Clipping eletrônico - SEGUNDA EDIÇÃO - 19/09/2003
Jornais desta edição:
JORNAL DO BRASIL
RESUMO
Presos dois doleiros acusados de lavagem
Ministro desaprova mudanças no Estatuto
FOLHA DE S.
PAULO
CIÊNCIA
Civilização do Xingu tinha estradas e pontes
Índios cuicuros são co-autores de pesquisa
DINHEIRO
Juízes e promotores compraram 438 pistolas
CORREIO
BRAZILIENSE
BRASIL
Médicos são feitos reféns no Pará
A GAZETA - AC
POLÍTICA
Ameaça de envenenamento preocupa deputados
O POVO - CE
BRASIL
Ministro diz que estatuto foi mudado para pior
ECONOMIA
Operadoras são acusadas de práticas desleais
A GAZETA - ES
POLÍTICA
Reforma do Judiciário é alvo de debates
O POPULAR - GO
CIDADES
MPF pede suspensão por 30 dias do ‘Domingo Legal’
Assentados desmatam reserva para fazer carvão
POLÍTICA
Goianos aprovam Estatuto, com ressalvas
Ausência importante
GIRO
Detector parado
O ESTADO DO
MARANHÃO
GUIA DO CONSUMIDOR
Operadoras são denunciadas
GERAL
Acidente fere estudantes maranhenses
PROGRAMAÇÃO
DIÁRIO DE
CUIABÁ
ESPORTES
Curitiba pronta para receber a seleção
BRASIL
Ministro da Justiça diz que desaprova mudanças
Governo Lula esvazia festa do STF
CIDADES
Delegado ouve Hércules sobre fuga
Ex-governador diz que abriu mão de prerrogativa
ECONOMIA
Cuiabá quer o trem nos trilhos
CORREIO DO
ESTADO - MS
POLÍCIA
PF indiciou 27 pessoas no assassinato de índio
PF encontra droga em carro de funerária
ESTADO DE
MINAS
ECONOMIA
Recall do Honda Fit
Telemar acusada de conduta anticompetitiva
GERAIS
Restaurador nega furto e receptação
Estado assume guarda de obras recuperadas
Verba federal chega na próxima semana
NACIONAL
Pistoleiros caçados no Xingu
POLÍTICA
Crise afasta Lula do presidente do STF
NACIONAL
Índios e fazendeiros longe de um acordo
Contrabando
Bloqueio de celulares em Bangu
Governo quer ‘resgatar’ texto original do Desarmamento
HOJE EM DIA -
MG
MINAS
BH se arma, temendo alteração da lei
BH se arma, temendo alteração da lei
DIÁRIO DO PARÁ
POLÍCIA
Mulher é presa com 2,5 quilos de cocaína
BRASIL HOJE
Governo Lula esvazia festa do STF
CIDADES
Bloqueio deixa Novo Progresso sitiado
São Félix vai ter companhia da PM
O LIBERAL - PA
ATUALIDADES
Cresce ameaça de guerra na reserva Baú
PAINEL
Fraude no programa do Gugu pode até tirar emissora do ar
REPÓRTER 70
Audiência
FOLHA DE
LONDRINA
POLÍTICA
Crise afasta Lula do presidente do STF
O ESTADO DO
PARANÁ
POLÍCIA
Justiça Federal interdita carceragem da PF
Polícia encontra vídeos que incriminam Valentina
ECONOMIA
Reforma tributária inclui mudanças
NACIONAL
Febem é uma escola que forma criminosos
DIÁRIO DE
PERNAMBUCO
BRASIL
Governo insiste no desarmamento
VIDA URBANA
PE na rota do contrabando de cigarro
PF apreende cocaína no aeroporto
DIÁRIO URBANO
Curtinha
POLÍTICA
Lula mantém distância de Corrêa e falta a festa do STF
FOLHA DE
PERNAMBUCO
POLÍCIA
Mais uma pessoa presa com cocaína
J. DO
COMMERCIO - PE
BRASIL
Fracassa acordo de paz no Pará
Febem veta visita de relatora da ONU
Governo quer recuperar texto original de estatuto
CIDADES
PF faz nova apreensão de cocaína no aeroporto
Estudante será ouvido sobre festa em Serrambi
PINGA FOGO
Só faltou o chocalho
J. DO
COMMERCIO - RJ
DIREITO E JUSTIÇA
União pretende limitar recursos
ECONOMIA
Mercado diz que seria fusão clássica
RIO DE JANEIRO
Rosinha diz a secretários que parem de trocar farpas
EMPRESAS
Honda troca tubulação de freio do Fit
PAÍS
Bastos desaprova as mudanças no texto
PF prende dois doleiros
Governo indeniza vítima de trabalho escravo no Pará
TRIBUNA DO
NORTE - RN
NATAL
Famílias se revoltam com atraso no repasse da bolsa do Peti
Quadrilha rouba dinheiro de agência da Caixa
CORREIO DO
POVO - RS
POLÍCIA
PF apreende 503kg de maconha
CAPA
Lula e Corrêa evitam encontro
ZERO HORA - RS
GERAL
R$ 25 milhões para a segurança no Estado
O ESTADÃO - RO
GERAL
Polícia Federal fará desarmamento no campo
FOLHA DE BOA
VISTA
CIDADES
Procuradores ampliam investigação
Presidente da Funai desmarca reunião que teria hoje em
RR
DIÁRIO DE S.
PAULO
BRASIL
Bastos reprova o novo texto da lei antiarmas
PF encontra documentos sobre mutilação
SÃO PAULO
Deputados flagram Febem superlotada
GCM recebe R$ 7,6 mi para equipar 32 bases
JORNAL DO
TOCANTINS
BRASIL/MUNDO
Governo quer resgatar estatuto original
Índios ameaçam matar invasores no Pará
ESTADO
PRF apreende maconha em ônibus de turismo
Carta Aberta trará propostas para idosos
Kits serão entregues a conselhos
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
RESUMO |
19/09/2003 |
|
|
CURITIBA - Dois doleiros acusados de
participação no esquema de lavagem de dinheiro pela agência Banestado de Nova
York foram presos ontem pela Policia Federal. Gerhard Fuchs e Ernest de Veer
eram donos de duas casas de câmbio na capital paranaense e foram condenados a
14 anos de prisão. O juiz da 1ª Vara da justiça Federal, Oziel de Souza, negou
pedido para que recorram em liberdade, mas um terceiro doleiro, Orlando de
Miranda, conseguiu o benefício.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
RESUMO |
19/09/2003 |
|
|
BRASÍLIA- O
ministro da justiça, Márcio Thomaz Bastos,
disse ontem que desaprova as modificações feitas no Estatuto do Desarmamento.
Ele espera que o projeto seja modificado para melhor. De acordo com o ministro,
o texto anterior e mais equilibrado e contém sistema de penas com lógica
interna, além de manter o cadastro como monopólio da Policia Federal. Bastos
enfatizou a necessidade da existência de um cadastro eficiente, capaz de
controlar todas as armas.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
CIÊNCIA |
19/09/2003 |
|
|
Estudo diz que índios amazônicos construíram grandes aldeias antes de 1500 e
ataca mito da floresta intocada
CÁSSIO LEITE
VIEIRA
FREE-LANCE PARA A FOLHA
Um artigo publicado hoje na revista americana "Science"
(www.sciencemag.org) deve ajudar a abalar mais um pouco a idéia de uma Amazônia
intocada e habitada por tribos pequenas, isoladas, igualitárias e móveis na
época do Descobrimento.
Na realidade, uma extensa intervenção humana no ambiente e construções
monumentais refletem melhor o que acontecia na região amazônica por volta de
1500. Além das evidências que apresenta para defender essa nova visão da
"pré-história" nacional, o trabalho traz ainda uma peculiaridade
extra em sua lista de autores: os nomes índios Afukaká Kuikuro e Urissapá
Tabata Kuikuro, algo inédito em pesquisas brasileiras.
O cenário esboçado pelos autores é o seguinte: no final do século 15, o Alto
Xingu -uma língua de floresta amazônica que penetra pelo norte de Mato Grosso e
onde estão os formadores do rio Xingu- sofreu uma profunda transformação por
mãos humanas.
Surgiram aldeias gigantescas (algumas com área de até 500 mil metros
quadrados), densamente habitadas (até 5.000 pessoas), interligadas por estradas
que chegavam a 5 quilômetros de extensão e 50 metros de largura.
Esses complexos regionais incluíam ainda represas, pontes, aterros e fossas,
entre outras estruturas artificiais. Era o ápice de um processo que tivera sua
origem cerca de cinco séculos antes.
Aldeias fortificadas
Algumas aldeias eram fortificadas, com paliçadas e valas semicirculares de até
5 metros de profundidade e 2,5 quilômetros de extensão. Acredita-se que a
função dessas construções fosse a defesa. A distância média entre as aldeias (5
km) e a presença de estradas de ligação entre elas reforçam a idéia de que a
ameaça vinha de fora. A suspeita recai sobre tentativas de invasão por povos de
língua jê, tupi-guarani ou caraíba.
Em todas as aldeias havia uma área central (praça) para a qual convergiam
caminhos. Isso dava ao conjunto uma estrutura radial que pode ser vista até em
imagens de satélite e fotos aéreas utilizadas pelos autores.
Para provar que a maioria desses conglomerados de aldeias já estava na região
entre os anos 1250 e 1400, os autores apresentam uma lista de peças
arqueológicas datadas pelo método do carbono-14, que fornece a idade das
amostras com base na quantidade de uma forma radioativa do elemento químico
carbono.
A força do artigo reside principalmente em seu perfil multidisciplinar. O
trabalho uniu especialistas em antropologia, linguística e arqueologia ao
conhecimento nativo e à alta tecnologia.
O mapeamento da extensão das aldeias e estradas só foi possível com o uso de
GPS (Sistema de Posicionamento Global), um equipamento que dá as coordenadas e
a altitude de qualquer ponto sobre a superfície terrestre. Esse GPS de alta
precisão só foi liberado para uso civil em 2000 por militares norte-americanos.
"Com ele, fiz em dias o que antes levava meses", diz o antropólogo
Michael Heckenberger, da Universidade da Flórida (EUA) e autor principal do
artigo.
Monumentalismo
Mas por que tamanha ostentação nas construções? Heckenberger defende que a
resposta seja o que ele denomina "estética do monumentalismo", uma
cultura estabelecida ainda pelos povos colonizadores do Alto Xingu e que se
fortaleceu no final do século 15, com as aldeias fortificadas. Essa tradição
cultural teria permanecido como um tipo de roteiro que permeia até hoje a história
xinguana, mesmo que o cenário e os atores tenham mudado ao longo dos séculos.
É possível que, ao longo dos séculos, a praça central tenha sido o local onde
se amalgamou a cultura xinguana. É nesse espaço que, ainda hoje, ocorrem os
rituais intertribais, como o quarup, uma homenagem ao mortos.
A monumentalidade das aldeias e estradas vai contra a hipótese de que, em
geral, as sociedades amazônicas eram, na época do descobrimento, pequenas,
dispersas, isoladas, móveis e igualitárias. Esse é um resumo das idéias de
Betty Meggers - um dos nomes mais influentes da antropologia nos Estados
Unidos- no livro "Amazônia - A Ilusão de um Paraíso" (Itatiaia/Edusp,
1987).
As evidências que foram apresentadas no artigo da "Science" pintam um
quadro com outros elementos: sedentarismo (grandes aldeias), integração
regional (estradas), acomodação interétnica (multietnia) e ideologia
hierárquica (distinção entre linhagens de chefes e não-chefes).
"O estudo dos rituais intertribais reforça a idéia de uma sociedade
híbrida e hierarquizada ao longo do processo de formação da cultura
xinguana", diz outro autor, o antropólogo Carlos Fausto, coordenador do
Programa de Pós-Graduação em Antropologia do Museu Nacional (RJ).
Para Eduardo Viveiros de Castro, antropólogo do Museu Nacional, o artigo
apresenta pesquisas que confirmam, de modo eloquente, hipóteses que vários
especialistas vêm formulando já há algum tempo sobre a ecologia histórica e a
fisionomia sociopolítica da Amazônia pré-colombiana.
"Os elementos substantivos do artigo estão entre os mais bem
caracterizados pela pesquisa arqueológica recente na Amazônia, tornando algo
desnecessária, em minha opinião, a adjetivação um tantinho carregada
["dramática", "aguda", "paisagem amplamente
transformada pela presença humana'] que os envolve", diz.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
CIÊNCIA |
19/09/2003 |
|
|
FREE-LANCE PARA
A FOLHA
Caso os nomes Afukaká Kuikuro e Tabata Kuikuro sejam procurados na Plataforma
Lattes (lattes.cnpq.br) -onde está a maior base de currículos científicos do
Brasil-, não serão encontrados. Nem lá, nem em nenhum outro banco de dados
semelhante do planeta. Eles não têm doutorado, nem mesmo estudo formal.
No entanto, os dois índios cuicuros assinam um artigo para uma revista na qual
dez entre dez pesquisadores do mundo gostariam de publicar seus estudos. Eles
são chefes da tribo cuicuro, da região sul do Parque Indígena do Xingu (PIX),
formado por uma dúzia de aldeias e dez grupos distintos.
Heckenberger, Fausto e a linguista Bruna Franchetto (outra autora do estudo)
dizem que a presença dos chefes na lista de autores é mais do que simples
reconhecimento do saber nativo. "Sem eles, não seria possível fazer o
trabalho e escrever o artigo", resume Heckenberger.
"Não é paternalismo tolo", afirma. "Foi Tabata, por exemplo,
quem acompanhou o mapeamento das estradas que interligavam os sítios e se
tornou um mestre em achá-las", diz Fausto.
Segundo Franchetto, os dois chefes cuicuros estão entusiasmados com a pesquisa.
"Eles estão vendo aflorar um conhecimento sobre a tradição deles."
A pesquisa reúne a Universidade da Flórida, o Instituto Max Planck (Alemanha),
o Museu Nacional, o Museu Paraense Emílio Goeldi e a Associação Indígena
Kuikuro do Alto Xingu (Aikax). Tem apoio do Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). (CLV)
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
DINHEIRO |
19/09/2003 |
|
|
FERNANDA DA ESCÓSSIA
DA SUCURSAL DO RIO
De outubro do ano passado até anteontem, o Exército autorizou a compra de 438
pistolas calibre .40, de uso restrito das Forças Armadas, por juízes e membros
do Ministério Público dos Estados e da União. Os dados são do Centro de
Comunicação Social do Exército.
É um número pequeno se comparado ao universo de cerca de 29 mil juízes,
procuradores e promotores filiados às principais associações dessas categorias
no Brasil. Mesmo assim, é considerado por eles próprios um indicativo da
preocupação com a violência. Um promotor foi morto no ano passado em Minas
Gerais, e dois juízes foram mortos neste ano em São Paulo e no Espírito Santo.
Membros da magistratura e do Ministério Público têm, de acordo com suas leis
orgânicas, direito ao porte de arma para defesa pessoal. Para comprar a pistola
calibre .40, necessitam, porém, de autorização do Exército.
Para o presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República, Nicolao
Dino, o dado sobre compra das pistolas é preocupante. "Evidencia que as
instituições estão buscando alternativas de proteção pessoal e reflete a
deficiência do Estado no cumprimento de sua missão constitucional de prestar a
segurança pública. Reflete o sentimento de insegurança dessas
instituições."
Segundo o Cecomsex, a permissão foi dada depois de pedido de promotores de
Minas e depois de consulta ao Ministério da
Justiça e ao Supremo Tribunal Federal. Os interessados têm de
enviar os pedidos ao SFPC (Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados das
Regiões Militares). O porte de arma para membros da Magistratura e da
Promotoria se mantém com o texto do Estatuto do Desarmamento, em tramitação.
A Procuradoria-Geral da República criou em julho uma assessoria de Segurança
Orgânica, para estabelecer uma política de segurança para seus membros. Wilton
Lima, chefe da assessoria, disse que vê "com cuidado" o uso da
pistola por procuradores, pois ela, sozinha, não garante segurança.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
BRASIL |
19/09/2003 |
|
|
Os índios da tribo araweté da aldeia pixuna,
no médio Xingu (PA), mantêm reféns desde terça-feira dois epidemiologistas da
Fundação Nacional de Saúde. Eles afirmam só irão libertá-los quando o governo
federal mandar medicamentos para a aldeia, o que não acontece há seis meses. De
acordo com Fundação Nacional do Índio os reféns estão sendo bem tratados. Em
2001, um surto de malária matou oito índios e deixou outros muito doentes.
‘‘Ninguém quer morrer por falta de remédio’’, justificou o cacique Joaquim Curuaia.
A Funasa e a Funai decidiram ontem mandar os medicamentos numa lancha para que
os índios soltem os dois médicos.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
POLÍTICA |
19/09/2003 |
|
|
A Assembléia Legislativa do Estado viveu
ontem pela manhã um clima de terrorismo. A notícia de que uma ligação anônima
recebida por um dos copeiros da instituição subornando o servidor para ingerir
veneno na bebida dos deputados estaduais, causou pânico entre os parlamentares.
O contato teria acontecido no dia 19 de agosto e teria como primeiro alvo a
deputada estadual Naluh Gouveia (PT). A Polícia
Federal foi acionada ontem para entrar no caso.
O presidente da Assembléia, Sérgio Petecão (PMN) admitiu a veracidade da
notícia e disse em entrevista à imprensa na manhã de ontem que a Mesa Diretora
continuará investigando o caso sem conceder maiores detalhes sobre o assunto. A
Mesa Diretora da Aleac realizou uma reunião ontem com todos os deputados para
discutir o caso. Sérgio Petecão não revelou o nome do copeiro que recebeu a
ligação anônima e nem detalhes sobre os procedimentos investigativos da Aleac.
O pronunciamento de todos os deputados realizados na manhã de ontem foram
voltados para o assunto. O deputado Luiz Calixto (PDT) declarou-se surpreso com
a notícia e disse que o excesso de zelo da Mesa Diretora comprometeu a vida de
todos os membros da casa. O veneno proposto para ser colocado na bebida dos
deputados seria servido no Salão Azul da Aleac, onde assessores, servidores da
Casa e, principalmente a imprensa, tem acesso. “Nós estávamos correndo um sério
risco de vida e não sabíamos de nada. Isso é ainda mais grave”, disse o
deputado.
O deputado Luiz Gonzaga (PSDB) disse ontem que não pretende mais tomar café,
suco, água ou comer qualquer alimento na Assembléia Legislativa. A posição de
Gonzaga foi estendida ontem a mais da metade dos servidores da casa.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
BRASIL |
19/09/2003 |
|
|
Bastos lamentou entre as mudanças do estatuto a retirada do artigo que
previa a realização de um referendo em 2005 para decidir se a venda de armas de
fogo seria proibida no País
Para Thomaz Bastos, modificações significam
um retrocesso
A aprovação da proposta que mudou quarta-feira o Estatuto do Desarmamento, na
Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, foi considerada ontem um
retrocesso pelo ministro da Justiça, Márcio
Thomaz Bastos. ''O projeto foi mudado para pior. Esperamos que
ele volte a ser aquele que veio do Senado, não só na Comissão de Constituição e
Justiça, mas também no plenário'' - afirmou em São Paulo.
Bastos acredita que o projeto do Ministério da
Justiça era mais equilibrado. ''Nele, o sistema de penas tem
lógica e mantém o cadastro como monopólio da Polícia
Federal'' - adiantou. O ministro voltou a dizer que só fazer um
estatuto não produzirá o efeito esperado de combater o crime.
O ministro condenou o curso que juízes do Rio estão tendo para usar armas em
sua defesa pessoal. ''Os juízes têm de se defender, mas não é esse o caminho. A
pessoa que porta arma leva desvantagem no confronto com o bandido, por mais
treinada que seja'' - lembrou.
Bastos assistiu em São Paulo ao desfile pelos 17 anos da Guarda Civil
Metropolitana, no sambódromo do Anhembi. Na ocasião, foi assinado o convênio em
que o Fundo Nacional de Segurança Pública repassa para a Prefeitura R$ 7,6
milhões. O dinheiro estará disponível no dia 26.
Anthony Garotinho, secretário da Segurança Pública do Rio, afirmou que a
comissão da Câmara aprovou o ''estatuto do armamento'', ao comentar as mudanças
promovidas pela bancada das armas no projeto do governo.
''Infelizmente, nós não tivemos a votação do Estatuto do Desarmamento, nós
tivemos a aprovação do estatuto do armamento, que consegue ser pior do que o
que estava em vigor'' - disse Garotinho, após cerimônia de entrega de 33
caminhonetes Blazer para a Polícia Militar de Niterói, no Grande Rio.
Quarta-feira, a bancada das armas derrotou o Governo federal na Câmara dos
Deputados. O projeto de criação do Estatuto do Desarmamento foi desfigurado: o
artigo que previa a realização de um referendo em 2005 para decidir se a venda
de armas de fogo seria proibida no País foi retirado do relatório.
Outro artigo, que transformava o porte ilegal em crime inafiançável, recebeu
emendas que restringiram a mudança a armamentos de uso exclusivo das Forças
Armadas.
Com a atuação do lobby, tornou-se mais fácil comprar armas porque foi derrubada
a exigência de comprovação da necessidade pelo interessado. Agora o Governo
federal tentará recompor o estatuto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)
da Câmara. (das agências de notícias)
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
ECONOMIA |
19/09/2003 |
|
|
A Secretaria de
Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda recomendou ao Conselho
Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão ligado ao Ministério da Justiça, a punição das
empresas de telefonia fixa Telemar, Telefônica e Brasil Telecom por prática
anticompetitiva no setor.
A denúncia foi encaminhada pelas operadoras de longa distância Embratel e
Intelig. Segundo elas, as empresas de telefonia local estão praticando
"aumento artificial dos custos dos rivais", ou seja, as
concessionárias locais estariam cobrando tarifas de interconexão mais altas do
que realmente valem.
A tarifa de interconexão é o valor que as empresas de longa distância pagam às
concessionárias locais sempre que utilizam a rede daquelas para completar
ligações telefônicas. Como essas operadoras locais atuam também na longa
distância, são competidoras da Embratel e da Intelig neste mercado, o que lhes
daria o incentivo necessário à prática de aumento dos custos dos rivais
denunciado, materializado na cobrança de tarifas de interconexão
artificialmente elevadas", diz a nota divulgada pela Seae.
A Seae constatou que as tarifas de interconexão são freqüentemente superiores
às tarifas dobradas dos usuários finais, o que inviabiliza a rentabilidade das
denunciantes em diversas situações, e da significativa divergência existente
entre os custos da interconexão, para as operadoras locais, e os preços
cobrados por estas para o fornecimento daquele insumo".
A recomendação da Secretaria não é decisória, somente servirá de subsídio pelo
Cade em suas decisões. (Agência Brasil)
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
POLÍTICA |
19/09/2003 |
|
|
A reforma constitucional e o Poder
Judiciário serão debatidos hoje, a partir das 9h30, no Tribunal de Justiça do
Estado (TJES), em Vitória. Os palestrantes serão o procurador de Justiça do
Ministério Público Estadual do Distrito Federal, Petrônio Calmon Filho, e o
secretário de reforma do Judiciário do Ministério
da Justiça, Sérgio Rabello Tamm Renaut.
A discussão faz parte da programação do II Congresso Estadual de Magistrados.
Ontem, o primeiro tema debatido foi o "Poder Judiciário na
Atualidade". Dentro deste contexto, o palestrante Luiz Felipe Salomão –
presidente da Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (Amaerj) –
abordou também a reforma judiciária.
Ele afirmou ser contra o controle externo do Judiciário. "A reforma em
alguns pontos é boa para nós, naquilo que trata da democratização interna. Mas
um controle externo que sirva apenas para uma porta escancarada, aos lobbies de
pressão, não é um controle que servirá para fortalecer", assinalou.
Salomão enfatizou que o controle externo do Judiciário não será aprovado
"por um acaso". "Ele virá para nos enfraquecer, quebrar a nossa
espinha, como foi a primeira tentativa da reforma da Previdência",
criticou.
O magistrado defendeu que a categoria precisa ter a ajuda da sociedade, para
enfrentar o controle externo do Judiciário.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
CIDADES |
19/09/2003 |
|
|
São Paulo – Em vez de audiência, a
entrevista com falsos integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) está
rendendo processos ao SBT. Só ontem foram dois. O principal foi obra da
Procuradoria da República, que entrou na Justiça Federal com ação civil pública
contra a emissora, na qual pede, liminarmente, o depósito de R$ 1,5 milhão pelo
dano moral coletivo causado pelo programa Domingo Legal. Requer ainda a
suspensão por 30 dias da atração comandada por Gugu Liberato “ou até que a
emissora comprove a contratação de diretor e equipe técnica qualificada, além
da apresentação de um plano de trabalho para melhoria da qualidade”.
A procuradora-regional dos Direitos do Cidadão, Eugênia Fávero, que propôs a
ação, estabelece também a alternativa de que a concessão da emissora seja
cassada, a critério do juiz do caso. Eugênia havia consultado o SBT para que a
emissora assinasse um termo se comprometendo a ajustar sua conduta, mas o SBT
respondeu que não se pronunciaria antes da conclusão das investigações da polícia
sobre o caso.
Investigações
Exibida no Domingo Legal no dia 7, a entrevista é objeto de outras três
investigações. Ontem, a 2ª Promotoria de Justiça do Consumidor abriu um
inquérito civil buscando também indenização dos danos causados. Na entrevista,
os falsos integrantes do PCC ameaçaram jornalistas, apresentadores de três
redes de televisão, o padre Marcelo Rossi e o vice-prefeito de São Paulo, Hélio
Bicudo. A farsa custou R$ 3 mil à produção do programa. Todos os envolvidos
foram identificados no inquérito policial que apura as ameaças e apologia do
crime. Por fim, a Comissão de Segurança Pública da Assembléia Legislativa de
São Paulo também investiga o caso.
A emissora foi advertida até pelo Ministério da
Justiça. “Gugu reconheceu, pelo que li nos jornais, que cometeu
um erro e se desculpou. Eu vi a fita e é realmente uma coisa séria, tanto que o
ministério, oficialmente, advertiu o SBT”, disse o ministro, Marcio Thomaz
Bastos. O ministério pode tirar a autorização do programa para ir ao ar em horário
livre e exigir que ele seja exibido após as 21 horas, proibido a menores de 12
anos. A Agência Estado procurou a emissora, que informou que não ia comentar as
ações contra o SBT por não ter sido oficialmente informada. (Agência Estado)
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
POLÍTICA |
19/09/2003 |
|
|
Deputados federais acreditam que lei representa avanço, mas pode virar letra
morta sem o suporte de políticas efetivas de combate à criminalidade
Carlos Eduardo
Reche
A bancada federal de Goiás aprova com ressalvas o Estatuto do Desarmamento
aprovado na quarta-feira à noite na Comissão de Segurança da Câmara. Os
deputados afirmam que o projeto passará por novas alterações até ser aprovado
em plenário e defendem a adoção, pelo Poder Executivo, de programas efetivos de
combate à violência para que o conjunto de leis não se transforme em “letra
morta”.
Os parlamentares ouvidos pelo POPULAR foram unânimes em afirmar que as
alterações no texto do Senado representam avanço nas discussões sobre a compra,
registro e porte de armas. Entretanto, eles ficaram divididos em relação à
supressão do referendo popular e à concessão de fiança para o crime de porte
ilegal de arma permitida – aprovada por emenda do deputado João Campos (PSDB).
“A fiança vai permitir que se separe o joio do trigo, para evitar excessos na
aplicação da lei”, defende Campos, que é delegado de polícia. Segundo o
deputado, o dispositivo prejudicaria o “cidadão de bem” – que, pelo estatuto,
teria de registrar a arma – em benefício do criminoso, que atua na
clandestinidade.
O deputado Rubens Otoni (PT) acredita que o crime deveria ter sido mantido como
inafiançável, conforme proposta do Senado. “A absoluta maioria da população
quer o desarmamento, mas aqui no Congresso há a bancada da arma, que trabalha
para isso (flexibilizar as leis de acesso e ao porte)”, afirmou.
Debate com a sociedade
O petista classificou de “tímido” o texto aprovado, e que a Comissão de
Constituição e Justiça (CCJ) receberá “um estatuto mutilado”. Otoni também
criticou a supressão da proposta de referendo popular, segundo ele uma forma de
estimular o debate das políticas de combate à violência na sociedade.
Pedro Chaves (PMDB) também é favorável ao referendo popular e acredita que o
tema pode ser retomado no plenário, quando o Estatuto será votado pela Casa. “O
plano é um avanço, mas é justo que ele seja debatido com a sociedade.”
O também peemedebista Luiz Bittencourt é mais uma voz a defender o plebiscito.
“A Segurança Pública atinge toda a sociedade, e ela deveria ser incluída nas
discussões”, afirma. Segundo ele, o plano é uma resposta positiva ao debate
atual sobre a violência no País.
Bittencourt defende, no entanto, regras mais rígidas de controle da utilização
e do porte. Ele critica a permissão para que os cidadãos mantenham armas
guardadas em casa. “Isso pode ser um estímulo à violência doméstica”, acredita.
Já para Vilmar Rocha (PFL), a retirada do plebiscito do texto representa
“economia de recursos públicos e tempo”. O deputado acredita que o dispositivo
deve ser utilizado para assuntos de maior relevância institucional, cabendo ao
Legislativo aprovar matérias do teor do Estatuto.
Sobre a tramitação do texto na Câmara, o pefelista disse que as alterações
feitas pelos deputados serão mantidas pela CCJ, e alertou para a necessidade de
buscar “o equilíbrio” de propostas para que o estatuto não se transforme em
letra morta. “A opinião pública espera que a lei resolva o problema da
violência, quando na verdade não resolve”, disse Vilmar.
O projeto, afirmam os deputados, restringe consideravelmente a circulação das
armas de fogo entre os cidadãos mas não atinge sua utilização pelo crime
organizado. “As armas que matam são aquelas compradas sem autorização, que
entram no Brasil pelas fronteiras dos países vizinhos”, observa Carlos Alberto
Leréia (PSDB).
Segundo o tucano, sem a promoção de políticas de combate ao crime organizado, o
Estatuto, apesar de melhorar o aparato jurídico, pode deixar a população à
mercê dos criminosos. “A medida atinge o cidadão de bem, mas não afeta o
marginal”, critica.
Para Sandro Mabel (PL), o projeto foi aprovado às pressas, em função da pressão
do Executivo e das manifestações de rua. “O Estatuto representa um avanço nas
discussões do combate ao crime. A partir dele poderão ser definidas as novas
necessidades do País na Segurança”, afirma.
Regras
Barbosa Neto (PMDB), que integra a Comissão de Segurança, acredita que o
principal avanço do plano é a criação de regras claras acerca de quem está
autorizado a possuir armas e de como utilizá-las. Outro ponto positivo, segundo
ele, é a exigência do preparo técnico e psicológico para o porte. “Andar armado
não garante a defesa do cidadão”, observa.
Para Roberto Balestra (PP), o Estatuto aprovado anteontem é “conservador” e não
reflete a necessidade de combater diretamente o crime organizado. Jovair
Arantes (PTB) disse que ao conjunto de leis deveria ser acrescentada a
proibição da fabricação e entrada de armas no País. “É preciso desarmar a
população, senão a lei não tem serventia”, acredita.
Segundo estatísticas da Secretaria Nacional de Segurança Pública, 85%
das armas utilizadas pelo tráfico de drogas entram ilegalmente no Brasil depois
de exportadas do próprio País para nações vizinhas. Pesquisa do órgão revela
ainda que a maior parte dos crimes seguidos de morte são praticados por jovens
entre 18 e 25 anos de idade. O dado levou a Comissão a aprovar o porte para
maiores de 25 anos, medida ratificada pelos parlamentares.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
POLÍTICA |
19/09/2003 |
|
|
Observados pelo ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, e o presidente do
Senado, José Sarney, os presidentes dos Correios, Airton Dipp, e do Supremo
Tribunal Federal (STF), Maurício Corrêa, lançam selo de aniversário dos 175
anos do tribunal. O presidente Lula não participou. Sua ausência foi mais uma
demonstração de que o clima entre o chefe do Executivo e o do Judiciário não
anda amistoso. Corrêa também não participou do almoço do Dia do Diplomata, no
Itamaraty. Os problemas de convivência começaram na posse de Corrêa no STF, em
junho. Em seu discurso, ele atacou a reforma da Previdência diante de Lula. A
situação piorou no início deste mês, com a publicação, pela revista Veja, de
entrevista na qual Corrêa criticou o governo. Nas comemorações do 7 de
Setembro, em Brasília, os dois dividiram o palanque reservado às autoridades,
mas não se cumprimentaram. (AE)
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
GIRO |
19/09/2003 |
|
|
O detector de metais no Aeroporto de Goiânia
funcionou por poucos dias, informa a Infraero. Mas parou de vez até a conclusão
da licitação que contratará empresa especializada no serviço. Promessa para
este ano. Até lá, espera que a Polícia Federal
também viabilize agentes para inspecionar as bagagens.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
CIDADES |
19/09/2003 |
|
|
Carvoarias se tornam principal fonte de renda no Assentamento São Vicente,
no Nordeste goiano, com destruição até de mata ciliar
Marcondes Franco Filho
Áreas de preservação ambiental no Assentamento São Vicente, do Instituto
Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), no município de Flores de
Goiás, no Nordeste goiano, estão sendo desmatadas pelos próprios assentados e
por carvoeiros. Parceleiros que não aderiram à atividade ilegal denunciaram o
problema ao Incra.
Conforme o chefe do escritório do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos
Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Alvorada do Norte – responsável pela
região onde se insere o assentamento – Manoel Eurípedes da Silva, pelo menos 8
mil hectares do assentamento, de cerca de 17 mil hectares, já teriam sido
desmatados para a produção de carvão.
Manoel Eurípedes diz que nem mesmo matas ciliares (que margeiam rios) e outras
áreas de preservação permanente escapam à devastação, que atinge também o
Cerrado. Madeiras nobres, como aroeira, ipê e peroba, acabam virando toneladas
de carvão ilegal. Tudo é transportado com documentos que seriam “esquentados”,
complementa o superintendente do Incra no Distrito Federal e no Entorno, José
Angelino Barbosa. O Ibama foi avisado pelo Incra sobre os desmatamentos e pediu
ajuda da Polícia Federal no caso.
Arrendamento
Ao invés de plantar ou criar animais, as mais de 500 famílias que vivem no
Assentamento São Vicente, um dos maiores do País – e que tem até agrovila –,
estão arrendando suas terras para donos de carvoarias. Os assentados recebem
dinheiro ou comida dos carvoeiros para fazer o desmatamento e a produção do
carvão vegetal. O negócio irregular se transformou na principal fonte de renda
e de subsistência das famílias.
No lugar de lavouras de arroz ou outro alimento, os fornos construídos para a
queima da madeira dominam a paisagem – já são cerca de 670 fornos erguidos no
assentamento e que funcionam 24 horas por dia. O superintendente do Incra no
Distrito Federal e Entorno, José Angelino Barbosa, disse que as carvoarias
estão localizadas na área de sequeiro da unidade e já ocupam 41 das 1.080
parcelas em que foi dividida a unidade.
Ele argumenta que o carvão sai de forma clandestina da área e que seria
regularizado com guias e selos “frios” do Ibama. “Não é tarefa nossa fiscalizar
isso. Tanto é que comunicamos a irregularidade ao Ibama, eles enviaram técnicos
ao local para levantar a situação e estão investigando”, disse José Angelino. O
superintendente suspeita de que o esquema de extração de madeira para produzir
carvão envolve empresas de Minas Gerais.
Ele destacou que funcionários do Incra estiveram no Assentamento São Vicente e
fizeram visitas “caso a caso”, para tentar levantar quantos estavam envolvidos
no negócio clandestino e as razões do envolvimento. Foram feitas fotos
mostrando o desvio de finalidade das glebas com a produção de carvão e que o
órgão vai agir. José Angelino informa que alguns parceleiros nem vão à sua
gleba e quando ficam sabendo ela já foi desmatada pelos carvoeiros. Ele diz que
outros assentamentos no Nordeste do Estado praticam a atividade, mesmo que em
menor escala.
8 mil
hectares dentro da reserva, de cerca de 17
mil hectares, já foram destruídos, segundo o Ibama
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
GUIA DO CONSUMIDOR |
19/09/2003 |
|
|
Empresas de telefonia são acusadas de práticas abusivas
Brasília - A Secretaria de Acompanhamento
Econômico (Seae), do Ministério da Fazenda, recomendou ao Conselho
Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a condenação da Telefônica,
Brasil Telecom (BrT) e Telemar por práticas abusivas na cobrança pelo uso de
suas redes por concorrentes de longa distância. Em parecer divulgado em nota
pelo Ministério da Fazenda, a Seae explica que acatou a denúncia feita contra
essas operadoras de telefonia local pelas companhias de longa distância
Embratel e Intelig.
Segundo a Seae, foi possível comprovar que as operadoras locais estavam
cobrando taxas abusivas das concorrentes de longa distância pelo uso da rede.
As denúncias eram de que as três concessionárias locais “vêm praticando a
conduta anticompetitiva conhecida na literatura econômica como ‘aumento
artificial dos custos dos rivais’”.
Como as operadoras locais também atuam na longa distância, são competidoras da
Embratel e da Intelig nesse mercado, o que lhes daria incentivo necessário à
prática de aumento dos custos dos rivais, “materializado na cobrança de tarifas
de interconexão artificialmente elevadas”, diz a Seae.
avaliação - “Após analisar extensamente os autos, ouvir as partes e promover
outras diligências, a Seae concluiu pela fundamentação das denúncias
oferecidas, especialmente em função da constatação de que as tarifas de
interconexão são freqüentemente superiores às tarifas cobradas dos usuários
finais, o que inviabiliza a rentabilidade das denunciantes em diversas
situações, e da significativa divergência existente entre os custos da
interconexão, para as operadoras locais, e os preços cobrados por estas para o
fornecimento daquele insumo”, analisou a Seae.
Sobre outras denúncias das operadoras de longa distância - de que as
concessionárias locais praticam discriminação de preços no fornecimento da
interconexão ou subsidiam sua operação de longa distância com receitas oriundas
da operação local -, a Seae “concluiu pela impossibilidade, no presente
momento, de levar a cabo as respectivas apurações, visto que os registros
contábeis apresentados pelas denunciadas, em sua defesa, não foram auditados ou
de qualquer outra forma fiscalizados, de maneira que sua utilização seria
temerária”.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
GERAL |
19/09/2003 |
|
|
Ônibus que transportava acadêmicos de Direito para congresso em Natal cai de
um barranco após choque com caminhão
Trinta e cinco estudantes maranhenses
ficaram feridos ontem após um acidente envolvendo um caminhão e um ônibus que
levava uma delegação de acadêmicos de Direito para participar de um congresso
em Natal, no Rio Grande do Norte. Após a colisão, o ônibus despencou de um
barranco de cerca de 3 metros de altura, nas proximidades do município de Lajes
(RN). O choque ocorreu quando o motorista do ônibus tentou ultrapassar o
caminhão. Dois filhos do gerente de Segurança Pública, Raimundo Cutrim, estavam
na delegação.
O acidente aconteceu por volta das 6h45. Segundo a Polícia Rodoviária
Federal, o ônibus, de placa MMY-0071, de Ingá/PB, fretado junto à agência
de turismo Cleimatur, que transportava 43 acadêmicos de Direito do Uniceuma,
trafegava nas proximidades do município potiguar de Lajes, a 153 quilômetros da
capital, Natal, quando houve a colisão.
Segundo o estudante George Gama, chefe da delegação, o acidente foi provocado
por uma ultrapassagem indevida do ônibus sobre o caminhão. Na tentativa de
tomar a frente numa curva, o ônibus deu um leve toque no caminhão, despencando
de um barranco de aproximandamente 3 metros. “Eu estava dormindo na hora do
choque. Quando acordei, o ônibus já estava capotando pelo barranco”, contou por
telefone a O Estado o acadêmico do 2° período de Direito, Luís Henrique
Rodrigues Cutrim, filho do gerente de Segurança Pública, Raimundo Cutrim, que
sofreu cortes no braço e no pescoço, além de ter levado uma pancada na cabeça.
Ele contou ainda que uma colega – mais tarde identificada como Fabiana Epifânio
dos Santos, que ontem mesmo regressou a São Luís para se submeter a uma
cirurgia - teve o maxilar quebrado. Um outro acadêmico levou 17 pontos na
cabeça e um terceiro estudante foi submetido a uma tomografia por estar
apresentando dificuldades de memória, devido a uma violenta pancada na cabeça.
Luís Henrique viajava na companhia do irmão, o também acadêmico de Direito Luís
Augusto Cutrim, que sofreu apenas escoriações leves. Depois de receber
atendimento médico, o estudante, o irmão e outros colegas ficaram hospedados no
Hotel Olímpia, na capital potiguar.
FERIDOS – Após o resgate, os 35 feridos foram levados a um pronto-socorro de
Lajes. Os que apresentavam estado mais grave – os estudantes Fabiana Epifânio,
Luciano Gama, Marinne de Carvalho, Louise Maria Coelho e Gustavo Rocha, com
idade entre 20 e 25 anos – foram transferidos para o Hospital Clóvis Sarinho,
na zona sul de Natal, onde chegaram por volta das 9h30. Segundo boletim médico
divulgado no final da manhã, os cinco estudantes passavam bem e estavam apenas
em observação.
A delegação maranhense que viajou a Natal participaria de um congresso sobre
Direito Processual e Trabalhista. A Assessoria de Comunicação do Uniceuma, onde
as vítimas estudam, informou que a viagem da delegação ao Rio Grande do Norte
foi iniciativa dos próprios estudantes, que fretaram um ônibus de propriedade
na agência de turismo Cleimatur. A assessoria frisou, no entanto, que, por se
tratarem de alunos da instituição, o Uniceuma disponibilizou toda a assistência
às vítimas.
Os familiares de todas as vítimas foram avisados da ocorrência do acidente e
sobre o estado de saúde das vítimas, que segundo a direção do Hospital Clóvis
Sarinho, não era grave. O proprietário da agência Cleimatur, João Mendes,
viajou ontem à tarde para Natal para acompanhar os acadêmicos de Direito que
integravam a delegação.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
GERAL |
19/09/2003 |
|
|
Vida é tema da
Semana de Trânsito em São Luís
Com o tema “Dê preferência à Vida”, foi aberta oficialmente ontem, no Hotel
Brisamar, a Semana Nacional de Trânsito. O evento se estenderá até o próximo
dia 25, período em que será realizada uma série de palestras, panfletagens,
visitas a escolas, blitzen educativas, entre várias outras atividades ligadas à
temática do Trânsito.
Os órgãos envolvidos são Conselho Estadual de Trânsito (Cetran), Detran,
Polícia Militar, Geinfra, Semtur, SET, Sest/Senat e Polícia Rodoviária
Federal.
O diretor-geral do Detran e vice-presidente do Cetran, Gilman de Carvalho
Ferreira, ressaltou que este ano foi dada prioridade ao trabalho preventivo no
trânsito junto a motoristas e pedestres. “Para se ter uma idéia, já foram
trabalhadas 10 campanhas educativas somente em 2003”, enumerou.
Gilman Ferreira salientou que esse trabalho consiste em orientar os condutores,
a fim de que os acidentes sejam evitados. “É essencial alertar as pessoas sobre
a importância do respeito às leis de trânsito, dando preferência à vida”,
enfatizou.
A programação da Semana Nacional de Trânsito será bastante diversificada. Além
das já tradicionais blitzen educativas em pontos estratégicos da cidade, haverá
panfletagens, palestras em empresas e escolas, mediante solicitação, entre
outras ações.
Até o dia 25, serão intensificados os programas “Detran de mãos dadas com a
educação”, voltado a estudantes da 1ª à 8ª série do ensino fundamental, que
farão visitas diárias à sede do órgão, e “Visita Legal para a Cidade”,
realizado por professores e grupos teatrais, treinados para fazer encenações em
escolas a partir de temas ligados à educação no trânsito.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
ESPORTES |
19/09/2003 |
|
|
Os dirigentes esportivos da CBF e do Paraná definiram ontem todo o esquema
para a estada da seleção em Curitiba
Da Agência Pelé.Net – Curitiba, PR
A seleção brasileira chega a Curitiba do dia 17 de novembro, às 4h, no
aeroporto Afonso Pena. E a torcida poderá ver os jogadores de perto. Pelo menos
foi a orientação dada pelo chefe de segurança da CBF, Coronel Castelo Branco.
O dirigente esteve na quarta-feira na sede da Federação Paranaense de Futebol
(FPF) para traçar o plano de segurança para a partida entre Brasil e Uruguai,
no dia 19 de novembro, às 20h45, no Pinheirão. O jogo é válido pelas
eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006, na Alemanha. Participaram da
reunião o presidente da FPF, Onaireves Moura, representantes da Polícia
Militar, da Polícia Federal, da Receita
Federal, do Diretran e da Infraero.
Um dos primeiros pedidos da CBF é que a seleção tenha condições de desembarcar
no saguão do aeroporto, para permitir que os jogadores sintam o calor da torcida.
Apesar da chegada estar prevista para a madrugada, o Coronel acredita que os
torcedores vão recepcionar a seleção em massa. "Quando se trata de
seleção, a paixão fala mais alto. Estou certo que muitos torcedores irão ao
aeroporto", disse.
Por isso, o Coronel pediu cuidado da polícia na hora em que for feito o cordão
de isolamento para que os atletas atravessem o saguão. "Não queremos que
aconteçam incidentes com ocorreram em Manaus, onde alguns torcedores saíram
feridos", disse. Na ocasião, a polícia usou spray de pimenta para
dispersar os populares e inclusive crianças ficaram com os olhos irritados.
O contato com os jogadores, entretanto, só se dará na chegada. Como na volta os
atletas embarcam logo após o jogo e não podem correr o risco de se atrasarem,
eles não passarão pelo saguão.
No dia do jogo, as duas seleções devem sair ao mesmo tempo, para facilitar o
trabalho dos batedores. Os torcedores uruguaios que estiverem na cidade, também
deverão vir no comboio, a fim de evitar dispersão e problemas com a torcida
brasileira.
A polícia também foi orientada para ajudar na coibição do uso de bebidas
alcóolicas e foguetes nos arredores do estádio e terá que montar uma delegacia
móvel dentro do estádio. "Em todas as partidas disputadas no Paraná não tivemos
problemas. Estamos certos de que nesta não será diferente", finalizou
Castelo Branco.
Treinos
A torcida também terá a oportunidade de acompanhar os treinamentos da seleção,
na segunda e na terça, no Pinheirão. "Vamos promover uma ação social, que
será revertida a instituições de caridade", adiantou o presidente da FPF,
Onaireves Moura.
A FPF também vai lançar um concurso de redação nas escolas públicas e vai
premiar os vencedores com ingressos para a partida e camisas oficiais da
seleção brasileira. "Queremos que todos participem ativamente deste jogo,
que é tão importante para os paranaenses", disse Moura.
Nos próximos dias, a FPF deverá nomear um ouvidor exclusivo para a partida
entre Brasil e Uruguai. O anúncio dos preços dos ingressos para o jogo será
feito no domingo.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
BRASIL |
19/09/2003 |
|
|
Agência Folha – Brasília
O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos,
disse ontem que desaprova as modificações feitas no Estatuto do Desarmamento.
Ele espera que o projeto seja modificado para melhor. “Esperamos que ele (o
estatuto) volte a ser aquele que veio do Senado, não só na Comissão de
Constituição, mas também no plenário”, afirmou Bastos.
De acordo com o ministro, o texto anterior é melhor, porque é mais equilibrado
e contém sistema de penas com lógica interna, além de manter o cadastro como
monopólio da Polícia Federal.
“É preciso que tenhamos consciência de que a lei promulgada, por si só, não
produz efeito. É importante que haja infra-estrutura e instrumentos que a façam
funcionar, e o cadastro é o principal deles”, reforçou.
Bastos enfatizou a necessidade da existência de um cadastro de armamentos
eficiente, capaz de exercitar o controle das armas. “Para isso, os Ministérios
da Defesa e da Justiça devem conversar entre si”, destacou o ministro, após
participar da cerimônia de comemoração do 17º aniversário da Guarda Civil
Metropolitana (GCM).
Na solenidade, Bastos assinou convênio com a Prefeitura de São Paulo repassando
verbas do Fundo Nacional de Segurança para o policiamento da cidade. Ele
garantiu o repasse de R$7,6 milhões para a GCM.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
CIDADES |
19/09/2003 |
|
|
Da Reportagem
O ex-cabo Hércules de Araújo Agostinho depôs ontem por mais de quatro horas na
Delegacia de Operações Especiais no CPA. O delegado Luciano Inácio da Silva,
titular do Grupo de Combate ao Crime Organizado (GCCO), quis saber em que
circunstâncias ocorreu a fuga do pistoleiro do presídio de Pascoal Ramos na
madrugada do dia 1° de maio. Se Hércules revelou quem o ajudou a fugir do
presídio e se alguém deu cobertura para que um mês depois escapasse ao cerco
policial no bairro Cidade Alta, estas informações ficarão, por enquanto, sob
segredo de Justiça.
“Tudo o que foi dito não poderá ser revelado para não prejudicar as informações
e correm em segredo de justiça”, disse o delegado Luciano Inácio por meio da
assessoria de imprensa. A determinação partiu da juíza Marcimila Melo Reis, da
15ª Vara Criminal. Hércules fugiu do presídio portando uma arma feita de
papelão. Três policiais foram afastados sob a suspeita de tê-lo ajudado na
fuga. A Polícia Federal também abriu um
inquérito, presidido pelo delegado Marcelo Rezende, para apurar se a fuga teria
relação com o crime organizado.
Desde que chegou a Cuiabá, na madrugada de segunda-feira, vindo de Rondônia,
Hércules vem passando por uma maratona de depoimentos. Isso explica os olhos
vermelhos, um rosto que já revela os efeitos do cansaço. Na segunda-feira
Hércules depôs à tarde na 3ª Vara Federal onde confessou ao juiz César Augusto
Bearsi os assassinatos de Rivelino Brunini, Fauze Rachid Jaudy. A noite mesmo o
ex-cabo revelou aos promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime
Organizado que matou a tiros o empresário Sávio Brandão. Nos outros dois dias
Hércules foi ouvido novamente no Gaeco e também pelo procurador da República
Pedro Taques.
No depoimento de ontem, que começou por volta das 13h, Hércules foi reconhecido
por pelo menos quatro pessoas e também se submeteu a uma sessão de fotografias.
O GCCO também apura o seu envolvimento em outros crimes, como em Rondonópolis e
Campo Verde.
Uma das testemunhas ouvidas foi o proprietário da casa localizada no número
174, da Rua Professor André Avelino Ribeiro, onde Hércules se escondeu até a
tarde do dia 2 de junho, quando foi obrigado a fugir da polícia de calção e
camiseta, pulando o muro dos fundos da casa e se embrenhando num matagal.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
CIDADES |
19/09/2003 |
|
|
Da Reportagem
Quando deixou a Procuradoria, Dante de Oliveira disse que sua vontade de
esclarecer as denúncias o levou a abrir mão do direito do “foro privilegiado”,
ou seja, depor em instância superior pelo fato de estar sendo investigado sobre
ocorrências do período em que era governador. “Não quero que paire qualquer
dúvida sobre a minha honra; nunca estive envolvido com maracutaias”, frisou
ele.
Já o procurador João Gilberto contestou essa informação dizendo que a lei que
asseguraria privilégios aos ex-governador foi considerada inconstitucional. Se
o ex-governador não tivesse atendido a convocação, seria conduzido ao local do
depoimento de forma coercitiva (força policial), assegurou o representante do
Ministério Público Federal.
Mas antes de entrar para depor, o ex-governador reclamou da divulgação de peças
dos procedimentos investigatórios, que seriam as cópias dos depoimentos
fornecidas à imprensa pela Procuradoria da República, Justiça Federal e a Polícia Federal, como aconteceu com no início da
semana quando ele depôs na PF e ontem na procuradoria. “Isso faz com que se
tenha um pré julgamento das pessoas, algo danoso à democracia”, lamentou.
Já o procurador João Gilberto Gonçalves Filho argumentou que a população
precisaria saber o que está sendo apurado e para que tenha esse acompanhamento
é necessário que as informações sejam divulgadas. “O povo tem o direito de
saber”, frisou ele, completando que os próximos passos serão para saber até que
ponto o que o ex-governador declarou é verdade.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
BRASIL |
19/09/2003 |
|
|
Lula foi o grande ausente da cerimônia. No mesmo horário, o presidente
participava de uma reunião da comissão de Ciência e Tecnologia
O ministro Carlos Veloso discursa durante
cerimônia comemorativa aos 175 anos do STF
SILVANA DE FREITAS e LILIAN CHRISTOFOLETTI
Agência Folha – Brasília
O governo Luiz Inácio Lula da Silva esvaziou a cerimônia de comemoração dos 175
anos do STF (Supremo Tribunal Federal) e limitou sua participação a duas
autoridades: o vice-presidente da República, José Alencar, que representou Lula
e só ficou na primeira parte do evento, e o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos.
A ata sobre a passagem dos 150 anos registrou a participação do ex-presidente
Ernesto Geisel acompanhado de 16 ministros de Estado. O STF informou não dispor
de informações sobre os outros aniversários do tribunal.
Lula foi o grande ausente da cerimônia. No mesmo horário, o presidente
participava de uma reunião da comissão de Ciência e Tecnologia no Palácio do
Planalto. Informação não confirmada oficialmente indicava que o encontro no
Planalto foi agendado na mesma hora exatamente para justificar a ausência no
STF.
No mesmo dia, uma outra cerimônia foi muito mais disputada por autoridades do
Executivo: Lula, o vice José Alencar e mais 11 ministros prestigiaram o dia do
diplomata, comemorado num almoço no Itamaraty.
PRESENTES E AUSENTES
Além de Lula, outro presidente, o da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), também
não compareceu ao Supremo. Inicialmente, sua presença estava prevista, mas ele
acabou dizendo que tinha outros compromissos. Já o presidente do Senado, José
Sarney (PMDB-AP), esteve no STF.
“Não acho um desprestígio. Acho que eles estão ocupados, eu não sei. Essa é uma
pergunta que tem de ser feita a eles, não a mim", reagiu Corrêa. “A
harmonia entre nós deve prevalecer sobre quaisquer rusgas e divergências."
Lula esteve no plenário do STF na posse de Corrêa na presidência do órgão, em 5
de junho último, mas foi surpreendido por um discurso no qual o ministro
conclamou os juízes a se unirem contra a reforma da Previdência.
Desde aquele momento, as relações entre os dois não são boas. Recentemente,
Corrêa deu uma entrevista à revista “Veja" com duras críticas ao
presidente da República. Em seguida, na comemoração do 7 de Setembro, Lula não
o cumprimentou embora estivessem no mesmo palanque.
CONVITE
Lula foi convidado para a sessão de ontem, mas o cerimonial do Planalto nem
respondeu ao convite. O vice-presidente e todos os ministros de Estado também
foram formalmente convidados.
Alencar saiu da cerimônia depois da primeira parte, afirmando que tinha
compromissos de agenda. “Ele [Lula] me pediu que viesse representá-lo
aqui", disse ao ir embora, depois de ouvir discurso do ministro do STF
Carlos Velloso sobre a história do tribunal. Ele não participou da parte em que
Corrêa discursou.
Bastos afirmou considerar “sem importância" a ausência de Lula. “O
presidente não veio porque teve problemas com a agenda. Tanto não tem nada a
ver que eu estou aqui. O fato de ele não ter comparecido não tem nada a ver com
vingança ou desconsideração."
Corrêa lamentou o fato. “Não há nada que impeça um relacionamento institucional
entre a minha pessoa e o presidente da República. Eu só lamento que ele, na
cerimônia de comemoração dos 175 anos [do STF], não tenha podido vir, mas seria
bom se ele tivesse vindo. Seria uma demonstração de que não há nada."
CADEIRAS VAZIAS
Segundo o cerimonial do Supremo, dos 946 convidados, compareceram 400. No
entanto parte das 380 cadeiras estava vazia. Pela estimativa da reportagem,
participaram no máximo 300 convidados. A maioria era composta por juízes e advogados.
Em seu discurso, Maurício Corrêa não fez nenhuma referência ao Poder Executivo
ou à relação turbulenta com Lula. Destacou, no entanto, a “fartura de
entendimentos", a “doce convivência" e a “grande sintonia" que
mantém com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), presente à
solenidade.
O presidente do STF cometeu uma gafe ao citar a presença do vice-presidente da
Câmara, Inocêncio Oliveira (PFL-PE), chamando-o por outro nome. “Não posso
deixar de dizer que está aqui meu amigo e colega Inocêncio Mártires." Em
seguida, ele se corrigiu.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
ECONOMIA |
19/09/2003 |
|
|
Movimento mato-grossense cobra agilidade no requerimento do EIA/RIMA para
definição do traçado
EDUARDO GOMES
Da Reportagem
Nos trilhos é o lema mato-grossense em defesa da definição do traçado da
Ferrovia Senador Vicente Vuolo, de Rondonópolis a Cuiabá, e sua implantação o
quanto antes. Esse tema será o ponto central da audiência pública que será
realizada hoje, às 9 horas, na Assembléia Legislativa, por requerimento dos
deputados Campos Neto (PFL) e Verinha Araújo (PT).
Um movimento de políticos e empresários cuiabanos pede que a Brasil Ferrovia,
dona da Ferronorte, requeira o quanto antes o Estudo de Impacto Ambiental
(EIA/RIMA) ao Ibama, para definir por onde passará o trem que ligará o porto de
Santos (SP) a Cuiabá, conforme a Lei 6.346/76 de autoria do então deputado
federal Vicente Vuolo e sancionada pelo presidente da época, Ernesto Geisel,
que determina que os trilhos passem por Rubinéia (SP), Aparecida do Taboado
(MS) e Rondonópolis.
Um dos organizadores do movimento, o secretário de Indústria e Comércio de
Cuiabá, Francisco Vuolo, acredita que a ferrovia chegará a Rondonópolis, mas
que "poderá sofrer boicote e não avançar para Cuiabá, ou até mesmo tomar
rumo ao Nortão via Primavera do Leste". Esse posicionamento foi
manifestado por ele em recente reunião para debater o assunto, na Câmara
Municipal de Santo Antônio de Leverger.
A assessoria de Comunicação da Ferronorte lamenta o temor de Vuolo. E justifica
afirmando que a empresa tem o firme propósito de avançar com os trilhos para
Cuiabá. Argumenta também, que em 1996, o EIA/RIMA para o trecho mato-grossense
(de Alto Taquari a Cuiabá) foi requerido, mas que a Funai apresentou restrições
ao mesmo alegando que haveria risco de se prejudicar a terra indígena Teresa
Cristina, de 25.694 hectares, em Leverger, e onde vivem 358 Bororo. "Em
função disso, o Ibama somente nos concedeu o EIA/Rima de (Alto) Taquari a
Rondonópolis," observou por telefone o jornalista da Ferronorte, José
Roberto.
A Ferronorte opera um trecho de 1.410 km, de Alto Araguaia ao porto de Santos.
Em Mato Grosso ela tem dois terminais de grãos, em Alto Taquari e Alto
Araguaia, pode onde escoa a metade dos grãos da safra mato-grossense, plumas de
algodão e outros produtos. Ainda em Alto Taquari está instalada uma base de
petróleo da Ipiranga/Petrobrás, que movimenta 70 milhões de litros mês.
O ponto mais ao norte dos trilhos é Alto Araguaia. O trecho até Rondonópolis
tem 200 km e para implantá-lo serão necessários RS 450 milhões. E dinheiro nos
cofres da Ferronorte é uma saudade. Para bancar a obra o caminho é buscar
financiamento no BNDES e dos sócios, e tentar autorização da Sudam para captar
recursos no mercado.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
POLÍCIA |
19/09/2003 |
|
|
INQUÉRITO CONCLUÍDO – Quatorze pessoas foram presas acusadas de terem matado
Marcos Veron
O cacique
Marcos Veron, um dia antes de ter sido espancado e morto
Antonio Viegas | Dourados
A Polícia Federal de Naviraí indiciou
27 pessoas e efetuou a prisão de 14, todas com indícios de envolvimento na
morte do cacique Marcos Veron. Entre os indiciados, mesmo não havendo
confirmação por parte das autoridades, pode estar o proprietário da Fazenda
Brasília do Sul, Jachinto Honório da Silva. As investigações já foram
concluídas e encaminhadas ao Ministério Público Federal, que deve oferecer
denúncia até a próxima quarta-feira.
As investigações foram divididas em dois inquéritos, estando o primeiro já nas
mãos da Justiça Federal, com três prisões e com um acusado, Nivaldo Alves de
Oliveira, o gerente da fazenda, foragido. O segundo inquérito foi concluído
esta semana e apresenta diversos outros possíveis envolvidos, incluindo o
piloto de aeronave Orlando Paulo Mariano e Antonio Batista Rodrigues,
ex-policial militar que atuava no Departamento de Operações de Fronteira – DOF.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
POLÍCIA |
19/09/2003 |
|
|
Denilson Pinto
A Polícia Federal encontrou 9 quilos de
maconha em carro de uma funerária de Campo Grande. A droga pertencia ao agente
funerário Luiz Eduardo Barbosa, 38 anos. A polícia não revelou o nome da
empresa.
O flagrante aconteceu ontem, por volta das 6h, na rodoviária de Campo Grande,
durante o desembarque do passageiro Domingo Amarilla, 48 anos, residente em
Pedro Juan Caballero. Ele desceu do ônibus da Viação Expreso Queiroz e foi ao
encontro do paraguaio Juan Isaaca Amarilla Lesme, 63 anos. Os dois foram até o
carro da funerária entregar a encomenda.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
ECONOMIA |
19/09/2003 |
|
|
No mercado há apenas quatro meses, o Honda
Fit, compacto da categoria premium, já passa pelo seu primeiro recall. A
montadora inicia hoje a convocação de 2.514 proprietários dos modelos LX e LXL
com transmissão automática para substituir a tubulação de freio dianteira
esquerda.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
ECONOMIA |
19/09/2003 |
|
|
Cade vai julgar três operadoras “por aumento artificial de custos”
As empresas de
telefonia fixa Telemar, Telefônica e Brasil Telecom serão julgadas pelo
Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) por conduta
anticompetitiva, em processo movido pela Embratel e pela Intelig. Ontem, a
Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda, que já
analisou o processo, recomendou ao Cade que condene as três concessionárias
pela prática de “aumento artificial dos custos dos rivais” e que apure as
denúncias de subsídio cruzado e discriminação de preços nas tarifas de
interconexão.
A Embratel e a Intelig alegam que as três concessionárias locais cobram tarifas
de interconexão “artificialmente elevadas”, com o objetivo de prejudicar a
rentabilidade das duas concorrentes.
A tarifa de interconexão é uma espécie de pedágio que a Embratel e a Intelig
pagam para utilizar as redes das empresas locais nas ligações de longa
distância. Isso acontece quando dois assinantes da Telefônica, por exemplo,
fazem um interurbano utilizando o código da Embratel.
“A Seae concluiu pela fundamentação das denúncias oferecidas, especialmente em
função da constatação de que as tarifas de interconexão são freqüentemente
superiores às tarifas cobradas dos usuários finais”, diz o documento enviado ao
Cade.
A avaliação da Seae servirá apenas de subsídio para a decisão do Cade, e não
tem caráter decisório. Em julho deste ano, a Agência Nacional de
Telecomunicações (Anatel), ao analisar o mesmo processo, decidiu arquivá-lo,
pois “não foi possível a comprovação dos fatos apresentados”.
A Telefônica não se pronunciou sobre a posição da Seae. A Telemar informou
apenas que “cumpre rigorosamente a regulamentação do setor e as regras da
Anatel”.
As ações da Telemar dispararam e registraram volumes muito acima da média ontem
com negociações baseadas em rumores de venda de uma fatia do capital da
companhia para o empresário mexicano Carlos Slim, controlador da América Móvil
e da Telmex . Na Bolsa de São Paulo, as ações preferenciais da Telemar se
destacaram com uma valorização incomum de 5,57%. Fecharam cotadas a R$ 43,60
pelo lote de mil e foram responsáveis por um giro de R$ 218 milhões.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
GERAIS |
19/09/2003 |
|
|
O restaurador José Thimótheo Rodrigues, de
73 anos, preso na superintendência da Polícia
Federal (PF), em Belo Horizonte, desde 15 de agosto, pouco
esclareceu, ontem, sobre o roubo de peças das igrejas mineiras, durante
interrogatório feito pelo juiz Jorge Gustavo Serra de Macedo Costa, na 4ª Vara
Criminal Federal. Ele é acusado de furto e formação de quadrilha, e foi preso,
com parte das 128 objetos sacros, que estão atualmente em poder da PF e serão
transferidas ao Estado. Foi o próprio Macedo Costa que expediu o mandado de
busca e apreensão que viabilizou o confisco do acervo em São Paulo.
José Thimótheo, que trabalha como restaurador há 60 anos, chorou ao se declarar
inocente. Explicou que conhece todos os outros denunciados, entre os quais
Marcos Machado, Daniel Toledo, Rosa Maria Grauch e Clarisse Melhado, embora
nunca tenha comercializado peças sacras. “Eu era procurado para fazer os
trabalhos de restauração no que era entregue, mas nunca tive conhecimento de
que era produto de furtos em igrejas de Minas Gerais; nem vendia as peças;
dificilmente a gente sabe se as peças são mineiras, espanholas ou portuguesas”,
disse o acusado, explicando que nunca esteve nas cidades históricas mineiras.
Entre as acusações que pesam sobre José Thimótheo está o furto de peças da
Igreja Matriz de São Caetano, em Monsenhor Horta, em Mariana, 115 quilômetros
ao Sul de Belo Horizonte, de onde foram recuperados apenas a imagem de Nossa
Senhora da Conceição e dois anjos tocheiros. Mas lembrou-se de ter recebido uma
imagem de Nossa Senhora do Rosário, que lhe foi entregue pelo motorista de
Daniel Toledo e a vendeu para Edson Ferreira, por um “valor muito alto”.
“Eu era procurado para fazer os trabalhos de restauração, mas nunca tive
conhecimento de que era produto de furtos em igrejas de Minas Gerais” - José
Thimotheo Rodrigues
Reiterando sempre que não vendia nada, José Thimótheo explicou que muitas
pessoas chegavam ao seu ateliê e deixavam as peças em sacos, jogadas num canto.
Citou, por exemplo, uma funerária, que foi deixada pelo dono de um antiquário
do Rio de Janeiro, há cerca de cinco anos.
Os advogados Ivens Rodrigues Loyola e José Oswaldo de Paulo Santos vão
apresentar a defesa prévia de José Thimótheo até segunda-feira. As testemunhas,
tanto de acusação quanto de defesa, serão ouvidas mediante carta-precatória que
será expedida pelo juiz dentro de 20 dias.
Doação
O comprador da imagem da Sant’Anna Mestra (1744), durante um leilão no Rio de
Janeiro, esteve, ontem, com o juiz da 24ª Vara Cível, Geraldo Correa Delgado,
para tratar da devolução da peça ao patrimônio mineiro. O nome dele é mantido
em sigilo. Por indicação do coordenador do Grupo de Proteção ao Acervo Cultural
do Ministério Público Estadual, promotor Fernando Galvão, a presidente do
Iepha, Vanessa Borges Brasileiro, vai ficar como depositária do bem, devendo
viajar ao Rio de Janeiro, na próxima semana para trazer a obra de arte, que
pertencia à coleção do mineiro João Bosco Vianna Gon;calves.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
GERAIS |
19/09/2003 |
|
|
As 128 peças apreendidas pela Polícia Federal serão transferidas para a sede
do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico, por ordem da Justiça
Federal
O Estado ficará responsável pela guarda das
128 peças sacras apreendidas pela Polícia Federal
(PF), em 15 de agosto último, em São Paulo, atualmente depositadas no auditório
da superintendência em Belo Horizonte. A decisão foi tomada, ontem, pelo juiz
substituto da 4ª Vara Criminal Federal, Jorge Gustavo Serra de Macedo Costa, em
resposta ao pedido do advogado-geral do Estado, José Bonifácio Borges de
Andrade.
Os procuradores José Sad Júnior e Maria Teresa Lima Lana apresentaram ao juiz o
requerimento para a transferência das obras, ao final do interrogatório do
restaurador José Thimóteo Rodrigues, acusado de furto de peças de igrejas
mineiras e formação de quadrilha. O Estado passou, portanto, a assistente da
acusação.
No seu despacho, o juiz disse que as obras apreendidas têm “inestimável valor
histórico e cultural, impondo-se que sejam preservadas e resguardadas até
deliberação sobre o seu destino”. O acervo, que inclui imagens, castiçais,
esculturas de anjos, partes de altares de igrejas do século XVIII e móveis
usados em serviço funerário do século XIX, entre outros, será transferido, até
quarta-feira, para a sede do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e
Artístico de Minas Gerais (Iepha/MG), na Praça da Liberdade, Centro-Sul da
capital.
A procuradora jurídica Francisca Boson e o diretor de Memória do Iepha, Pedro
Gaeta Neto, informaram, ontem, durante a audiência na Justiça Federal, que
todas as providências estão sendo tomadas para que o prédio receba as peças.
Uma das primeiras medidas será dotar o prédio de um sistema de alarme completo,
disse Francisca.
VISTORIA
Como já existem outros objetos no ateliê do Iepha, desde 1998, e ainda sem
identificação de origem, a alternativa será transformar a chamada “sala
multimeios” do prédio em reserva técnica. O ateliê do instituto já se encontra
abarrotado. Pela ordem judicial, os técnicos deverão fazer a vistoria em todos
os bens culturais recebidos. Outras oito peças, apreendidas em uma galeria do
Rio de Janeiro, recentemente, e guardadas na Academia de Polícia Militar, no
bairro Prado, região Oeste, também aguardam local para serem periciadas.
Francisca e Pedro não souberam explicar se a mudança de endereço vai alterar o
retorno das 33 peças já identificadas e pertencentes a Nova Era, Mariana,
Sabará, Ouro Branco, Santa Bárbara, Campanha, Piranga, Alvorada de Minas,
Paracatu e Rio de Janeiro. O objetivo do delegado federal Tadeu de Moura Gomes,
chefe da representação regional da Polícia Internacional (Interpol), era fazer
a devolução ainda este mês.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
GERAIS |
19/09/2003 |
|
|
R$ 9 milhões vão ser investidos na integração das polícias Civil e Militar
O governo mineiro espera receber, até a
próxima semana, os R$ 9 milhões da Secretaria Nacional de Segurança Pública,
vinculada ao Ministério da Justiça,
para investir em dois dos 14 projetos do Plano Estadual de Segurança Pública.
Um deles prevê alteração no planejamento e execução do policiamento em Belo
Horizonte, inclusive com criação e fusão de delegacias. O outro é o de criação
de um grupo especializado em combate ao crime organizado.
O convênio para o repasse das verbas federais foi assinado na quarta-feira,
pelo ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos,
e pelo secretário-adjunto de Defesa Social de Minas, Luís Flávio Sapori. Além
dos R$ 9 milhões previstos nos convênios, Minas espera assinar novos acordos
com a União nos próximos dias para receber, até a primeira quinzena de outubro,
repasses de mais R$ 21 milhões para a área de segurança.
Um dos projetos beneficiados com os convênios assinados na terça é o chamado
Áreas Integradas de Segurança Pública (Aisp), que tem custo de R$ 7,1 milhões e
deve receber, além de R$ 5,7 milhões da União, R$ 1,4 milhão do governo do
Estado. O projeto pretende adequar áreas geográficas de responsabilidade das
delegacias distritais da Polícia Civil às regiões abrangidas pelas companhias
da Polícia Militar, equiparando também os batalhões da PM às delegacias
seccionais da Civil.
Segundo o coordenador de operações da Superintendência Geral da Polícia Civil,
delegado Antônio Carlos de Faria, o projeto prevê a criação de mais quatro
delegacias distritais e a fusão das delegacias seccionais Norte e Oeste na nova
Delegacia Seccional Noroeste. O governo estima que as alterações essejam
concluídas até dezembro.
CRIME
O outro projeto, que já está em andamento, cria o gabinete de Gestão Integrada
de Segurança Pública (Gisp), que vai juntar representantes de todos os órgãos
ligados à segurança para atuar no combate ao crime organizado, com prioridade
para o tráfico de armas, de drogas e o roubo de cargas, e a crimes contra
autoridades. “O projeto não prioriza ninguém; o Gisp vai combater uma
criminalidade mais sofisticada, empresarial; são grupos que ameaçam o estado de
direito”, diz Sapori. Seu custo é de R$ 4,2 milhões, sendo R$ 3,3 milhões da
União e contrapartida de R$ 845 mil do Estado.
Segundo o superintendente de Integração da Secretaria de Defesa Social, Robson
Martins, a verba é suficiente para todos os investimentos necessários à
execução dos projetos, incluindo obras físicas, aquisição de material e
treinamento de pessoal. “O custo foi calculado com base em estudos”, salienta.
Luís Flávio Sapori afirma também que, dentro de dez dias, o governo do Estado
deve assinar novo convênio com o Ministério da
Justiça para a liberação de mais R$ 12 milhões para investimento
em segurança pública. “Minas Gerais tem R$ 37,8 milhões totalmente aprovados
para o Plano Estadual de Segurança Pública”, afirma Sapori.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
NACIONAL |
19/09/2003 |
|
|
Policia militar do Pará faz megaoperação na tentativa de encontrar os
assassinos de oito trabalhadores rurais na fazenda primavera, próxima a São
Félix do Xingu. duas Testemunhas confirmaRAm ontem que pelo menos oito bandidos
foram contratados para a chacina
A polícia do Pará tem pistas sobre alguns
dos suspeitos de ter assassinado sete agricultores e um fazendeiro na Fazenda
Primavera, a 180 quilômetros de São Félix do Xingu. Integrantes do Comando de
Operações Especiais e do Batalhão de Choque da Polícia Militar iniciaram ontem
uma “varredura” em fazendas ao longo do rio Xingu em busca de informações sobre
os pistoleiros. Testemunhas ouvidas nos últimos dois dias reconheceram cinco
deles.
O delegado da Divisão de Conflitos Agrários, José Alcântara Neves, tentava
ontem localizar dois moradores da região que também foram ameaçados pelo mesmo
bando há cerca de 20 dias. “O problema é que as pessoas estão amedrontadas, com
medo de falar”, disse Neves. Outras duas testemunhas confirmaram que pelo menos
oito pistoleiros participaram da chacina na Fazenda Primavera, supostamente
pertencente ao empresário Tadeu Bittar.
Neves informou que vai requisitar informações ao Instituto Nacional de
Colonização e Reforma Agrária (Incra) para se certificar sobre quem é o
proprietário da terra. “As testemunhas que ouvimos em locais diferentes
disseram que os pistoleiros afirmaram, quando fizeram a primeira ameaça, que
estavam à serviço do empresário”, explicou Neves. Em entrevista à imprensa local,
porém, Bittar disse que já tinha vendido a propriedade. Os policiais trabalham
com a informação de que a família do empresário comprou a área há pelo menos 50
anos.
Até agora, o acesso ao local do crime é a principal preocupação das
autoridades. “Para chegar à área, teremos de ultrapassar alguns obstáculos”,
afirmou o coronel Alfredo Sarubby do Nascimento, que comanda as operações da
PM. O governo poderá requisitar dois helicópteros da Polícia Federal para chegar à região, que por terra fica a
pelo menos oito horas de São Félix.
A polícia sabe que pelo menos três dos oito pistoleiros já deixaram a área do
crime. Para o delegado Neves, o mais importante não será a prisão dos
pistoleiros, mas descobrir os mandantes. Para ele, a elucidação desse episódio
ajudará a resolver outros crimes cometidos na região. “A maior parte dos
assassinatos decorrem de problemas de terra”, ressaltou Neves. “Se pudermos
chegar aos mandantes, poderemos acabar com a rede toda, de pistoleiros,
intermediários, financiadores e mandantes.”
Lista
No Pará existe uma lista de 20 nomes de pessoas ligadas a sindicatos,
organizações religiosas e organizações não-governamentais que estão ameaçadas
de morte. A Secretaria da Segurança Pública do Estado disse que, de fato, há
rumores da existência da lista, e que as primeiras vítimas seriam padres de
paróquias ligadas a movimentos de reforma agrária. Na região da chacina, 13
pessoas estão desaparecidas há 15 dias. A polícia não tem informação sobre os
seus paradeiros.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
POLÍTICA |
19/09/2003 |
|
|
A festa de aniversário de 175 anos do Supremo foi esvaziada pelo governo
federal, que compareceu com apenas duas autoridades: o vice José Alencar e o
ministro da Justiça
BRASÍLIA – Com as relações estremecidas, os
presidentes da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do Supremo Tribunal
Federal (STF), Maurício Corrêa, faltaram ontem a cerimônias públicas para
evitar um encontro, em mais uma demonstração de que o clima entre o chefe do
Executivo e o do Judiciário não anda nada amistoso. Lula não foi à solenidade
de comemoração dos 175 anos do STF alegando que estava com a agenda cheia.
Corrêa não participou do almoço do Dia do Diplomata, no Itamaraty, com a
justificativa de que estava organizando a festa do Supremo.
Poucas autoridades prestigiaram a cerimônia no STF, que teve grande quantidade
de cadeiras vazias. O vice-presidente José Alencar, que representou Lula,
chegou atrasado, quando o ministro Carlos Velloso já lia seu discurso sobre a
história do STF. Além dele, estiveram presentes ao evento o presidente do
Congresso, José Sarney (PMDB-AP), o vice-presidente da Câmara, Inocêncio de
Oliveira (PFL-PE), o advogado-geral da União, Álvaro Augusto Ribeiro Costa, e o
ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos,
que tentou negar a existência do estranhamento entre Lula e Corrêa. “O
presidente não veio por um problema de agenda”, afirmou Thomaz Bastos.
Questionado sobre o fato de Lula ter sido convidado dois meses antes, ele
disse: “Poderia ter preparado a agenda, mas a vida de presidente não é fácil.”
Os problemas de convivência entre os chefes do Executivo e do Judiciário
começaram na posse de Corrêa na presidência do STF, em junho. Em seu discurso,
o ministro atacou a reforma da Previdência diante de Lula. Outros problemas
ocorreram ao longo das negociações para a aprovação da reforma. Pelo projeto
inicial, assim como os servidores em geral, os juízes perderiam uma série de
vantagens. Corrêa conseguiu garantir a manutenção de benefícios como a
integralidade das aposentadorias dos atuais funcionários.
A situação piorou no início deste mês, com a publicação, pela revista Veja, de
entrevista na qual Corrêa fez uma série de críticas ao governo federal. Dias
depois da publicação, os dois dividiram o palanque reservado às autoridades nas
comemorações do 7 de Setembro, em Brasília, mas não se cumprimentaram.
No discurso feito ontem, Corrêa afirmou que as relações do STF com a Câmara e o
Senado “têm sido as melhores possíveis”. Não falou sobre o Executivo. Em
seguida, durante entrevista coletiva, Corrêa disse que lamentava a ausência de
Lula. “Espero que na próxima ele esteja aqui para nos cumprimentarmos e
tratarmos dos interesses superiores da República”, afirmou o ministro.
Convite
Lula foi convidado para a sessão de ontem, mas o cerimonial do Planalto nem respondeu
ao convite. O vice-presidente, José Alencar, e todos os ministros de Estado
também foram formalmente convidados. Alencar saiu da cerimônia depois da
primeira parte, afirmando que tinha compromissos de agenda. “Ele (Lula) me
pediu que viesse representá-lo aqui”, disse ao ir embora, depois de ouvir
discurso do ministro do STF Carlos Velloso sobre a história do tribunal. Ele
não participou da parte em que Corrêa discursou.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
NACIONAL |
19/09/2003 |
|
|
Tensão - Agricultores decidiram não liberar
o tráfego na rodovia Santarém-Cuiabá, fechada há dois dias
O chefe do posto da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Colider (MT), o
cacique Megaron Txucarramãe, escalado para tentar impedir um confronto entre
fazendeiros, agricultores e 40 agentes da Polícia
Federal que protegem técnicos do órgão no serviço de demarcação da
reserva Baú-Mecranotire, entre os municípios de Novo Progresso e Altamira,
fracassou ao propor um acordo de paz.
Megaron queria a liberação da rodovia Santarém-Cuiabá, fechada há dois dias por
cerca de 1 mil pessoas, propondo em troca uma rodada de negociações sobre o
destino das 3,5 mil famílias que vivem na área apontada pela Funai como parte
integrante dos 1,8 milhão de hectares da reserva indígena. Após a demarcação,
essas famílias terão de deixar a reserva.
Irritados e se dizendo “dispostos a tudo”, representantes do setor empresarial
e pecuaristas do município afirmaram ao cacique que só irão liberar a rodovia
Santarém-Cuiabá quando os policiais federais e homens da Funai suspenderem a
demarcação e saírem imediatamente de Novo Progresso. “Essas pessoas do governo
federal são nocivas no município, porque só fazem estimular o confronto com
suas atitudes, ao invés de trazerem soluções e a paz social”, dizia um panfleto
distribuído ontem pela cidade.
“Chega de propostas de quem não decide nada. Se o ministro da Justiça mandou
que o povo de Novo Progresso recorra novamente ao Judiciário para suspender a
demarcação é porque ele está indiferente ao que pode acontecer aqui”, atacou o
presidente do Sindicato dos Produtores Rurais do município, Agamenon Menezes.
O juiz da comarca de Santarém, Fredson Campanelli, se deslocou a Novo Progresso
para fazer um apelo aos empresários, líderes sindicais e setores das igrejas
Católica e Evangélica: evitem distúrbios na cidade e procurem transmitir aos 20
mil moradores da região o respeito às leis do País. Os policiais federais que
estão no município informaram que não cabe a eles a missão de restabelecer o
tráfego na Santarém-Cuiabá, mas à Polícia Rodoviária Federal. O problema
é que os guardas rodoviários mais próximos estão a cerca de 400 quilômetros de
Novo Progresso.
Reféns
Os índios da tribo araweté da aldeia pixuna, no médio Xingu, Sudoeste do Pará,
mantêm reféns desde terça-feira dois epidemiologistas da Fundação Nacional de
Saúde (Funasa) e só irão libertá-los quando o governo federal mandar
medicamentos para a aldeia, o que não acontece há seis meses. De acordo com a
Funai os reféns estão sendo bem tratados. Em 2001, um surto de malária matou
oito índios e deixou outros muito doentes. “Ninguém quer morrer por falta de
remédio”, justificou o cacique Joaquim Curuaia. A Funasa e a Funai decidiram
ontem mandar os medicamentos numa lancha para que os índios soltem os dois
médicos. A viagem pelo rio Xingu dura 12 horas. As aldeias da região recebem os
medicamentos por meio de um convênio firmado entre a Funasa e a Prefeitura de
Altamira.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
NACIONAL |
19/09/2003 |
|
|
A Polícia
Federal acredita que Pernambuco tornou-se um dos estados mais
importantes do País na rota dos contrabandistas de cigarros chefiados por
Roberto Eleutério da Silva, o Lobão. Geograficamente localizado no centro do
Nordeste, principal destino das cargas vindas do Paraguai, e dividindo
fronteira com cinco dos outros oito estados da região, Pernambuco tornou-se nos
últimos anos o campeão nacional em apreensões de cigarros contrabandeados,
segundo a PF. Em dois anos e meio, 8.475 caixas do produto, o equivalente a 4.237.500
carteiras, foram recolhidas pelos policiais federais em ações feitas nas
regiões do Agreste e do Sertão. O valor total da carga é estimado em R$
3.386.055,20 -sem contar as 102 caixas recolhidas em agosto, que ainda não
foram avaliadas pelos peritos. A quantia parece muito, mas ainda é pouca diante
dos US$ 2 milhões (R$ 5,9 milhões) que o grupo de Lobão movimentaria por semana
no País, segundo o Ministério Público Federal.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
NACIONAL |
19/09/2003 |
|
|
A empresa Conslabel, que instalou
bloqueadores de celulares nos presídios Bangu 2, 3 e 4 (foto), no Complexo
Penitenciário de Bangu, na zona Oeste do Rio, constatou que há antenas de
captação de sinal de pelo menos duas operadoras de telefonia móvel voltadas
para o complexo penitenciário, que permitem que presos se comuniquem com
comparsas. Ontem, o sistema de bloqueio foi acionado com o objetivo de impedir
o uso dos aparelhos. A descoberta das antenas foi feita pela Conslabel durante
o trabalho de instalação dos bloqueadores – constituído por 24 antenas
emissoras de ruídos que interferem no sinal das operadoras. Nos próximos 90
dias, os técnicos vão monitorar os equipamentos para verificar se há zonas
descobertas. O investimento foi de R$ 642 mil – o governo federal arcou com 80%
da despesa e o estado entrou com contrapartida de 20%. Ontem, os celulares
foram testados dentro do complexo. De fato, os aparelhos não funcionaram.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
NACIONAL |
19/09/2003 |
|
|
O presidente da Comissão de Constituição e
Justiça (CCJ) da Câmara, Luiz Eduardo Greenghalgh (PT-SP), já começou ontem a
discutir com sua assessoria mudanças na proposta aprovada pela Comissão de
Segurança Pública na tentativa de recuperar a essência do Estatuto do
Desarmamento. Segundo ele, o estatuto que saiu do Senado foi “retalhado” e, do
jeito que está, “não promove o desarmamento”. Por meio de sua assessoria de
imprensa, o ministro da Justiça, Márcio Thomaz
Bastos, anunciou que o governo vai trabalhar para resgatar o
texto original do estatuto. Ontem, ele voltou a criticar as mudanças feitas na
comissão de Segurança Pública após participar da cerimônia de comemoração do
17º aniversário da Guarda Civil Metropolitana. O substitutivo da deputada Laura
Carneiro (PFL-RJ) aprovado anteontem pela comissão não prevê mais a realização
de referendo popular em 2005 sobre o fim da comercialização de armas e tem
brechas que derrubaram restrições para a concessão do porte e a posse de armas.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
MINAS |
19/09/2003 |
|
|
Jáder Rezende
Repórter
A tramitação do projeto que regulamenta o porte e a posse de armas no país está
provocando reações nada pacifistas em Belo Horizonte. Nas últimas semanas, a
procura por revólveres e pistolas em lojas especializadas da cidade aumentou,
em média, 30%.
“O boato da proibição provocou uma grande correria a lojas de armas da
cidade", disse ontem o chefe da Delegacia de Armas e Munições (Deame),
delegado Marcus Silva, que teme pela onda crescente do “armamento a qualquer
custo". Após meses de debates, a Comissão de Segurança Pública e Crime
Organizado da Câmara Federal aprovou quarta-feira passada, por 29 votos a dois,
o relatório da deputada Laura Carneiro (PFL-RJ) sobre o Estatuto do
Desarmamento, projeto que regulamenta o porte e a posse de armas no Brasil. Depois
de muita discussão, os parlamentares decidiram retirar o item que previa um
referendo em 2005 para saber a opinião da população sobre a proibição ao
comércio de armas.
Mesmo antes da definição de realizar ou não tal plebiscito, a procura por armas
em Belo Horizonte continuou surpreendendo os lojistas. “Parece que as pessoas
estão mais desconfiadas do que nunca", disse o empresário Renato Lúcio
Domingues, dono de uma das mais tradicionais lojas de armas da cidade. Segundo
ele, as vendas neste ano aumentaram em 35%, comparando a igual período de 2002.
“No início de agosto, a procura passou a ser ainda maior", afirmou.
Ainda segundo Domingues, entre as armas mais procuradas estão o tradicional
revólver calibre 32 e a pistola calibre 386 (16 tiros), que custam,
respectivamente, R$ 855,00 e R$ 1.380,00. Essa “clientela súbita", revela
o lojista, “é formada principalmente por profissionais liberais, como médicos,
engenheiros e dentistas". Também proprietário de uma loja de caça e pesca,
o empresário José Eimar Monteiro diz nunca ter visto tanta gente procurando
armas de fogo como nas últimas semanas.
“Desde o início de agosto pelo menos cinco pessoas aparecem, diariamente, atrás
de revólver ou pistola semi-automática. Se tivesse vendendo esse tipo de mercadoria,
meu faturamento seria infinitamente maior", calculou. O empresário Edgar
Assunção Andrade também se disse surpreso com o aumento da procura. Segundo
ele, a demanda cresceu cerca de 30%, principalmente de interessados em pistolas
semi-automáticas.
O chefe da Divisão de Crimes contra a Vida (DCcV), delegado Elcides Guimarães,
alerta para os riscos dessa busca frenética por armas de fogo. Ele lembra que
ter uma arma em casa não é garantia de segurança: “Quanto maior o número de
armas em circulação, maior a possibilidade de haver acidentes ou
incidentes". “Sem treinamento adequado, há sempre perigo iminente ter uma
arma por perto. Sem contar o risco da arma cair nas mãos de bandidos",
complementou. O policial revelou que só neste ano, entre os 718 homicídios
registrados em Belo Horizonte, 73,81% foram vítimas de armas de fogo.
Já o superintendente geral da Polícia Civil, Elson Matos, defende o uso de
armas de fogo pelo cidadão comum: “É um direito do cidadão se defender. Ter
arma em casa é um direito. A polícia não pode estar em todos os lugares ao
mesmo tempo".
O relatório aprovado estabelece que a concessão do porte de armas deixa de ser
exclusiva da Polícia Federal. Poderá
ser concedido pelas secretarias estaduais de Segurança Pública, desde que seja
feito um convênio com o Ministério da Justiça.
O estatuto seguirá agora para análise. Se sofrer alterações, retorna para o
Senado, onde foi aprovado inicialmente.
Ministro desaprova mudanças
SÃO PAULO - O ministro da Justiça, Márcio
Thomaz Bastos, disse ontem que desaprova as modificações feitas
no Estatuto do Desarmamento. Ele espera que o projeto seja modificado para
melhor. 'Esperamos que ele (o estatuto) volte a ser aquele que veio do Senado,
não só na Comissão de Constituição, mas também no plenário", afirmou
Bastos. As informações são da Agência Brasil. De acordo com o ministro, o texto
anterior é melhor, porque é mais equilibrado e contém sistema de penas com
lógica interna, além de manter o cadastro como monopólio da Polícia Federal.
'É preciso que tenhamos consciência de que a lei promulgada, por si só, não
produz efeito. É importante que haja infra-estrutura e instrumentos que a façam
funcionar, e o cadastro é o principal deles", reforçou. Bastos enfatizou a
necessidade da existência de um cadastro de armamentos eficiente, capaz de
exercitar o controle das armas.
'Para isso, os ministérios da Defesa e da Justiça devem conversar entre
si", destacou o ministro, após participar da cerimônia de comemoração do
17º aniversário da Guarda Civil Metropolitana (GCM). Na solenidade, Bastos
assinou convênio com a Prefeitura de São Paulo repassando verbas do Fundo
Nacional de Segurança para o policiamento da cidade. Ele garantiu o repasse de
R$7,6 milhões para a GCM.
DESARMAMENTO
Principais pontos do relatório do estatuto aprovado na Câmara Federal
- Podem portar armas de fogo integrantes das Forças Armadas, das polícias
Militar, Civil e Legislativa (Câmara e Senado), além de guardas municipais em
cidades com mais de 500 mil habitantes, mas somente em serviço.
- Agentes penitenciários, agentes dos quadros efetivos do Ibama e de empresas
de segurança privada também poderão portar armas em serviço.
- A permissão de porte de armas para os caminhoneiros, prevista no relatório
inicial, foi retirada.
- Ficou estabelecida em 25 anos a idade mínima para adquirir o porte de arma de
fogo, como estava previsto no texto original do Senado.
- Foi retirado do projeto o item que previa um referendo em 2005 para saber a
opinião da população sobre a proibição ao comércio de armas.
- A comissão revogou, ainda, o dispositivo que considerava inafiançável o crime
de porte ilegal de armas.
- A concessão do porte de armas deixa de ser exclusiva da Polícia Federal. Pelo acordo, o porte poderá ser
concedido pelas secretarias estaduais de Segurança Pública, desde que seja
feito um convênio com o Ministério da Justiça.
- A pena para o crime de tráfico de armas será elevada de dois anos para oito
anos de prisão.
- Evolução do número de homicídios praticados com armas de fogo em BH
Ano Homicídios Assassinatos com armas de fogo %
2001 718 568 79,1
2002 877 726 82,78
2003* 718 530 73,81
*Ocorrências registradas até o dia 28 de agosto
Fonte: Divisão de Crimes contra a Vida (DCcV) da Polícia Civil
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
MINAS |
19/09/2003 |
|
|
Jáder Rezende
Repórter
A tramitação do projeto que regulamenta o porte e a posse de armas no país está
provocando reações nada pacifistas em Belo Horizonte. Nas últimas semanas, a
procura por revólveres e pistolas em lojas especializadas da cidade aumentou,
em média, 30%.
“O boato da proibição provocou uma grande correria a lojas de armas da
cidade", disse ontem o chefe da Delegacia de Armas e Munições (Deame),
delegado Marcus Silva, que teme pela onda crescente do “armamento a qualquer
custo". Após meses de debates, a Comissão de Segurança Pública e Crime
Organizado da Câmara Federal aprovou quarta-feira passada, por 29 votos a dois,
o relatório da deputada Laura Carneiro (PFL-RJ) sobre o Estatuto do
Desarmamento, projeto que regulamenta o porte e a posse de armas no Brasil. Depois
de muita discussão, os parlamentares decidiram retirar o item que previa um
referendo em 2005 para saber a opinião da população sobre a proibição ao
comércio de armas.
Mesmo antes da definição de realizar ou não tal plebiscito, a procura por armas
em Belo Horizonte continuou surpreendendo os lojistas. “Parece que as pessoas
estão mais desconfiadas do que nunca", disse o empresário Renato Lúcio
Domingues, dono de uma das mais tradicionais lojas de armas da cidade. Segundo
ele, as vendas neste ano aumentaram em 35%, comparando a igual período de 2002.
“No início de agosto, a procura passou a ser ainda maior", afirmou.
Ainda segundo Domingues, entre as armas mais procuradas estão o tradicional
revólver calibre 32 e a pistola calibre 386 (16 tiros), que custam,
respectivamente, R$ 855,00 e R$ 1.380,00. Essa “clientela súbita", revela
o lojista, “é formada principalmente por profissionais liberais, como médicos,
engenheiros e dentistas". Também proprietário de uma loja de caça e pesca,
o empresário José Eimar Monteiro diz nunca ter visto tanta gente procurando
armas de fogo como nas últimas semanas.
“Desde o início de agosto pelo menos cinco pessoas aparecem, diariamente, atrás
de revólver ou pistola semi-automática. Se tivesse vendendo esse tipo de mercadoria,
meu faturamento seria infinitamente maior", calculou. O empresário Edgar
Assunção Andrade também se disse surpreso com o aumento da procura. Segundo
ele, a demanda cresceu cerca de 30%, principalmente de interessados em pistolas
semi-automáticas.
O chefe da Divisão de Crimes contra a Vida (DCcV), delegado Elcides Guimarães,
alerta para os riscos dessa busca frenética por armas de fogo. Ele lembra que
ter uma arma em casa não é garantia de segurança: “Quanto maior o número de
armas em circulação, maior a possibilidade de haver acidentes ou
incidentes". “Sem treinamento adequado, há sempre perigo iminente ter uma
arma por perto. Sem contar o risco da arma cair nas mãos de bandidos",
complementou. O policial revelou que só neste ano, entre os 718 homicídios
registrados em Belo Horizonte, 73,81% foram vítimas de armas de fogo.
Já o superintendente geral da Polícia Civil, Elson Matos, defende o uso de
armas de fogo pelo cidadão comum: “É um direito do cidadão se defender. Ter
arma em casa é um direito. A polícia não pode estar em todos os lugares ao
mesmo tempo".
O relatório aprovado estabelece que a concessão do porte de armas deixa de ser
exclusiva da Polícia Federal. Poderá
ser concedido pelas secretarias estaduais de Segurança Pública, desde que seja
feito um convênio com o Ministério da Justiça.
O estatuto seguirá agora para análise. Se sofrer alterações, retorna para o
Senado, onde foi aprovado inicialmente.
Ministro desaprova mudanças
SÃO PAULO - O ministro da Justiça, Márcio
Thomaz Bastos, disse ontem que desaprova as modificações feitas
no Estatuto do Desarmamento. Ele espera que o projeto seja modificado para
melhor. 'Esperamos que ele (o estatuto) volte a ser aquele que veio do Senado,
não só na Comissão de Constituição, mas também no plenário", afirmou
Bastos. As informações são da Agência Brasil. De acordo com o ministro, o texto
anterior é melhor, porque é mais equilibrado e contém sistema de penas com
lógica interna, além de manter o cadastro como monopólio da Polícia Federal.
'É preciso que tenhamos consciência de que a lei promulgada, por si só, não
produz efeito. É importante que haja infra-estrutura e instrumentos que a façam
funcionar, e o cadastro é o principal deles", reforçou. Bastos enfatizou a
necessidade da existência de um cadastro de armamentos eficiente, capaz de
exercitar o controle das armas.
'Para isso, os ministérios da Defesa e da Justiça devem conversar entre
si", destacou o ministro, após participar da cerimônia de comemoração do
17º aniversário da Guarda Civil Metropolitana (GCM). Na solenidade, Bastos
assinou convênio com a Prefeitura de São Paulo repassando verbas do Fundo
Nacional de Segurança para o policiamento da cidade. Ele garantiu o repasse de
R$7,6 milhões para a GCM.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
POLÍCIA |
19/09/2003 |
|
|
Tráfico
Recife - Uma
mulher foi presa na noite de ontem no Aeroporto de Guararapes, em Pernambuco,
por agentes da Polícia Federal, com 13
tabletes de cocaína, o equivalente a 2,5 kg. As informações são da Agência
Brasil.
A bancária paulista Mabel Menezes Martins, 34, tentava embarcar para um vôo com
destino a Lisboa, Portugal, quando foi abordada pelos policiais. A droga estava
acondicionada a uma cinta presa ao corpo.
Durante o interrogatório ela disse que aceitou participar do serviço porque
estava precisando de dinheiro e que receberia pelo transporte da droga US$ 2,4
mil.
Mabel foi encaminhada à Colônia Feminina Penal do Bom Pastor, onde está à
disposição da Justiça. O crime prevê pena de até 20 anos de reclusão.
Esta foi a décima primeira apreensão de droga pela Polícia
Federal este ano, no aeroporto da capital pernambucana. No total, 61
kg de cocaína eram destinados à Europa. (AF)
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
BRASIL HOJE |
19/09/2003 |
|
|
E limita participação a três autoridades no aniversário de 175 anos do
Supremo
BRASÍLIA - O
governo Luiz Inácio Lula da Silva esvaziou a cerimônia de comemoração dos 175
anos do STF (Supremo Tribunal Federal) e limitou a sua participação a três
autoridades: o vice-presidente da República, José Alencar, que representou Lula
e só ficou na primeira parte, o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, e o advogado geral da
União, Álvaro Augusto Ribeiro da Costa.
A ata sobre a passagem dos 150 anos registrou a participação do ex-presidente
Ernesto Geisel acompanhado de 16 ministros de Estado. O STF informou não dispor
de informações sobre os outros aniversários do tribunal.
Lula foi o grande ausente da cerimônia. No mesmo horário, o presidente
participava de uma reunião da comissão de Ciência e Tecnologia no Palácio do
Planalto. Informação não confirmada oficialmente indicava que o encontro no
Planalto foi agendado na mesma hora exatamente para justificar a ausência no
STF.
No mesmo dia, uma outra cerimônia foi muito mais disputada por autoridades do
Executivo: Lula, o vice José Alencar e mais 11 ministros prestigiaram o dia do
diplomata, comemorado num almoço no Itamaraty.
Presentes e ausentes
Além de Lula, outro presidente, o da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), também
não compareceu ao Supremo. Inicialmente, sua presença estava prevista, mas ele
acabou dizendo que tinha outros compromissos. Já o presidente do Senado, José
Sarney (PMDB-AP), esteve no STF.
"Não acho um desprestígio. Acho que eles estão ocupados, eu não sei. Essa
é uma pergunta que tem de ser feita a eles, não a mim", reagiu Corrêa.
"A harmonia entre nós deve prevalecer sobre quaisquer rusgas e
divergências".
Lula esteve no plenário do STF na posse de Corrêa na presidência do órgão, em 5
de junho último, mas foi surpreendido por um discurso no qual o ministro
conclamou os juízes a se unirem contra a reforma da Previdência.
Desde aquele momento, as relações entre os dois não são boas. Recentemente,
Corrêa deu uma entrevista à revista "Veja" com duras críticas ao
presidente da República. Em seguida, na comemoração do 7 de Setembro, Lula não
o cumprimentou embora estivessem no mesmo palanque.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
CIDADES |
19/09/2003 |
|
|
FAZENDEIROS FECHAM A CUIABá-SANTARéM EM PROTESTO CONTRA DEMARCAçãO DA
RESERVA BAÚ
NOVO PROGRESSO - A cidade de Novo Progresso,
no sudoeste do Pará, com cerca de 27 mil habitantes e distante de Belém 1,8 mil
quilômetros, em linha reta, está sitiada há 48 horas por um bloqueio na Br-163
(Santarém-Cuiabá).
O isolamento da cidade, na direção de Mato Grosso, é um protesto dos 3,5 mil
produtores rurais das margens ocidentais do rio Curuá, cujas terras ficarão
dentro dos novos limites, fixados pela Funai e homologados pelo presidente da
República, para a área Indígena Baú, dos índios kaiapós. A demarcação,
autorizada pelo Ministério da Justiça,
está em andamento e pode provocar um conflito sem precedentes na história do
município. A situação é praticamente insolúvel. O cacique Megaron tentou uma
negociação, hoje, com as autoridades de Brasília, mas não teve êxito.
O ministro da Justiça, Márcio Thomas Bastos, disse que nada pode fazer para
para parar a demarcação, determinada pelo STF.
As lideranças do movimento temem, assim como o prefeito local, Juscelino Alves
Rodrigues, que a demora de Brasília em atender a reivindicação para que a Funai
limite a área indígena a uma das margens do rio Curuá, possa levar tornar a
situação incontrolável. "Não somos contra a demarcação das terras
indígenas, mas queremos que o rio Curuá seja o limite", afirma o prefeito.
Acampamento
O bloqueio, a cerca de quatro quilômetros da cidade de Novo Progresso, está
retendo centenas de caminhões, carretas, ônibus e todo tipo de veículo, no
sentido de Novo Progresso a Itaituba. Só passam ambulâncias. Nem as carretas
com gêneros perecíveis ou combustíveis são autorizadas a passar. Para fechar a
estrada, os fazendeiros usaram grossas toras de madeira, incendiaram pneus e
atravessaram carretas na pista.
Novo Progresso fica a 420 quilômetros de Itaituba, por estradas quase
intransitáveis, a BR-163 e BR-230 (Transamazônica), que se cruzam a 30
quilômetros depois de Miritituba. Mas são as duas únicas vias de acesso
possível, em direção ao resto do Pará. Pela BR-163, se chega também a Santarém,
a 840 quilômetros de Novo Progresso.
Em torno do bloqueio formam-se acampamentos improvisados com lonas plásticas,
abrigos contra o sol escaldante nessa região. As autoridades temem que ocorram
confrontos entre os manifestantes e viajantes ou condutores de ônibus e
caminhões. Por isso, se revezam ao microfone de uma aparelhagem de som, pedindo
calma. Tentam explicar que o objetivo do bloqueio é apenas sensibilizar o
ministro da Justiça, Márcio Thomas Bastos, a revogar o ato que determinou a
ampliação da Reserva Baú, de 650 mil para 1,85 milhão de hectares, destinados a
apenas 112 índios da etnia kaiapó, em detrimento dos interesses de 3,5 mil
famílias e, indiretamente, de toda a população de Novo Progresso.
Cidade pára em apoio ao movimento
Entre os manifestantes predominam gaúchos, catarinenses e paranaenses. São, na
maioria, louros, de olhos azuis e alguns vestem bombachas. Hoje, para alimentar
cerca de 2 mil pessoas, foram abatidas quatro reses.
O juiz da cidade, Fredson Campanelle, convocou uma reunião com o prefeito e
líderes do movimento para demonstrar a sua preocupação com a situação na
cidade. A Associação Comercial determinou o fechamento de todos os
estabelecimentos comerciais, em demonstração de apoio aos fazendeiros. As
repartições públicas também fecharam e todas as atividades em Novo Progresso
pararam, enquanto grupos de produtores, estudantes e sindicalistas percorriam
várias ruas tentando ganhar mais apoio da população.
Agentes da Polícia Federal que apóiam
os técnicos da Funai na demarcação da reserva indígena disseram que o trabalho
não sofrerá interrupção por causa dos protestos. Os
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
CIDADES |
19/09/2003 |
|
|
SECRETáRIO DE DEFESA SOCIAL DIZ QUE POLíCIA MILITAR TAMBéM TERá QUARTEL EM
NOVO PROGRESSO
O secretário especial de Defesa Social, Manoel Santino, anunciou ontem que
dentro de dez dias o governo do Estado instalará duas companhias da PM, uma no
município de São Félix do Xingu e outra em Novo Progresso, cada uma com 120
homens. O aumento do policiamento nos municípios já estava previsto no Plano
Estadual de Segurança Pública, mas em decorrência dos oito assassinatos em São
Félix do Xingu o governo decidiu antecipar a instalação de novembro para o
início de outubro. "São mais 240 homens que vão reforçar o efetivo
policial daquela região", informou Santino.
Na tarde de ontem, o secretário embarcou para Brasília, onde foi tratar da
liberação de recursos para a execução do Plano, principalmente no que diz
respeito ao melhoramento das rodovias PA-279, que liga os municípios de
Xinguara e São Félix do Xingu, e BR-163, no trecho entre Novo Progresso e
Trairão. Segundo Santino, o governo do Estado solicitou ao Ministério da Justiça R$ 28 milhões, mas foi
atendido com apenas R$ 11 milhões. O Plano prevê ainda o aparelhamento das
polícias e o recrutamento de novos policiais, com R$ 8 milhões do orçamento do
Estado. "O governador já autorizou concurso público para mil vagas na PM,
230 no Corpo de Bombeiros e mais efetivo para a Polícia Civil".
Presente
Ele voltou a afirmar que o Estado não está ausente da segurança pública da
região onde ocorreram os assassinatos de oito pessoas. Segundo ele, até agosto
já houve quatro operações policiais, duas em São Félix do Xingu, e mais 14
reintegrações de posse. "Estas operações culminaram com a prisão de 14
pistoleiros, além da apreensão de um arsenal de armamentos e munição",
declarou. "A PM estava na área de São Félix do Xingu fazendo reintegrações
quando tudo aconteceu. O fato ocorreu a quase 300 quilômetros de onde estava a
PM", disse. Atualmente, 230 homens estão fazendo a segurança no município,
180 deles do Comando de Missões Especiais, mais integrantes da Polícia Civil e
efetivo da área.
O secretário descartou a possibilidade de uma força-tarefa para investigar os
crimes em São Félix do Xingu. "Quando os policiais chegam os bandidos já
fugiram. é como colocar uma raposa dentro de um galinheiro", comparou.
Santino também negou assassinatos constantes em São Félix do Xingu, conforme
denunciaram lideranças durante reunião com o governador Simão Jatene,
anteontem. "Não temos estatísticas policiais sobre estes assassinatos e se
houve quero saber onde estão os corpos. Vou chamar as pessoas que fizeram as
denúncias e vamos averiguá-las.Só existe crime quando tem um corpo. Isto está
previsto no Código Penal", afirmou.
Encontro avalia solução para terras
Apresentar uma proposta unificada para solucionar a concentração de terras sob
controle da União na Amazônia Legal é o principal foco das discussões do 1º
Encontro de Entidades Estaduais de Terras da Amazônia Legal, aberto ontem em
Belém. O encontro é promovido pelo Instituto de Terras do Pará (Iterpa), em
parceria com a Associação Nacional dos órgãos Estaduais de Terra.
As terras da União nos Estados são, em grande parte, um legado deixado pelos
governos militares, por meio do decreto 1164, editado em 1971. O decreto
federalizou uma faixa de 100 quilômetros para cada lado das rodovias federais
existentes ou projetadas na região. Apesar de o decreto ter sido revogado na década
de 1980, apenas uma pequena parcela destas terras foi retomada pelos Estados.
Os interesses estaduais esbarram na burocracia.
A situação do Pará dá uma boa idéia da extensão do problema. As terras federais
correspondem a 70% do território paraense. Neste percentual estão incluídas as
reservas indígenas, áreas militares e áreas de conservação. O Incra possui sob
seu controle 32,47% do território do Pará. Parte significativa destas terras
representa áreas que foram desfederalizadas e que deveriam ser transferidas
para os Estados.
Os governos estaduais precisam apresentar ao governo federal Planos Integrados
de Desenvolvimento Sustentável para recuperarem as áreas. Os entraves começam
aí. O processo de avaliação dos planos é muito demorado. "Para se ter uma
idéia, apresentamos, no início do ano passado, os planos para devolução de
quatro áreas na região oeste do Pará e até agora nada foi resolvido",
disse o secretário Especial de Produção, Sérgio Leão, que representou o
governador Simão Jatene na abertura do encontro.
O secretário fez questão de ressaltar que a burocracia criou "terras de
ninguém" dentro dos Estados da Amazônia Legal. "Existem nos Estados
grandes áreas sem uma perfeita identificação de quem é o gestor", afirmou
Leão. Essas áreas costumam ser o palco preferencial dos conflitos de terra.
"é o caso, por exemplo, de São Félix do Xingu, onde ocorreram as mortes de
sete trabalhadores rurais e um fazendeiro", acrescentou o secretário.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
ATUALIDADES |
19/09/2003 |
|
|
O chefe do
posto da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Colider (MT), o cacique Megaron
Txucarramãe, escalado para tentar impedir um confronto entre fazendeiros,
agricultores e 40 agentes da Polícia Federal
que protegem técnicos do órgão no serviço de demarcação da reserva
Baú-Mecranotire, entre os municípios de Novo Progresso e Altamira, fracassou ao
propor um acordo de paz.
Megaron queria a liberação da rodovia Santarém-Cuiabá, fechada há dois dias por
cerca de mil pessoas, propondo em troca uma rodada de negociações sobre o
destino das 3,5 mil famílias que vivem na área apontada pela Funai como parte
integrante dos 1,8 milhão de hectares da reserva indígena. Após a demarcação,
essas famílias terão de deixar a reserva. Irritados e se dizendo “dispostos a
tudo”, representantes do setor empresarial e pecuaristas do município afirmaram
ao cacique que só irão liberar a rodovia Santarém-Cuiabá quando os policiais
federais e homens da Funai suspenderem a demarcação e saírem imediatamente de
Novo Progresso.
Indiferente - “Essas pessoas do governo federal são nocivas no município,
porque só fazem estimular o confronto com suas atitudes, ao invés de trazerem
soluções e a paz social”, dizia um panfleto distribuído ontem pela cidade.
“Chega de propostas de quem não decide nada. Se o ministro da Justiça mandou
que o povo de Novo Progresso recorra novamente ao Judiciário para suspender a
demarcação é porque ele está indiferente ao que pode acontecer aqui”, atacou o
presidente do Sindicato dos Produtores Rurais do município, Agamenon Menezes.
O juiz da comarca de Santarém, Fredson Campanelli, se deslocou a Novo Progresso
para fazer um apelo aos empresários, líderes sindicais e setores das igrejas
Católica e Evangélica: evitem distúrbios na cidade e procurem transmitir aos 20
mil moradores da região o respeito às leis do País.
Os policiais federais que estão no município informaram que não cabe a eles a
missão de restabelecer o tráfego na Santarém-Cuiabá, mas à Polícia
Rodoviária Federal. O problema é que os guardas rodoviários mais próximos
estão a cerca de 400 km de Novo Progresso.
Limites - Ao contrário do que muitos pensam, a divisa da reserva não seria o
Rio Curuá, segundo os produtores rurais da região. Ela estaria a dezenas de
quilômetros desse rio. Ou seja, na verdade, dentro do município de Novo
Progresso não existiria nem projeto de reserva indígena, mas são os produtores
rurais, sitiantes e fazendeiros que moram naquela gleba próxima ao Rio Curuá,
que têm suas propriedades dentro do municipio de Altamira, e neste município
sim, existe o projeto de ampliação da reserva do Baú até a divisa.
Desde 1989, quando Novo Progresso ainda era só uma comunidade, o governo
federal, através da Funai vem tentando expandir essa reserva, sem sucesso até o
momento porque logo que o município foi criado, a população aumentou bastante.
A gleba envolvida hoje está bastante povoada e as autoridades locais têm
travado uma verdadeira “queda de braço” com a Funai e Ministério da Justiça.
Indios araweté aceitam trocam remédios por médicos reféns em Altamira
Os índios da tribo araweté da aldeia Ipixuna, no médio Xingu, sudoeste do Pará,
mantém reféns desde terça-feira dois médicos epidemiologistas da Fundação
Nacional de Saúde (Funasa) e só irão libertá-los quando o governo federal mandar
medicamentos para a aldeia, o que não acontece há seis meses.
De acordo com Fundação Nacional do Índio (Funai) os reféns estão sendo bem
tratados. Em 2001, um surto de malária matou oito índios e deixou outros muito
doentes. “Ninguém quer morrer por falta de remédio”, justificou o cacique
Joaquim Curuaia.
A Funasa e a Funai decidiram ontem mandar os medicamentos numa lancha voadeira
para que os índios soltem os dois médicos. A viagem pelo rio Xingu dura 12
horas. As aldeias da região recebem os medicamentos por meio de um convênio
firmado entre a Funasa e a prefeitura de Altamira.
Tembés do Alto Rio Guamá mantêm 15 reféns que roubavam madeira
Quinze homens estão como reféns desde ontem de 300 índios tembés do Alto Rio
Guamá, em Paragominas. As primeiras informações dão conta que os réféns foram
flagrados quando roubavam madeira e cipó dentro da reserva indígena.
Empregados de empresas madeireiras da região, os homens não tiveram tempo de
recorrer. Com espingardas e flechas apontadas pelos índios, eles foram
escoltados até a aldeia, onde ficarão até o comparecimento na aldeia da Polícia Federal e de dirigentes da Funai.
Os índios afirmam estar cansados de invasões e extração ilegal de madeira em
suas terras. Eles querem que as autoridades expulsem os madeireiros de suas
terras, ameaçando fazer justiça com as próprias mãos se isso não acontecer.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
PAINEL |
19/09/2003 |
|
|
São Paulo
(Agência Estado) - Em vez de audiência, a entrevista com falsos integrantes do
Primeiro Comando da Capital (PCC) está rendendo processos ao ‘SBT’. Só ontem
foram dois. O principal foi obra da Procuradoria da República, que entrou na
Justiça Federal com ação civil pública contra a emissora, na qual pede,
liminarmente, o depósito de R$ 1,5 milhão pelo dano moral coletivo causado pelo
programa ‘Domingo Legal’. Requer ainda a suspensão por 30 dias da atração
comandada por Gugu Liberato “ou até que a emissora comprove a contratação de
diretor e equipe técnica qualificada, além da apresentação de um plano de
trabalho para melhoria da qualidade”.
O procuradora-regional dos Direitos do Cidadão, Eugênia Fávero, que propôs a
ação, estabelece também a alternativa de que a concessão da emissora seja
cassada, a critério do juiz do caso. Eugênia havia consultado o ‘SBT’ para que
a emissora assinasse um termo se comprometendo a ajustar sua conduta, mas o
‘SBT’ respondeu que não se pronunciaria sobre o caso antes da conclusão das
investigações da Polícia sobre o caso.
Exibida por Gugu, no dia 7, a entrevista é objeto de outras três investigações.
Ontem, a 2ª Promotoria de Justiça do Consumidor abriu um inquérito civil,
buscando também indenização dos danos causados.
Na entrevista, os falsos integrantes do PCC ameaçaram jornalistas,
apresentadores de três redes de televisão, o padre Marcelo Rossi e o
vice-prefeito de São Paulo, Hélio Bicudo. A farsa custou R$ 3 mil à produção do
programa. Todos os envolvidos foram identificados no inquérito policial que
apura as ameaças e apologia do crime. Por fim, a Comissão de Segurança Pública
da Assembléia Legislativa de São Paulo também investiga o caso.
A emissora foi advertida até pelo Ministério da
Justiça. “Gugu reconheceu, pelo que li nos jornais, que cometeu
um erro e se desculpou. Eu vi a fita e é realmente uma coisa séria, tanto que o
ministério, oficialmente, advertiu o ‘SBT’”, disse o ministro, Marcio Thomaz
Bastos.
O ministério pode tirar a autorização do programa para ir ao ar em horário
livre e exigir que ele seja exibido após as 21 horas, proibido a menores de 12
anos. A secretária nacional de Justiça, Claudia Chagas, enviou carta ao diretor
de Programação do ‘SBT’, Mauro Lissoni, advertindo que a entrevista era “inadequada
para o horário” e pediu que não repita “ato similar”, sob pena de
reclassificação do programa.
“Abuso” - O inquérito da 2ª Promotoria de Justiça do Consumidor foi aberto por
decisão da promotora Deborah Pierri. Ela fundamentou a decisão no fato de que o
‘SBT’ e os responsáveis pelo ‘Domingo Legal’ envolveram-se na “prática de abuso
do direito de informar”. Segundo ela, as evidências são fortes e
“demonstrativas da ilicitude e a imoralidade da conduta, tomada com intuito
exclusivo de lucro e em benefício próprio”.
O primeiro passo da apuração será notificar o ‘SBT’ e o apresentador para que
se expliquem. Gugu já admitiu o erro e disse não saber que a entrevista era uma
fraude. Em caso de condenação, o dinheiro irá para o Fundo de Reparação de Interesses
Difusos, que financia campanhas educativas. A “Agência Estado” procurou a
emissora, que informou que não ia comentar as ações contra o ‘SBT’ por não ter
sido oficialmente informada.
“Era para ser um pegadinha ensaiada”
Era para ser uma pegadinha. Com texto ensaiado e tudo. Essa é a versão
apresentada à Polícia por um amigo de Wagner Faustino da Silva, de 25 anos, o
Alfa, um dos dois homens que se passaram por integrantes do Primeiro Comando da
Capital (PCC), em entrevista exibida pelo apresentador Gugu Liberato, no
‘Domingo Legal’.
Silva e o outro homem entrevistado, chamado de Beta e conhecido como Toinho,
foram contratados pelo produtor de pegadinhas Amilton Tadeu dos Santos, o
Barney. Ele recebeu do produtor do programa, Rogério Casagrande, a tarefa de
encontrar integrantes do PCC e recebeu R$ 3 mil para cobrir os custos da
produção.
Antes de gravar a entrevista, Silva disse a um amigo que ia participar de uma
“pegadinha”. Agentes de Departamento de Investigação sobre o Crime Organizado
(Deic) querem saber se Barney foi o responsável pela fraude ou se alguém mais
acima dele sabia da fraude. A entrevista foi com os falsos bandidos gravada no
estacionamento de visitantes da sede do ‘SBT’, na tarde de sábado. A Polícia
espera ouvir hoje Alfa e Beta.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
REPÓRTER 70 |
19/09/2003 |
|
|
O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, virá a Belém
participar de uma audiência pública com instituições de defesa dos direitos
humanos para debater a violência rural no Pará. A preparação da viagem
ministerial será discutida na próxima quarta-feira entre o assessor ministerial
Douglas Martins e as entidades. Antes disso, o funcionário tratará com a
Superintendência da Polícia Federal da
segurança do vereador Paulo Fonteles, que vem recebendo ameaças de morte.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
POLÍTICA |
19/09/2003 |
|
|
Agência Estado
Brasília - Com as relações estremecidas, os presidentes da República, Luiz
Inácio Lula da Silva, e do Supremo Tribunal Federal (STF), Maurício Corrêa,
faltaram ontem a cerimônias públicas para evitar um encontro, em mais uma
demonstração de que o clima entre o chefe do Executivo e o do Judiciário não
anda nada amistoso. Lula não foi à solenidade de comemoração dos 175 anos do
STF alegando que estava com a agenda cheia. Corrêa não participou do almoço do
Dia do Diplomata, no Itamaraty, com a justificativa de que estava organizando a
festa do Supremo.
Poucas autoridades prestigiaram a cerimônia no STF, que teve grande quantidade
de cadeiras vazias. O vice-presidente José Alencar, que representou Lula,
chegou atrasado, quando o ministro Carlos Velloso já lia seu discurso sobre a
história do STF. Além dele, estiveram presentes ao evento o presidente do
Congresso, José Sarney (PMDB-AP), o vice-presidente da Câmara, Inocêncio de
Oliveira (PFL-PE), o advogado-geral da União, Alvaro Augusto Ribeiro Costa, e o
ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos,
que tentou negar a existência do estranhamento entre Lula e Corrêa.
Os problemas de convivência entre os chefes do Executivo e do Judiciário
começaram na posse de Corrêa na presidência do STF, em junho. Em seu discurso,
o ministro atacou a reforma da Previdência diante de Lula. Outros problemas
ocorreram ao longo das negociações para a aprovação da reforma. Pelo projeto
inicial, assim como os servidores em geral, os juízes perderiam uma série de
vantagens. Corrêa conseguiu garantir a manutenção de benefícios como a
integralidade das aposentadorias dos atuais funcionários. A situação piorou no
início deste mês, com a publicação, pela revista Veja, de entrevista na qual
Corrêa fez uma série de críticas ao governo federal.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
POLÍCIA |
19/09/2003 |
|
|
Redação/O
Estado do Paraná
O juiz da 1.ª Vara Federal Criminal de Curitiba, Oziel Francisco de Souza,
determinou, no último dia 10, a interdição das instalações da carceragem da
Superintendência da Polícia Federal
(PF) em Curitiba. A decisão baseou-se em estudos feitos pelo Conselho Nacional
de Política Criminal e Penitenciária e laudos resultantes de perícias
realizadas pela Seção de Criminalística da própria PF e pela Vigilância
Sanitária Municipal.
De acordo com o magistrado, as condições das dependências ferem a integridade
física e moral dos detentos, contrariando o princípio da dignidade da pessoa
humana. "A imprestabilidade das instalações da PF para a alocação de
detentos diz respeito tanto à ausência de condições de saúde e segurança quanto
à total falta de segurança para a comunidade e para os agentes da Polícia Federal que lá trabalham", afirma.
O juiz fixou o prazo máximo de 15 dias para a transferência de todos os presos
alojados naquelas dependências, observando a necessidade de tratamento
diferenciado aos detentos em decorrência de processos de deportação, expulsão
e/ou extradição, ou aqueles que não estão custodiados por motivos criminais.
A decisão do magistrado estabelece ainda que uma das celas seja definitivamente
inutilizada no prazo de noventa dias a partir da decisão e que as duas
restantes sejam usadas exclusivamente para a formalização dos respectivos Autos
nos casos de prisão em flagrante.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
ECONOMIA |
19/09/2003 |
|
|
Agência Estado
Brasília - O presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), avaliou que o
texto da reforma tributária aprovado pela Câmara em primeiro turno, é melhor
que o enviado pelo governo ao Congresso. Segundo ele, foram incluídas no texto
algumas mudanças importantes: limitou-se em 25% a alíquota de cobrança do ICMS,
não se tornou perene a CPMF e se incluiu uma regra de transição para cobrança
do ICMS no destino. João Paulo considera que este último item "é uma
tramela na porta para evitar aumento de carga tributária". "Melhorou
bastante", observou. "Não contra o governo (autor da proposta), mas a
favor do Brasil."
Ele informou que, na próxima quarta-feira, em sessão extraordinária, será
iniciada a discussão para votação da proposta em segundo turno e que espera
concluir essa votação na quinta-feira. Ressaltou, no entanto, que no segundo
turno começa novamente o trabalho para garantir um acordo em torno da proposta
entre os partidos.
João Paulo informou que, após a votação em segundo turno da proposta de reforma
tributária, as prioridades serão a votação do Estatuto do Desarmamento e a Lei
de Falências.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
NACIONAL |
19/09/2003 |
|
|
Redação/O
Estado do Paraná
São Paulo - O ministro da Justiça, Márcio
Thomaz Bastos, disse ontem que o Brasil, em vez de criar uma
linha de combate ao crime, continua a manter sistemas que estimulam a ação de
bandidos. Ele se referia a Fundação do Bem-Estar do Menor (Febem), em São
Paulo. "Construímos uma linha de montagem de criminalidade, que começa na
Febem, passa pela polícia, percorre o Poder Judiciário e desemboca no sistema
prisional", lamentou o ministro, após participar da cerimônia do 17.º
aniversário da Guarda Civil Municipal. Segundo Thomaz Bastos, um menino que
entra na Febem por um pequeno desvio de conduta percorre um caminho inadequado
"e sai no fim do sistema prisional pós-graduado em criminalidade grave".
O ministro quer desmontar essa linha de produção da criminalidade.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
POLÍCIA |
19/09/2003 |
|
|
Redação/O
Estado do Paraná
Altamira – A Polícia Federal (PF)
encontrou duas fitas VHS que mostrariam a vidente Valentina de Andrade, líder
da seita Lineamento Universal Superior (LUS), explicando a maneira como são
feitos "rituais satânicos" e como se dá a iniciação de pessoas que
queriam entrar na seita. Valentina, que mora em Londrina, é acusada de
participação na morte de cinco crianças em Altamira (PA), a 200 km de Belém, de
1989 a 1993, durante rituais satânicos e de magia negra. A seita também foi
investigada no Paraná, por suspeita de envolvimento com o desaparecimento de
crianças em Guaratuba e Umuarama.
De acordo com a Globonews, as fitas, que estão em poder do Ministério Público
(MP), foram encontradas na casa do comerciante Amailton Madeira Gomes, um dos
acusados já condenados. As fitas teriam sido gravadas na época dos crimes de
Altamira. Dos cinco acusados, só falta o julgamento de Valentina, que deve ir a
júri na segunda-feira.
Livros de registros
Outras provas também teriam sido encontradas. Livros de registro de consultas
dos médicos Césio Brandão e Liliana Tabosa Arraes mostrariam que os dois
atenderam duas crianças emasculadas nos dias 17 de novembro de 1989 e 23 de
setembro de 1990. Os dois negaram no tribunal que atenderam os menores.
Césio Brandão, acusado de participação nos assassinatos com mutilações, foi
condenado a 56 anos de prisão. O conselho de sentença do júri que julga o caso
considerou que Liliana Tabosa Arraes cometeu falso testemunho, ao negar que
havia atendido o menor. Ela vai responder por crime de perjúrio.
Também foi encontrada uma agenda de Césio onde ele se referiria às duas
crianças emasculadas com um termo próprio que faz alusão a rituais satânicos. O
termo será mantido em sigilo até ir ao júri. Os outros condenados no caso de
Altamira são o médico Anísio Ferreira de Souza (condenado a 77 anos de prisão),
o PM Carlos Alberto dos Santos (35 anos de prisão) e o comerciante Amailton
Madeira Gomes (57 anos de prisão).
Três dos menores emasculados estão mortos, e os dois que sobreviveram são as
principais testemunhas de acusação.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
BRASIL |
19/09/2003 |
|
|
BRASÍLIA - O presidente da Comissão de
Constituição e Justiça da Câmara, Luiz Eduardo Greenghalgh (PT-SP), começou
ontem a discutir mudanças na proposta aprovada pela Comissão de Segurança
Pública, na tentativa de recuperar a essência do Estatuto do Desarmamento.
Segundo ele, o estatuto que saiu do Senado foi "retalhado" e, do
jeito que está, "não promove o desarmamento". Por meio de sua
assessoria de Imprensa, o ministro da Justiça, Márcio
Thomaz Bastos, anunciou que o Governo vai trabalhar para
resgatar o texto original do estatuto.
Apesar de seu posicionamento em defesa do estatuto votado pelos senadores,
Thomaz Bastos foi alvo de críticas. O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros
(AL), o atacou, em discurso no plenário. "Estranho a posição adotada pelo
ministro da Justiça, que tem procurado demonstrar engajamento com o tema, mas,
tem sido condescendente com as mudanças que estão desfigurando o projeto",
declarou.
O substitutivo da deputada Laura Carneiro (PFL-RJ), aprovado anteontem, não
prevê mais a realização de referendo popular em 2005 sobre o fim da
comercialização de armas e tem brechas que derrubaram restrições para a
concessão do porte e a posse de armas.
Comentários dos Leitores
"Novamente se percebe como o nosso Congresso é batalhador pelos interesses
pessoais, e não pelos do povo. No momento em que a sociedade reclama por maior
rigor contra o uso de armas, de fogo especialmente, os representantes do povo
aprovam um projeto que, ao invés de evitar a circulação de armas, aumenta as
chances de se possuir, o que vai facilitar uma maior quantidade de pessoas
portando armas de fogo. Isso sem falar que, ao permitir a volta da concessão do
porte de armas por 'cidadãos', a lei permitirá a volta do apadrinhamento
político e do comércio das mesmas, como já foi do conhecimento de todos em idos
passados. O projeto aprovado é um retrocesso e não um avanço. Que
Vergonha!", Alcino Santos, por e-mail
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
VIDA URBANA |
19/09/2003 |
|
|
Polícia Federal admite que o Estado é ponto de distribuição de quadrilha de
atuação nacional
Preso no dia 3 de setembro, na operação da Polícia Federal batizada de Nicotina Dois, o
contrabandista Roberto Eleutério da Silva (Lobão) está tendo seu esquema de
distribuição de cigarros falsificados desbaratado no Nordeste. Na Paraíba, a PF
descobriu recentemente dois galpões no município de Cabedelo que podem ter sido
usados como entrepostos de distribuição pela rede montada por Lobão. No Ceará,
uma filial da transportadora Búfalo Bill, com sede em São Paulo, foi
identificada como a responsável pelo transporte dos cigarros produzidos no
Paraguai. Para o superintendente da Polícia
Federal em Pernambuco, Wilson Damázio, as ações nos últimos três
anos reduziram a presença da quadrilha de Lobão no Estado. "Apreendemos
mais de oito mil caixas de cigarros, o que representa 450 mil pacotes ou R$ 3,3
milhões", disse. O número representa um recorde em apreensões na região.
Nas operações da Polícia Federal em
Pernambuco neste ano, nove contrabandistas foram presos e confessaram que a
carga era proveniente de São Paulo.
De acordo com Damázio, agentes da PF pernambucana participaram simultaneamente
da operação Nicotina Dois, fazendo uma busca em um depósito no município de
Serra Talhada. "Não foi encontrada nenhuma carga clandestina no
local", disse o superintendente, mas ele não descarta a existência de
outros entrepostos no Sertão. Por sua localização estratégica dentro do
Nordeste, Pernambuco serviria como importante ponto de distribuição dos
cigarros contrabandeados pela quadrilha chefiada por Lobão. Além de Serra
Talhada, municípios do Agreste como Caruaru, Bezerra e Gravatá estão na lista
da Polícia Federal como pontos onde a
quadrilha poderia montar uma base. "Nós estamos conseguindo quebrar esta
organização graças à atuação das superintendências estaduais", afirmou.
MERCADO - Responsável pelo controle de metade do mercado de cigarros falsos do
País, que movimenta 46 bilhões de unidades por ano, Roberto Eleutério da Silva
distribuía o material no Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Ceará, Paraíba e
Pernambuco. Depois de um ano de investigações realizadas pela Polícia Federal e Ministério Público Federal,
acredita-se que Lobão seja dono de 11 fábricas de cigarros no Paraguai. A
mercadoria, que receberia selos de inspeção federal também falsificados, seguia
com destino a São Paulo, de onde era redistribuída para os entrepostos nos
estados. Em Pernambuco, a feira de Caruaru é um dos locais onde o produto era
distribuído, sendo vendido com valor 50% menor do que as marcas legalizadas no
Brasil.
As investidas contra a quadrilha de Lobão no Nordeste fazem parte de uma operação
nacional, que teve como base escutas telefônicas realizadas pela Polícia
Rodoviária Federal desde dezembro do ano passado. Segundo a Polícia Federal, Lobão sabia que estava sendo
caçado e dormia cada noite em um local diferente para escapar da prisão. Cerca
de 200 agentes - a maioria de outros estados - foram convocados para a operação
de captura do contrabandista em São Paulo. Outros 29 mandados de prisão foram
expedidos para serem cumpridos nos estados onde a quadrilha operava.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
VIDA URBANA |
19/09/2003 |
|
|
A Polícia
Federal fez mais uma apreensão de cocaína no Aeroporto dos
Guararapes, na noite da quarta-feira. Dessa vez, a paulista Mabel Menezes
Martins, 34 anos, tentava transportar a droga enrolada em um plástico preso na
altura do quadril. A droga estava dividida em 13 pacotes de cerca de 20
centímetros cada, totalizando 2,5 quilos. Com essa apreensão, a 12ªdo ano, o
volume de cocaína interceptado (61,351 quilos) quase totaliza o apreendido nos
dois últimos anos juntos (62,219 quilos). De janeiro até agora, doze pessoas já
foram presas, sendo seis estrangeiros.
Bancária, Mabel veio de São Paulo - onde recebeu a cocaína de uma brasileira,
identificada como Ana - e seguiria do Recife para Lisboa. O destino final da
droga era Málaga, na Espanha. O embarque no vôo 1502 da TAP Air Portugal foi
impedido pelos agentes da PF, que sentiram o cheiro da cocaína. Na
superintendência da PF, Mabel contou que era a primeira vez que fazia tráfico e
justificou o crime alegando enfrentar dificuldades financeiras. Pelo serviço,
ela receberia US$ 2,4 mil.
Adiantamento - Além da droga, os policiais federais apreenderam US$ 1,1 mil -
adiantamento dos traficantes para custos de viagem. A bancária foi encaminhada
ao Instituto Médico Legal para ser submetida a exame de corpo de delito e em
seguida foi levada à Colônia Penal Feminina, onde permanecerá à disposição da
Justiça.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
DIÁRIO URBANO |
19/09/2003 |
|
|
Embora
improvável, porque abriria precedente, dois deputados pernambucanos buscam
colocar a PF no caso Maria Eduarda Dourado-Tarsila Gusmão. O primeiro passo já
estão dando: tentar audiência com o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
POLÍTICA |
19/09/2003 |
|
|
Presidente do Supremo destacou relações que mantém com o Congresso
BRASÍLIA - Com as relações estremecidas, os
presidentes da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do Supremo Tribunal
Federal, Maurício Corrêa, faltaram, ontem, a cerimônias públicas para evitar um
encontro, em mais uma demonstração de que o clima entre o chefe do Executivo e
o do Judiciário não anda cordial. Lula não foi à solenidade de comemoração dos
175 anos do STF alegando que estava com a agenda cheia. Corrêa não participou
do almoço do Dia do Diplomata, no Itamaraty, com a justificativa de que estava
organizando a festa do Supremo.
Poucas autoridades prestigiaram a cerimônia no STF, que teve grande quantidade
de cadeiras vazias. O vice-presidente José Alencar, que representou Lula, chegou
atrasado, quando o ministro Carlos Velloso já lia seu discurso sobre a história
do STF. Além dele, estiveram presentes ao evento o presidente do Congresso,
José Sarney (PMDB-AP), o vice-presidente da Câmara, Inocêncio de Oliveira
(PFL-PE), o advogado-geral da União, Alvaro Augusto Ribeiro Costa, e o ministro
da Justiça, Márcio Thomaz Bastos,
que tentou negar a existência do estranhamento entre Lula e Corrêa.
Os problemas de convivência entre os chefes do Executivo e do Judiciário
começaram na posse de Corrêa na presidência do STF, em junho. Em seu discurso,
o ministro atacou a reforma da Previdência diante de Lula. Outros problemas
ocorreram ao longo das negociações para a aprovação da reforma. Pelo projeto
inicial, assim como os servidores em geral, os magistrados perderiam uma série
de vantagens. Corrêa conseguiu garantir a manutenção de benefícios como a
integralidade das aposentadorias dos funcionários.
A situação piorou no início deste mês, com a publicação, pela revista Veja, de
entrevista na qual Corrêa fez uma série de críticas ao Governo federal. Dias
depois da publicação, os dois dividiram o palanque reservado às autoridades nas
comemorações do 7 de Setembro, em Brasília, mas não se cumprimentaram.
No discurso feito ontem, Corrêa afirmou que as relações do STF com a Câmara e o
Senado "têm sido as melhores possíveis". Não falou sobre o Executivo.
Em seguida, durante entrevista coletiva, Corrêa disse que lamentava a ausência
de Lula. "Espero que na próxima ele esteja aqui para nos cumprimentarmos e
tratarmos dos interesses superiores da República", afirmou o ministro.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
POLÍCIA |
19/09/2003 |
|
|
Marcel Tito
Mais uma pessoa é detida no Aeroporto Internacional Gilberto Freyre
Recife/Guararapes ao tentar embarcar com cocaína para a Europa. A bancária
paulista Mabel Menezes Martins, 34, estava com 2,576 quilos, divididos em 13
pacotes amarrados na cintura. Segundo a Polícia
Federal (PF), o cheiro da substância denunciou a brasileira, que é a
12ª pessoa presa, neste ano, por tráfico internacional.
Em seu depoimento, Mabel afirma ter aceito a proposta de transportar a cocaína
porque estava sem dinheiro. Ela veio de São Paulo para o Recife, de onde
viajaria para Portugal. Seu destino final era a cidade Málaga, na Espanha. Pelo
transporte, a bancária receberia a quantia de U$ 2,4 mil, o equivalente a R$ 7
mil. Além da cocaína, a PF apreendeu ainda U$ 1.100, que havia sido pago como
adiantamento para Mabel, seu passaporte e as passagens aéreas.
O assessor da PF em Pernambuco, Giovani Santoro, aponta o cheiro da cocaína
como o fator principal para a prisão da bancária. “Como a tática de esconder no
fundo falso da mala já está ultrapassada, ela tentou enganar os agentes
amarrando a droga na cintura. Ela se esqueceu do cheiro da droga. Os agentes
perceberam e constataram o crime”, informa. Para prender os 13 invólucros junto
ao seu corpo, Mabel utilizou plásticos e fita adesiva. Mabel foi autuada em
flagrante e está na Colônia Penal Feminina do Recife, onde aguardará o
julgamento. Sua pena pode chegar a até 20 anos de reclusão. No total, a PF
apreendeu, neste ano, 61,351 quilos de cocaína no Estado.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
BRASIL |
19/09/2003 |
|
|
Cacique indicado para tentar impedir confronto entre fazendeiros,
agricultores e agentes da PF, no Estado, não conseguiu sequer liberar rodovia,
interditada desde quarta
BELÉM – O chefe
do posto da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Colider (MT), o cacique
Megaron Txucarramãe, escalado para tentar impedir um confronto entre
fazendeiros, agricultores e 40 agentes da Polícia
Federal (PF) que protegem técnicos do órgão no serviço de demarcação
da reserva Baú-Mecranotire, entre Novo Progresso e Altamira, fracassou ao
propor um acordo de paz.
Megaron queria liberar a rodovia Santarém-Cuiabá, fechada desde quarta, por
cerca de mil pessoas, propondo uma rodada de negociações sobre o destino das
3,5 mil famílias que vivem na área. Segundo a Funai, a região ocupa 1,8 milhão
de hectares da reserva indígena. Após a demarcação, as famílias terão que sair
da reserva.
Irritados, representantes do setor empresarial e pecuaristas do município
disseram ao cacique que só liberarão a rodovia Santarém-Cuiabá quando os policiais
federais e a Funai suspenderem a demarcação. “Essas pessoas do Governo só
estimulam o confronto com suas atitudes, e não trazem soluções”, dizia um
panfleto distribuído na cidade.
“Chega de propostas de quem não decide nada. Se o ministro da Justiça mandou o
povo de Novo Progresso recorrer ao Judiciário para suspender a demarcação é
porque está indiferente ao que pode ocorrer aqui”, atacou o presidente do
Sindicato dos Produtores Rurais, Agamenon Menezes.
O juiz da comarca de Santarém, Fredson Campanelli, foi até Novo Progresso
apelar aos empresários, sindicalistas e setores das igrejas Católica e
Evangélica. “Evitem distúrbios e procurem transmitir aos 20 mil moradores da
região o respeito às leis”, pediu. Os policiais federais que estão no município
informaram que não cabe a eles restabelecer o tráfego na rodovia, mas à Polícia
Rodoviária Federal (PRF). Os guardas da PRF estão a 400 km de Novo
Progresso.
REFÉNS – Quinze homens são reféns, desde ontem, de 300 índios tembés do Alto
Rio Guamá, em Paragominas, nordeste do Pará. Eles estariam amarrados em
árvores. Os reféns foram flagrados roubando madeira da reserva indígena. Os
índios aguardam a chegada de funcionários da PF e da funai. Os tembés alegam
estar cansados de invasões e extração ilegal de madeira em suas terras.
Já os índios da tribo araweté, da aldeia pixuna, médio Xingu, mantêm reféns
dois epidemiologistas da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Eles ameaçam só
libertá-los quando o Governo mandar medicamentos para a aldeia, o que não
acontece há seis meses.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
BRASIL |
19/09/2003 |
|
|
SÃO PAULO – A
Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem) vetou a visita da relatora da
Organização das Nações Unidas (ONU) Asma Jahangir à Unidade de Atendimento
Inicial (UAI) do Brás, no Centro de São Paulo. Por determinação da instituição,
ela terá de escolher outra unidade para conhecer a realidade dos internos
infratores no Estado. O veto causou mal-estar entre os organizadores da agenda
de Asma e o Governo paulista.
O Itamaraty tentou interceder, mas prevaleceu a posição do Estado. Segundo a
Assessoria de Imprensa da Febem, a instituição enviou, no dia 12, uma carta
informando que a UAI do Brás está em processo de enxugamento e, por esse
motivo, uma visita com muita gente atrapalharia a rotina do local.
Fazem parte da comitiva da ONU quatro pessoas, além de dois tradutores e um
representante da Presidência da República. Na unidade, há 658 internos, mas,
por decisão judicial, esse número deve ser reduzido para 62 até 21 de novembro.
A relatora Asma Jahangir está no País a convite do Governo brasileiro. Ontem,
ela iniciou, na Bahia, sua visita a sete Estados. Lá, ela focará a atenção na
ação dos grupos de extermínio. Jahangir produzirá um relatório sobre execuções
sumárias no País.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
BRASIL |
19/09/2003 |
|
|
BRASÍLIA – O
presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, Luiz Eduardo
Greenghalgh (PT-SP), começou, ontem, a discutir com sua assessoria mudanças na
proposta aprovada pela Comissão de Segurança Pública na tentativa de recuperar
a essência do Estatuto do Desarmamento.
Segundo ele, o estatuto que saiu do Senado foi retalhado e, do jeito que está,
não promove o desarmamento.
Por meio de sua assessoria de imprensa, o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, anunciou que o Governo
vai trabalhar para resgatar o texto original do estatuto. Ontem, ele voltou a
criticar as mudanças feitas na comissão de Segurança Pública.
Apesar de defender o estatuto votado pelos senadores, Thomaz Bastos foi alvo de
críticas no Senado.
O líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), atacou o ministro em discurso no
plenário. “Estranho a posição do ministro, que tem procurado demonstrar
engajamento com o tema, mas, segundo os jornais, tem sido condescendente com as
mudanças que estão desfigurando o projeto.”
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
CIDADES |
19/09/2003 |
|
|
Dois quilos e meio da droga estavam em poder de uma paulista. Ela tentava
embarcar num vôo da TAP, com destino a Lisboa, em Portugal. A cocaína seguiria
para a cidade de Málaga, na Espanha
A Polícia Federal (PF) registrou, anteontem à
noite, mais uma apreensão de cocaína no Aeroporto Internacional do Recife. A
bancária Mabel Menezes Martins, 34 anos, foi presa quando tentava embarcar no
vôo 1502 da TAP para Portugal com 2,576 quilos do entorpecente. A droga,
dividida em 13 tabletes, estava presa à cintura de Mabel. A paulista iria fazer
escala em Lisboa, Portugal, e seguir para a cidade de Málaga, na Espanha, que
seria o destino final do entorpecente.
Com a nova apreensão, sobe para 61,351 quilos a quantidade de cocaína
apreendida somente este ano em Pernambuco. Desse total, 45,724 quilos foram
pegos no aeroporto. Onze pessoas já foram presas. No ano passado, a PF
apreendeu apenas 16,4 quilos da droga. Segundo o superintendente da Polícia Federal em Pernambuco, Wilson Damázio, a
grande quantidade de apreensões realizadas este ano no Estado se deve a maior
especialização dos agentes federais.
De acordo com Damázio, a quantidade de droga apreendida não significa que o
tráfico aumentou. Para ele, houve um investimento muito alto no setor de
inteligência da PF e isso tem ajudado nos flagrantes.
Além da cocaína, a Polícia Federal
ainda apreendeu com a acusada uma passagem aérea e 1.100 dólares. A bancária
disse ter recebido essa quantia em São Paulo para arcar com os custos da
viagem. Em seu depoimento, ela contou que aceitou transportar a droga porque
estava precisando de dinheiro. Para fazer o trajeto até a Espanha, Mabel
informou que receberia 2,4 mil dólares.
A polícia desconfiou da bancária, porque ela apresentava um forte odor de
cocaína. A PF informou que a maioria dos entorpecentes apreendidos no Recife
vem da Colômbia e entra no Brasil por São Paulo. De lá, as “mulas”, como são
conhecidas as pessoas que transportam a droga, são distribuídas para as rotas
alternativas. A paulista foi autuada em flagrante e encaminhada à Colônia Penal
Feminina.
PRISÕES – Na semana passada, a sul-africana Thérése Groenewald, 30 anos, foi
presa no Aeroporto Internacional do Recife, momentos antes de embarcar no vôo
1502 da TAP, que tinha como destino Lisboa. A estrangeira foi flagrada com 2,57
quilos do entorpecente, que estava em uma mala. Um dia antes, a PF tinha
prendido o motobói Algacir Branco da Silva, 22 anos. Ele também foi preso
quando tentava embarcar no mesmo vôo para Portugal com 3,15 quilos do
entorpecente. A droga estava no fundo falso de uma mala.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
CIDADES |
19/09/2003 |
|
|
O estudante
Tiago Alencar Carneiro da Silva, 20 anos, será interrogado, às 15h de hoje, no
Fórum de Ipojuca. Ele foi indiciado no inquérito policial que apurou a festa
ocorrida em sua casa de veraneio, na Praia de Serrambi, em Ipojuca, na noite do
dia 2 de maio, por fornecer bebida alcoólica e submeter a constrangimento as
adolescentes Tarsila Gusmão e Maria Eduarda Dourado.
As duas estudantes desapareceram um dia após a festa e foram encontradas mortas
dez dias depois num canavial, em Ipojuca. Após o interrogatório de Tiago, a
juíza de Ipojuca, Ildete Veríssimo, irá ouvir as testemunhas arroladas pelo
Ministério Público de Pernambuco (MPPE).
Depois será a vez de as testemunhas indicadas pelos advogados de defesa de
Tiago. A denúncia contra o estudante foi oferecida há 20 dias pelo promotor da
Comarca de Ipojuca, Miguel Sales. O promotor do MPPE Humberto Graça ainda não
decidiu quando irá se pronunciar a respeito do inquérito policial que apurou o
duplo homicídio. Ele já recebeu da juíza Ildete Veríssimo a relação dos
telefones das pessoas que estavam na casa durante o fim de semana.
As penas previstas para os dois crimes pelos quais Tiago Carneiro foi indiciado
vão de dois meses a dois anos de detenção. Nesse tipo de delito, considerado
leve, geralmente o acusado, em caso de condenação, é obrigado a pagar multa ou
prestar serviço comunitário.
AUDIÊNCIA - A deputada estadual Ana Cavalcanti anunciou, em discurso feito na
tarde de ontem, na Assembléia Legislativa, que participará com o deputado
federal Severino Cavalcanti de uma audiência com o Ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. A intenção é solicitar
a participação da Polícia Federal na
apuração da morte das adolescentes Maria Eduarda Dourado e Tarsila Gusmão.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
PINGA FOGO |
19/09/2003 |
|
|
O prefeito Hildemar Guimarães, o “Cuscuz”,
de Araçoiaba, constrangeu João Paulo e outros prefeitos da área metropolitana
numa reunião, em Brasília, com Márcio Thomaz
Bastos e Tarso Genro. A reunião era para tratar de violência.
Tarso Genro saudou os prefeitos e pediu licença para sair porque tinha outro
compromisso. Cuscuz protestou: “Se o senhor sair eu também saio! Vim aqui para
participar de uma reunião com o ministro, não com assessores”. E foi embora.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
DIREITO E JUSTIÇA |
19/09/2003 |
|
|
JOSÉ PINHEIRO JÚNIOR
O Governo Federal pretende orientar seus advogados a não mais recorrerem nos
processos onde já há jurisprudência firmada, sem possibilidade de ganho de
causa para a União. O anúncio foi feito ontem, no Rio, pelo secretário da
Reforma do Judiciário, Sérgio Renault, durante seminário Modernização e
Administração da Justiça: A Reforma Necessária, realizado no auditório da
Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (Emerj).
Um dos grupos de trabalho da secretaria, disse Renault, estuda alternativas para
desafogar o mais rapidamente possível a Justiça de recursos do gênero. Ele
lembrou que em 80% dos recursos que chegam aos tribunais superiores a União
está direta ou indiretamente envolvida - como ré, autora ou interessada no
processo.
A legislação vigente no País praticamente obriga a Advocacia Geral da União
(AGU) a esgotar todos as alternativas de recursos, o que emperra o Judiciário
com ações nas quais o Governo sairá vencedor.
Advogados apelariam apenas em casos sem jurisprudência
Entre as estratégias, segundo Renault, estaria a adoção, pela AGU, de uma
súmula administrativa que orientasse seus advogados a só apelarem em recursos
nos quais não houvesse, ainda, jurisprudência firmada nos tribunais superiores
desfavorável ao pleito da União.
- Defendemos, em nossos grupos de análise da Reforma do Judiciário, um novo
tipo de relacionamento do Executivo com o Judiciário. O Poder Público não deve
continuar apelando apenas para ganhar tempo ou com intuito de conseguir alguma
redução no valor. Por isso, estas discussões também envolvem a própria AGU e
representantes do setor de planejamento do Governo - destacou Renault.
Caso venha a ser se adotada, a medida vai beneficiar, por exemplo, milhares de
trabalhadores que entraram na Justiça para receber as perdas do Fundo de
Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) relativas ao Plano Collor, nas quais o
Governo é parte ré e insiste em recursos meramente protelatórios.
Sérgio Renault elogiou a gestão do Tribunal de Justiça do Rio (TJ/RJ), o único
no país com autonomia financeira prevista em Lei, possibilitando mais agilidade
no andamento dos processos.
O presidente do TJ/RJ, desembargador Miguel Pachá, afirmou durante o evento na
Emerj que em seu tribunal um processo é distribuído 24 horas e leva em média
113 dias para ser julgado, enquanto em outros tribunais do País a demora é de
quatro a cinco anos.
- A autonomia do Judiciário é fundamental como um dos itens da reforma. Querem
resultados dos magistrados, eficiência e rapidez, mas ninguém pode fazer
mágica. Sem os recursos necessários, não podemos criar mais Juizados Especiais
ou construir novos foros, por exemplo - enfatizou Miguel Pachá.
Secretário só admite reforma parcial se for incluído controle
O secretário da Reforma do Judiciário do Ministério
da Justiça, Sérgio Renault, disse ontem, no Rio, que o Governo
está disposto a aceitar uma reforma parcial do Judiciário contendo pontos mais
consensuais defendidos pelo meio Jurídico. Entretanto, Renault enfatizou que o
Governo está aberto à proposta com a condição de que o controle externo do
Judiciário, criticada por muitos magistrados, esteja incluído no texto.
- Estamos ouvindo as opiniões dos tribunais e dos operadores do Direito e o
Governo está disposto a colaborar para a aprovação mais rápida de alguns pontos
mais consensuais, o que será bom para a sociedade. Mas, alguns pontos com
certeza devem estar neste texto - destacou Renault, que também enfatizou que o
Governo não quer a proposta de uma súmula vinculante nos tribunais superiores,
defendida por algumas correntes do Judiciário, incluída no texto da reforma.
Pela proposta do Governo, deveria surgir um conselho com 15 membros, escolhidos
por instituições como o Ministério Público e representantes dos próprios
juízes, além da sociedade civil, para acompanhar a gestão do Judiciário.
A proposta, porém, encontra forte resistência, pois os magistrados temem perder
sua independência. Sérgio Renault, por sua vez, deixou claro que o Executivo
não pretende invadir a esfera de competência do Judiciário e salientou que a
secretaria comandada por ele tem a função de articulação de esforços em torno
da reforma e encaminhamento de propostas.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
ECONOMIA |
19/09/2003 |
|
|
O Ministério Público Federal do Rio Grande
do Sul moveu nova ação judicial contra a fusão da Varig com a TAM. O objetivo
da ação civil pública, que deu entrada dia 8 na 4a Vara Federal de Porto
Alegre, é ampliar decisão liminar da mesma Vara, concedida em agosto, que
invalida os efeitos de eventuais medidas ou contratos adotados pela Varig e
pela TAM para a realização da fusão.
O MPF quer, por exemplo, que a Justiça proíba os credores federais da Varig de
''estrangular'' as finanças da companhia aérea. Pelo texto da ação, a dedução é
de que a medida judicial pretende impedir a cobrança, com ameaças de corte de
crédito, de fornecimento de combustível ou outros produtos e serviços por
companhias estatais.
A liminar determina que a Varig abstenha-se de adotar medidas que levem à
concretização do processo de fusão com a empresa TAM até decisão final da ação.
Diz o texto que ''a União, e as empresas subordinadas ao Governo Federal - BR
Distribuidora, Banco do Brasil e Infraero - abstenham-se de praticar quaisquer
ações de natureza coercitiva em relação à ré Varig, tendentes à efetivação da
concentradora fusão com a congênere TAM, notadamente ações que resultem no
estrangulamento financeiro da ré Varig e conseqüente comprometimento de suas
atividades reg ulares''.
Pilotos contra
A informação sobre a nova ação foi divulgada ontem pela assessoria da
Associação de Pilotos da Varig (Apvar). A entidade é contra a fusão nos moldes
propostos pelo Banco Fator e já havia levado o assunto ao Ministério Público há
dois meses.
A ação requer que seja judicialmente decretada a ''impossibilidade de criação
da nova empresa aérea''. No dia 31 de julho, o MPF havia movido uma ação
cautelar para impedir qualquer ato de concretização da fusão. Nesta ação, foi
obtida uma decisão liminar favorável. Esta liminar foi dada pelo juiz
substituto Moacir Baggio.
Depois de derrubada em recurso movido pela Varig, a decisão foi restabelecida
em recurso do MPF ao Tribunal Regional Federal (TRF) local. A decisão liminar
continua em vigor, segundo a técnica do MPF Andreia Araújo.
Embraer assina primeiro contrato com a Índia
Depois de três anos de negociações, a Embraer assina hoje, em Nova Deli, na
Índia, um contrato de cerca de US$ 150 milhões para a venda de cinco aeronaves
ao Governo indiano.
O valor exato do contrato não foi divulgado pela empresa. Desenvolvidos
especialmente para aquele país, os aviões terão sistema de proteção
anti-mísseis e foram adaptados às exigências das autoridades indianas.
O contrato representa grande avanço da Embraer no mercado internacional, já que
este é o primeiro contrato fechado com a Índia. A previsão é de que as
aeronaves comecem a ser entregues no prazo de um ano e meio.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
RIO DE JANEIRO |
19/09/2003 |
|
|
RODRIGO NERY
A governadora Rosinha Garotinho reuniu-se ontem, durante duas horas, com o
secretário de Administração Penitenciária, Astério Pereira dos Santos, e com o
secretário de Direitos Humanos e corregedor geral da Polícia, João Luiz Pinaud,
e chamou a atenção dos dois para que parem de trocar trocas publicamente, fato
iniciado com as restrições que Astério impôs à atuação do corregedor auxiliar
da Corregedoria Geral Unificada Manoel Pedro da Silva - subordinado a Pinaud -
nas unidades do sistema penitenciário do Estado.
No Boletim Informativo da Secretaria de Administração Penitenciária publicado
no dia 12 de setembro, Astério determinou que Manoel Pedro só poderia visitar
unidades do sistema penitenciário autorizado pela coordenação e acompanhado de
um diretor do sistema. As restrições inspiraram duras críticas de Pinaud a
Astério e geraram uma crise entre as duas secretarias.
Interessa ao estado apurar violações
Ontem, a governadora chamou os dois ao Palácio Guanabara e pediu que as duas
partes se entendam. Rosinha disse que os desentendimentos entre Astério e
Pinaud devem ser resolvidos apenas entre eles, e que o interesse do Estado é
que sejam apurados os casos de tortura e violação de direitos humanos em
unidades do sistema prisional do Estado.
Depois da reunião, Pinaud disse que "o encontro foi válido para definir
competências", mas não deu maiores detalhes. O secretário disse apenas que
os casos de violação dos direitos hiumanos continuarão sendo investigados.
Astério afirmou não ter nada contra Manoel Pedro, mas que a lei que criou a
Corregedoria Geral Unificada determina que o cargo de corregedor auxiliar seja
exercido por uma autoridade policial ou judiciária, mas Manoel Pedro é agente
penitenciário.
Depois do encontro, Astério seguiu para o Complexo Penitenciário de Bangu, onde
constatou o funcionamento dos bloqueadores de celular recém-instalados nos
presídios de Bangu 2, 3 e 4. No início da tarde, o secretário de Segurança
Pública, Anthonhy Garotinho, também verificou o funcionamento do equipamento, ligado
ontem depois de 90 dias desde o início dos trabalhos de instalação. A aquisição
dos bloqueadores e sua instalação custaram R$ 642 mil, sendo 80% verba federal
e o restante, recursos do Governo do Estado.
Vulnerabilidade quando falta luz
Astério afirmou que a empresa Consladel, responsável pelo equipamento, vai
instalar um no-break para garantir o funcionamento dos bloqueadores durante uma
hora, em caso de corte no fornecimento de energia elétrica. Ontem, ocorreu
falta de luz e o sistema ficou vulnerável enquanto durou a falha.
Técnicos responsáveis pela obra alertaram para o fato de que algumas empresas
de telefonia celular têm voltado suas antenas para o Complexo, o que
dificultaria o bloqueio do sinal. Astério pediu à Consladel um relatório
detalhando a denúncia. "Quero crer que isto esteja acontecendo para
atender à população e não a outros interesses. Vou aguardar o laudo e tratar o
assunto junto às empresas de telefonia", afirmou.
Anatel analisará os bloqueadores instalados
Os bloqueadores de aparelhos celular instalados nos presídios de segurança
máxima Bangu 2, 3 e 4 deverão ser analisados e aprovados pela Agência Nacional
de Telecomunicações (Anatel). O secretário de Segurança Pública, Anthony
Garotinho, esteve no complexo penitenciário de Bangu verificando a instalação
dos bloqueadores que começaram a operar ontem, e garantiu que no local não
existe possibilidade de se falar ao celular.
Garotinho disse que o presídio de Bangu 1 é de total segurança. Os demais do
complexo estão passando por um processo de reformulação .
Sobre a instalação de bloqueadores de celular nos outros 31 presídios e
penitenciárias do Estado do Rio, o secretário de Segurança lembrou que, em
breve, todo o sistema penitenciário estará com o equipamento.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
EMPRESAS |
19/09/2003 |
|
|
No mercado há apenas quatro meses, o Honda
Fit, compacto da categoria premium, já passa pelo seu primeiro recall. A
montadora inicia hoje a convocação de 2.514 proprietários dos modelos LX e LXL
com transmissão automática para substituir a tubulação de freio dianteira
esquerda.
Segundo o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), pode ocorrer
interferência entre o tubo de freio dianteiro esquerdo e um parafuso da carcaça
da transmissão. O contato entre as duas peças leva ao desgaste da superfície do
tubo e até mesmo à perfuração, provocando o vazamento do fluído de freio do
circuito de frenagem das rodas.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
PAÍS |
19/09/2003 |
|
|
O ministro da
Justiça, Márcio Thomaz Bastos,
desaprovou as modificações feitas no Estatuto do Desarmamento. Ele espera que o
projeto seja modificado para melhor em sua tramitação na Comissão de
Constituição e Justiça (CCJ).
- Esperamos que ele volte a ser aquele que veio do Senado, não só na Comissão
de Constituição, mas também no plenário - afirmou Bastos.
De acordo com o ministro, o texto anterior é melhor, porque é mais equilibrado
e contém sistema de penas com lógica interna, além de manter o cadastro como
monopólio da Polícia Federal.
- É preciso que tenhamos consciência de que a lei promulgada, por si só, não
produz efeito. É importante que haja infra-estrutura e instrumentos que a façam
funcionar, e o cadastro é o principal deles - argumentou.
Bastos enfatizou a necessidade da existência de um cadastro de armamentos
eficiente, capaz de exercitar o controle das armas.
- Para isso, os Ministérios da Defesa e da Justiça devem conversar entre si -
destacou o ministro, após participar da cerimônia na Guarda Civil Metropolitana
de São Paulo. Na solenidade, Bastos assinou convênio com a Prefeitura de São
Paulo repassando verbas do Fundo Nacional de Segurança para o policiamento da
cidade.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
PAÍS |
19/09/2003 |
|
|
Dois doleiros
acusados de participação no esquema de lavagem de dinheiro via agência
Banestado de Nova York foram presos ontem pela Polícia
Federal, a mando da Justiça. Gerhard Fuchs e Ernest de Veer, os dois
presos, eram donos das casas de câmbio Transoceânica Passagens e Turismo e
Transcorp, em Curitiba.
A prisão ocorreu após serem condenados por crimes contra o sistema financeiro
pelo juiz da 1ªVara da Justiça Federal, Oziel de Souza, que negou pedido para
que recorressem em liberdade. Fuchs e Veer receberam penas de 14 anos de prisão
e multa por gestão fraudulenta e evasão de divisas.
Um terceiro doleiro, Orlando Luiz de Miranda, também foi condenado (dois anos
de prisão mais multa), mas vai recorrer em liberdade. Os dois primeiros são
investigadas pela força-tarefa do Ministério Público que apura a evasão de
divisas via contas CC-5.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
PAÍS |
19/09/2003 |
|
|
O ministro Nilmário Miranda, da Secretaria
Especial de Direitos Humanos, assinou ontem, em nome do Governo brasileiro, o
primeiro acordo de solução amistosa para pagamento de indenização a um
trabalhador explorado em condições de escravidão. A indenização, no valor de R$
52 mil, foi destinada a José Pereira Ferreira, libertado de trabalho escravo na
fazenda Espírito Santo, localizada no sul do Pará, em 1989.
O caso estava na Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos
Estados Americanos (OEA), em Washington, nos Estados Unidos, desde que o Brasil
passou a integrar o sistema da OEA, em 1992. O acordo assinado ontem encerra o
caso. No mesmo documento, o Governo se compromete a desenvolver ações para
combater o trabalho escravo no País e modernizar as leis referentes ao assunto.
Brasil mostra boa vontade em enfrentar o problema
Segundo Nilmário, a assinatura do acordo melhora a imagem do Brasil no
exterior, porque mostra a vontade do Governo de enfrentar o problema. Ele disse
que mais importante do que pagar a indenização foi o lançamento do Plano
Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo, em 31 de março deste ano, com
medidas concretas para punir os responsáveis pelo trabalho escravo no País.
Nilmário informou que existem mais cem casos tramitando na Comissão
Interamericana de Direitos Humanos da OEA.
Na mesma solenidade, o ministro empossou os membros da Comissão Nacional de
Erradicação do Trabalho Escravo (Conatre), vinculada à Secretaria de Direitos
Humanos.
A comissão é formada por representantes do Governo e da sociedade civil
organizada (ONG's). Um dos objetivos da comissão é acompanhar o cumprimento das
ações do Plano Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo e os projetos de
cooperação entre o Brasil e organismos internacionais.
Empresas multadas serão cadastradas
O secretário especial de Direitos Humanos, ministro Nilmário Miranda, informou
ontem que o Governo está criando um cadastro com o nome das empresas que foram
multadas por manter trabalhadores em regime de escravidão, para impedir que
elas recebam financiamentos com dinheiro público. Segundo o ministro, as
Delegacias Regionais do Trabalho do País estão pesquisando e enviando o nome
das empresas que foram multadas e não contestaram.
Nilmário informou que, dentro de 30 dias, os primeiros nomes já estarão na
lista negra e que, até o final do ano, todo o cadastro estará pronto. As
empresas listadas não poderão receber recursos do Banco do Nordeste, do Banco
da Amazônia, do Banco do Bra il, nem da Caixa Econômica Federal e das
Superintendências da Amazônia (Sudam) e do Nordeste (Sudene).
''Por portaria, o ministro Ciro Gomes se comprometeu a fazer a negativa de
crédito'', afirmou o ministro.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
NATAL |
19/09/2003 |
|
|
João Maria Alves - 19/09/03
As famílias cadastradas no Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti)
do município de Senador Georgino Avelino, distante 58 km de Natal, estão
revoltadas com o atraso no pagamento do benefício. Segundo eles, a Prefeitura
não pagou as bolsas referentes aos meses de julho e agosto deste ano, além de
novembro e dezembro do ano passado. Devido à falta do dinheiro, alguns pais
pensam até em tirar os filhos do programa.
"Além de não pagar, eles não têm previsão nem dão satisfação",
reclamou a dona-de-casa Maria José Pedro Trajano, 33 anos. Ela recebe uma bolsa
de R$ 25,00 por mês para manter o filho de 11 anos no programa. Segundo a
dona-de-casa, a Prefeitura havia prometido efetuar o pagamento na sexta-feira
passada, mas não cumpriu.
O atraso prejudica também o orçamento da família da dona-de-casa Maria
Aparecida do Nascimento, 43 anos. Com o dinheiro do Peti, ela compra roupa,
comida e o material escolar das crianças. "A escola reclama que eles
chegam lá sem livros, mas eu não tenho dinheiro para comprar." Ela tem
dois filhos inscritos no programa e, com o atraso, deixou de receber até agora
R$ 200.
Como o pagamento do Peti é essencial para o orçamento da maioria das famílias,
o atraso faz com que alguns pais pensem em tirar os filhos da escola. "Se continuar
assim, vamos ter que levar os filhos para ajudar no trabalho", disse o
pescador Francisco de Assis da Silva, 35 anos, que tem duas filhas inscritas no
Peti. Sem o dinheiro do programa, ele não está conseguindo manter os gastos da
casa.
O secretário de Ação Social do município, Cícero Pereira, informou que o
pagamento do mês de junho foi efetuado há quinze dias e o repasse de julho já
está na conta da Prefeitura e deve ser pago hoje às famílias. Sobre os
pagamentos dos meses referentes ao ano passado, ele disse que houve um atraso
do Governo Federal em função da mudança de gestão.
Cícero Pereira explicou que a secretaria está fazendo um levantamento para
saber se o repasse das três mensalidades que chegaram à conta do município no
começo do ano se referem ao pagamento de 2002 ou 2003. Isso porque em março
deste ano, a Prefeitura pagou os meses de janeiro e fevereiro, ficando em
aberto novembro e dezembro do ano passado. "Pode ser que tenhamos pago
janeiro e fevereiro com a verba de novembro e dezembro."
O município de Senador Georgino Avelino recebe do Governo Federal R$ 10 mil por
mês para pagar as 400 bolsas de 275 famílias inscritas no Peti. O repasse é
feito no sistema fundo a fundo, ou seja, diretamente do Governo Federal para o
Governo Municipal. Além disso, a Prefeitura recebe R$ 8 mil para manter os dois
núcleos de jornada ampliada do programa, onde os estudantes permanecem no turno
oposto ao de aulas.
Estado diz que repassou verba
Apesar de a Prefeitura de Senador Georgino Avelino alegar que vai fazer um
levantamento para saber a situação dos repasses, a coordenação do Peti no
Estado garante que a verba de todos os municípios cadastrados no programa está
normalizada até julho deste ano. No monitoramento do órgão, apenas o pagamento do
mês de agosto consta em aberto.
A coordenadora do programa, Bianca Collier, reconheceu que a transição da
gestão federal atrasou as parcelas dos três últimos meses do ano passado, mas
que o repasse foi normalizado em março último. Procurada pela reportagem da
TRIBUNA DO NORTE, ela apresentou o extrato do Sistema de Acompanhamento
Físico-financeiro das Ações de Assistência Social (Siafas), comprovando os
repasses.
De acordo com o extrato, o pagamento de dezembro foi liberado pelo Governo
Federal no dia 17 de janeiro de 2003. Bianca Collier observou que o dinheiro
cai na conta dos municípios sempre 72 horas depois da liberação. Os meses de
outubro e novembro, mostra o relatório, tiveram as verbas liberadas no dia 18
de março.
O relatório mostra que ainda no mês de março foram liberados os pagamentos de
janeiro e fevereiro, nos dias 13 e 25, respectivamente. De março até julho, a
liberação das parcelas foi normalizada, sempre nos primeiros dias do mês
subseqüentes ao do repasse.
Bianca Collier orienta que o beneficiário do Peti, ao receber a bolsa, deve
sempre anotar a que mês se refere o pagamento. Ela disse ainda que os
municípios que recebem o dinheiro diretamente do Governo Federal devem fazer o
monitoramento e identificar quais meses foram pagos. "Nós fazemos o
controle, mas os municípios devem acompanhar o repasse."
Dos 139 municípios do RN inscritos no Peti, apenas seis têm gestão estadual
(recebem o repasse com o intermédio da Secretaria Estadual de Ação Social). Em
todos os demais, o pagamento é feito no sistema fundo a fundo. Se o município
estiver com a Certidão Negativa de Débito (CND) vencida, o pagamento é
suspenso. Segundo Bianca Collier, a CND de Senador Georgino Avelino venceu em
agosto. "Se o município não renovar, o repasse será suspenso."
Cada família pode cadastrar até quatro alunos, entre 7 e 16 anos, no Peti. Para
receber a bolsa, o aluno precisa estar matriculado em uma escola e ter uma
freqüência mínima de 80% nas aulas. Além disso, no turno oposto ao que está na
escola, o aluno bolsista deve freqüentar diariamente a jornada ampliada,
composta de atividades educativas nos núcleos do Peti.
|
Ministério da Justiça - Assessoria de Comunicação Social |
|||
|
| |||