenida Assis Chateaubriand, Setor Oeste, quando perceberam que havia indícios de adulteração na Saveiro que estava no local. O delegado Josuemar Vaz de Oliveira, titular da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos Automotores, informou que essa iniciativa foi adotada há cerca de dois meses, para coibir a alta incidência de utilização de documentos de carros salvados, totalmente sucateados, na regularização fraudulenta de veículos furtados ou roubados.

Fraude
Tão logo suspeitaram que a Saveiro poderia ter sido adulterada, os policiais civis questionaram ao dono da oficina mecânica quem era o proprietário do carro. Passados alguns minutos, Adonides Rodrigues chegou ao estabelecimento e afirmou que o veículo pertencia a ele. A Saveiro foi levada para a delegacia e submetida à perícia técnica. Os peritos constataram que o carro estava com chassi transplantado, mas com a plaqueta da carroceria e a etiqueta afixada embaixo do banco originais. Esses dados identificativos verdadeiros permitiram oas policiais civis constatar que a Saveiro tinha sido furtada no ano passado.

Adonides Rodrigues foi autuado em flagrante pelo delegado-adjunto Jânio Alves Dias. Ele disse que havia comprado o carro do sogro, Domingos Branco, em São Paulo, em 1995. Quatro anos depois, teria vendido o mesmo veículo ao sogro. Em agosto do ano passado, segundo disse, comprou o carro novamente e em dezembro Domingos Branco morreu. O agente da Polícia Federal declarou ainda que não notou nenhum tipo de irregularidade no veículo e que na segunda transação a Saveiro estava apenas com a carroceria diferente.

Adonides Rodrigues é lotado na Delegacia de Repressão a Entorpecentes da PF. Antes de formalizar o auto de prisão em flagrante, o delegado Josuemar Vaz de Oliveira solicitou que a Superintendência de Polícia Judiciária da Polícia Civil comunicasse o episódio à PF. Todo o procedimento foi acompanhado pelo advogado do acusado e pelo delegado-corregedor da PF, Ires João de Souza. Adonides Rodrigues foi levado na noite de ontem para a carceragem da PF, no Setor Bela Vista.

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Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social

O POPULAR - GO

CIDADES

24/09/2003

 

Gravidez pode ter sido na prisão
Adolescentes afirmam ter mantido relações sexuais com presos dentro das celas em Quirinópolis

Ada Bispo
Rio Verde
O Conselho Tutelar de Quirinópolis, na Região Sudoeste do Estado, denuncia que adolescentes podem ter engravidado de detentos da cadeia da cidade. Segundo a denúncia, as garotas dizem ter mantido relações sexuais com os presos dentro das celas. Pelo menos quatro delas engravidaram. L. de 15 anos, grávida de 5 meses, afirma que teria conhecido o pai da criança durante uma visita que ela fez ao presídio.

“Eu fui fazer uma visita e tive relação com ele, foi aí que engravidei”, conta. G., que hoje tem 19 anos e é mãe de uma criança de 1 ano e 5 meses, também afirma que por várias vezes freqüentou a cela onde o pai da criança estava detido. A jovem diz que os encontros íntimos ocorriam na presença de outros presos. “A gente tampava o lugar com uns panos”, relata. A garota também conta que tinha acesso livre às celas. “Os carcereiros me deixavam entrar.”

Mais duas
Edivaldo Antônio de Sousa, membro do Conselho Tutelar de Quirinópolis, diz ter conhecimento de mais duas meninas que também engravidaram dentro do presídio. P., 17 anos, que está grávida de 7 meses, e C., 16, que tem uma filha de 1 ano e 6 meses e confirma que o pai é um detento da cadeia.

O conselheiro afirmou que, por várias vezes, o Conselho Tutelar tentou retirar as garotas do lugar, informando o fato ao delegado. Segundo ele, as meninas acabavam voltando nos dias de visitas. Ele assinalou que todos os funcionários da delegacia tinham conhecimento das visitas delas. “Todos sabem que adolescente não pode freqüentar aquele local”, frisou, indignado.

O delegado da cidade, Divino Luiz Moreira, que é também diretor do presídio, nega que tenha permitido as visitas das meninas, mas não descarta a possibilidade de que algum funcionário possa ter facilitado a entrada das jovens nas celas. “Se isso realmente tiver acontecido, houve conivência de funcionários. De nossa parte, existe proibição total”, garantiu.

O delegado informou que vai abrir sindicância para apurar os fatos. O Conselho Tutelar encaminhou a denúncia ao Ministério Público (MP) do município. Mas o MP negou ter recebido qualquer comunicado nesse sentido.

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Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social

DIÁRIO DE CUIABÁ

CIDADES

24/09/2003

 

Sem-terra mantêm bloqueio em BR

FRANCIS AMORIM
Da Sucursal de Barra
Trabalhadores rurais ligados ao Movimento Reivindicatório de Terras do Vale do Araguaia (MRT) mantinham até ontem à tarde o bloqueio da BR-158, na região de Ribeirão Cascalheira, no Baixo Araguaia.

O protesto é contra as condições de sobrevivência das famílias assentadas na antiga Fazenda Bordon. O tráfego de veículos está sendo prejudicado e desde a interdição, ocorrida anteontem, tem hora marcada para a passagem de caminhões, ônibus e carros de passeio.

De acordo com levantamento feito pelo 2º Batalhão de Polícia Militar, cerca de 80 famílias estão no local. O bloqueio está sendo feito a 20 quilômetros da cidade de Ribeirão Cascalheira, na Macaca (sentido São Félix do Araguaia).

Os sem-terra reivindicam os benefícios do cartão Fome Zero (cestas básicas), linhas de crédito do Banco do Brasil e infra-estrutura no assentamento.

Segundo o comandante do 2º BPM, tenente-coronel Elierson Metello, 12 homens da PM estão auxiliando a Polícia Rodoviária Federal (PRF) no acompanhamento dos sem-terra. “Como é uma rodovia federal, cabe a PRF garantir o policiamento do local, mas, por questão de segurança, estamos colaborando”, disse. Os trabalhadores prometem liberar a BR somente com o atendimento das reivindicações e com a presença de representantes do Ministério Desenvolvimento Agrária, Incra e Banco do Brasil.

Desde a interdição da BR, o clima ficou mais tenso na madrugada de ontem com a ameaça de caminhoneiros de entrar em conflito com os sem-terra para abrir caminho e seguir viagem pela rodovia. O Inspetor José Nilton, chefe da 8ª Delegacia da PRF em Barra do Garças, que está no local, conseguiu negociar a liberação da pista com os sem-terra e liberar o tráfego de veículos, permitindo que caminhões, ônibus e carro de passeio pudessem deixar a fila que se formava nos dois sentidos.

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Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social

DIÁRIO DE CUIABÁ

ECONOMIA

24/09/2003

 

Plantio de Transgênicos ainda não foi liberado
Ministra do Meio Ambiente é contra as medidas paliativas

Brasília
A polêmica em torno da liberação do plantio da soja transgênica no Brasil continua gerando atritos entre ministros e autoridades governamentais. Ontem, durante a cerimônia de instalação e posse dos membros da Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio), o assunto voltou à tona e mostrou que o próprio governo federal ainda está longe do consenso.

Na avaliação da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, o país não precisa de medidas paliativas e sim de uma solução definitiva que proteja os interesses ambientais e econômicos do Brasil. “Não somos contra o cultivo de transgênicos, desde que haja o devido licenciamento ambiental. O governo passou os últimos oito anos discutindo medidas paliativas que não resolveram a questão”, afirmou a ministra.

O secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, foi ainda mais enfático. “Nossa posição é clara. Neste momento não há espaço para medida provisória”. Ele defendeu o plantio da soja convencional e questionou os argumentos dos produtores do Rio Grande do Sul de que estaria faltando sementes para a safra 2003/2004 e que o plantio da soja convencional aumentaria o custo da produção. “Existe semente de soja convencional disponível e a tecnologia de produção é a mesma”, afirmou.

Segundo o secretário, na safra passada o governo não tinha opção, ou queimava a soja transgênica plantada ilegalmente ou autorizava, como foi feito, sua comercialização por medida provisória. “Agora existe a opção de plantar a soja convencional e não existe mais o benefício do fato consumado”, disse. Ele lembrou ainda que o plantio da soja transgênica não está proibido. "O que está proibido é o plantio de transgênicos sem o devido licenciamento ambiental", disse.

João Paulo não confirmou declarações do governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto, de que a decisão política de liberar o plantio da soja transgênica já está tomada e é apenas uma questão de tempo. “Ao contrário do que afirmou o governador, a decisão ainda não está tomada”. O secretário negou que a postura do Ministério do Meio Ambiente seja uma posição isolada dentro do governo. “Temos o apoio de diversos de Ministérios para a implantação de uma lei duradoura e definitiva, sem a adoção de medidas paliativas”, garantiu.

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Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social

DIÁRIO DE CUIABÁ

CIDADES

24/09/2003

 

MPF pode obrigar Spinelli a depor
Segundo procurador da República, o conselheiro do TCE já foi chamado três vezes e não atendeu a nenhuma

CARLOS MARTINS
Da Reportagem
O conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso Ubiratan Spinelli poderá ser conduzido de maneira coercitiva pela Polícia Federal até o Ministério Público Federal (MPF) se deixar de comparecer para prestar depoimento sobre o envolvimento de seu nome junto a Factoring Confiança de João Arcanjo Ribeiro. Segundo o procurador João Gilberto Gonçalves Filho, Spinelli já foi chamado três vezes para comparecer espontaneamente ao MPF e até agora sempre apresentou alguma desculpa.

O MPF investiga sonegação fiscal, evasão de divisas e lavagem de dinheiro através das empresas de factoring de João Arcanjo Ribeiro, que está preso no Uruguai e é acusado de ser o chefe do crime organizado em Mato Grosso.

Para o procurador, que ouviu ontem à tarde o depoimento do conselheiro do Tribunal de Contas e ex-governador Júlio Campos, o procedimento de Spinelli é muito estranho. “Ele sempre alega alguma coisa para não comparecer”, disse Gonçalves Filho. O nome de Spinelli aparece ao lado de outras pessoas em transações realizadas na factoring. Para o procurador, os valores são de pequena monta e não justificariam a atitude do conselheiro.

No depoimento de ontem à tarde, o conselheiro Júlio Campos entregou documentos e recibos comprovando que o cheque de João Arcanjo Ribeiro depositado em sua conta referia-se a uma transação imobiliária. Ele afirmou que no dia 15 de setembro de 1998 fez no Banco BIC o depósito de um cheque no valor de R$ 58.500 emitido pela Confiança Factoring referente a uma das parcelas da venda de uma casa de sua propriedade situada na avenida Getúlio Vargas no valor de R$ 150 mil.

Campos disse que no dia anterior ao depósito recebeu a primeira parcela no valor de R$ 60 mil - R$ 58.500 em cheque, mais R$ 1.500 em dinheiro. O conselheiro entregou ao procurador documentos provando que a escritura de compra e venda foi registrada no livro 720, folha 92, do então Tabelionato do 7° Ofício em 24 de setembro de 1999. “A venda consta de minha declaração do Imposto de Renda, Pessoa Física, exercício de 2000”, afirmou o Conselheiro.

Até agora já foram ouvidos pelo MPF os ex-secretário de Fazenda Valter Albano, o conselheiro José Carlos Novelli (ex-presidente do Departamento de Viação e Obras Públicas), o ex-secretário de Indústria, Comércio e Mineração, Carlos Avalone Júnior e mais recentemente, no dia 18, o ex-governador Dante de Oliveira.

O procurador João Gilberto Gonçalves Filho afirmou ainda que, para o MPF, existem fortes indícios de que foi usado dinheiro público na campanha que reelegeu Dante de Oliveira em 1998 e que levou Antero Paes de Barros ao Senado. Estes indícios, que surgiram a partir do depoimento do ex-gerente geral das factorings de Arcanjo, Nilson Roberto Teixeira, cruzados com relatórios do Banco Central, foram reforçados pelos depoimentos prestados até agora.

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CORREIO DO ESTADO - MS

POLÍTICA

24/09/2003

 

Indígenas vão receber R$ 5 milhões

Silvia Frias
Com previsão de beneficiar 11 mil famílias indígenas no Estado, foram assinados ontem os termos de cooperação do Projeto Fome Zero em comunidades indígenas de Mato Grosso do Sul. Serão liberados R$ 5 milhões pelo Governo federal, que precisam ser utilizados em um ano. Do total, R$ 3 milhões estão em caixa, com destinação de R$ 2 milhões para aquisição de sementes e maquinário.

O programa foi apresentado e assinado junto ao Ministério Extraordinário de Segurança Alimentar e Combate à Fome (Mesa), em julho, e somente agora será colocado em prática. O acordo foi firmado em parceira com diversas secretarias, com objetivo, segundo a secretária de Estado de Trabalho, Assistência Social e Economia Solidária, Eloísa Castro Berro, de desenvolver ações que possam contribuir para o desenvolvimento social. Entre as metas, redução da mortalidade infantil e de desnutrição. Ontem assinados os termos de cooperação com as secretarias. Dos R$ 3 milhões já em caixa, R$ 2.092 milhões serão destinados à Secretaria de Desenvolvimento Agrário e Instituto de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Idaterra), para aquisição de ferramentas, maquinários, combustível e sementes para produção agrícola.


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Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social

CORREIO DO ESTADO - MS

POLÍCIA

24/09/2003

 

Diretor da PF na mira de agentes

Cristina Ramos
Pelo menos 80% dos 242 policiais federais de Mato Grosso do Sul votaram ontem em um plebiscito nacional que avaliou o desempenho do diretor-geral da corporação, Paulo Lacerda. O resultado das seis urnas espalhadas pelo Estado só sai amanhã, no entanto o sindicato da categoria acredita que os profissionais daqui vão manifestar descontentamento com a atual política adotada pela Polícia Federal.

Segundo o Sindicato dos Policiais Federais de Mato Grosso do Sul (Sinpef-MS), a categoria enfrenta dificuldades para exercer o trabalho, principalmente na região de fronteira. Do total de policiais, apenas 142 fazem atividades de rua. “As diárias estão atrasadas há três meses, assim como água, luz e telefone. Além disso, a gasolina está racionada e o pagamento no posto de combustível também está atrasado. Não há treinamentos e formação para os policiais, muito menos munição para os treinamentos”, lamentou o presidente do Sinpef, Sidnei Tadeu Cuissi.


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Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social

CORREIO DO ESTADO - MS

ECONOMIA

24/09/2003

 

Soja transgênica é plantada há vários anos no Rio Grande do Sul, apesar da proibição por parte do Ministério
PLANTIO – Medida permitirá plantio das sementes, mas ainda não definiu se atinge apenas o RS ou todo o País

MP dos transgênicos deve ser assinada hoje
Da Redação
O vice-presidente do Senado, Paulo Paim, anunciou ontem, após reunião com o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, que a medida provisória (MP) que vai liberar o plantio de alimentos transgênicos será assinada hoje. Segundo informações da Rádio Gaúcha, ainda não foi definido se a medida vai valer para todo o País ou só para o Rio Grande do Sul, onde a soja transgênica já é plantada há alguns anos.

A publicação da medida provisória só depende de uma consulta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está em Nova York, afirmou o vice-líder do Governo na Câmara, Beto Albuquerque (PSB-RS). A medida deverá ser publicada nesta semana. “Estamos determinados a fazer isso (publicar a MP). O Governo está tomando todas as cautelas para fazer isso dentro da lei”, disse Albuquerque a jornalistas ontem, após reunião com o ministro da Casa Civil, José Dirceu.

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ESTADO DE MINAS

GERAIS

24/09/2003

 

Suspeita de pertencer a quadrilha é interrogada
Mulher presa em São Paulo pela Polícia Federal será ouvida em bh sobre roubos

Rosa Maria Grauch, presa por agentes federais em São Paulo, na semana passada, acusada de pertencer a uma quadrilha internacional especializada em furto de peças sacras nas cidades históricas mineiras, vai prestar depoimento amanhã à tarde na 4ª Vara Criminal Federal, em Belo Horizonte. Agentes mineiros foram à capital paulista ontem para trazer a suspeita, que deve chegar hoje em BH e ficará presa na Superintendência da Polícia Federal, no bairro Luxemburgo, região Centro-Sul da cidade.

Rosa Maria Grauch foi detida há uma semana em uma rua do bairro Vila Mariana, zona Sul de São Paulo, mas não foram encontrados em seu poder, imagens ou peças sacras. A expectativa dos policiais é que ela revele à Justiça a forma de atuação da quadrilha, que está sendo procurada pela Polícia Federal há cinco anos.

Em Belo Horizonte, já se encontra preso, desde o último dia 15 de agosto, o restaurador José Thimótheo Rodrigues, de 73. Na última sexta-feira, ele teve o pedido de revogação da prisão preventiva indeferido pelo juiz da 4ª Vara Criminal Federal, Jorge Gustavo Serra de Macedo. Na capital paulista, o namorado de Rosa, Marcos Machado, já cumpre pena no presídio Franco da Rocha. A PF procura ainda Daniel Toledo e Clarisse Melhado, ambos foragidos. Em depoimento à polícia, José Thimótheo Rodrigues afirmou que Toledo era policial e amigo de Clarisse.

A quadrilha é considerada uma organização criminosa internacional. Durante a apreensão das 128 peças sacras, em 15 agosto, em quatro antiquários e uma residência – a maior parte em poder de José Thimótheo – foram encontradas imagens barrocas de santos, castiçais, partes de altares de igrejas, estrados funerários e outros objetos de cidades como Nova Era, Mariana, Sabará, Ouro Branco, Santa Bárbara, Campanha, Piranga, Alvorada de Minas, Paracatu e Rio de Janeiro.

No acervo apreendido, que ainda se encontra na Superintendência da PF, em Belo Horizonte, há também peças sacras do Peru, México, Bolívia, Colômbia e Portugal.

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Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social

ESTADO DE MINAS

GERAIS

24/09/2003

 

Secretário de Direitos Humanos questiona permanência do adolescente no cadeião

A morte de um menor no Centro de Remanejamento de Presos da Polícia Civil (Ceresp) de Juiz de Fora, na Zona da Mata, acentuou a queda de braço entre o governo federal e o Judiciário. O secretário nacional de Direitos Humanos, Nilmário Miranda, que esteve na cidade acompanhando o caso, disse que vai entrar, por meio do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, do qual é presidente, com representação na Corregedoria de Justiça contra a juíza Rosângela Cunha Fernandes, do Juizado de Menores da comarca. O secretário quer saber qual a responsabilidade da juíza em encarcerar menores irregularmente no cadeião.

“Como presidente do conselho, tenho que entrar com representação para ver se os critérios que ela está usando na aplicação da lei estão no espírito da lei, que é buscar a recuperação e dar oportunidade, não apenas encarcerar”, disse. Segundo ele, há informações de que a juíza nunca visitou o local onde estão os menores. “Isto não está na linha dos melhores juízes da infância e da juventude, é fácil ficar na torre de marfim mandando as pessoas para um local para morrer, inclusive”, acrescentou.

Lucas Ribeiro, de 17 anos, morreu domingo à noite na cadeia, após susposta crise de bronquite. Ele estava preso desde dezembro, suspeito de roubar R$ 80 de um comerciante. A família dele só foi informada da morte do filho na tarde de segunda-feira.

Depois de visitar outros nove adolescentes no Ceresp, Nilmário acompanhou o enterro de Lucas. O pai do garoto, Cosme Moacir de Oliveira, disse que o filho estava com pneumonia e que ele esteve com a juíza pelo menos dez vezes tentando tirá-lo do cadeião, mas o pedido de habeas corpus nunca foi aceito. “Ela disse que teria de mandar para Belo Horizonte e que não era possível”, acusou.

Emergência

Uma reunião de emergência aconteceu na prefeitura para tentar resolver a questão. Ficou decidido que quatro adolescentes seriam transferidos hoje para BH. Os outros quatro menores vão permanecer no Ceresp por três dias e serão encaminhados para a entidade Instituto Jesus.

Segundo o secretário-adjunto de Defesa Social, Luiz Flávio Sapori, a solução é emergencial até que uma unidade provisória seja construída na cidade, o que deve acontecer ainda este ano.

Já a juíza Rosângela Cunha Fernandes, que também participou da reunião, disse que não se preocupa com a representação do secretário porque está respaldada pela jurisprudência. “Entramos com habeas corpus no início do ano e o tribunal manteve todo mundo em cana, então é melhor entrar com representação contra o tribunal também, que negou”, disse.

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ESTADO DE MINAS

GERAIS

24/09/2003

 

Fraude causa prejuízo de R$ 1,2 mi ao INSS

Uma denúncia de uma servidora levou o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a descobrir uma fraude que teria causado prejuízo de R$ 1,2 milhão, em uma agência em Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte, nos últimos três anos.

Uma auditoria da instituição constatou 25 tipos de procedimentos ilegais na agência do Bairro das Indústrias, incluindo concessão indevida de benefícios e uso de senhas de acesso. Os golpes foram praticados, segundo a auditoria, por uma servidora contratada, que teve acesso às senhas de três funcionários. Ela concedeu benefícios e se beneficiou de pagamentos alternativos. O nome dela não foi divulgado pelo órgão ou pela Polícia Federal.

O gerente-executivo da agência do INSS de Contagem, José Carlos de Oliveira, informou que a Polícia Federal está investigando servidores suspeitos e que dois foram suspensos por 15 dias e outro por 30. “Pode até ser comprovada que a participação dos três foi efetiva”, revela o gerente.

Já o superintendente do INSS, Marcos Barbonaglia da Silva, anunciou que outras auditorias serão feitas para evitar novos golpes no sistema previdenciário. Barbonaglia informou ainda que foi criada força-tarefa, com integrantes do Ministério Público, da Polícia Federal e do INSS para continuar as investigações e estendê-las para outras agências.

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Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social

ESTADO DE MINAS

GERAIS

24/09/2003

 

Suspeita de crime na Canastra

A Polícia Federal (PF) deverá investigar as causas do incêndio que destruiu 12 mil hectares do Parque Nacional da Serra da Canastra durante o final de semana e por muito pouco não atingiu a nascente do Rio São Francisco, em São Roque de Minas, a 334 quilômetros de BH, região Centro-Oeste do Estado. De acordo com a Polícia Ambiental, tudo indica que as causas são criminosas.

O incêndio começou na manhã de sábado em uma fazenda próxima à portaria do Parque Nacional, local em que, nesta época do ano, não foram autorizadas queimadas pelo Ibama nem pelo IEF, devido ao clima seco. O Corpo de Bombeiros informou que, depois de quatro dias, o fogo foi contido e ontem foi feita uma varredura de troncos pegando fogo, para garantir que não haverá novos focos de incêndio na região.

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FOLHA DA MANHÃ – MG

CADERNO B

24/09/2003

 

Canais de TV desrespeitam controle indicativo

Em uma pequena sala do Ministério da Justiça, em Brasília, dividida por baias, 13 pessoas se revezam na missão de assistir a 14 horas de TV por dia, em todos os canais abertos. Não, não são aficionados por TV. Esse é o trabalho da equipe de monitoramento de programas livres (liberados para o público de todas as idades) do Departamento de Classificação Indicativa do Ministério da Justiça.

Criado em maio por uma decisão judicial, o departamento - que antigamente só analisava sinopses de novelas e classificava filmes - tem como função monitorar e gravar todos os programas de todas as emissoras durante o horário livre da TV que vai das 6 às 20 horas. Vigiam programas policiais, de auditório, novelas, femininos e programas de domingo, como o de Gugu Liberato, do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), que vem causando a maior polêmica.

A equipe passa o dia peneirando as atrações atrás de cenas de sexo, violência, todo tipo de conteúdo considerado impróprio para o horário. Uma vez preso nessa malha fina - que o Ministério enfatiza ser bem diferente de censura - o programa é reavaliado e, em seguida, a emissora é advertida pelo Ministério da Justiça.

"Os monitores fazem relatórios diários sobre as atrações e as emissoras que passarem dos limites são notificadas e chamadas para conversar aqui em Brasília", fala a secretária Nacional de Justiça, Cláudia Chagas. "A equipe de monitoramento é composta por pessoas de diferentes idades, sexo e formação. Temos alguns formados em direito, outros em psicologia, arte, e até gente sem curso superior. Esse mix nos ajuda a ter diferentes pensamentos na análise dos programas", continua. "Não impomos nada, só queremos dialogar. Caso a emissora insista em abusar do conteúdo, nós temos o poder de reclassificar a atração ou melhor, tirá-la do horário livre e colocá-la em um horário compatível com seu conteúdo."

Pela lista negra do departamento já passaram, desde maio: a novela da Rede Globo de Televisão, Mulheres Apaixonadas, que foi classificada de vez para as 21 horas; Kubanacan; João Kleber, da Rede TV!, que levou mais de uma advertência, Verdade do Povo, da Record, com Wagner Montes; e Brasil Urgente, da Band.

"No caso de Kubanacan, que estava com muitas cenas de violência e sexo, tivemos uma conversa franca com o diretor Wolf Maia, que aceitou fazer algumas modificações", conta Cláudia. A Globo nega que Kubanacan tenha sido advertida.

Noticiários resistem

Segundo a secretária, programas policiais - como o Cidade Alerta, da Record - costumam causar problemas, pois passam dos limites alegando estar transmitindo a notícia como ela realmente é. "Mostrar cadáveres, tentativas de suicídio ao vivo, perseguições com tiroteio são algumas das cenas que aparecem em nossos relatórios, pois há um limite tênue entre a informação real e o abuso, a exploração da imagem", fala Claudia. "Temos um programa desse tipo em uma TV local aqui em Brasília, o Barra Pesada (faz uma pausa para rir do nome) que costuma nos dar muita dor de cabeça."

O monitoramento também vigia atrações que não despertam a menor suspeita. O Vale a Pena Ver de Novo, por exemplo, da Globo, é fiscalizado com lupa quando resolve reexibir tramas que foram ao ar anteriormente na faixa das 21 horas. "As novelas costumam ser reeditadas, mas ficamos atentos" diz Claudia.
"Agora estamos de olho no Vídeo Show. Às vezes eles exibem reportagens e cenas de Mulheres Apaixonadas, que é classificada para outro horário", continua. "Outro dia vimos no programa a reprise daquele tiroteio na novela, depois, vimos uma matéria com as cenas das jovens lésbicas. Não podemos abrir exceções."

Mas o Vídeo Show não passa nem perto das reclamações que o departamento do classificação recebe do
programa A Hora da Verdade, de Márcia Goldschmidt, na Bandeirantes. "A Márcia não quer mudar, continua resistente, vamos ter de tomar providências", diz Claudia. " Um dia o tema era um marido que obrigava a mulher a se prostituir. No outro, uma avó que matou o neto porque ele era negro. Isso não é conteúdo para o horário"

A Band confirma as advertências, mas diz, por meio de sua assessoria de imprensa, que nunca se negou em cumprir qualquer decisão do governo e que sempre teve uma postura de entendimento, inclusive para corrigir eventuais desvios na programação.

Cláudia deixa claro que o único poder do departamento é classificação; punições de fato só podem ser buscadas pelo Ministério Público. "O caso da entrevista falsa do PCC no Gugu foi um fato isolado, mas, mesmo assim, mandamos um advertência para o SBT", conta ela. "Se insistirem na falta, podemos reclassificar o Domingo Legal."

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Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social

DIÁRIO DO PARÁ

CIDADES

24/09/2003

 

Valentina se compara a Jesus Cristo
Em carta-testamento, vidente se diz vítima da polícia, da mídia e da injustiça dos homens

Valentina de Andrade só tem o primário, mas é atribuída a ela uma carta-testamento - que o DIáRIO publica com exclusividade -, na qual se compara a Sócrates, Galileu, Schopenhauer, Jesus Cristo e Nietzsche, perseguidos por suas convicções. A mulher que no próximo dia 29 será julgada como autora intelectual do assassinato de três crianças e tentativa de homicídio contra outros dois, em Altamira, endereça na carta supostamente assinada de próprio punho, quatro páginas de texto “a todos os que me acusam, especialmente os que acreditam na minha inocência”.

Chama de incompetentes a “certos integrantes” das polícias Federal e Civil e os acusa de “fabricar” culpados para dar uma satisfação ao Ministério da Justiça e à mídia.

Valentina também diz que foi condenada antecipadamente por setores da imprensa, em razão de sua convicção, e garante que a LUS (Lineamento Universal Superior) jamais incitou a morte, o terror ou qualquer tipo de maldade, como a emasculação infantil.

Quanto ao livro, “Deus, a grande farsa”, Valentina assevera que não se refere “ao Deus oniciente (sic) e onipresente que governa a existência em cujo lado direito encontra-se Jesus Cristo”, mas de um “deus mesquinho, invejoso, interesseiro e individualista, que se materializa entre aqueles que não evoluíram espiritualmente”.

Ela se classifica como injustiçada, incompreendida, vítima de uma armação.

O DIáRIO não conseguiu comprovar a autenticidade do documento, mas optou por publicá-lo, mesmo com essa ressalva, porque foi obtido de fonte acreditada.

A todos os que me acusam, especialmente os que acreditam em minha inocência

Sou tão vítima quanto aquelas crianças terrivelmente mortas ou emasculadas pela ação(ões) doentia(s) de pessoa(s) psicologicamente desajustada(s), com certeza ainda livre(s) e desimpedida(s) para cometer(erem) outros delitos.

A população do Estado do Pará, especialmente a da cidade de Altamira, viveu, ao longo desses anos todos, a expectativa de ver condenado (s) o(s) responsável (eis) por esses crimes repugnantes. Sempre me encontrei nesse contexto, acreditando na eficiência.

Mas a incompetência de certos integrantes da Polícia Federal e Civil preferiu “fabricar” “culpados” a título de “resultado”, como satisfação ao Ministério da Justiça e à mídia que conseguiu “conduzir” o próprio Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Um dia a história mostrará a sua face verdadeira.

Encontro-me, com o apoio de setores da imprensa, especialmente a de um famoso jornal desta terra, antecipadamente condenada em razão de minha convicção (anunciada como protegida pela Constituição Federal da República) quanto as coisas que formam a existência.

Minha ideologia reuniu inúmeros argentinos, pais de família, cidadãos de bem, variados profissionais, identicamente revoltados com as maldades do mundo, livres para pensar, concluir sob as constelações que nos ilumina, nenhum assassino, estuprador ou serviçal de quaisquer pensamentos que porventura ofereçam prejuízos ao ser humano ou aos animais.

Nossos estudos encontram-se distantes de qualquer incitação a morte, ao terror ou a qualquer tipo de maldade, física ou espiritual de quem quer que seja. Meu livro, adotado por nossos estudos referente ao Lineamento Universal Superior, não contém palavra alguma que forneça essa nefanda interpretação, menos para quem necessite da iluminação dos holofotes, sempre acusando como forma de defesa, ou da venda maciça de um periódico há muito desacreditado pelos verdadeiros intelectuais da terra.

Nenhuma palavra foi escrita em meu livro como incitação ao homicídio, estupro, ou emasculação infantil. é uma apologia contra as dores, os sofrimentos, as angústias que perseguem o ser humano. O “deus” que intitula a obra é um “deus” elaborado como mesquinho, invejoso, interesseiro e individualista que se materializa entre aqueles que não evoluíram espiritualmente (onde se encaixariam os verdadeiros assassinos deste caso). Não me referi ao Deus oniciente e onipresente que governa a existência em cujo lado direito encontra-se Jesus Cristo, com explico em meu livro.

Apenas é um modo de pensar e enxergar, um delírio, talvez, uma viagem interplanetária com diferenças de idéias, pensamentos, inclusive quanto aos dogmas da Igreja Católica ou a sua instituição, nunca a incitação observada que desafio alguém explicitamente a apontar. Teria sido esse o meu pecado, atacar dogmas estabelecidos, desafiar a tradição religiosa?

Sócrates (condenado à morte), Galileu (obrigado à retratação), Schopenhauer (dado como louco), Jesus Cristo (crucificado), Nietzsche (mal interpretado) e aqueles que a Santa Inquisição torturou ou queimou até a morte, foram vítimas da mesma sanha que aqui se reedita à guisa de um resultado qualquer que a história se encarregará de desmascarar.

Integrantes dessa ideologia visitaram a imprensa local para explicar tal configuração mas tiveram suas palavras deturpadas pelo redator, do título à última resposta, encontrando no jornal visitado (onde poderia ser a sede da verdade reposta) a deturpação de palavras, a conotação criminosa e a distorção dos fatos, como assim vem sendo em desrespeito a inteligência do povo paraense.

No meio deste processo avolumado de mentiras, contradições e maldades, encontrei pessoas dignas, honestas, que ousaram insurgir-se contra essa orquestra medieval que um dia fará vergonha ao Estado do Pará, contudo encontram-se contidas por suas limitações funcionais.

Fui, igualmente a outros réus, impronunciada pela coragem de um magistrado justo e um promotor corajoso, cujas togas vestidas ainda insistem em honrar as instituições que servem. Suas decisões, infelizmente, soçobraram ao sabor de correntes hierarquicamente superiores que não conseguiram vencer a mídia e os interesses desta. Eis a justiça do Estado do Pará, a que antecipadamente me condenou!

No Paraná simplesmente porque encontrava-me nas imediações de um lugar em qual uma criança desapareceu fui logo procurado e acusada de homicídio. A primeira coisa que fizeram foi relacionar o caso ao meu livro, como sempre mal interpretado. Contudo, pelas mãos de uma integrante daquele Poder Judiciário, uma juíza(ameaçada posteriormente pela própria polícia), o falso processo falso foi trancado, sequer havendo indiciamento, para a insatisfação da Polícia Federal que passou a me perseguir.

Não sou bruxa, não como crianças, sou humana igual aos que me acusam, incompreendida, injustiçada, rejeitada, amada, frágil, incapaz de fazer o mal, incrédula na justiça dos homens. A mesma justiça que obrigou Sócrates a ingerir cicuta. A que queimou Joana D’ arc na fogueira. A que executou Tiradentes ou aquela que se omitiu diante da morte de Rotílio Rosário (o primeiro acusado da questão) na prisão da delegacia de Altamira, pobre, moribundo, forçado pela polícia ao extremos a confessar o que não confessou porque nada tinha realizado. Pagou com a vida por ter sido visto em um quintal admirando calcinhas num varal. Seria mais um a integrar o corpo de acusados se por acaso não houvesse sido eliminado.

Gastei tudo o pouco que possuía contratando advogados diversos que não conseguirão provar minha inocência porque já me condenaram desde o primeiro momento desta causa. Neste sentido advirto-os que não gastem argumentos em torno de uma defesa que já se encontra rejeitada.

Encontro-me presa, violentada em meus direitos humanos, considerada erradamente como foragida por um relatório mentiroso da Polícia Federal que afirma ter efetuado minha prisão em São Paulo quando, na verdade, apresentei-me espontaneamente perante o juiz que resolveu decretar naquela hora a minha prisão. A televisão mostrou.

Com domicílio e relações tanto na Argentina como no Brasil, sempre transitei livre sem qualquer receio nesses dois países, nunca tendo me ausentado de obrigações processuais (mesmo que foi decretada a prisão anterior, logo revogada, para ciência da sentença de pronúncia) porque acreditava na realização de justiça.

Tenho 72 anos, vividos com dignidade e respeito para com a pessoa humana. A perseguição que enfrento servirá a um capítulo da história deste Estado e todos aqueles que me acusam, especialmente aos que se servem de mentira, inventando fatos, rituais, planos de matança, e aos que me condenarem oficialmente, acredito, nunca mais terão paz em suas consciências.

Agora possuo a certeza de que haverá outros inocentes nessa corrida “santa” promovida pela injustiça, podendo vislumbrar que os sofrimentos desses condenados (sequer os conheço) haverá que expurgar, um dia, suas almas ao encontro de outra vida que porventura se apresente muito mais justa do que esta (tomara que a imprensa não interprete, mais uma vez, como coisa do além o que não passa de uma simples compaixão).

Não escrevi esta carta com a pretensão de que seja publicada por uma imprensa que já me condenou e dirige os fatos como bem deseja, mas com a esperança de um registro junto a história que por certo iluminará os fatos, em afirmação do que entendo por justiça.

Que Deus proteja e abrigue todas as crianças injustamente molestadas pela ação de pessoas mentalmente enfermas e impunes.

Eis minha cabeça, meus algozes, muito antes decapitada pelo que se denomina por justiça!


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Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social

DIÁRIO DO PARÁ

MERCANTIL

24/09/2003

 

Governo quer retirar poder de agências

BRASíLIA (AE) - O governo quer retirar poderes das agências reguladoras, aumentar seu controle sobre elas e assumir o comando das concessões e contratos de serviços públicos e privados. Esses são os principais pontos dos dois anteprojetos de lei sobre a organização dos órgãos reguladores, divulgados ontem, no qual é redefinido o papel das agências. O sub-chefe da coordenação da ação governamental da Casa Civil, Luiz Alberto dos Santos, explicou que a nova legislação é necessária porque há uma "delegação imprópria" do poder concedente para as agências.

Na nova regulamentação, que ficará sob consulta pública até o dia 30, há uma preocupação específica em relação aos consumidores. Ela determina que as agências deverão solicitar pareceres dos órgãos do sistema brasileiro de defesa da concorrência, como o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), antes da adoção de normas ou regulamentos que possam implicar mudanças nas condições de concorrência dos setores regulados.

"Agora sim é que está havendo uma filosofia", disse Santos, para quem o Brasil importou de forma inadequada os modelos das agências reguladoras, que "foram improvisadas". Segundo ele, os anteprojetos não interferem no marco regulatório dos setores de infra-estrutura, como telecomunicações e energia elétrica. A Casa Civil, disse, também não está tirando a autonomia dos órgãos reguladores. "As agências estão tendo sua autonomia delineada", afirmou.

Os textos foram elaborados com base nas conclusões do relatório final do grupo de trabalho formado por 10 ministérios para analisar e avaliar o papel dessas agências no atual arranjo institucional brasileiro. Em fevereiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez duras críticas a esses órgãos, afirmando que o Estado havia sido "terceirizado". Esse grupo entendeu que "não seria adequado manter o poder concedente na mão da entidade que faz a fiscalização da concessão".

Por isso, o texto transfere das agências para os ministérios a atribuição de conceder outorgas e autorizações de serviços públicos e privados. O Ministério das Comunicações, por exemplo, passará a ter a atribuição de celebrar os contratos de concessão para a prestação dos serviços em regime público, entre eles aqueles firmados com as concessionárias de telefonia fixa. Um dos anteprojetos modifica a Lei Geral de Telecomunicações (LGT), retirando essas atribuições da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O Ministério de Minas e Energia também passará a assumir atribuições semelhantes exercidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Exclusão

Para não deixar as agências completamente fora do processo de concessão, o governo admite a manifestação formal delas antes da celebração de contratos e a expedição de autorizações pelos ministérios. E permite ainda que essas atribuições sejam delegadas a elas, a critério dos ministros. "Não há nenhuma pretensão de excluí-las do processo", observou Santos. A intenção é "recompor as situações de modo que a União possa exercer a sua capacidade de poder concedente".

Os ministérios, segundo Santos, serão responsáveis pela formulação de política e as agências pela fiscalização e regulação."Uma vez firmado o contrato, é a agência quem fiscaliza, quem regula e quem aplica a penalidade", afirmou.

A atribuição de cassar as concessões foi mantida para as agências por fazer parte do processo de fiscalização. Santos explica que elas também têm de adotar medidas punitivas necessárias à satisfação do interesse público, entre elas a cassação. Isso, no entender do governo, reduziria uma eventual possibilidade de politização da decisão, quando for detectado descumprimento da concessão.

Depois da consulta pública, as contribuições serão analisadas e os textos serão encaminhado ao Congresso em forma de projetos de lei, possivelmente em meados de outubro. Segundo despacho do ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, "a relevância da matéria recomenda a sua ampla divulgação, a fim de que todos possam contribuir para o seu aperfeiçoamento".

Pelo projeto, será firmado um contrato de gestão entre os diretores dos órgãos reguladores e os ministros vinculados, para ser um "instrumento de controle da atuação administrativa da autarquia, da avaliação do seu desempenho e elemento integrante da prestação de contas". O contrato especificará as metas de desempenho a serem atingidas, as obrigações e responsabilidades das partes e as penalidades aplicáveis em caso de descumprimento. As punições serão administrativas e não envolvem a demissão dos dirigentes.

Segundo Santos, o contrato será destinado a contribuir para o controle social sobre as agências e para a transparência na gestão. "Não há qualquer previsão de submeter a permanência dos dirigentes das agências em seus cargos ao contrato de gestão", afirmou. Para a avaliação do contrato, os ministros contarão com o apoio de uma Comissão de Acompanhamento e Avaliação, formada por representantes da Casa Civil e do Ministério do Planejamento.

A duração dos novos mandatos de diretores será de quatro anos, sendo admitida uma única recondução. Todas as agências terão uma ouvidoria, como já existe na Aneel e na Anatel. O ouvidor deverá "receber, apurar e solucionar as reclamações dos usuários."

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Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social

O LIBERAL - PA

ATUALIDADES

24/09/2003

 

Projeto retira poder de agências reguladoras

Brasília (Agência Estado) - O governo quer retirar poderes das agências reguladoras, aumentar seu controle sobre elas e assumir o comando das concessões e contratos de serviços públicos e privados. Esses são os principais pontos dos dois anteprojetos de lei sobre a organização dos órgãos reguladores, divulgados ontem, no qual é redefinido o papel das agências. O sub-chefe da coordenação da ação governamental da Casa Civil, Luiz Alberto dos Santos, explicou que a nova legislação é necessária porque há uma “delegação imprópria” do poder concedente para as agências.

Na nova regulamentação, que ficará sob consulta pública até o dia 30 deste mês, há uma preocupação específica em relação aos consumidores. Ela determina que as agências deverão solicitar pareceres dos órgãos do sistema brasileiro de defesa da concorrência, como o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), antes da adoção de normas ou regulamentos que possam implicar mudanças nas condições de concorrência dos setores regulados. “Agora sim é que está havendo uma filosofia”, disse Santos, para quem o Brasil importou de forma inadequada os modelos das agências reguladoras, que “foram improvisadas”.

Segundo ele, os anteprojetos não interferem no marco regulatório dos setores de infra-estrutura, como telecomunicações e energia elétrica. A Casa Civil, disse, também não está tirando a autonomia dos órgãos reguladores. “As agências estão tendo sua autonomia delineada”, afirmou. Os textos foram elaborados com base nas conclusões do relatório final do grupo de trabalho formado por dez ministérios para analisar e avaliar o papel dessas agências no atual arranjo institucional brasileiro. Em fevereiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez duras críticas a esses órgãos, afirmando que o Estado havia sido “terceirizado”.

“Esse grupo entendeu que não seria adequado manter o poder concedente na mão da entidade que faz a fiscalização da concessão”, explicou Santos. Por isso, o texto transfere das agências para os ministérios a atribuição de conceder outorgas e autorizações de serviços públicos e privados. O Ministério das Comunicações, por exemplo, passará a ter a atribuição de celebrar os contratos de concessão para a prestação dos serviços em regime público, entre eles aqueles firmados com as concessionárias de telefonia fixa.

Um dos anteprojetos modifica a Lei Geral de Telecomunicações (LGT), retirando essas atribuições da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O Ministério de Minas e Energia também passará a assumir atribuições semelhantes exercidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Para não deixar as agências completamente fora do processo de concessão, o governo admite a manifestação formal delas antes da celebração de contratos e a expedição de autorizações pelos ministérios. E permite ainda que essas atribuições sejam delegadas a elas, a critério dos ministros.

Oposição diz que governo quer fazer uso político das concessões de serviços

Líderes da oposição especializados na área acusaram o governo de querer fazer uso político das concessões de serviços submetidas às agências reguladoras com o anteprojeto de lei para reestruturar essas instituições, que entrou em consulta pública ontem. Segundo o deputado Alberto Goldman (PSDB-SP), que foi relator da Lei Geral de Telecomunicações, a proposta do governo, de transferir das agências aos ministérios o poder de realizar as concessões dos serviços, “é um retrocesso enorme”. Para ele, a proposta aumenta a possibilidade de corrupção, concentrando as concessões nos ministérios.

“Hoje as agências estão razoavelmente imunes aos interesses políticos”, disse Goldman, acrescentando uma pergunta: “Qual é a vantagem para o interesse público em deixar as concessões de rodovias nas mãos do Partido Liberal?” O vice-líder do PFL, deputado Pauderney Avelino (AM), reclamou do fato de que a reforma proposta pelo governo não prevê a prestação de contas das agências ao Parlamento. “Nós sempre lutamos para que elas se reportassem ao Congresso.” Goldman diz que a prestação de contas ao Congresso melhoraria o modelo, mas não é vital porque as agências já respondem ao Tribunal de Contas da União.

Embora também tenha manifestado o temor de que “o governo possa usar o poder de concessão politicamente”, Avelino elogiou a abertura de um espaço dentro das agências para os órgãos de defesa do consumidor. “O contribuinte não pode ficar na mão.” Um dos articuladores da criação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o líder do PFL na Câmara, deputado José Carlos Aleluia (PFL-BA), disse que a proposta “enfraquece as agências na suposição de que o governo é mais confiável do que o Estado”. Segundo ele, a proposta, se aprovada, vai dificultar a atração de investimentos, em vez de facilitar.

Para Aleluia, o governo está confundindo as atribuições cabíveis ao governo e ao Estado. Enquanto o governo é eleito periodicamente, diz, o Estado é permanente. “E as agências fazem parte do Estado.”

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Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social

O LIBERAL - PA

ATUALIDADES

24/09/2003

 

Provas de julgamento vão à perícia

Hoje, às 9 horas, a Justiça entrega ao Instituto de Criminalística “Renato Chaves”, em Belém, as três fitas de vídeo juntadas na semana passada pela acusação ao processo dos crimes de emasculação e morte de crianças, ocorridos no município de Altamira, entre 1989 e 1993. A perícia foi determinada pelo juiz Ronaldo Valle, atendendo ao pedido da defesa de Valentina de Andrade. Mas o diretor do instituto, Joaquim Araújo, que fará o exame, ainda não tinha sido informado da perícia até o início da tarde de ontem. Joaquim disse que estaria viajando ontem para Abel Figueiredo, município do interior paraense, a serviço, devendo iniciar a perícia nas fitas somente amanhã. Araújo não soube dizer quanto tempo deve durar o exame, pois ainda tinha conhecimento do material a ser examinado, mas garantiu que fará o serviço a tempo para o julgamento de Valentina, que foi remarcado para a segunda-feira, 29.

Valentina é apontada como a líder da seita satânica, denominada Lineamento Universal Superior (LUS), que teria praticado os crimes. Ela se encontra presa preventivamente na Penitenciária de Marituba. Outros quatro réus foram julgados e condenados a prisão no mesmo processo: Amailton Gomes, Anísio de Souza, Césio Brandão e Carlos Alberto Lima.

Duas das fitas de vídeo a serem periciadas pertecem a uma coleção de cerca de 400 fitas apreendidas pela Polícia Federal na casa de Valentina, no Paraná, há alguns anos. Segundo o assistente de acusação Clodomir Araújo, as fitas mostram reuniões da LUS em que Valentina aparece difundindo as doutrinas da entidade. A terceira fita trás um documentário sobre seitas satânicas, entre elas o LUS, produzido por uma TV a cabo argentina. O novo advogado de defesa de Valentina, Cláudio Dalledone Júnior, está trazendo à perícia dois assistentes técnicos vindos do Sul do País: os peritos Ari Ferreira Fontana e Leocádio, especialistas em perícia criminal e em fonética forense.

Contraprova - Dalledone pediu oficialmente vistas do processo ao juiz e juntou ontem aos autos algumas peças dos inquéritos policiais realizados nas cidades paranaenses de Guaratuba e Umuarama, que apuraram o desaparecimento de crianças, nos anos 90, além de certidões negativas dos antecedentes criminais de Valentina. O advogado garante que os documentos demonstram que a ré não está envolvida nos crimes ocorridos no Paraná, inclusive, havendo a confissão dos responsáveis e o julgamento deles. Outro documento anexado ao processo foi o relatório da “Operação Magia Negra”, realizada em 1992 pelo Serviço Reservado da Polícia Militar do Paraná”, o qual, segundo o defensor, porá uma “pá de cal” sobre as acusações.

Paralelamente, o advogado está requerendo ao juiz que Valentina possa ser acompanhada por um médico particular dentro da penitenciária. “Ela está muito debilitada”, alega.

Argentinos do LUS se manifestam em defesa de Valentina nas ruas de Belém

Os membros do Lineamento Universal Superior (LUS) iniciaram uma verdadeira campanha em Belém em defesa de Valentina de Andrade e do LUS. Um grupo de aproximadamente 30 pessoas, todas argentinas, há dois dias vêm realizando manifestações de rua, munidos de faixas e cartazes, distribuindo panfletos e dando entrevistas próximo ao fórum da cidade. Até um site foi lançado com o objetivo de negar o envolvimento da entidade e de Valentina nos crimes de Altamira.

O grupo “repudia” as acusações, afirmando categoricamente que Valentina não tem qualquer envolvimento no sacrifício ou emasculação de meninos, ocorridos no início dos anos 90 no Pará, no Paraná e no Maranhão. O grupo responsabiliza a Polícia e a imprensa pelos crimes atribuídos à Valentina, mas, contraditoriamente, também utiliza matérias jornalísticas para tentar provar que a ré não é uma criminosa.

No site e nos panfletos, consta que o LUS é uma associação civil sem fins lucrativos, fundada e até hoje composta exclusivamente por argentinos. Valentina é citada apenas como uma pessoa cujos conhecimentos de amor revelados no livro “Deus, A Grande Farsa”, de autoria dela, são objeto de estudos no LUS.

O grupo já enviou um manifesto escrito contra a prisão de Valentina à Organização Mundial Contra a Tortura, à Corte Internacional da Organização dos Estados Americanos (OEA), à Anistia Internacional, ao Movimento Nacional de Direitos Humanos, à Secretaria Especial de Direitos Humanos, ao Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, à Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH), ao Movimento República de Emaús e a outras entidades.

Investigações - A Polícia Federal, sob determinação do Ministério da Justiça, instaurará inquéritos policiais no Pará, no Paraná e no Maranhão para apurar a ocorrência dos crimes de emasculação, desaparecimento e morte de meninos, além de possíveis ramificações no Mato Grosso e em Goiás, conforme já havia sido anunciado anteriormente. A retomada das investigações, uma década após os crimes, investigará a relação deles com o LUS e com Valentina.

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Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social

O LIBERAL - PA

REPÓRTER 70

24/09/2003

 

Em poucos linhas

O IML dará, hoje, o resultado da perícia nas fitas de vídeo conseguidas pela acusação de Valentina Andrade, gravadas em Buenos Aires e que mostram cenas de uma reunião da Lus. A Polícia Federal já atestou a autenticidade do material.

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Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social

O NORTE – PB

POLÍCIA

24/09/2003

 

Anastácio contesta OAB e revela novas ameaças

O deputado Frei Anastácio (PT) voltou ontem a denunciar as ameaças de morte que tem recebido. Ele informou que sabe o nome da pessoa que contratou um pistoleiro para lhe matar, cujo serviço renderia R$ 50 mil.

Indagado sobre o nome do mandante, ele revelou que o secretário de Segurança já tem conhecimento. O petista disse que chegou a conversar com um pistoleiro que recebeu a metade do pagamento para lhe matar. Ele reforçou as ameaças durante entrevista, quando contestou as colocações feitas pelo jurista Carlos Aquino, da OAB-PB, que levou as informações sobre o crime organizado na Paraíba para a OAB nacional. "Não acredito numa força-tarefa sem a participação da Polícia Federal". Ele demonstrou sua indignação contra o relatório da Comissão Especial de Combate à Criminalidade, instalada pela OAB nacional em todas as seccionais do país.

O protesto na Assembléia acabou direcionado ao jurista Carlos Aquino, relator da comissão OAB-Bb.O deputado lembrou as declarações "de que na Paraíba não existe crime organizado e, sim, crimes pontuais" feitas pelo relator Carlos Aquino. Anastácio, em função disso, afirmou que pedirá a retirada do depoimento que prestou a Comissão. "Quero de volta, também, o relatório da CPI do Campo que entreguei a OAB”.

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Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social

O NORTE – PB

POLÍCIA

24/09/2003

 

Paraibana ouvida em Brasília

Uma paraibana vai depor amanhã na CPI da Câmara dos Deputados, em Brasília, e fazer novas denúncias sobre o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis na Paraíba. Ameaçada de morte, ela está incluída no Serviço de Proteção às Testemunhas e seu nome mantido em sigilo. Foi essa mesma paraibana que denunciou os agentes fiscais do Estado envolvidos no esquema de sonegação fiscal na compra de álcool por empresários locais.

Outro paraibano que deve depor em Brasília é o empresário Marcos Domingos, que não atendeu à convocação dos deputados quando a CPI Nacional esteve na Assembléia Legislativa da Paraíba, semana passada. Domingos é dono de uma rede com mais de vinte postos de gasolina espalhados pela Paraíba e Rio Grande do Norte, segundo revelou o deputado Frei Anastácio(PT), que presidiu a CPI dos Combustíveis da Assembléia Legislativa.

O empresário, de acordo com a CPI da Assembléia, chegou a construir estradas que serviam de rota para transporte de combustíveis. "O mais interessante nisso tudo é que ele (Domingos) era um simples borracheiro dois anos atrás e agora apareceu com toda essa riqueza", comparou Frei Anastácio, lembrando que as informações constam de um relatório sigiloso entregue pela CPI da Paraíba aos integrantes da CPI Nacional dos Combustíveis.

Como não compareceu ao convite feito pela CPI Nacional, semana passada, Marcos Domin-gos será obrigado a depor em Brasília, embora não haja ainda data marcada para a audiência pública com os deputados. Se não atender à convocação desta vez, a CPI pode recorrer à Polícia Federal para obrigá-lo a depor.

O deputado Frei Anastácio quer a formação de uma comissão especial com representantes de vários segmentos da sociedade para fiscalizar os postos de combustíveis na Paraíba, especialmente em João Pessoa. Ele disse que a vinda da CPI Nacional à João Pessoa inibiu a adulteração dos combustíveis. Informações do curador do consumidor, Francisco Sagres, mostram que o índice de adulteração praticamente zerou após o trabalho da comissão de deputados, enquanto que o índice nacional é de 12%.

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Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social

O NORTE – PB

POLÍCIA

24/09/2003

 

Assaltantes são capturados
O trio, que havia levado R$ 20 mil do posto de combustíveis Padre Cícero, em Bayeux, foi pego quando tentava passar pelo posto da PRF, em Manguinhos

Paulo Cosme - Repórter - cosme@jornalonorte..com.br
Em menos de seis horas a Polícia Militar de Bayeux conseguiu prender os três responsáveis pelo assalto ocorrido no início da tarde de segunda-feira ao posto de combustíveis Padre Cícero, da rede Opção, localizado na BR-101, na entrada da comunidade Rio do Meio, em Bayeux. O assalto aconteceu por volta das 13 horas e os acusados foram presos no final da tarde quando passavam pelo posto da Polícia Rodoviária Federal, em Manguinhos.

O assalto, que teria rendido cerca de R$ 20 mil, de acordo com a polícia, foi praticado pelo auxiliar de carpinteiro, Aristeu de Oliveira Silva, 40 anos, o comerciante Gesiel Teixeira Borges, 37 anos e pelo estudante João Carlos da Silva Flores, 20 anos, todos residentes no bairro do Sesi, em Bayeux.

Este último acusado é neto do vereador de Bayeux, João Flores. O trio
confessou o assalto mas apenas um concordou em falar com a imprensa.
Gesiel Teixeira Borges explicou que o assalto vinha sendo planejado há cerca de uma semana, pois eles passavam boa parte do dia bebendo num barzinho e observando toda a movimentação do posto, inclusive o horário em que o funcionário saia para depositar o dinheiro na agência do Banco Brasil, em Bayeux. Depois de levantar todos esses dados, eles arranjaram duas motos e no início da tarde de se-gunda-feira escolheram o mo-mento exaro para agir.

O trio chegou no barzinho no início da manhã e começou a tomar cerveja e observar a movimentação. Gesiel Teixeira contou que chegou a ver quando a funcionária do posto, Cidelene Maria Maia em companhia de outro rapaz contaram o dinheiro e os cheques e colocaram num malote do Banco do Brasil.

No momento em estavam saindo do escritório com destino a agência bancária, o trio se aproximou e armados de revólveres anunciou assalto. O casal foi obrigado a entrar novamente no escritório e entregar o malote onde estava o dinheiro e os cheques no valor aproximado de R$ 20 mil.

A ação durou cerca de cinco minutos e os bandidos fugiram com destino a Santa Rita em duas motos, sendo uma RD de cor preta e placas MMY- 6077 e outra CBX-150 de cor vermelha e placas MNA-6730.

Bandidos recebiam apoio

Após o assalto, os bandidos foram se esconder na casa do comerciante Israel Ferreira da Silva, no distrito de Várzea Nova, em Santa Rita. Segundo a polícia, esse homem, que conseguiu escapar do cerco policial e que também é sobrinho do vereador João Flores, deu todo apoio logístico a quadrilha e chegou a fornecer as armas usadas no assalto como também deu o carro, um Santana de cor azul e placas MMR-6056 para que os assaltantes viessem farrar em João Pessoa com o dinheiro do assalto.

A Polícia Militar foi avisada e após realizar investigações e buscas chegou até as duas motos que foram usadas no assalto e que foram deixadas na casa do comerciante Israel Ferreira. Próximo a residência, a polícia encontrou também parte dos cheques que os bandidos tentaram queimar para se livrar deles.

Os policiais ficaram sabendo que os assaltantes tinham fugido para João Pessoa num Santana. De posse dessa informação, o comandante da 3ª Companhia Capitão Francimar Vieira Lins mobilizou um efetivo de 14 homens. Foram montado campanas em vários pontos estratégicos e no final da tarde a PM conseguiu prender os acusados no momento em que eles passavam pelo posto da Polícia Rodoviária de volta para Bayeux.

Com o trio a polícia ainda conseguiu recuperar em dinheiro a importância de R$ 7.822,80 dos R$ 10 mil que foram levados. O restante, de acordo com o capitão Francimar Vieira Lins, os assaltantes gastaram numa pousada em João Pessoa. Também foram recuperados uma pulseira de ouro e várias outras jóias e objetos tomados da funcionária do posto, Cidelene Maria Maia.
A quadrilha também estava de posse de muita munição e das duas armas usadas no assalto. Um dos revólveres, de acordo com a polícia, é uma arma grande de seis polegadas, potente, de mira especial e certeira, usado principalmente para a prática de tiro ao alvo. Ao ser interrogado na polícia, Gesiel Teixeira contou que a moto vermelha usado no assalto lhe pertence e que a outra foi tomada emprestada por Israel Ferreira da Silva.

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Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social

O NORTE – PB

POLÍCIA

24/09/2003

 

“Dão Torrado” facilitou a fuga de Val Carneiro

José Ferreira da Silva, 24 anos, mais conhecido como "Dão Torrado", líder da quadrilha morta na noite do último domingo, em uma troca de tiros com policiais federais, na cidade de São Bento, era um dos bandidos mais procurados do Nordeste e acusado de vários crimes nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba. Ele também é apontado como um dos responsáveis pelo resgate de José Valdetário Benevides, o Val Carneiro, um dos bandidos mais perigosos do Norte-Nordeste do país, que se encontrava preso na penitenciária potiguar de Alcaçuz, há cerca de três anos.

"Dão Torrado" era natural de Brejo do Cruz, sertão do Estado, e braço direito de Val Carneiro, com quem praticou vários crimes, incluindo o assassinato do delegado paraibano Robson de Medeiros Lira, ano passado, durante o assalto a três agências bancárias, na cidade de Macau/RN. Ele também era fugitivo do Presídio de Marabá, no estado do Pará, onde cumpria pena por assalto.

O acusado, que faleceu na ação realizada pela Polícia Federal, conhecia pessoas influentes em São Bento, possuía imóveis alugados na cidade e costumava emprestar dinheiro a juros. Com fama de pistoleiro, "Dão Torrado" executava seus inimigos a sangue frio e era bastante temido pelos moradores da região, o que dificultava a ação da polícia em localiza-lo.

O outro integrante da quadrilha, identificado como "Falcon", ainda se encontra foragido, mas a Polícia Federal está investigando o seu paradeiro. O carro que estava com os acusados, no momento da abordagem policial, uma S-10 cabine dupla, foi roubado em São Vicente do seridó há dez dias. O veículo foi roubado do comerciante José Walter Cordeiro, durante o assalto a agência dos Correios daquela cidade.

ANOTE
Depoimento

O cabo Militar Mário Santos Guimarães, 40 anos, prestou
depoimento ao juiz Marcos Benjamim Soares, do 1° Tribunal
do Júri, como um dos envolvidos na morte dos estudantes Gilzandro de Sousa Oliveira e Marclébio Clementino Carvalho, no dia 27 de janeiro deste ano, em uma emboscada no bairro de Bodocongó III, cm Campina Grande. Em seu relato, o cabo negou participação no crime e apresentou um álibi. Segundo o interrogado, ele estava na enfermaria do Hospital João Ribeiro no dia e hora do fato. Mário disse que soube do acontecido pelo pai, que o informou. Ele negou conhecer as pessoas citadas em todo o processo, inclusive as vítimas e disse só conhecer de vista, o outro cabo PM, Elinaldo Vicente Ferreira, sem maiores intimidades.

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Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social

O NORTE – PB

GERAIS

24/09/2003

 

MEC pode transferir Escola de Enfermagem

Rio - A Universidade Federal Fluminense (UFF) vai solicitar ao Ministério da Educação (MEC) a mudança de sua Escola de Enfermagem, que fica aos pés das favelas da Chácara e do Arroz, no centro de Niterói, no RJ, para outro lugar, por causa da violência. Os tiroteios são rotineiros e assustam alunos e funcionários. A unidade já foi até usada como esconderijo de bandidos.

A reitoria da UFF enviou dois ofícios à Polícia Federal, um em 12 de junho e outro em 5 de setembro, solicitando a confecção de um “laudo técnico de risco” que ateste que a escola fica numa região perigosa. De posse do documento, a universidade vai pedir ao MEC que seja construído um novo prédio para abrigar o curso no câmpus do Gragoatá, onde ficam outras faculdades.

Os ofícios, endereçados a Aldeir Bório Gonçalves, delegado-geral da PF em Niterói, informam que os freqüentadores da escola correm risco de vida por conta dos tiroteios nas duas favelas (a Chácara fica na parte baixa do morro e o Arroz, na alta). Em ambas, costuma haver confrontos entre traficantes de quadrilhas rivais e com a polícia. A reitoria ainda aguarda uma posição do delegado. Para a reportagem, a PF informou que uma equipe do setor de inteligência já fez um levantamento das condições de segurança da unidade e agora está elaborando o laudo pericial.

A apreensão da UFF é justificada. Em junho, um homem que fugia da polícia se refugiou dentro do prédio. Correu até o último andar e, cercado por policiais, se jogou lá de cima e morreu. O episódio aconteceu de manhã, durante o horário de aulas, e provocou pânico entre estudantes e professores. Há duas semanas, novo caso, dessa vez por volta das 19 horas: outro homem que tentava escapar da polícia entrou no edifício e abandonou uma arma num dos banheiros.

A diretora da escola, Deise Ferreira de Souza, já encontrou balas no pátio. O fato de as salas serem voltadas para o morro aumenta a sensação de insegurança. “Todo mundo fica muito assustado porque estamos na linha de fogo e não sabemos qual é a direção das balas”, disse Deise. O crime na Universidade Estácio de Sá, onde a estudante de Enfermagem Luciana de Novaes foi gravemente ferida, aumentou o clima de apreensão na UFF, já que as duas unidades têm em comum o fato de serem vizinhas de favelas.


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Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social

FOLHA DE LONDRINA

GERAL

24/09/2003

 

CIMI cobra investigação de assassinato
Conselho indigenista exige do Ministério da Justiça investigação especial sobre morte de caingangue em Palmas

Mari Tortato
Agência Folha
Curitiba - O Conselho Indigenista Missionário (CIMI) exige que o Ministério da Justiça desloque uma equipe especial de investigação para apurar o assassinato do índio caingangue Ademir Mendes Alves, 24, da reserva de Palmas (95 km a leste de Pato Branco). O índio morreu degolado na madrugada de domingo, mas só ontem o caso foi denunciado à Fundação Nacional do Índio (Funai), em Brasília.

Numa nota enviada ao governo federal, o CIMI que é ligado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB vincula a morte a disputas de uma reserva indígena por madeireiros da região. A entidade também cobra do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, uma portaria consumando a demarcação da reserva.

A nota afirma que a demora da publicação da portaria se deve ''a pressões de madeireiros e políticos da região (de Palmas)''. Segundo o CIMI, Alves era ''uma liderança importante da comunidade indígena na luta pela demarcação e garantia da terra'' na reserva. Ele teria participado de uma mobilização recente que expulsou madeireiros da área. A reserva de Palmas tem 3.770 hectares, sendo 2.950 hectares destinados aos índios.

Por volta das 2h de domingo, a Polícia Civil de Palmas foi chamada para atender a um caso de homicídio na estrada vicinal que liga a cidade à reserva caingangue. O corpo do índio Alves foi encontrado degolado por um grupo de agentes de saúde indígenas.

O caso ainda está sendo investigado pela Polícia Civil. A Agência Folha apurou que a Polícia Federal fez apenas um contato com a delegacia local. Procurada ontem para emitir uma posição oficial, a assessoria de imprensa do Ministério da Justiça não ligou de volta para a Agência Folha, ainda que tenha assumido compromisso de que o faria.

O coordenador do CIMI para a região Sul, Roberto Liebgott, disse que hoje representantes da entidade vão se deslocar de Chapecó (SC) até Palmas, para acompanhar o caso de perto. O cacique Albino Veri está em Brasília desde a semana passada. A Agência Folha não conseguiu contatá-lo.

O delegado da Polícia Civil de Palmas, Renato de Lima, disse ontem que prendeu um suspeito da morte do índio e que não vê relação do crime com a questão de disputa da área com madeireiras. ''Não vejo motivo para a Polícia Federal entrar no caso porque é um crime isolado'', afirmou. O delegado não quis revelar a identidade do suspeito, mas disse que ele não é da comunidade caingangue. A morte, segundo ele, teria sido resultado de uma briga de Alves com seu matador.

Escravo - A Delegacia Regional do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho do Rio Grande do Sul descobriram um foco de trabalho escravo no município de Esteio, na região metropolitana de Porto Alegre. Pelo menos 19 trabalhadores de empresas que construíam a infra-estrutura para implantação de cabos de fibra ótica de uma grande operadora de telefonia não recebiam salários há três meses e estavam recolhidos a um alojamento precário. Todos são nordestinos e haviam sido aliciados no interior de São Paulo com promessas de emprego no Sul.

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Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social

FOLHA DE LONDRINA

POLÍTICA

24/09/2003

 

Sobrinho de Janene depõe e acusa o tio

Cristiane Oya
Reportagem Local
O sobrinho do deputado federal José Janene (PP), Aristides Barion Júnior, entregou ontem ao delegado da Polícia Federal em Londrina Kandy Takahashi, cópias de documentos da campanha eleitoral do deputado de 1994. Os documentos complementam o depoimento prestado na última segunda-feira por Barion no inquérito instaurado no Supremo Tribunal Federal (STF). O inquérito apura supostas irregularidades na prestação de contas de Janene na campanha que resultou no seu primeiro mandato de deputado.

Takahashi disse que não poderia dar dados sobre a investigação e que somente recebeu o expediente do STF para ouvir Barion. Segundo o depoimento de Barion, ele teria trabalhado como coordenador e tesoureiro da campanha de Janene em 1994, ''funcionando como o responsável pelo pagamento das despesas''. ''As despesas de campanha do candidato José Janene foram pagas com dinheiro do próprio candidato, cerca de R$ 210 mil, além de cerca de R$ 1,2 milhão, este dinheiro do declarante e de sua família'', relatou Barion no depoimento. ''Na época da campanha, ele não tinha o poderio econômico que tem hoje. Quando ele pediu ajuda à minha família, não pensei duas vezes em ajudar, mas era dinheiro que levantamos em bancos, emprestei cerca de 80%. Quando ele disse que não ia pagar, não tive outra saída a não ser entrar na justiça'', disse Barion, se referindo as duas ações monitórias que tramitam na 6 Vara Cível de Londrina, desde 1995, em que ele pede o pagamento do valor que teria sido empregado na campanha de Janene. ''Como ele não pagou, perdi tudo, dois postos de combustível, carros, caminhões, uma empresa de sorvetes e ainda estou devendo.''

Conforme o depoimento, na campanha de 1994, Janene teria gasto R$ 1,4 milhão. ''Mas ele (Janene) declarou na prestação de contas da campanha dele somente R$ 400 mil. O restante, que pode ser comprovado por recibos anexados nas ações que movo contra ele, não foram declarados'', afirmou.

Segundo o advogado de Janene, Adolfo Góis, o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ) já se manifestou pelo arquivamento das ações monitórias. ''O perito nomeado pelo juiz para fazer avaliação contábil do Auto Posto Tidão (que pertencia a Barion) já se manifestou no sentido da impossibilidade financeira da empresa e pessoa física terem dispendido tão volumosa quantidade em dinheiro. O inquérito também está fadado a ser arquivado como deverá ser a ação civil'', afirmou Góis. ''Não há prova documental nenhuma'', complementou. O advogado afirma que se tivesse havido crime eleitoral na prestação de contas ele teria prescrito em 2002.

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Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social

GAZETA DO POVO – PR

BASTIDORES DA POLÍTICA

24/09/2003

 

Briga de cacique

Novo presidente da Funai, Mércio Gomes pediu a cabeça do diretor do Museu do Índio, José Levinho, petista que se manteve no cargo durante os oito anos da gestão tucana. Thomaz Bastos (Justiça) tem boa avaliação sobre o órgão e reluta em autorizar a substituição.

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Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social

GAZETA DO POVO – PR

PARANÁ

24/09/2003

 

Fogo foge do controle e pode destruir toda a Ilha Grande
Bichos pequenos não conseguem escapar e morrem queimados

Bombeiros e voluntários não conseguiram apagar ontem o fogo que fugiu do controle e desde domingo destrói a vegetação nativa no Parque Nacional de Ilha Grande, no Rio Paraná, divisa do estado com o Mato Grosso do Sul. A direção do parque anunciou que as equipes de combate ganharão o reforço de soldados do Exército estabelecidos em Guaíra. A área destruída passa de 5 mil hectares, segundo avaliou a diretora do parque, Maude Nancy Joslim Motta. Os números exatos só serão conhecidos após um vôo de reconhecimento, que deverá ser feito hoje. Bichos pequenos, como cobras, tatus e ratões do banhado, estão morrendo. Os maiores, como cervos do pantanal, conseguem fugir, mas ficam sem abrigo. O incêndio pode destruir toda a Ilha Grande, a maior das cerca de 200 que formam o parque.

A expectativa do Ibama era conter o incêndio em um aceiro (desbaste do terreno) feito na lagoa Jatobá, em São Jorge do Patrocínio, mas os ventos mudaram de direção e até o início da noite as chamas não atingiram o isolamento. Cerca de 80 pessoas trabalham ontem para conter as chamas. Elas são auxiliadas por três helicópteros. Parte das equipes permaneceu na ilha à noite alargando o aceiro com a ajuda de dois tratores no ponto mais estreito da Ilha Grande. Esse local tem dois quilômetros e o solo é firme na maior parte do trecho. No restante, a largura média é de oito quilômetros e o terreno é pantanoso. Caso vença esse aceiro, o fogo seguirá em direção a Guaíra e a destruição da ilha será quase total. Não haverá condições de combater o incêndio porque o terreno no trecho é pantanoso. O parque nacional tem 78 mil hectares, que cobrem uma extensão de 120 quilômetros entre Icaraíma e Guaíra. O maior incêndio na ilha grande foi registrado em 1999 com a destruição de mais da metade da reserva.

Os prejuízos para o meio ambiente já são enormes, segundo a diretora do parque. Além da morte de animais de pequeno porte, Maude diz que o incêndio também está causando a extinção de alevinos. Eles ficam perto da margem do rio, onde a água fica quente. O Ibama informou que vai pedir apoio da Polícia Federal para tentar descobrir os responsáveis pelo incêndio. Uma das suspeitas é de que o fogo se espalhou a partir de fogueiras feitas por pescadores de fim de semana.

Este é o terceiro incêndio do ano no parque nacional. Os dois primeiros aconteceram nos dias 3 e 4 passados, quando foram queimados 5,5 mil hectares na região continental e outros 1,8 mil hectares na Ilha Bandeirante, em Icaraíma. Por se tratar de vegetação rasteira, a recomposição parcial dura menos de seis meses, mas segundo ambientalistas a completa recuperação demora mais de dois anos.

Osmar Nunes

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Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social

GAZETA DO POVO – PR

BRASIL

24/09/2003

 

Anteprojeto do governo reduz poder das agências reguladoras
Papel dos organismos será redefinido após consulta pública

Brasília (AE) – O governo quer retirar poderes das agências reguladoras, aumentar seu controle sobre elas e assumir o comando das concessões e contratos de serviços públicos e privados. Esses são os principais pontos dos dois anteprojetos de lei sobre a organização dos órgãos reguladores, divulgados ontem, no qual é redefinido o papel das agências.

O sub-chefe da coordenação da ação governamental da Casa Civil, Luiz Alberto dos Santos, explicou que a nova legislação é necessária porque há uma "delegação imprópria" do poder concedente para as agências.

Na nova regulamentação, que ficará sob consulta pública até o dia 30, há uma preocupação específica em relação aos consumidores. Ela determina que as agências deverão solicitar pareceres dos órgãos do sistema brasileiro de defesa da concorrência, como o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), antes da adoção de normas ou regulamentos que possam implicar mudanças nas condições de concorrência dos setores regulados.

"Agora sim é que está havendo uma filosofia", disse Santos, para quem o Brasil importou de forma inadequada os modelos das agências reguladoras, que "foram improvisadas". Segundo ele, os anteprojetos não interferem no marco regulatório dos setores de infra-estrutura, como telecomunicações e energia elétrica. A Casa Civil, disse, também, que não está tirando a autonomia dos órgãos reguladores. "As agências estão tendo sua autonomia delineada", afirmou.

Os textos foram elaborados com base no relatório final do grupo formado por 10 ministérios para analisar e avaliar o papel dessas agências no atual arranjo institucional. Em fevereiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez duras críticas a esses órgãos, afirmando que o Estado havia sido "terceirizado".

Esse grupo entendeu que "não seria adequado manter o poder concedente na mão da entidade que faz a fiscalização da concessão".

Por isso, o texto transfere das agências para os ministérios a atribuição de conceder outorgas e autorizações de serviços.

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Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social

O ESTADO DO PARANÁ

CIDADES

24/09/2003

 

Líderes indígenas pedem apoio do governo do Paraná

Redação/O Estado do Paraná
O governador em exercício, Orlando Pessuti, e o chefe da Casa Civil, Caíto Quintana, receberam ontem líderes indígenas no Palácio Iguaçu. O grupo reivindicou a ajuda do governo do Estado para agilizar a demarcação das terras dos índios xetás. Questões relativas à educação das crianças indígenas também foram discutidas. O grupo encontrará hoje o secretário da Educação, Maurício Requião, para tratar do assunto.

O vice-presidente do Conselho Nacional dos Povos Indígenas, Pedro Cornélio Seg-Seg, solicitou a interferência do governo também para que 50% do ICMS ecológico de municípios com aldeias indígenas seja encaminhado às tribos, conforme determina a legislação.

O secretario do Trabalho, Emprego e Promoção Social, padre Roque Zimmermann, recebeu os representantes das lideranças indígenas para discutir as ações voltadas à qualificação profissional dos índios no programa Fome Zero. Na reunião, realizada no fim da tarde de segunda-feira, estavam presentes Sabrina Parrino, representante do programa Fome Zero no Paraná, Edívio Batistelli, assessor estadual para assuntos indígenas.

"Sabemos da importância de buscar parcerias, principalmente na área da agricultura", disse Batistelli. "Muitos de nossos índios trabalham como bóias-frias e queremos que eles sobrevivam de seu próprio plantio." O assessor afirmou também que a qualificação do índio proporciona a ampliação de sua cultura. "Queremos cursos voltados à área agrícola, carpintaria, informática, cursos de pedreiro e eletricista", ressaltou Batistelli. "Assim o índio participa do processo de interação com a sociedade."

Seg-Seg quer parcerias para valorizar o índio. Entre suas metas, encontra-se a criação do turismo indígena. "Temos que preservar a cultura do nosso povo, principalmente porque existem várias gerações e precisamos mostrar à sociedade todo o conhecimento indígena", explicou Sig Sig.

Já foi iniciado no Estado o cadastramento para o cartão indígena. O cartão será feito, provavelmente, em parceria com o Banco do Brasil. O pagamento do Cartão Alimentação para os índios será por cartão coletivo. A idéia é inédita e partiu do Paraná, em negociações de padre Roque com o ministro extraordinário de Segurança Alimentar e Combate Fome, José Graziano da Silva.

Em paralelo, o programa Fome Zero, juntamente com a Funai, Funasa e Orcip-Curim (associação indígena), as instituições estão promovendo um levantamento para identificar índios que estão fora das aldeias e moram na Região Metropolitana de Curitiba. "A partir desse levantamento serão analisadas as possibilidades do programa Fome Zero ajudar também os índios que estão fora das aldeias, por meio de um cartão individual", comentou padre Roque.

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O ESTADO DO PARANÁ

ECONOMIA

24/09/2003

 

MP que libera plantio de transgênicos sai hoje
Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra protestaram contra transgênicos em Brasília.

Agência Brasil
Brasília - O governo federal edita hoje uma Medida Provisória autorizando o plantio de soja transgênica este ano. A informação foi dada pelo vice-líder do governo na Câmara, o deputado Beto Albuquerque (PSB-RS). Segundo ele, o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, conversaria com o presidente Lula para informá-lo sobre o resultado das reuniões realizadas com diversos setores favoráveis e contrários à liberação dos transgênicos, para que o presidente dê a palavra final.

Ontem, José Dirceu esteve reunido com a bancada de parlamentares gaúchos favoráveis à liberação, além de representantes de agricultores e lideranças do setor no estado. Segundo o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul, Ezídio Pinheiro, com a decisão, cerca de 132 mil agricultores gaúchos vão plantar transgênicos.

De acordo com Beto Albuquerque, a medida provisória estabelecerá a obrigação da rotulagem dos produtos transgênicos em toda a cadeia produtiva, para que o consumidor tenha o direito de escolher se irá ou não comprar um produto desse tipo. A abrangência da medida provisória, ou seja, se será válida para todo o País ou apenas para o Rio Grande do Sul, ainda não foi definida. "Essa é uma decisão que caberá exclusivamente ao presidente", disse o deputado.

Após a edição da medida provisória, os produtores que utilizarem sementes geneticamente modificadas ficarão sujeitos ao pagamento de royalties, mas o valor será resultado de uma negociação entre os fornecedores e compradores das sementes. "Todos que estão entrando no mundo dos transgênicos sabem de suas obrigações e terão que pagar royalties", garantiu o deputado. O valor dos royalties de sementes transgênicas nos Estados Unidos equivale a R$ 20 por hectare, segundo ele. "No Brasil, o valor será definido por um entendimento dos compradores e dos fornecedores com a intermediação do governo", explicou o vice-líder.

A medida provisória será uma transição entre a situação atual e a entrada em vigor da nova lei, que tratará de toda a questão da biotecnologia. O deputado Beto Albuquerque informou que o governo enviará ao Congresso, em regime de urgência, um projeto de lei geral que passe a regular todo o setor de biociência, bioética, biotecnologia e biogenética de forma definitiva. "Com o projeto de lei em regime de urgência, em 45 dias nós teremos a definição que irá orientar a colheita da safra que está sendo plantada agora", disse o deputado.

Sobre as declarações de integrantes do Judiciário que afirmam que o plantio de transgênicos é ilegal no País, o vice-líder afirmou que o governo está fazendo tudo dentro da lei. Ele lembrou que a medida provisória editada no primeiro semestre autorizou a colheita passada, mas proibia o plantio agora. "Se nós editarmos uma nova medida provisória autorizando, por exceção, o plantio agora até que a lei definitiva seja aprovada, não há irregularidade nenhuma", garantiu.

MST ameaça "romper" com o PT

Cerca de 300 manifestantes do Movimento Sem Terra se concentraram ontem à tarde em frente a entrada principal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Eles fizeram uma manifestação contra a liberação do plantio de soja transgênica. Um grupo mais exaltado tentou invadir a portaria que leva ao gabinete do ministro Roberto Rodrigues. Porém, eles foram contidos por policiais militares que fizeram um cordão de isolamento e pelos próprios animadores da manifestação.

João Paulo Rodrigues, da Coordenação Nacional do MST, acusa o governo de querer liberar a soja transgênica apenas para satisfazer os interesses dos grandes plantadores do Rio Grande do Sul. Ele também acusou "parte da bancada do PT" de irresponsabilidade por apoiar o projeto. De acordo com João Paulo, o MST vai romper com esses parlamentares e apoiar, a partir de agora, apenas os que forem contra os transgênicos. "A luta é mais ampla, porque não envolve apenas soja, mas algodão, milho e outras culturas que não sabemos", concluiu.

Proibição no PR recebe cinco emendas

No Paraná, foi adiada a segunda votação do projeto de lei 307/2003, que proíbe o cultivo, manipulação, importação, industrialização, transporte e comercialização de Organismos Geneticamente Modificados (OGMs). Aprovada em primeira votação na semana passada, a matéria da bancada do PT entrou ontem na ordem do dia da Assembléia Legislativa. Como recebeu cinco emendas, o projeto retorna às comissões para receber novos pareceres. O presidente da Casa, deputado Hermas Brandão (PSDB) informou que o projeto só volta a ser discutido após a definição do governo federal.

A emenda apresentada pelo líder do governo, Ângelo Vanhoni (PT), mantém a proibição ao plantio e comercialização de transgênicos no estado até 31 de dezembro de 2005. A justificativa é que nesse período o setor produtivo terá condições de avaliar o mercado, as conseqüências para o meio ambiente e a saúde.

No último encontro sobre o assunto entre governo, setor produtivo e lideranças políticas para discutir os transgênicos, optou-se por um programa de rastreabilidade, segregação e certificação da soja no Paraná. Segundo o governador em exercício, Orlando Pessuti, "as cooperativas têm de garantir o que vendem. Proibida ou não, a soja tem de ser certificada. O mercado privilegiado exige isso, controle". De acordo com Pessuti, o Paraná está disposto a construir um novo caminho para garantir seu produto.

O deputado Augustinho Zucchi (PDT) apresentou um substitutivo geral ao projeto de lei 307/2003, que trata da rastreabilidade e certificação de produtos vegetais. O objetivo da rotulagem é garantir a diferenciação entre a produção convencional e a geneticamente diferenciada. Duas emendas, de autoria do deputado Dobrandino da Silva (PMDB) tratam do transporte de transgênicos: uma libera o transporte de OGMs produzidos por outros países até 2005 e outra libera totalmente. Em outra emenda, o deputado Plauto Miró Guimarães (PFL) propôs a flexibilização da proibição ao plantio. Ele sugere que o cultivo de transgênicos seja liberado, desde que os produtores cumpram rigorosamente as normas da Constituição Federal, especialmente em relação ao meio ambiente. (Olavo Pesch)

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O ESTADO DO PARANÁ

POLÍCIA

24/09/2003

 

Preso com moedas falsas ganha liberdade

Valéria Biembengut
O comerciante Pedro Paulo Hladykyi Solarewicz, 54 nos, que foi preso no dia 28 de agosto último, portando 506 moedas de R$ 1,00 falsas, foi colocado em liberdade ontem pela Juíza da 1.ª Vara Federal Criminal de Curitiba, Anne Karina Stipp Amador Costa. A informação é do advogado do comerciante, Peter Amaro de Souza. "A juíza entendeu que não havia necessidade do meu cliente continuar preso", explicou o defensor.

Prisão

Pedro Paulo, que é irmão do bicheiro Almir Solarewicz, assassinado há três anos no Juvevê - crime ainda não foi elucidado totalmente -, foi preso por policiais da Delegacia de Furtos e Roubos. Em um flagrante preparado, os investigadores se dirigiram à panificadora do comerciante e pediram para que trocasse uma nota de R$ 10,00 por moedas de R$ 1,00. Ao receberem o dinheiro falso, deram voz de prisão. No caixa ainda foram recolhidos o restante das moedas apreendidas.

Um dos argumentos do advogado de defesa para conseguir a soltura de Pedro Paulo foi que a ocorrência não foi encaminhada para a Polícia Federal (PF), órgão competente para tratar de crime de falsificação de dinheiro. O delegado da Furtos e Roubos alega que o acusado também foi autuado por outros delitos, por isso não foi comunicada a PF.

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Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social

DIÁRIO DE PERNAMBUCO

ECONOMIA

24/09/2003

 

Governo poderá retirar poder de agências

BRASÍLIA - O Governo quer retirar poderes das agências reguladoras, aumentar seu controle sobre elas e assumir o comando das concessões e contratos de serviços públicos e privados. Esses são os principais pontos dos dois anteprojetos de lei sobre a organização dos órgãos reguladores, divulgados ontem, no qual é redefinido o papel das agências. O subchefe da coordenação da ação governamental da Casa Civil, Luiz Alberto dos Santos, explicou que a nova legislação é necessária porque há uma "delegação imprópria" do poder concedente para as agências.

Na nova regulamentação, que ficará sob consulta pública até o dia 30, há uma preocupação específica em relação aos consumidores. Ela determina que as agências deverão solicitar pareceres dos órgãos do sistema brasileiro de defesa da concorrência, como o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), antes da adoção de normas ou regulamentos que possam implicar mudanças nas condições de concorrência dos setores regulados.

"Agora sim é que está havendo umafilosofia", disse Santos, para quem o Brasil importou de forma inadequada os modelos das agências reguladoras, que "foram improvisadas". Segundo ele, os anteprojetos não interferem no marco regulatório dos setores de infra-estrutura, como telecomunicações e energia elétrica. A Casa Civil, disse, também não está tirando a autonomia dos órgãos reguladores. "As agências estão tendo sua autonomia delineada", afirmou.

Os textos foram elaborados com base nas conclusões do relatório final do grupo de trabalho formado por 10 ministérios para analisar e avaliar o papel dessas agências no atual arranjo institucional brasileiro. Em fevereiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez duras críticas a esses órgãos, afirmando que o Estado havia sido "terceirizado". Esse grupo entendeu que "não seria adequado manter o poder concedente na mão da entidade que faz a fiscalização da concessão". Por isso, o texto transfere das agências para os ministérios a atribuição de conceder outorgas e autorizações de serviçospúblicos e privados.

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DIÁRIO DE PERNAMBUCO

INFORMÁTICA

24/09/2003

 

Proibir ou acompanhar os pequenos?

Paulo Rebêlo
Especial para o DIARIO
O governador do Estado de Washington (EUA), Gary Locke, assina (mais uma) lei que proíbe a venda ou aluguel de jogos para PC considerados violentos para menores de 17 anos. A agitação na indústria de games foi imediata, porém presumível. Afinal, não é de hoje que a indústria e a sociedade presenciam cenários do gênero, nos quais a violência urbana - fruto de uma gama de outros fatores - é usada como bode expiatório.

Não é uma questão de ideologia ou posicionamento político, e sim a observação da rachadura de um pilar básico da democracia: a sociedade tem opções, a sociedade escolhe. A Lei de Violência em Videogame (lei 1009), assinada em Washington, prevê multas para revendas que comercializem a menores jogos que mostrem "violência contra mulheres e mortes de policiais".

O argumento é o mesmo: a violência nas telas pode induzir seu filho a cometer atrocidades nas ruas. No caso, violência contra mulheres e assassinato de policiais. E se isso acontecer, a culpa não é da educação que você dá a ele e da falta de diálogo entre a família. É do jogo.

Existem leis, já antigas, sobre restrições em games nos Estados Unidos. Essas leis classificam em três categorias: Everyone (para todas as audiências), Teen (para pessoas com mais de dez anos) e Mature (acima de 18 anos). Entretanto, a lei aprovada agora em Washington torna ilegal a venda de jogos como Enter The Matrix, por exemplo - que é classificado como teen, mas apresenta violência contra a polícia.

NO BRASIL - Ano passado, a Justiça brasileira começou a multar casas de games em rede (lan houses), por permitirem a participação de menores de 18 anos em jogos classificados pelo Ministério da Justiça sob o título "indução à violência".

A 1ªVara da Infância e da Juventude do Rio de Janeiro havia fechado 14 estabelecimentos até outubro de 2002. Segue a atual lei brasileira que classifica os games, estipulada pelo Ministério da Justiça - embora seja frustrante quando um juiz classifique as casas de games como "escolas de Bin Laden", como ocorreu na época, transmitido em cadeia nacional de televisão.

Encontram-se em trâmite no Congresso propostas de parlamentares para colocar fiscais dentro das casas de games. Parte da sociedade que contribui e que dá suporte para projetos do gênero não parece estar preocupada com aquilo que deveria fazer e, cada vez mais, demonstra não fazer: educar os próprios filhos.

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Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social

DIÁRIO DE PERNAMBUCO

INFORMÁTICA

24/09/2003

 

Lojas na mira da nova legislação

De acordo com a lei sancionada pelo prefeito do Rio, a determinação se aplica às lojas comerciais e shopping centers. Em caso de descumprimento, há a previsão da aplicação de sanções sucessivas: advertência administrativa, suspensão do alvará de funcionamento e cassação do alvará de funcionamento e multa. Com isso, LAN Houses da capital carioca viram seu faturamento cair em até 80% em poucos dias.

O prefeito baseou-se no artigo 2º do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/90) que define criança como sendo o menor até 12 anos de idade incompletos, e adolescente que tem entre 12 e 18 anos de idade e no artigo 81, que proíbe vender à criança ou ao adolescente armas, munições e explosivos; bebidas alcoólicas; produtos cujos componentes possam causar dependência física ou psíquica ainda que por utilização indevida; fogos de estampido e de artifício, exceto aqueles que pelo seu reduzido potencial sejam incapazes de provocar qualquer dano físico em caso de utilização indevida; revistas e publicaçõesobscenas com material impróprio ou inadequado; e bilhetes lotéricos e equivalentes.

Embora a lei não faça previsão expressa de que os jogos, eletrônicos ou não, podem ser considerados violentos e que alguns devem ser censurados ou proibidos, em novembro de 1997, o Ministério da Justiça tirou de circulação o game Carmaggedon, no qual o objetivo era atropelar pessoas para ganhar mais pontos. Desde então, outros títulos foram proibidos, como Grand Theft Auto e Duke Nuken. Grand Theft Auto 3, aliás, foi o game mais vendido em 2001, e seu pacote de expansão Vice City liderou o ranking em 2002.

Nos Estados Unidos, um estudo realizado com adolescentes revelou que 71% dos meninos entre 13 e 17 anos de idade já jogaram Grand Theft Auto. A pesquisa ainda apontou que esses garotos se envolveram em mais brigas do que aqueles que nunca tiveram contato com o jogo. A pesquisa descobriu ainda que 34% dos meninos que admitiram envolvimento em brigas físicas no último ano jogaram GTA, contra 17% dos brigões que não tiveram experiências com o game. (I.M.)

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J. DO COMMERCIO - PE

CIDADES

24/09/2003

 

Deputado quer PF nas apurações
Segundo o parlamentar, como muitos dos homicídios são praticados por agentes do Estado, o corporativismo faz com que os assassinos fiquem impunes

O deputado federal pela Paraíba Luiz Couto (PT) encaminhou, na manhã de ontem, à relatora da ONU sobre Execuções Sumárias, Arbitrárias e Extrajudiciais, Asma Jahandir, durante visita ao município de Itambé, uma proposta de federalização das investigações de crimes cometidos por grupos de extermínio. Segundo ele, como muito desses homicídios são praticados por agentes do Estado, o corporativismo faz com que os assassinos fiquem impune. De acordo com Couto, por causa do protecionismo, os inquéritos muitas vezes não chegam nem a ser instaurados.

Em Itambé, Asma ficou sabendo que existem 35 homicídios em que ainda não foram instaurados inquéritos policiais e outros 42 que foram encaminhados ao Ministério Público com autoria desconhecida. A promotora de Itambé, Rosemary Souto Maior, declarou que a maioria desses assassinatos foram cometidos por grupos de extermínio. As vítimas são sempre jovens, usuários de drogas e homossexuais. “O jovem precisa de solução e não de balas. Eles estão recebendo uma herança deixada por nossa geração”, afirmou Asma.

A esperança das diversas entidades que trabalham no combate às execuções sumárias é de que a proposta do deputado paraibano seja contemplada no relatório que Asma irá apresentar na 60º conferência das Nações Unidas, no próximo ano. “É preciso que o Ministério Público Federal e a Polícia Federal estejam a frente dos casos”, afirmou Couto.

Durante a audiência pública, realizada no salão paroquial da igreja matriz de Itambé, a relatora da ONU foi informada de que o Governo brasileiro não vem cumprindo a medida cautelar do conselho da Organização dos Estados Americanos (OEA) expedida há um ano. O Governo Federal foi advertido pela OEA. A organização pediu garantia de vida para a promotora de Itambé, Rosemary Souto Maior. Ela denunciou a atuação de grupos de extermínio na cidade.

“Até agora não tenho segurança da Polícia Federal. Além disso, a força-tarefa que o Governo Federal prometeu para apurar os crimes aqui ainda não teve início.” Em Pedras de Fogo, município paraibano que faz fronteira com Itambé, a atuação de grupos de extermínio também preocupada a população. “O grande problema é que na Paraíba não temos estatísticas”, declarou o presidente da Câmara de Vereadores de Itambé, Manoel Matos.

Um dos momentos de maior emoção da audiência foi o relato da dona de casa Nair Maria da Conceição, 62. Ela teve os três filhos, entre eles um de 13 anos, assassinados por um esquadrão da morte, em Itambé. “Quero Justiça. Só isso.” Aos prantos, ela não conseguiu terminar o relato. Ao término da audiência, Asma tomou o depoimento dela reservadamente.

O promotor Westei Conde, que estava representando o procurador-geral do MPPE, Francisco Sales, disse que o levantamento preliminar a cerca da atuação de grupos de extermínio feito pela instituição em 13 cidades pernambucanas constatou uma inexpressiva taxa de esclarecimentos dos homicídios. Ele declarou também a inexistência de estatísticas criminais oficiais. Os números do relatório não foram divulgados.

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J. DO COMMERCIO - PE

BRASIL

24/09/2003

 

Cinco pessoas morrem em tiroteio com policiais federais

JOÃO PESSOA – Cinco pessoas foram mortas em troca de tiros com policiais federais da Paraíba, em São Bento (a 451 quilômetros de João Pessoa), no último domingo. Segundo a Polícia Federal (PF), eles pertenciam a uma quadrilha que planejava roubar a agência do Banco do Brasil no município.

Os cinco estavam dentro de uma caminhonete S10 quando foram abordados pelos policiais e receberam a ordem de prisão – o veículo estava parado próximo à casa do gerente do banco, que seria seqüestrado pelo grupo, segundo a polícia.

Eles reagiram e foram baleados na troca de tiros com os agentes. Um deles morreu a caminho do hospital municipal e os outros quatro, no próprio hospital.

Entre os mortos estava José Ferreira da Silva, conhecido como Dão, que é apontado como líder da quadrilha e responsável por assaltos a banco no Rio Grande do Norte. Também morreram Erivaldo Mariz de Oliveira, Keibson Saldanha da Silva, Jonatas Pereira e Luís Gomes de Freitas.

Um comerciante de São Bento foi preso supeito de colaborar com a quadrilha. Outro integrante do bando está foragido.

O grupo vinha sendo acompanhado pela PF desde suas últimas ações no Rio Grande do Norte. Participaram da operação policiais federais paraibanos e potiguares. Foram apreendidos com os supostos assaltantes fuzis, escopetas e pistolas, além de seis celulares e R$ 800.

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J. DO COMMERCIO - PE

BRASIL

24/09/2003

 

Senadores aprovam nova lei de proteção aos idosos

BRASÍLIA – Depois de seis anos de espera, os idosos poderão contar com uma legislação que prevê direitos para os maiores de 60 anos e institui penas severas aos que desrespeitá-los ou abandoná-los. A lei com as novas medidas de proteção aos mais velhos é o chamado Estatuto do Idoso, aprovado ontem em votação simbólica no Senado. A proposta deverá ser sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na próxima semana.

O estatuto define direitos importantes, como o que dá preferência de atendimento no Sistema Único de Saúde, a oferta de remédios gratuitos, especialmente os de uso continuado, e o que impede planos de saúde de reajustarem as mensalidades de forma diferenciada pela idade.

Quem tem mais de 65, vai poder andar de graça nos transportes coletivos públicos e ter desconto de pelo menos 50% nos ingressos para eventos artísticos, culturais e esportivos. Nesse grupo, os que não puderem garantir a subsistência terão direito a 1 salário mínimo. Isso hoje só é concedido só a quem tem mais de 67 anos.

A nova legislação também detalha o problema do desrespeito. Nenhum idoso poderá ser objeto de negligência, discriminação e violência. Há penas de até 12 anos de reclusão para quem for processado por expor o idoso a perigo de vida. As famílias que abandonarem idosos em hospitais poderão ser condenadas a até 3 anos de detenção.

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J. DO COMMERCIO - PE

ECONOMIA

24/09/2003

 

Transgênicos podem ser liberados hoje

BRASÍLIA – Deputados da bancada do Rio Grande do Sul saíram ontem de reunião com o ministro-chefe da Casa Civil da Presidência, José Dirceu, convencidos de que o plantio de soja transgênica será mesmo liberado para esta safra. A previsão, de manhã, era que o texto da medida provisória fosse concluído ainda ontem para ser publicado hoje no Diário Oficial da União. Mas até o início da noite não havia consenso sobre as condições em que a liberação do plantio se dará.

A estimativa do Governo é que o uso da tecnologia, que pertence à multinacional Monsanto, poderá custar até R$ 300 milhões com o pagamento de royalties para os agricultores do Rio Grande do Sul, segundo o deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS), um dos vice-líderes do Governo.

Mesmo deputados contrários à medida provisória saíram convencidos de que o Governo autorizará o plantio da soja transgênica na atual safra. “Chegou-se a uma situação de fato consumado: ou libera-se ou libera-se”, disse o deputado federal João Alfredo (PT-CE), opositor da medida.

Ontem à noite, Dirceu convocou uma reunião com ministros do Governo e a Advocacia Geral da União (AGU). Marina Silva (Meio Ambiente) e Roberto Rodrigues (Agricultura), que representam visões opostas dentro do Governo, participaram do encontro que fecharia os detalhes. A assessoria de imprensa da Presidência afirmou que a reunião foi convocada para amadurecer o debate e, não necessariamente, sairá uma decisão hoje.

Segundo Albuquerque, a medida prevê um sistema de cadastramento dos agricultores que optarem pelo o uso da soja geneticamente modificada.

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Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social

J. DO COMMERCIO - RJ

PAÍS

24/09/2003

 

Documentos apreendidos jamais chegaram ao MP

Os documentos apreendidos durante a prisão de Roberto Eleutério da Silva, Lobão, considerado o maior contrabandista de cigarros do País, não chegaram ao Ministério Público Federal, segundo reportagem veiculada ontem no Jornal Nacional.

Imagens gravadas em 3 de setembro, quando Lobão e seu grupo foi preso, confirmam a apreensão dos documentos, que teriam sido levados do depósito da Zona Leste para a sede da Polícia Federal, em São Paulo. No dia 5, teria ocorrido a transferência oficial para a Procuradoria. O procurador de Justiça Silvio Martins disse que pretende instaurar um inquérito para verificar o que ocorreu com a documentação.

Fontes da Polícia Federal indicam que Lobão circula livremente pela carceragem e usa o telefone celular, aproveitando para trocar informações com outros integrantes da quadrilha.

A Superintendência da Polícia Federal em São Paulo determinou ontem uma revista na cela de Lobão. A assessoria do órgão teria informado que a responsabilidade sobre os documentos é de um delegado de Brasília que coordenou a operação para acabar com a quadrilha. O delegado designado pela Polícia Federal para falar sobre o caso disse que tem o recibo da entrega do material para a procuradoria.

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Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social

J. DO COMMERCIO - RJ

PAÍS

24/09/2003

 

Classificação etária, uma árdua missão para o Ministério da Justiça

Em uma pequena sala do Ministério da Justiça, em Brasília, dividida por baias, 13 pessoas se revezam na missão de assistir a 14 horas de TV por dia, em todos os canais abertos. Não, não são aficionados por TV. Esse é o trabalho da equipe de monitoramento de programas livres do Departamento de Classificação Indicativa do Ministério da Justiça.
Criado em maio por uma decisão judicial, o departamento - que antigamente só analisava sinopses de novelas e classificava filmes - tem como função monitorar e gravar todos os programas de todas as emissoras durante o horário livre da TV, que vai das 6 às 20 horas. Vigiam programas policiais, de auditório, novelas, femininos e programas de domingo, como o de Gugu Liberato, do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), que vem causando a maior polêmica.

A equipe passa o dia peneirando as atrações atrás de cenas de sexo, violência, todo tipo de conteúdo considerado impróprio para o horário. Uma vez preso nessa malha fina - que o Ministério enfatiza ser bem diferente de censura - o programa é reavaliado e, em seguida, a emissora é advertida pelo Ministério da Justiça.

''Os monitores fazem relatórios diários sobre as atrações e as emissoras que passarem dos limites são notificadas e chamadas para conversar aqui em Brasília'', fala a secretária Nacional de Justiça, Cláudia Chagas.

Pela lista negra do departamento já passaram, desde maio: a novela da Rede Globo de Televisão, Mulheres Apaixonadas, que foi classificada de vez para as 21 horas; Kubanacan; João Kleber, da Rede TV!, que levou mais de uma advertência, Verdade do Povo, da Record, com Wagner Montes; e Brasil Urgente, da Band.

''No caso de Kubanacan, que estava com muitas cenas de violência e sexo, tivemos uma conversa franca com o diretor Wolf Maia", disse Chagas.

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J. DO COMMERCIO - RJ

ECONOMIA

24/09/2003

 

Claro quer concluir compra da BCP até 15 de outubro

A expectativa do presidente da Claro, Carlos Henrique Moreira, é que a operação de compra da BCP seja concluída até 15 de outubro, quando seria então lançado o serviço GSM da empresa em São Paulo. A Claro anunciou ontem que pretende lançar no próximo mês serviço corporativo utilizando tecnologia Palm e IBM.

Segundo Moreira, os advogados da Claro estão elaborando contrato final de compra da BCP para ser submetido à agência reguladora das telecomunicações, Anatel, e ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). "Já assinamos a intenção de compra, agora falta a escritura definitiva", disse o executivo.

Moreira esclareceu que a Anatel já recebeu a proposta de transferência do controle da BCP para os bancos credores e que falta ainda a passagem destas ações para a América Móvil. "Vai ser feito tudo junto", afirmou, salientando que só então assumirá a operação da BCP. Ele se negou a comentar as negociações da América Móvil e da Telemar, que tem opção de compra minoritária na BCP.

O presidente da Claro reafirmou a intenção de manter a rede TDMA da BCP. Ao mesmo tempo, a Claro pretende instalar uma infra-estrutura GSM com a mesma cobertura da TDMA nos 20 Estados mais Distrito Federal onde atua até o fim do primeiro trimestre de 2004.

Cerca de 500 mil clientes corporativos respondem atualmente por 15% da receita da Claro que escolheu este mercado como prioritário, de acordo com Moreira. A empresa vai comercializar com a IBM e a Palm um handheld com a acesso à telefonia celular e transmissão de dados por preços que vão variar de R$ 1 mil a R$ 2 mil.

Intelig opera local e muda nome

A Intelig incluiu a palavra Telecom em seu nome e passará a chamar-se Intelig Telecom para comemorar a entrada no mercado de telefonia local.

O antigo nome da empresa foi escolhido em 1999 - ano em que começou a operar - em uma eleição no qual três atrizes representavam as opções para o público votar: Letícia Spiller, com o nome de Unicom; Deborah Secco, com Intelig; e Adriane Galisteu, que usava a camiseta com o nome Dialog. Na época, venceu Intelig.

A Intelig Telecom, que antes só operava em longa distância nacional e internacional, irá oferecer também ligações locais com cobrança por pulso, e não por minuto.

Segundo o vice-presidente de Marketing da Intelig Telecom, Kleber Meira, essa mudança permitirá que as chamadas fiquem até 75% mais barato. Isso porque o consumidor, ao fazer uma ligação de 30 segundos, por exemplo, não precisará pagar por um pulso de qu tro minutos.

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TRIBUNA DA IMPRENSA - RJ

PAÍS/CIDADES

24/09/2003

 

Descobertos 19 trabalhadores em regime de escravidão no RS

PORTO ALEGRE - A Delegacia Regional do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho do Rio Grande do Sul descobriram um foco de trabalho escravo no município de Esteio, na região metropolitana de Porto Alegre. Pelo menos 19 trabalhadores de empresas que construíam a infra-estrutura para implantação de cabos de fibra ótica de uma grande operadora de telefonia não recebiam salários há três meses.

Os trabalhadores estavam recolhidos a um alojamento precário, sem energia elétrica, onde dormiam em colchonetes e recebiam alimentação insuficiente para suas necessidades diárias. Todos são nordestinos e haviam sido aliciados no interior de São Paulo com promessas de emprego no Sul.

"Sem dinheiro para comprar passagens, eles estavam impedidos até de usufruir do direito de ir e vir", destaca o chefe de fiscalização da DRT/RS, João Pedro Jacobi. Chamadas a uma reunião pela DRT e pelo MPT, as empresas, que não tiveram seus nomes divulgados, alegaram que o pagamento não era feito porque os contratos entre elas previam a suspensão de repasses se os trabalhadores apresentassem demandas judiciais. Mas aceitaram quitar seus débitos sexta-feira e comprometeram-se a pagar passagens para que o grupo possa voltar ao interior de São Paulo.

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TRIBUNA DO NORTE - RN

BRASIL

24/09/2003

 

Polícia identifica origem de armas

Publicidade - 24/09/03
A Delegacia de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal identificou a origem de parte das armas apreendidas no domingo com a quadrilha de Dão Torrado, em São Bento, na Paraíba. Dois militares afirmaram que os fuzis foram tomados de assalto da própria polícia paraibana, no ano passado, durante um resgate de preso na cidade de Brejo do Cruz.
Os PMs disseram que além das armas de grosso calibre também foram roubados uma pistola e um colete de uso restrito das Forças Policiais. Eles explicaram que as armas foram perdidas durante a transferência do preso Paulo César de Sousa Torrado de um presídio para uma audiência. O autor do resgate, segundo a polícia, foi Dão Torrado e Luiz Gomes, ambos mortos ao reagir à prisão, domingo, em operação da Polícia Federal.

A polícia ainda está em diligência na região à procura do sexto membro do grupo identificado pelo apelido de Falcon. Ele era olheiro e informante do bando e tinha função de observar os passos da polícia durante a fuga dos comparsas. A PF, também, tenta confirmar a identidade de três dos cinco assaltantes mortos para saber se eles usavam nomes falsos e respondiam a outros crimes.

Além dos cinco bandidos mortos ao reagir à prisão, a polícia obteve sucesso em localizar o comerciante Joseilton Dantas de Oliveira, 27 anos, acusado de ser o informante e de dar apoio logístico à quadrilha que planejava assaltar a agência do Banco do Brasil, em São Bento, Alto Sertão paraibano. O comerciante foi transferido para a Casa de Detenção, no Monte Santo, em Campina Grande, por autorização do juiz Antonio Gonçalves Ribeiro Júnior.



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TRIBUNA DO NORTE - RN

POLÍTICA

24/09/2003

 

Agências reguladoras vão perder poder

Brasília - O governo quer retirar poderes das agências reguladoras, aumentar seu controle sobre elas e assumir o comando das concessões e contratos de serviços públicos e privados. Esses são os principais pontos dos dois anteprojetos de lei sobre a organização dos órgãos reguladores, divulgados ontem, no qual é redefinido o papel das agências. O sub-chefe da coordenação da ação governamental da Casa Civil, Luiz Alberto dos Santos, explicou que a nova legislação é necessária porque há uma "delegação imprópria" do poder concedente para as agências.
Na nova regulamentação, que ficará sob consulta pública até o dia 30, há uma preocupação específica em relação aos consumidores. Ela determina que as agências deverão solicitar pareceres dos órgãos do sistema brasileiro de defesa da concorrência, como o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), antes da adoção de normas ou regulamentos que possam implicar mudanças nas condições de concorrência dos setores regulados.

"Agora sim é que está havendo uma filosofia", disse Santos, para quem o Brasil importou de forma inadequada os modelos das agências reguladoras, que "foram improvisadas". Segundo ele, os anteprojetos não interferem no marco regulatório dos setores de infra-estrutura, como telecomunicações e energia elétrica. A Casa Civil, disse, também não está tirando a autonomia dos órgãos reguladores. "As agências estão tendo sua autonomia delineada", afirmou.

Os textos foram elaborados com base nas conclusões do relatório final do grupo de trabalho formado por 10 ministérios para analisar e avaliar o papel dessas agências no atual arranjo institucional brasileiro. Em fevereiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez duras críticas a esses órgãos, afirmando que o Estado havia sido "terceirizado". Esse grupo entendeu que "não seria adequado manter o poder concedente na mão da entidade que faz a fiscalização da concessão".

Por isso, o texto transfere das agências para os ministérios a atribuição de conceder outorgas e autorizações de serviços públicos e privados. O Ministério das Comunicações, por exemplo, passará a ter a atribuição de celebrar os contratos de concessão para a prestação dos serviços em regime público, entre eles aqueles firmados com as concessionárias de telefonia fixa. Um dos anteprojetos modifica a Lei Geral de Telecomunicações (LGT), retirando essas atribuições da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

O Ministério de Minas e Energia também passará a assumir atribuições semelhantes exercidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

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CORREIO DO POVO - RS

GERAL

24/09/2003

 

MPT resolve o caso de trabalho escravo

O Núcleo de Combate ao Trabalho Escravo do Ministério Público do Trabalho do RS, coordenado pelos procuradores Philippe Gomes Jardim e Alexandre Cruz, flagrou ontem a submissão de 14 trabalhadores em regime de escravidão em Esteio. Conforme Jardim, os homens prestavam serviços na área da construção sem remuneração há mais de 60 dias. Residiam em pequena casa sem água e luz, alguns sequer tinham colchão para dormir e a alimentação era insuficiente para todos. A empresa responsável assinou termo de ajustamento, a ser cumprido na sexta-feira, comprometendo-se a pagar os salários e a rescisão contratual, além de transportar os trabalhadores até a sua origem.

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Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social

CORREIO DO POVO - RS

POLÍCIA

24/09/2003

 

Jordaniano fica no RS até extradição

O jordaniano de 32 anos preso segunda-feira em Itaqui, na Fronteira-Oeste, deve ser extraditado em 30 dias para os EUA. Enquanto isso, ele fica detino na carceragem da Polícia Federal de Porto Alegre. Palestino naturalizado jordaniano, ele tinha mandado de prisão expedido desde junho e é acusado pelo governo norte-americano de narcotráfico internacional. Ele já esteve preso naquele país, mas negou o crime em depoimento. O jordaniano disse que estava em Itaqui porque sua mulher vive no município. Ele teria também ido visitar um familiar que está detido no presídio da cidade por tráfico.


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ZERO HORA - RS

ECONOMIA

24/09/2003

 

Judiciário ameaça resistir à liberação

Caso o governo edite medida provisória liberando o plantio de transgênicos, enfrentará resistência do Judiciário.

O Ministério Público Federal poderá questionar a MP no Supremo Tribunal Federal (STF) e nos Estados, adiantou ontem a subprocuradora-geral da República Sandra Cureau, que coordena a câmara especializada em proteção ao meio ambiente.

Em nota, a câmara afirmou que "o cultivo da soja geneticamente modificada contrabandeada da Argentina permanece ilegal" e que o Ministério Público tem oferecido denúncia criminal contra produtores rurais "pelo plantio ilegal dessas sementes".

O presidente em exercício, José Alencar, teria pedido mais tempo para estudar o texto da MP influenciado pela polêmica judicial. O ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, confessou que as ameaças de judiciário o deixaram inseguro. Segundo o desembargador Antônio Prudente, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, de Brasília, a MP seria passível de punição, inclusive com impeachment de Lula, porque o plantio de transgênicos ainda é proibido pela Justiça. O secretário da Agricultura, Odacir Klein, garante que a ameaça de impeachment não passaria de um blefe. A Advocacia Geral da União (AGU) e o Ministério da Justiça passaram a terça-feira analisando o texto para evitar problemas.

O dia ontem foi de protestos em Brasília. Movimentos contrários aos transgênicos fizeram manifestação na Esplanada dos Ministérios e chegaram a quebrar uma porta de vidro do Ministério da Agricultura. Em texto intitulado “Manifesto ao governo Lula e à sociedade brasileira”, dizem que “apenas os interesses das multinacionais e das forças conservadoras vêm sendo considerados” no debate sobre o tema.

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ZERO HORA - RS

POLÍCIA

24/09/2003

 

Secretaria nacional acompanha investigações

VIVIAN EICHLER/ Casa Zero Hora/Passo Fundo
A Secretaria Nacional de Segurança vai auxiliar nas investigações dos crimes contra crianças e adolescentes em Passo Fundo. Um assessor do secretário Luiz Eduardo Soares, major Júlio Cezar Dal Paz Cônsul, foi enviado ao Estado para acompanhar o trabalho da polícia. Ele chegou ontem a Passo Fundo

Soares afirmou que as polícias federais, equipes e laboratórios de perícias estão à disposição. O secretário poderá participar de uma reunião especial do Gabinete de Gestão Integrada no Rio Grande do Sul, esta semana, para estabelecer estratégias para solucionar os casos.

Ontem, o chefe de Polícia, João Leote, e o diretor do Departamento de Polícia do Interior, Pedro Carlos Rodrigues, chegaram a Passo Fundo, onde três crianças foram mortas em 2003 e uma está sumida.

Agentes buscaram pistas da morte do caingangue Júnior Reis Loureiro, 10 anos. Um papeleiro que havia sido visto com o índio foi ouvido e liberado. Desde segunda-feira, um delegado e dois policiais da Homicídios auxiliam nas investigações para investigar o assassinato de Júnior e de Jeferson Borges Silveira, 10 anos, encontrado em 5 de setembro, vítima de violência sexual.

O juiz da Infância e Juventude, Clóvis Guimarães de Souza, que julga o processo responsabilizando sete adolescentes pela morte de Volnei Siqueira dos Santos, 12 anos, ocorrida em julho, acredita que um dos autores do crime esteja solto. Segundo ele, o esperma encontrado nas roupas do adolescente não pertence a nenhum dos suspeitos. Hoje, a Comissão da Cidadania e Direitos Humanos da Assembléia realiza audiência pública na cidade.

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O ESTADÃO - RO

GERAL

24/09/2003

 

Decisão do governo sobre transgênicos sai hoje

O vice-presidente do Senado, Paulo Paim, anunciou ontem, após reunião com o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, que a Medida Provisória (MP) que vai liberar o plantio de alimentos transgênicos será assinada nesta quarta-feira. Segundo informações da Rádio Gaúcha, ainda não foi definida se a medida vai valer para todo o País ou só para o Rio Grande do Sul, onde a soja transgênica já é plantada há alguns anos. A publicação da medida provisória só depende de uma consulta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está em Nova York, afirmou o vice-líder do governo na Câmara, Beto Albuquerque (PSB-RS). A medida deverá ser publicada nesta semana. “Estamos determinados a fazer isso (publicar a MP). O governo está tomando todas as cautelas para fazer isso dentro da lei”, disse Albuquerque a jornalistas nesta terça-feira, após reunião com o ministro da Casa Civil, José Dirceu. O ministro se reuniu com a bancada de parlamentares gaúchos e com representantes de entidades que reúnem produtores rurais do Rio Grande do Sul para definir os termos da MP. De acordo com estimativas do mercado, os gaúchos seriam os maiores produtores de soja transgênica do país, com um volume que pode ter chegado a 70% da última safra.

No encontro não ficou definido se a autorização para plantar o produto geneticamente modificado será restrita ao Estado do Rio Grande do Sul ou será estendida para todo o país. A medida ainda está sendo analisada pela Advocacia Geral da União (AGU), que avaliará sua constitucionalidade.

De acordo com o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), o objetivo da reunião com os gaúchos foi definir os termos da rotulagem obrigatória em toda a cadeia de produtos transgênicos. A exigência foi feita pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e tem o objetivo de evitar a “contaminação” das lavouras convencionais.

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FOLHA DE BOA VISTA

CIDADES

24/09/2003

 

Estatuto do índio será debatido hoje em comissão na Câmara

A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional realizará hoje, às 15h, no plenário 03 da Câmara dos Deputados, uma audiência pública para debater o Projeto de Lei 6493/02, que cria o Estatuto do índio e autoriza a construção de guarnições militares em terras indígenas.
A reunião será com o representante do Ministério da Defesa, coronel engenheiro Luiz Mensório Júnior, e contará com a presença do assessor para assuntos indígenas do Ministério da Justiça, Cláudio Beirão, o coordenador-geral das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira, Gecinaldo Barbosa Cabral, índio Macuxi do Conselho Indígena de Roraima, Júlio José de Souza, e o representante da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), Edilson Martins.
A deputada Terezinha Fernandes (PT- MA) é a autora do requerimento para a realização do debate.

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DIÁRIO CATARINENSE

ECONOMIA

24/09/2003

 

Decisão sobre transgênico sai hoje
MP que permite plantio de sementes geneticamente modificadas causa polêmica no país

CAROLINA BAHIA/DARCI DEBONA/ AGÊNCIA RBS/BRASÍLIA/CHAPECÓ
Uma reunião ministerial de quase três horas no Palácio do Planalto empurrou para hoje a decisão sobre os rumos da safra de soja transgênica. Com o texto da medida provisória que libera os transgênicos em mãos, o vice-presidente José Alencar teria pedido mais tempo para examiná-lo, frustrando parlamentares que esperavam ver no Diário Oficial de hoje a publicação da MP.

Até o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, que passou o dia de ontem costurando a aprovação da MP dentro do governo, saiu da reunião com outros oito ministros irritado. A pressão de movimentos sociais, representantes da Justiça e ambientalistas contra a liberação foi grande no dia de ontem. Consciente do ônus político Dirceu tentou delinear condições para aprovar a MP.

O governo federal impôs duas condições para a liberação. Uma delas é que todos os alimentos transgênicos serão rotulados, da produção ao alimento na prateleira do supermercado. A outra é que o governo fica de fora de qualquer negociação sobre royalties, e a responsabilidade do pagamento recairá sobre os produtores. Na frente do Ministério da Agricultura, diversas entidades promoveram ruidosos protestos.

Algumas lideranças catarinenses estão reticentes quanto à liberação. Ao tomar conhecimento da medida provisória através do presidente da Comissão de Agricultura da Câmara, Valdemir Moca (PMDB-MS), o deputado federal Odacir Zonta (PP-SC) disse que a liberação para todo o país é preocupante.

Regionalização tem impedimento legal

Zonta defendia a liberação por zonas e mais pesquisa sobre o tema. Para Santa Catarina, Zonta acredita que seria melhor preservar a produção orgânica, que poderia alcançar um preço diferenciado no futuro. O deputado federal teme também que a adesão total aos transgênicos possa causar dependência de sementes da multinacional que controla essa tecnologia. Zonta disse ainda que liberando totalmente neste ano, ficará muito difícil fazer algum controle nas próximas safras.

A abrangência da medida era um dos pontos em aberto nas discussões. Mas a idéia de regionalizar a medida teria sido abandonada por problemas jurídicos.

O ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, falou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva - que está nos EUA - pelo telefone e se reuniu ainda uma última vez com a equipe interministerial.

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DIÁRIO CATARINENSE

ECONOMIA

24/09/2003

 

Dia de Judas na Polícia

TAMARA HAUCK
Um grupo de funcionários da Polícia Federal ateou fogo em um boneco com a foto do diretor-geral da PF, em Brasília, Paulo Lacerda.

A manifestação, realizada ontem, em Florianópolis, também teve como alvo o superintendente regional Renato da Porciúncula, que não foi encontrado pelo DC para falar sobre o assunto.

Os manifestantes se reuniram em frente à PF para divulgar o resultado do "plebiscito de avaliação", realizado este mês em Santa Catarina.

Segundo dados do Sindicato de Policiais Federais, o diretor-geral da PF recebeu 98% de rejeição. "Ele só favorece os delegados", disparou o presidente do Sindicato de Policiais Federais, Edison Tessele.

Porciúncula foi reprovado por 94% dos funcionários do Estado, com apenas quatro votos favoráveis, de acordo com o sindicato. Tessele afirmou que a categoria enviará a pesquisa para o Ministro da Justiça.

"Há falta de apoio e de recursos materiais", disse o secretário executivo do sindicato, Gilberto Lima.

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DIÁRIO CATARINENSE

ECONOMIA

24/09/2003

 

BNDES condiciona a fusão TAM-Varig

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Carlos Lessa, afirmou ontem que o banco só irá apoiar a nova empresa formada pela união de Varig e TAM se estiver "convencido" de que essa nova companhia será "sólida, bem capitalizada, bem organizada e bem administrada". "Não fazemos temeridades com o dinheiro do BNDES. Vamos analisar a situação financeira, patrimonial e operacional de cada uma dessas empresas", afirmou.

O presidente do BNDES disse ainda que não há um prazo para o banco decidir quando apoiará a nova empresa.

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DIÁRIO DE S. PAULO

ANCELMO GÓIS

24/09/2003

 

Guerra suja vai parar na Câmara

A Mesa da Câmara dos Deputados recebeu reclamação contra Vadão Gomes (PP-SP). O deputado teria usado papel timbrado da Casa para escrever carta para a Coca-Cola em Atlanta, EUA, com ameaças. O deputado é ligado ao empresário Laerte Codonho, dono do refrigerante Dolly, que acusa a Coca-Cola de abuso do poder econômico, sabotagem, corrupção e espionagem.

Aliás...

Laerte Codonho marcou para hoje, às 17h30, audiência com Márcio Thomaz Bastos para entregar um dossiê contra a Coca-Cola.

Ontem, o ministro, depois de receber cópias de nove processos que correm na Justiça contra o dono da Dolly, decidiu desmarcar o encontro.

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DIÁRIO DE S. PAULO

TRABALHO

24/09/2003

 

Ex-mulher estranha relação de bens de presidente da Afuse

A professora Eliane Falseti ficou surpresa ao saber que o ex-marido, Reinaldo Paschoa Bicudo, conseguiu acumular patrimônio de R$ 259 mil desde 2000, quando o casal se separou. Bicudo é presidente do Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação do Estado de São Paulo. Ele é alvo de inquérito aberto pela Polícia Federal para investigar denúncias de enriquecimento ilícito e desvio de dinheiro do sindicato, feitas pela ex-secretária de legislação da entidade, Ângela Inês Martão. Nos documentos analisados pela Polícia Federal, há fortes indícios de que o patrimônio do sindicalista é incompatível com o salário mensal de R$ 700.

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JORNAL DA TARDE - SP

SP VARIEDADES

24/09/2003

 

A telinha toda na mira da Justiça

Em uma pequena sala do Ministério da Justiça, em Brasília, dividida por baias, 13 pessoas se revezam na missão de assistir 14 horas de TV por dia, todos os canais abertos. Não, não são aficionados por TV. Esse é o trabalho da equipe de monitoramento de programas livres ( liberados para público de todas as idades) do Departamento de Classificação Indicativa do Ministério da Justiça. Criado em maio por uma decisão judicial, o departamento - que antigamente só analisava sinopses de novelas e classificava filmes - tem como função monitorar e gravar todos os programas de todas as emissoras durante o horário livre da TV, que vai das 6 horas às 20 horas. Vigiam programas policiais, de auditório, novelas, femininos e dominicais.

Passam o dia peneirando as atrações atrás de cenas de sexo, violência, todo tipo de conteúdo considerado impróprio para horário. Uma vez detido nessa malha fina, o programa é reavaliado e, em seguida, a emissora é advertida pelo Ministério da Justiça.

"Os monitores fazem relatórios diários sobre as atrações e as emissoras que passarem dos limites são notificadas e chamadas para conversar aqui em Brasília", fala a secretária Nacional de Justiça, Cláudia Chagas. "A equipe de monitoramento é composta por pessoas de diferentes idades, sexo e formação. Temos alguns formados em direito, outros em psicologia, arte e até gente sem curso superior. Esse mix nos ajuda a ter diferentes pensamentos na analise dos programas", continua. "Não impomos nada, só queremos dialogar.

Caso a emissora insista em abusar do conteúdo, nós temos o poder de reclassificar a atração ou tirá-la do horário livre e colocá-la em uma horário compatível com seu conteúdo."

Pela lista negra do departamento já passaram desde maio: 'Mulheres Apaixonadas', que foi classificada de vez para as 21 horas, 'Kubanacan', que levou um pequeno puxão de orelha, João Kleber, da Rede TV!, que levou mais de uma advertência, 'Verdade do Povo', da Record, apresentado por Wagner Montes e 'Brasil Urgente', da Band.

"No caso de Kubanacan, que estava com muitas cenas de violência e sexo, tivemos uma conversa franca com o diretor da trama, Wolf Maia, que aceitou fazer algumas modificações", conta Cláudia.

A Globo nega que Kubanacan tenha sido advertida e assume que a trama das 9 foi reclassificada.

A secretária diz que programas de jornalismo policial costumam causar problemas, pois passam dos limites alegando estar transmitindo a notícia como ela realmente é. "Mostrar cadáveres, tentativas de suicídio ao vivo, perseguições policiais com tiroteio são algumas das cenas que aparecem em nossos relatórios, pois há um limite tênue entre a informação real e o abuso, a exploração da imagem", fala Claudia.

O monitoramento também vigia atrações que não despertam a menor suspeita. O Vale a Pena Ver de Novo, por exemplo, da Globo, é fiscalizado com lupa quando resolve reexibir tramas que foram ao ar anteriormente na faixa das 8.

"Agora estamos de olho no Vídeo Show. Às vezes eles exibem reportagens e cenas de 'Mulheres Apaixonadas'. Outro dia vimos no programa a reprise daquele tiroteio na novela, depois, vimos uma matéria com as cenas das jovens lésbicas."

Mas o inofensivo Vídeo Show não passa nem perto das reclamações que o departamento do classificação recebe do programa 'A Hora da Verdade', de Márcia Goldschmidt, na Band. "A Márcia não quer mudar, continua resistente, vamos ter de tomar providências", diz Claudia. "Um dia o tema era um marido que obrigava a mulher a se prostituir. No outro, uma avó que matou o neto porque ele era negro. Isso não é conteúdo para o horário"
KEILA JIMENEZ

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JORNAL DO TOCANTINS

ESTADO

24/09/2003

 

Cartilhas divulgarão portaria em Palmas

Samuel Lima
Palmas
O cumprimento de uma portaria da Vara da Infância e Juventude da Comarca de Palmas, publicada em junho de 2001, será enfatizado através de cartilhas em Palmas. Esta foi uma das decisões tomadas na mesa-redonda organizada pela Organização Não-Governamental (ONG) Instituto Guardiões da Vida e da Cidadania (IGVC), realizada na última segunda-feira, na sala de reuniões do Centro de Treinamento Empresarial do Serviço de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae).

“A portaria, que trata disso, ainda está em vigor, e precisa ser colocada em prática”, destacou a juíza da Infância e Juventude, Silvana Maria Parfieniuk. Cartilhas, com o teor da portaria, serão confeccionadas e distribuídas em escolas e estabelecimentos comerciais, para divulgar a lei. A portaria regulamenta a circulação de crianças e adolescentes tanto em eventos quanto em locais públicos. “A a comunidade em geral, promotores de eventos, devem respeitar as determinações, que dizem respeito à freqüencia de crianças e adolescentes em locais públicos e em quaisquer eventos que venham a ser promovidos”, afirmou a juíza. Embora convidados, não compareceram representantes das igrejas evangélicas e católica, da Ordem dos Advogados do Brasil, do Conselho Tutelar, da Associação dos Magistrados do Estado do Tocantins, da Polícia Federal e do Conselho das Associações de Bairros da Capital.

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