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WEBCLIPPING – 13/11/2003 - SEGUNDA EDIÇÃO |
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MJ-CONCORRÊNCIA |
· Bompreço e G.Barbosa: venda cercada de sigilo - O ESTADO DE S. PAULO
· MCI, ex-WorldCom, põe Embratel à venda - O ESTADO DE S. PAULO
· Suposto cartel do cimento será investigado - O ESTADO DE S. PAULO
· Mercosul e UE vão negociar questões agrícolas - O ESTADO DE S. PAULO
· Reunião da Alca terá ‘clima mais positivo’, prevê Donna - O ESTADO DE S. PAULO
· Para Itamar, Brasil não deve ter pressa - O ESTADO DE S. PAULO
· Embratel destaca vantagens de novo modelo de tarifação da telefonia local - DIÁRIO DO NORDESTE
· Secretaria denuncia cartel de fabricantes de cimento - A GAZETA - ES
· Anatel multa Telemar - A GAZETA - ES
· Fim de pulso telefônico é discutido - A GAZETA - ES
· Anvisa interdita produtos sem registro - A GAZETA - ES
· Governo denuncia cartel das fábricas de cimento - DIÁRIO DA MANHÃ - GO
· Aneel sugere à Cerj que aumente tarifa em 11,59% - J. DO COMMERCIO - RJ
· Governo investiga cartel em cimento - J. DO COMMERCIO - RJ
· Embaixadora americana vê clima melhor para negociar - J. DO COMMERCIO - RJ
· Anvisa proíbe produtos sem registro - J. DO COMMERCIO - RJ
· Cimento: fabricantes suspeitos de cartel - O DIA - RJ
· Reajuste de 11,59% na Cerj - O DIA - RJ
· Governo investiga cartel do cimento - CORREIO DO POVO - RS
· Procon e Ministério Público negam
cartel - ZERO HORA - RS
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MJ-CONSUMIDOR |
· Câmara aprova MP em votação simbólica - JORNAL DO BRASIL
· Cresce número de ações contra juros altos - O ESTADO DE S. PAULO
· Câmara aprova projeto dos transgênicos - DIÁRIO DO NORDESTE
· Câmara aprova da soja transgênica - O POVO - CE
· Câmara aprova MP que autoriza plantio de soja - O POVO - CE
· Plantar ou não plantar transgênicos? - O POPULAR - GO
· Aprovada MP dos transgênicos - O POPULAR - GO
· Deputados aprovam MP dos transgênicos - ESTADO DE MINAS
· Câmara aprova MP dos transgênicos - DIÁRIO DO PARÁ
· A cidade paranaense que diz "sim" aos transgênicos - GAZETA DO POVO – PR
· Deputados aprovam MP dos Transgênicos e sepultam CPI - J. DO COMMERCIO - RJ
· Câmara dos Deputados aprova MP dos transgênicos - ZERO HORA - RS
· Monsanto e Fetag discutem royalties - ZERO HORA - RS
· Câmara aprova MP da soja
transgênica - DIÁRIO CATARINENSE
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MJ-ELABORAÇÃO LEGISLATIVA |
· Magistrado pede mudança no Estatuto
da Criança - DIÁRIO DE S. PAULO
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MJ-ESTRANGEIROS |
· PF prende no Rio foragido da Justiça dos EUA - O ESTADO DE S. PAULO
· Procurado pelo FBI é preso no Rio - O POPULAR - GO
· Grupo deverá ficar em quarentena - DIÁRIO DE PERNAMBUCO
· Espancados e jogados no mar - FOLHA DE PERNAMBUCO
· Americano preso em Ipanema - J. DO
COMMERCIO - RJ
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MJ-EXECUÇÃO PENAL |
· Febem tem prazo de 20 dias para melhorar unidade - O ESTADO DE S. PAULO
· Promotores pedem demissão do Gaeco - O ESTADO DE S. PAULO
· Presídios de porte médio serão construídos no interior do MA - O ESTADO DO MARANHÃO
· Autorizada libertação de Rainha - DIÁRIO DE CUIABÁ
· Cem presos rebelados são transferidos - ESTADO DE MINAS
· Falta segurança em área externa de
presídios - CORREIO POPULAR – SP
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MJ-EXPLORAÇÃO SEXUAL |
· Acusada de favorecer prostituição - O POPULAR - GO
· Guia ajuda combate aos abusos sexuais - DIÁRIO DO PARÁ
· Incentivo à pedofilia faz Justiça fechar lan house - GAZETA DO POVO – PR
· Mulheres aliciam para a
prostituição infantil - DIÁRIO DE S. PAULO
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MJ-INSTITUCIONAL |
· EUA: subsídio agrícola ficará na OMC - O GLOBO
· Delegado assume secretaria - ESTADO DE MINAS
· Faltam recursos para investigações - DIÁRIO DO PARÁ
· Antes que seja tarde - DIÁRIO DO PARÁ
· Escolas firmam pacto pela paz na RMR EDUCAÇÃO - DIÁRIO DE PERNAMBUCO
· UE mais flexível na agricultura - J. DO COMMERCIO - RJ
· Leilão beneficente - J. DO COMMERCIO - RJ
· Bastos nega haver atraso na liberação de recursos - J. DO COMMERCIO - RJ
· Banestado, CPI que não anda - O DIA - RJ
· Secretário quer 'juntar esforços' - CORREIO DO POVO - RS
· Delegado gaúcho toma posse - ZERO HORA - RS
· Secretário promete ação contra o
crime - DIÁRIO DE S. PAULO
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MJ-POVOS INDÍGENAS |
· Na Bahia, bando ataca ônibus que transporta índios - O ESTADO DE S. PAULO
· Atacado outro ônibus de pataxós - A TARDE - BA
· Inesc e Cimi criticam governo Lula - DIÁRIO DO PARÁ
· Governo coloca projetos à
disposição dos índios - O NORTE – PB
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MJ-SEGURANÇA PÚBLICA |
· Ônibus de ‘sacoleiros’ agora serão multados - O ESTADO DE S. PAULO
· PF prende grupo que roubou jóias da família Kubitschek - O ESTADO DE S. PAULO
· Segurança: Lula quer que verba seja liberada logo - O ESTADO DE S. PAULO
· Perpétua diz ser estarrecedora a situação da PF no Brasil - A GAZETA - AC
· Policial que colobarar em caso Anaconda pode ser beneficiado - A TARDE - BA
· Ministro diz que vai apoiar PF no Nordeste - A TARDE - BA
· Americano - A TARDE - BA
· Ladrões de jóias - A TARDE - BA
· Desembargador é punido com aposentadoria - A TARDE - BA
· Sacoleiros voltam a protestar - A TARDE - BA
· SÓ? - O POVO - CE
· Federais prendem taxista em flagrante com 50 kg de maconha - O POVO - CE
· Ministro empossa secretário nacional da Segurança Pública - A GAZETA - ES
· ‘Ministério não é tesouraria’ - A GAZETA - ES
· Segurança espera verba federal - A GAZETA - ES
· Força-tarefa será definida terça-feira - A GAZETA - ES
· PF no Estado ligada à nova rede da Interpol - A GAZETA - ES
· TRF afasta desembargador e juíza - A GAZETA - ES
· Descoberta fraude no Detran do PI; 32 pessoas são presas - O ESTADO DO MARANHÃO
· *Aeronave de traficantes foi roubada - DIÁRIO DE CUIABÁ
· Polícia prende traficante paulista - DIÁRIO DE CUIABÁ
· Três são presos pela PF com agrotóxicos contrabandeados - DIÁRIO DE CUIABÁ
· Polícia Federal oferecerá benefícios a colaboradores - DIÁRIO DE CUIABÁ
· Força-tarefa aprovada - ESTADO DE MINAS
· Seleção será rigorosa - ESTADO DE MINAS
· Auditora pode atuar como colaboradora - ESTADO DE MINAS
· Sacoleiros protestam contra fiscalização - ESTADO DE MINAS
· PF prende quadrilha de assaltantes de banco - ESTADO DE MINAS
· Secretaria denuncia cartel do cimento - HOJE EM DIA - MG
· Força-tarefa terá na terça propostas de MG - HOJE EM DIA - MG
· Juízes acusados são aposentados - HOJE EM DIA - MG
· Goveno apura formação de cartel de fábricas de cimento - O LIBERAL - PA
· Compra de votos - O NORTE – PB
· CDs pirateados são produzidos na Paraíba - O NORTE – PB
· PF negocia transferência de auditora - GAZETA DO POVO – PR
· Investigações da PF podem parar por falta de recursos - GAZETA DO POVO – PR
· Tiros e gás dispersam nova manifestação na fronteira - GAZETA DO POVO – PR
· PF identifica depósitos ROCHA MATTOS - DIÁRIO DE PERNAMBUCO
· Juízes punidos por venda de sentença - DIÁRIO DE PERNAMBUCO
· CGU fiscaliza Pombos e Maraial CONTAS PÚBLICAS - DIÁRIO DE PERNAMBUCO
· Olho vivo - DIÁRIO DE PERNAMBUCO
· PM descobre fábrica de CDs piratas - DIÁRIO DE PERNAMBUCO
· Corregedoria sorteia mais 50 municípios - J. DO COMMERCIO - RJ
· Polícia Federal apreende 106 depósitos bancários na casa de juiz Conrado Corsalette e Fausto Macedo - J. DO COMMERCIO - RJ
· TRF decide aposentar juíza e desembargador suspeitos - J. DO COMMERCIO - RJ
· Secretário assume o cargo - O DIA - RJ
· Maconha apreendida e 3 presos - CORREIO DO POVO - RS
· Zimmermann surpreso com a reação do PSB - CORREIO DO POVO - RS
· Zimmermann surpreso com a reação do PSB - CORREIO DO POVO - RS
· Líderes do PT pediram saída de Langer da PRF - ZERO HORA - RS
· Polícia Federal tenta obter auxílio de ex-mulher de juiz - ZERO HORA - RS
· 170 quilos de maconha - ZERO HORA - RS
· Índio é preso pela Rodoviária com carro furtado - O ESTADÃO - RO
· PF apreende 32 quilos de maconha - DIÁRIO CATARINENSE
· Tribunal aposenta desembargador e juíza acusados de corrupção - DIÁRIO DE S. PAULO
· CPI quer ouvir Norma e Bellini - DIÁRIO DE S. PAULO
· Lula cobra ministros sobre segurança - DIÁRIO DE S. PAULO
· Edivaldo é acusado de ameaçar testemunhas - DIÁRIO DE S. PAULO
· Polícia prende bando que levou jóias de Kubitschek - DIÁRIO DE S. PAULO
· PF encontra 106 comprovantes - JORNAL DO
TOCANTINS
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MJ-CONCORRÊNCIA |
O ESTADO DE S. PAULO | ECONOMIA | 13/11/2003
Bompreço e
G.Barbosa: venda cercada de sigilo
Encontro no Recife pode
definir comprador das duas redes e do cartão Hipercard
ÂNGELA LACERDA
RECIFE – A discrição e reserva estão marcando a decisão de um importante
negócio no setor supermercadista no País, que deve mudar o quadro do varejo
nacional: a venda das redes Bompreço e G. Barbosa e do emissor de cartões de
crédito Hipercard, pertencentes ao grupo holandês Royal Ahold. Juntos, os três
tiveram faturamento de R$ 7,144 bilhões em 2002.
O Summerville Beach Resort, o mais chique e sofisticado do litoral
pernambucano, na praia de Muro Alto, a 70km do Recife, está fechado para
visitantes desde domingo, quando foi iniciada uma nova rodada de negociações
comandada pelo ABN Amro, assessor financeiro da Ahold.
Segundo o gerente do Summerville, Sérgio Paraíso, os realizadores pediram total
reserva e o fechamento do resort. O sigilo se explica pelo tamanho da transação
e pelas dificuldades que a cercam. A rede Bompreço, líder do Nordeste com 118
lojas nos 9 Estados da região e sediada no Recife, faturou R$ 3,34 bilhões em
2002. O emissor de cartões de crédito Hipercard, que integra a empresa, teve resultado
de R$ 3 bilhões em 2002 e também é líder regional, além de ser a n.º 6 do País.
Juntos, eles empregam cerca de 20 mil funcionários. As 32 lojas do G. Barbosa,
com sede em Sergipe, dão mais peso ao negócio. A rede é a oitava maior do País,
com 6 mil funcionários e faturamento de R$ 804 milhões em 2002.
Se o Pão de Açúcar comprar as empresas, vai disparar na liderança nacional. Se
a rede americana Wal-Mart ficar com o negócio, passará da sexta para a terceira
posição no ranking, aproximando- se do Carrefour, que está em segundo lugar.
Segundo informações, o ABN montou um segundo data- room no Summerville porque
as propostas feitas após a primeira sala de informações, no fim de agosto e
início de setembro, ficaram abaixo das expectativas. O encontro serviria para
os interessados aprofundarem dados sobre a situação econômica e financeira das
empresas, visando ao aumento das ofertas. Especula- se que o Carrefour saiu do
páreo e que o Pão de Açúcar não está disposto a ampliar sua proposta.
Outro obstáculo à transação vem sendo creditado a uma liminar concedida pela
Justiça, a pedido da Procuradoria do governo de Sergipe, que quer o
desmembramento da venda das redes, e não em bloco como pretende a Ahold. O
objetivo do governo do Estado é evitar a concentração de mercado. A ação ainda
não foi julgada.
Negócios – As maiores transações financeiras registradas no setor
supermercadista do País foram feitas com a própria rede Bompreço, que pertencia
ao empresário João Carlos Paes Mendonça e foi vendida à Royal Ahold (50% em
1996 e os outros 50% em 2000), e com a rede Sé, cujas 62 lojas foram adquiridas
pelo Pão de Açúcar no ano passado. Em 2001, o Sé faturou R$ 1,043 bilhão e sua
compra consolidou o Pão de Açúcar como líder nacional, ampliando de 12% para 15%
sua fatia nas vendas no País.
A Ahold decidiu vender suas empresas na América Latina – Brasil, Argentina,
Paraguai, Peru e Chile – para fazer caixa, depois da descoberta de
irregularidades praticadas pela sua rede nos Estados Unidos, a US Foodservice. A
única venda realizada até agora foi da empresa do Chile, para a rede local
Cencosud.
O ESTADO DE S. PAULO | ECONOMIA | 13/11/2003
MCI,
ex-WorldCom, põe Embratel à venda
Intenção é anunciada logo
após a operadora americana sair da concordata
RENATO CRUZ
A americana MCI – que acaba de sair de um processo de concordata que durou 15
meses – anunciou ontem a intenção de vender o controle da Embratel, operadora
brasileira de longa distância. A MCI, ex- WorldCom, tem 51,79% das ações com
direito a voto da Embrapar, empresa que detém 98,73% do capital total da
Embratel. A companhia brasileira informou ontem a intenção da controladora à
Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
“Depois de uma análise cuidadosa, decidimos vender nossa participação
majoritária na Embratel”, disse o vicepresidente Executivo de Desenvolvimento e
Estratégia Corporativa da MCI, Jonathan Crane, em comunicado divulgado nos
Estados Unidos. “Esta venda irá melhorar a capacidade das duas empresas de se
concentrarem em oportunidades estratégicas essenciais, mais alinhadas com a
atividade principal de cada companhia. Como parte da transação, pretendemos
manter uma relação comercial importante e substancial com a Embratel, para
continuarmos a atender as necessidades globais de comunicação de nossos
clientes.”
A MCI contratou a Lazard e a Weil, Gotshal & Magens para conduzirem o
processo de venda. Segundo o comunicado, “o comprador ainda não foi
identificado e o resultado do processo não pode ser assegurado”. A saída da MCI
do controle da Embratel precisaria ser aprovada pelo conselho de administração
da operadora americana e pelas autoridades regulatórias.
A possibilidade de venda da Embratel começou a ser discutida pelo mercado desde
o início da concordata da MCI nos EUA. A empresa, porém, negava a intenção. No
fim do ano passado, as concorrentes locais – Telefônica, Telemar e Brasil
Telecom – chegaram a discutir a compra da operadora. Desde então, a Embratel
renegociou a dívida de curto prazo e voltou a se tornar lucrativa, o que
reduziu os rumores de venda. Segundo analistas, um dos principais candidatos à
aquisição é o bilionário mexicano Carlos Slim Helú, dono da Claro. Nos últimos
meses, ele comprou papéis da dívida da MCI nos EUA, que poderiam ser trocados
por ações da Embratel. A Telmex, que pertence a Helú, venceu a Embratel, no mês
passado, no leilão de compra da AT&T Latin America. A Intelig, concorrente
da Embratel, também está à venda.
O ESTADO DE S. PAULO | ECONOMIA | 13/11/2003
Suposto
cartel do cimento será investigado
Suspeita envolve 10
empresas que respondem por 97% da produção nacional
LU AIKO OTTA
BRASÍLIA – O governo deve abrir, nos próximos dias,um processo para investigar
dez fabricantes de cimento por formação de cartel. Juntas, essas empresas
respondem por 97% da produção nacional. A Secretaria de Acompanhamento
Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda colheu indícios de que elas estão
atuando em conjunto para dominar o mercado de concreto no País. As evidências
fazem parte de uma representação com pedido de abertura de processo que foi
enviada ontem à Secretaria de Direito Econômico
(SDE) do Ministério da Justiça.
As empresas que deverão ser investigadas, segundo a representação da Seae, são:
Camargo Corrêa, Cimpor, Ciplan, Votorantim, Itambé, Holcin, Lafarge, Nassau, CP
e Soeicom. “Não se trata de uma condenação”, disse ao Estado secretário de
Acompanhamento Econômico, José Tavares. “Nós somos um órgão de instrução e o
que estamos enviando à SDE é resultado de nossas investigações.” A SDE vai
analisar os indícios e decidir se abre ou não um processo.
Em caso positivo, as empresas serão ouvidas.O processo será, depois, remetido
ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica
(Cade), que o julgará. Se forem
condenadas, as empresas poderão pagar multas que chegam a 30% de seu
faturamento bruto.
As investigações começaram em outubro do ano passado e foram mantidas em sigilo
até agora, segundo o coordenador geral de Defesa da Concorrência da Seae,
Carlos Ragazzo. Uma notícia publicada na imprensa dava conta de que as fábricas
de cimento haviam decidido vender às processadoras de concreto apenas um tipo
de cimento, chamado CP3. As concreteiras utilizam o cimento misturado a outros
insumos, sendo o mais comum chamado escória de alto-forno. OCP3 é o cimento que
contém o nível máximo de mistura tolerado. Antes da decisão das cimenteiras de
vender só o CP3, as concreteiras compravam cimento mais puro, normalmente o
CP2, e faziam elas próprias a mistura. Com isso, reduziam custos.
A Seae enviou mais de 150 questionários para verificar se houve, realmente, o
corte no fornecimento. Os registros de compra das concreteiras mostram que, a
partir de outubro, elas só têm comprado o CP3.
Pouco antes de cortar o suprimento de cimento mais puro, as cimenteiras
começaram a operar com suas próprias concreteiras. Da lista da Seae, a única
que não tem uma concreteira própria é a Soeicom. “Com isso, há indícios de que
elas reduziram a capacidade das concreteiras independentes de concorrer”, disse
Ragazzo.
A Camargo Corrêa Cimentos só irá se manifestar após saber o teor das denúncias.
A Votorantim e a Nassau desconhecem a existência de representação contra o
setor e não receberam notificação. A Votorantim esclarece que vende todos os
tipos de cimento, incluindo o CP2, para clientes em todos os Estados, entre os
quais estão construtoras, concreteiras e o varejo de materiais de construção. A
Holcin diz ter conhecimento de que a Seae vinha realizando levantamento sobre o
setor de serviços de concretagem.
O ESTADO DE S. PAULO | ECONOMIA | 13/11/2003
Mercosul e UE
vão negociar questões agrícolas
Os dois blocos esperam
chegar a um acordo de livre comércio até novembro de 2004
SAMLA MESQUITA Correspondente
BRUXELAS – O Mercosul e a União Européia (UE) anunciaram ontem que pretendem
respeitar uma agenda de negociações que possibilite o fechamento do acordo de
livre comércio até novembro de 2004. A agricultura ganhou destaque nas
negociações. Há grande disposição política de ambos os lados para finalizar
este processo até o final do próximo ano”, disse o chanceler Celso Amorim.
Nesse período, eles esperam que haja avanços nas negociações da Organização
Mundial do Comércio (OMC).
Amorim considerou positivo o resultado. “O programa de trabalho acertado nos
permite avançar e reconhece que, no atual estágio, há uma primazia para a
discussão em agricultura, o que não aconteceu até hoje, sem prejuízo de tratar
outros assuntos.”
A primeira rodada de negociação, marcada entre os dias 1.º e 5 de dezembro, em
Bruxelas, trocará pontos de vista sobre agricultura abordará também temas como
facilitação de negócios, o impacto da ampliação da UE, negociação de vinhos e
bebidas alcoólicas e medidas sanitárias e fitossanitárias. Ao todo, estão
previstas seis rodadas de negociação e uma reunião ministerial, em outubro de
2004.
Segundo Amorim, a principal diferença entre o que foi concluído e as questões
técnicas levadas a debate no começo do dia é que o documento final reconhece o
papel central da questão agrícola nas negociações.
Ele admitiu que isso não significa que os europeus abdicaram de suas posições,
mas a metodologia definida no encontro é favorável aos interesses do Mercosul.
Segundo o comissário de Relações Exteriores da UE, Chris Patten, “o acordo com
o Mercosul é uma prioridade para a UE”.
Já o comissário europeu do Comércio, Pascal Lamy, ao ser questionado pelo
Estado qual teria sido o motivo que o teria levado a mudar de opinião da
declaração de dois dias, de que “ainda era cedo para fixar uma data” para a
conclusão das negociações birregionais, reconheceu que “realmente não podemos
fixar um prazo, mas podemos vislumbrar uma data para concluir as discussões”.
Lamy reiterou, em seguida, a “articulação” entre a agenda da OMC e o programa
de trabalho definido para o Mercosul e a UE. “O que queremos conseguir com
essas negociações é um acordo ‘OMC plus’, e isso liga os dois processos”,
disse. “O volume de trocas comerciais que pretendemos é tal, que não podemos
deixar de dar atenção às negociações multilaterais para poder realizar as
bilaterais”, concluiu o comissário.
O ministro uruguaio das relações exteriores, Didier Opertti-Badan, atual
presidente rotativo do Mercosul, disse estar muito satisfeito com o calendário
aprovado pelos dois blocos para a finalização de um acordo no próximo ano.
“Vamos nos reunir seis vezes, sendo dois encontros ministeriais previstos para maio,
no México, e outubro, na Europa, para uma reavaliação dos trabalhos”, informou
Opertti. “
Creio que o calendário aprovado é bastante claro e satisfaz as duas partes,
principalmente porque dá a devida importância às discussões agrícolas”, disse
Amorim. “Certamente teremos dificuldades, mas estamos cientes que as duas
partes farão o possível para avançar.”
Ele acredita que as negociações entre Mercosul e UE podem caminhar mesmo sem o
avanço do processo multilateral da OMC.
O ESTADO DE S. PAULO | ECONOMIA | 13/11/2003
Reunião da Alca terá ‘clima mais positivo’, prevê Donna
DENISE CHRISPIM MARIN BRASÍLIA –
A embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, Donna Hrinak, declarou ontem que
existe um “clima mais positivo” para a reunião ministerial da Área de Livre
Comércio das Américas (Alca), marcada para os próximos dias 20 a 22 de novembro
em Miami. Em depoimento na Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos
Deputados, Donna explicou que esse ambiente foi criado a partir do encontro
entre ministros de 14 dos 34 países do Hemisfério sábado, nos arredores de
Washington. O evento foi marcado pelo recuo do governo brasileiro, que propôs
um formato para a Alca que permita acordos plurilaterais – não necessariamente entre
todos os 34 sócios – sobre temas mais polêmicos.
Sem disposição de aprofundar suas declarações sobre o clima mais favorável”
para as conversas que se darão em Miami, Donna preferiu apenas reforçar que “há
um terreno comum para os Estados Unidos e o Brasil tratarem de agricultura e de
subsídios na Alca e na Organização Mundial do Comércio (OMC)”. A embaixadora
mencionou o princípio de que nenhum produto deverá ser excluído das negociações
e a hipótese de que os Estados Unidos concordariam com a adoção de um mecanismo
hemisférico para compensar os subsídios a seus produtores agrícolas – uma
espécie de salvaguardas regionais.
Também constatou que, nas eleições de 2004, a nova composição do Congresso
americano, o poder responsável pela aprovação dos acordos comerciais, será uma
definição mais importante que a reeleição do presidente dos Estados Unidos,
George W. Bush.
Donna, entretanto, escapou de temas mais pontuais. Por exemplo, de responder
qual seria a posição dos Estados Unidos sobre a idéia dos acordos plurilaterais
dentro da Alca. “Para isso, os ministros vão se reunir em Miami”, limitou-se.
Tampouco esclareceu a dúvida do deputado Ivan Valente (PT-SP), repetida depois
por jornalistas, sobre a possível existência de uma Alca sem a participação do Brasil
e da Argentina.
“Vamos ter uma área de livre comércio abrangente para todo o Hemisfério”,
escapuliu. Valendo-se das prioridades do presidente Luiz Inácio Lula da Silva,
tanto no plano interno como no externo, e do êxito de sua visita ao presidente
Bush, em junho, Donna construiu seus argumentos em favor da conclusão Para
embaixadora dos EUA, subsídios agrícolas poderão ser discutidos em ‘terreno
conclusão da Alca no prazo previsto, de janeiro de 2005. Com habilidade,
defendeu insistentemente a ambição de liderança do Brasil na América do Sul
para lembrar, em seguida, que essa nova condição implica assumir
responsabilidades. Como co-presidente da Alca, ao lado dos Estados Unidos, ela
ressaltou que o País igualmente é responsável pelo andamento das negociações e
está sob a observação dos demais parceiros, acrescentou.
Donna ainda declarou que a Alca seria um “instrumento” para que os 34 países
alcancem outros objetivos traçados na reunião de Cúpula das Américas de 1994.
Entre eles, citou o fortalecimento da democracia, a defesa da região, o combate
à pobreza e o crescimento econômico com melhor distribuição dos benefícios
gerados todos incluídos nas diretrizes de Lula para as políticas interna e
externa do governo. Mas reiterou que a Alca não trará soluções para todos os
problemas do Hemisfério, assim como o Acordo de Livre Comércio da América do
Norte (Nafta) não sanou todos os dilemas dos Estados Unidos, do Canadá e do
México.
“Muitas vezes falamos que a Alca é o fim de tudo. Mas não é. A Alca é apenas um
dos elementos, um dos instrumentos para alcançarmos nossos objetivos”,
insistiu.
Atenta aos discursos do governo em favor de estímulos às pequenas e médias
empresas, Donna lembrou que serào esses os setores mais favorecidos com o marco
jurídico que a Alca criará para suas transações comerciais investimentos. “A
General Motors e a Embraer não precisam dessa arquitetura”, afirmou.
O ESTADO DE S. PAULO | ECONOMIA | 13/11/2003
Para Itamar, Brasil não deve ter pressa
GENEBRA – O Brasil não deve ter
pressa para concluir antes de 2005 as negociações para a criação da Área de
Livre Comércio das Américas (Alca) se seus interesses não forem atendidos. A
avaliação é do ex-presidente Itamar Franco, embaixador do Brasil na Itália, que
falou por telefone ao Estado sobre essas negociações.
“Ficou estabelecido em 1994, durante a Cúpula de Miami, que o Hemisfério teria
até 2005 para acertar a criação do bloco”, disse. “Não há necessidade de se dar
a velocidade que alguns querem dar ao processo. Se o acordo ocorrer antes,
melhor. Mas o Brasil não pode se subjugar aos interesses do grupo de países que
defende a posição dos Estados Unidos na Alca”, afirmou. Ele reconhece que
Brasil e EUA têm concepções distintas das relações internacionais: “A visão
americana é a do unilateralismo. Nós precisamos convencer nossos parceiros a
seguir a linha do multilateralismo na política internacional”. (Jamil Chade,
correspondente)
DIÁRIO DO NORDESTE | NEGÓCIOS | 13/11/2003
Embratel destaca vantagens de novo modelo de tarifação da telefonia local
A Embratel estreou em Fortaleza
na prestação de serviço da telefonia local no mercado corporativo há exatamente
um ano. Nesse período, as empresas que aderiram ao serviço, atestam uma redução
de despesas entre 20% e 40%, segundo Edvaldo Bardella, diretor de Vendas
Corporativas da operadora.
Para ele, os resultados são decorrentes do novo modelo de cobrança do serviço,
que ao invés de pulso é faturado a cada seis segundos de conversação. Nesse
contexto, duas vantagens foram destacadas: a primeira é que a despesa seria
efetivamente do tamanho do uso. A segunda, a apresentação da fatura, que
facilita a contabilidade das empresas, uma vez que discrimina, telefone, ramal,
hora e tempo de utilização.
“O novo modelo faz com que as empresas possam contabilizar exatamente de acordo
com os Centros de Custo. Sem se falar nas vantagens tecnológicas que do padrão
Embratel”, explicou Bardella.
Fortaleza e Recife foram as primeiras cidades a receber o serviço com foco no
mercado corporativo. Na capital cearense, a operadora atende 100 clientes, o
que representa em torno de 10 mil linhas telefônicas, que interligam os PABXs.
. Em todo país, são 1.200 clientes e umas 120 mil linhas.
A empresa já opera em 74 cidades de todo o País por meio do VipLine, serviço
que conecta o PABX dos clientes à sua central digital. Até o final do ano a
expectativa é que esse número cresça para 100 localidades atendidas. Para 2004,
a Embratel quer estar presente em todos os clientes corporativos que utilizam
os serviços interurbanos, o que significa um incremento da ordem de 600% na
quantidade de clientes.
RESIDENCIAIS — A Embratel vem realizando há algum tempo testes para o
atendimento a clientes residenciais em condomínios no Rio de Janeiro e
Brasília.
“Já há perspectiva para os condomínios de Fortaleza solicitarem o atendimento
através da Telefonia Local Embratel”, confirmou Bardella.
A GAZETA - ES | ECONOMIA | 13/11/2003
Secretaria denuncia cartel de fabricantes de cimento
Brasília – O Governo deve abrir, nos próximos dias, um processo para investigar dez fabricantes de cimento por formação de cartel. Juntas, essas empresas respondem por 97% da produção nacional. A Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda colheu indícios de que elas estão atuando juntas para dominar o mercado de concreto no país. As empresas que deverão ser investigadas, são: Camargo e Corrêa, Cimpor, Ciplan, Votorantim, Itambé, Holcin, Lafarge, Nassau, CP e Soeicom.
A GAZETA - ES | BRASIL | 13/11/2003
Anvisa interdita produtos sem registro
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da venda e fabricação dos produtos Diatherapic Microwave, Diatherapic Shortwave, Laser 632, Laser 904, Sonic 1-3 MHZ, Tens-HTM, fabricados pela empresa HTM Indústria de Equipamentos Eletro-Eletrônicos Ltda, de Amparo, São Paulo. Segundo a Anvisa, a empresa não possui autorização de funcionamento e seus produtos não têm registro. A Anvisa também interditou produtos da indústria Drenolux, da capital paulista, tais como aspirador cirúrgico descartável Aspiralux e sistema de drenagem pós-operatório Drenolux.
A GAZETA - ES | ECONOMIA | 13/11/2003
Anatel multa Telemar
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) multou a Telemar em R$ 715.665,60 por causa do fechamento das lojas de atendimento de quatro operadoras. A Telemar Amapá foi multada em R$ 27.525,60; a do Maranhão e a de Pernambuco, em R$ 220.204,80 cada uma; e a Telebahia terá que pagar uma multa de R$ 247.730,40. Os processos foram abertos em 2000, quando a empresa fechou as lojas e a anatel tomou a decisão ontem. A Telemar não pode mais recorrer da decisão na esfera administrativa, somente na Justiça. O conselho diretor da Anatel também decidiu multar a Telemar Rio Grande do Norte em R$ 18.870,00 por não informar à agência a expansão de terminais.
A GAZETA - ES | ECONOMIA | 13/11/2003
Fim de pulso telefônico é discutido
Brasília – As comissões de
Ciência e Tecnologia e de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados deverão
realizar reunião com representantes da Agência Nacional de Telecomunicações
(Anatel) para discutir dois projetos em tramitação que afetam as receitas das
operadoras de telefonia fixa.
Os projetos são o PL 1464/99, do deputado Rodrigo Maia (PFL-RJ), que antecipa a
mudança do sistema de pulso para o de minuto, e o projeto 5476/01, do
ex-deputado Marcelo Teixeira (PMDB-CE), que proíbe a cobrança de assinatura
básica pelas concessionárias de telefonia fixa.
Este segundo projeto ainda será votado na Comissão de Defesa do Consumidor e só
depois irá para as comissões de Ciência e Tecnologia e Constituição e Justiça.
Mas o projeto que trata da mudança de cobrança do sistema de pulso para o de
minuto já foi aprovado nas duas primeiras comissões.
O deputado Júlio Semeghini (PSDB-SP), que representa o partido na Comissão de
Ciência e Tecnologia, disse que é necessário avaliar melhor o impacto das
decisões nas receitas das empresas, já que elas poderão vir a exigir a
compensação de eventuais perdas em outros serviços.
"Devemos defender o consumidor, mas sem comprometer o avanço do
setor." Segundo Semeghini, já foi feito contato com o relator do projeto
sobre pulso, deputado Mário Assad (PL-MG), para que ele acompanhe a tramitação
do projeto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
DIÁRIO DA MANHÃ - GO | ECONOMIA | 13/11/2003
Governo denuncia cartel das fábricas de cimento
Lu
Aiko Otta
Da Agência Esrado, de Brasília
O governo deve abrir, nos próximos dias, um processo para investigar dez
fabricantes de cimento por formação de cartel. Juntas, essas empresas respondem
por 97% da produção nacional. A Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae)
do Ministério da Fazenda colheu indícios de que elas estão atuando juntas para
dominar o mercado de concreto no País. As evidências fazem parte de uma
representação com pedido de abertura de processo enviada ontem à Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça.
As empresas que deverão ser investigadas, segundo a representação da Seae, são:
Camargo e Corrêa, Cimpor, Ciplan, Votorantim, Itambé, Holcin, Lafarge, Nassau,
CP e Soeicom. “Não se trata de uma condenação”, disse à Agência Estado o
secretário de Acompanhamento Econômico, José Tavares. “Nós somos um órgão de instrução
e o que estamos enviando à SDE é resultado de nossas investigações.” A SDE vai
analisar os indícios e decidir se abre ou não um processo.
Em caso positivo, as empresas serão ouvidas. O processo será, depois, remetido
ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica
(Cade), que o julgará. Se forem
condenadas, as empresas poderão pagar multas que chegam a 30% de seu
faturamento bruto.
Histórico – As investigações da Seae começaram em outubro do ano passado e
foram mantidas em sigilo até agora, segundo o coordenador-geral de Defesa da
Concorrência da Seae, Carlos Ragazzo. Uma notícia publicada na imprensa dava
conta de que as fábricas de cimento haviam decidido vender às processadoras de
concreto apenas um tipo de cimento, chamado CP3.
As concreteiras utilizam o cimento misturado a outros insumos, sendo o mais
comum chamado escória de alto-forno. O CP3 é o cimento que contém o nível
máximo de mistura tolerado. Antes da decisão das cimenteiras de vender só o
CP3, as concreteiras compravam cimento mais puro, normalmente o CP2, e faziam
elas próprias a mistura. Com isso, reduziam seus custos.
A Seae enviou mais de 150 questionários para verificar se houve, realmente, o
corte no fornecimento. Os registros de compra das concreteiras mostram que, a
partir de outubro, elas só têm comprado o CP3.
Pouco antes de cortar o suprimento de cimento mais puro, as cimenteiras
começaram a operar com suas próprias concreteiras. Da lista da Seae, a única
que não tem uma concreteira própria é a Soeicom. “Com isso, há indícios de que
elas reduziram a capacidade das concreteiras independentes de concorrer”, disse
Ragazzo. “Elas aparentemente perderam espaço para as concreteiras coligadas com
cimenteiras.”
Na avaliação de Tavares, as evidências são de que as cimenteiras estão adotando
uma prática relativamente comum: tentar elevar o custo de produção do
concorrente.
A Camargo Corrêa Cimentos informou que só irá se manifestar após saber o teor
das denúncias. A Votorantim e a Nassau desconhecem a existência de
representação contra o setor e informam que não receberam qualquer notificação.
A Votorantim esclarece que vende todos os tipos de cimento, incluindo o CP2,
para clientes em todos os Estados, entre os quais estão construtoras,
concreteiras e o varejo de materiais. A Votorantim informa que atende a
empresas de pequeno, médio e grande porte. Já a Holcin para manifestar-se quer
ter acesso à representação.
J. DO COMMERCIO - RJ | ECONOMIA | 13/11/2003
Aneel sugere à Cerj que aumente tarifa em 11,59%
As
contas de luz da Companhia de Eletricidade do Rio de Janeiro (Cerj) poderão
sofrer um aumento de 11,59%, em dezembro, caso seja mantida a proposta de
revisão tarifária apresentada ontem pela Agência Nacional de Energia Elétrica
(Aneel). O índice definitivo de reajuste será divulgado no dia 31 de dezembro.
Também foram anunciadas ontem propostas de revisão das tarifas de três
distribuidoras de energia do interior de São Paulo.
A Aneel propôs reajuste de 1,89% para as tarifas da Companhia Jaguari de
Energia e de 6,72% para as contas da Companhia Sul-Paulista de Energia (CSPE).
No caso da Empresa Elétrica Bragantina, o reajuste será negativo, de 3,41%. Os
reajustes definitivos serão anunciados no dia 3 de fevereiro. Até lá, as
propostas estarão em consulta pública.
A agência marcou para 9 de dezembro, em Niterói (RJ), audiência pública para
discutir o assunto na área de atuação da Cerj. A distribuidora fluminense
atende a 1,963 milhão de unidades consumidoras em 66 municípios no interior do
Rio de Janeiro. Também estão previstos debates sobre os reajustes nos dias 26
de novembro, em Itapetininga (SP), área da CSPE; dia 27, em Jaguariúna, área da
Jaguari, e no dia 28 de novembro, em Bragança Paulista, área da Bragantina.
A Aneel divulgou ainda proposta de fator X (que vai reduzir o índice de
correção anual) de 1,62% para Cerj. O fator X da CSPE é de 1,47%; o da Jagauri,
2,58% e o da Bragantina, de 1,58%. Esses índices são usados nos rejustes anuais
para reduzir o IGP-M, indexador das tarifas.
Esse índice de produtividade proposto pela Aneel pode aumentar ou diminuir,
dependendo da avaliação da distribuidora em uma pesquisa de satisfação do
cliente feita pelo órgão regulador. A distribuidora que ficar abaixo da média
pode ter o fator X aumentado em até 1 ponto porcentual. Caso ela fique até 10%
acima da média, poderá ter o fator X reduzido em até um ponto.
J. DO COMMERCIO - RJ | ECONOMIA | 13/11/2003
Governo
investiga cartel em cimento
Fazenda colhe indícios de
irregularidades e pede à SDE abertura de investigações
O Governo deve abrir, nos
próximos dias, um processo para investigar dez fabricantes de cimento por
formação de cartel. Juntas, essas empresas respondem por 97% da produção
nacional. A Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae), do Ministério da
Fazenda, colheu indícios de que elas estão atuando juntas para dominar o
mercado de concreto no País.
As evidências fazem parte de uma representação com pedido de abertura de
processo enviada ontem à Secretaria de Direito
Econômico (SDE) do Ministério da
Justiça. As empresas que deverão ser investigadas, segundo a
representação da Seae, são: Camargo e Corrêa, Cimpor, Ciplan, Votorantim,
Itambé, Holcin, Lafarge, Nassau, CP e Soeicom.
- Não se trata de uma condenação - disse o secretário de Acompanhamento
Econômico, José Tavares. "Nós somos um órgão de instrução e o que estamos
enviando à SDE é resultado de nossas investigações." A SDE vai analisar os
indícios e decidir se abre ou não um processo.
Em caso positivo, as empresas serão ouvidas. O processo será, depois, remetido
ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica
(Cade), que o julgará. Se forem
condenadas, as empresas poderão pagar multas que chegam a 30% de seu faturamento
bruto.
As investigações da Seae começaram em outubro do ano passado e foram mantidas
em sigilo até agora, segundo o coordenador-geral de Defesa da Concorrência da
Seae, Carlos Ragazzo. Uma notícia publicada na imprensa dava conta de que as
fábricas de cimento haviam decidido vender às processadoras de concreto apenas
um tipo de cimento, chamado CP3.
As concreteiras utilizam o cimento misturado a outros insumos, sendo o mais
comum chamado escória de alto-forno. O CP3 é o cimento que contém o nível máximo
de mistura tolerado. Antes da decisão das cimenteiras de vender só o CP3, as
concreteiras compravam cimento mais puro, normalmente o CP2, e faziam elas
próprias a mistura. Com isso, reduziam seus custos.
Questionários comprovariam manobra de cimenteiras
A Seae enviou mais de 150 questionários para verificar se houve, realmente, o
corte no fornecimento. Os registros de compra das concreteiras mostram que, a
partir de outubro, elas só têm comprado o CP3.
Pouco antes de cortar o suprimento de cimento mais puro, as cimenteiras
começaram a operar com suas próprias concreteiras. Da lista da Seae, a única
que não tem uma concreteira própria é a Soeicom. "Com isso, há indícios de
que elas reduziram a capacidade das concreteiras independentes de concorrer",
disse Ragazzo. "Elas aparentemente perderam espaço para as concreteiras
coligadas com cimenteiras."
Na avaliação de Tavares, as evidências são de que as cimenteiras estão adotando
uma prática relativamente comum: tentar elevar o custo de produção do concorrente.
"Há indícios que não existe outra explicação racional para o que está
acontecendo no mercado, a não ser a formação de cartel", comentou Ragazzo.
"Tudo isso será apurado no processo administrativo da SDE."
A legislação brasileira de defesa da concorrência considera desleal qualquer
expediente que limite, falseie ou prejudique a livre concorrência ou a livre
iniciativa. Também é considerado ilícito o domínio de mercados relevantes de
bens e serviços, que aparentemente é o que está acontecendo com o mercado de
concreto.
J. DO COMMERCIO - RJ | ECONOMIA | 13/11/2003
Embaixadora
americana vê clima melhor para negociar
Donna Hrinak está mais
otimista sobre encontro em Miami
A embaixadora dos Estados Unidos
no Brasil, Donna Hrinak, declarou ontem que existe um "clima mais
positivo" para a reunião ministerial da Área de Livre Comércio das
Américas (Alca), marcada para os dias 20 a 22 em Miami. Em depoimento na Comissão
de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, Hrinak explicou que esse
ambiente foi criado a partir do encontro entre ministros de 14 dos 34 países do
hemisfério sábado, nos arredores de Washington. A reunião marcou um recuo
parcial dos governos brasileiro e americano quanto à discussão dos subsídios
agrícolas e dos serviços, que serão debatidos na Organização Mundial do
Comércio (OMC) e de acordos plurilaterais.
Hrinak reforçou que "há um terreno comum para os Estados Unidos e o Brasil
tratarem de agricultura e de subsídios na Alca e na OMC". A embaixadora
mencionou o princípio de que nenhum produto deverá ser excluído das negociações
e a hipótese de que os EUA concordariam com a adoção de um mecanismo
hemisférico para compensar os subsídios a seus produtores agrícolas - uma
espécie de salvaguardas regionais.
Também constatou que, nas eleições de 2004, a nova composição do Congresso
americano - o poder responsável pela aprovação dos acordos comerciais - será
uma definição mais importante que a reeleição do presidente George W. Bush.
Hrinak, entretanto, escapou de temas mais pontuais. Por exemplo, de responder
qual seria a posição americana sobre a idéia dos acordos plurilaterais dentro
da Alca. "Para isso, os ministros vão se reunir em Miami",
limitou-se. Tampouco esclareceu a dúvida do deputado Ivan Valente (PT-SP),
repetida depois por jornalistas, sobre a possível existência de uma Alca sem a
participação do Brasil e da Argentina. "Vamos ter uma área de livre
comércio abrangente para todo o hemisfério", afirmou.
Valendo-se das prioridades do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tanto no
plano interno quanto no externo, e do êxito da sua visita ao presidente Bush em
junho, Hrinak construiu seus argumentos em favor da conclusão da Alca no prazo
previsto - janeiro de 2005. Com habilidade, defendeu insistentemente a ambição
de liderança do Brasil na América do Sul para lembrar, em seguida, que essa
nova condição implica assumir responsabilidades. Como co-presidente da Alca, ao
lado dos Estados Unidos, ela ressaltou que o País igualmente é responsável pelo
andamento das negociações.
Hrinak ainda declarou que a Alca seria um "instrumento" para que os
34 países alcancem outros objetivos traçados na reunião de Cúpula das Américas
de 1994. Entre eles, citou o fortalecimento da democracia, a defesa da região,
o combate à pobreza e o crescimento econômico com melhor distribuição dos
benefícios gerados - todos incluídos nas diretrizes de Lula para as políticas
interna e externa do Governo.
Demitido americano que espionava soja no Brasil
Hossein El-Nashaar, funcionário do Departamento de Agricultura dos Estados
Unidos que foi pego no Brasil visitando plantações de soja sem autorização do
Governo brasileiro, foi demitido ao voltar para o seu Aís, disse a embaixadora
americana em Brasília, Donna Hrinak.
El-Nashaar fez incursões, no primeiro semestre deste ano, em plantações de soja
na região de Barreiras (BA) sem autorização do Ministério da Agricultura. O
funcionário demitido carregava uma aparelho portátil para detectar esporos, o
microorganismo que causa a doença chamada "ferrugem da soja". O chefe
de gabinete da Secretária de Defesa Agropecuária da Agricultura, Jorge Salim
Waquim, chegou a afirmar que os EUA estariam praticando bioterrorismo no
Brasil.
O esporo que causa a ferrugem da soja é um dos agentes que o Governo americano
inclui na lista de elementos que podem ser utilizados no terrorismo biológico.
A embaixada americana havia sido informada de que El-Nashaar estava no Brasil
para participar de um congresso de fitopatologia.
J. DO COMMERCIO - RJ | TECNOLOGIA E SAÚDE | 13/11/2003
Anvisa proíbe produtos sem registro
A Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da venda e fabricação dos produtos
Diatherapic Microwave, Diatherapic Shortwave, Laser 632, Laser 904, Sonic 1-3
MHZ, Tens-H M, fabricados pela HTM Indústria de Equipamentos
Eletro-Eletrônicos, de Amparo (SP). A empresa não possui autorização de
funcionamento e os produtos não têm registro. A agência também proibiu a
propaganda dos equipamentos.
Também foram suspensos os seguintes produtos da indústria Drenolux, de São
Paulo: aspirador cirúrgico descartável Aspiralux e sistema de drenagem
pós-operatório Drenolux. A empresa foi interditada parcialmente por não cumprir
os requisitos de boas práticas de fabricação. A Drenolux também foi autuada por
importar e distribuir kit instrumental para implantes de próteses de quadril
fabricados pela Corin, da Inglaterra, que não atendia aos requisitos
sanitários.
Outro produto com problemas é o vermífugo Ascariobel, lotes nº 04/02 e 05/02,
produzido pela Sedabel, de Duque de Caxias (RJ). O medicamento deverá ser
recolhido porque não foi aprovado em testes do Laboratório Noel Nutels. A
suspensão oral apresentou cheiro desagradável, coágulos e PH do princípio ativo
abaixo do padrão.
O DIA - RJ | DIA A DIA | 13/11/2003
Cimento: fabricantes suspeitos de cartel
O Governo deve abrir nos próximos dias processo para investigar 10 fabricantes de cimento por formação de cartel. Juntas, as empresas respondem por 97% da produção nacional. A Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda apurou indícios de que as empresas estão atuando juntas para dominar o mercado de concreto. As evidências fazem parte de representação com pedido de abertura de processo enviada à Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça. Segundo a representação da Seae, as empresas que deverão ser investigadas são: Camargo Corrêa, Cimpor, Ciplan, Votorantim, Itambé, Holcim, Lafarge, Nassau, CP e Soeicom. A SDE vai analisar os indícios e decidir se abre ou não o processo.
O DIA - RJ | ECONOMIA | 13/11/2003
Reajuste de
11,59% na Cerj
Agência reguladora
apresenta índice para aumentar contas de luz em 66 municípios do estado
BRASíLIA
- As contas de luz da Companhia de Eletricidade do Rio de Janeiro (Cerj)
ficarão 11,59% mais caras, a partir do mês que vem, caso seja mantida a
proposta de revisão tarifária apresentada oficialmente pela Agência Nacional de
Energia Elétrica (Aneel). O índice definitivo será divulgado somente no dia 31
de dezembro.
A agência marcou para dia 9, em Niterói, audiência pública com objetivo de
discutir o assunto na área de atuação da Cerj. A distribuidora atende 1,963
milhão de consumidores em 66 municípios no interior do Rio.
A Aneel divulgou ainda proposta de Fator X (que reduz o índice de correção
anual) de 1,62% para a Cerj. Esse índice de produtividade pode aumentar ou
diminuir, dependendo da avaliação da distribuidora em uma pesquisa de
satisfação dos clientes feita pelo órgão regulador.
A distribuidora que ficar abaixo da média pode ter o Fator X aumentado em até
um ponto percentual. Caso fique 10% acima da média, poderá ter o Fator X
reduzido em até um ponto.
Três distribuidoras de energia, todas do interior de São Paulo, também tiveram
as propostas divulgadas: 1,89% para as tarifas da Companhia Jaguari de Energia;
6,72% para as contas da Companhia Sul-Paulista de Energia (CSPE); e reajuste
negativo de 3,41% para a Empresa Elétrica Bragantina. Os índices serão
anunciados em 3 de fevereiro.
CORREIO DO POVO - RS | ECONOMIA | 13/11/2003
Governo investiga cartel do cimento
Brasília - O governo deve abrir, nos próximos dias, um processo para investigar dez fabricantes de cimento por formação de cartel. A Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda colheu indícios de que elas estão atuando juntas para dominar o mercado de concreto no país. As evidências fazem parte de uma representação com pedido de abertura de processo enviada ontem à Secretaria do Direito Econômico do Ministério da Justiça. Se forem condenadas, as empresas poderão pagar multas de até 30% de seu faturamento bruto.
ZERO HORA - RS | ECONOMIA | 13/11/2003
Procon e Ministério Público negam cartel
Apesar
do aumento conjunto no preço da gasolina comum em Porto Alegre, nem o Programa
Estadual de Defesa do Consumidor (Procon/RS) nem o Ministério Público Estadual
(MPE) comprovaram indícios de cartel na Capital.
O coordenador do Procon/RS, Alexandre Appel, disse que o órgão faz blitze semanais
em postos, nas quais já autuou estabelecimentos por irregularidades como
ausência de nota fiscal. Nunca, porém, foi comprovado que existe cartel.
- Ninguém pratica abusividade, a margem deles é muito pequena. É uma questão de
mercado, os postos estão sempre consultando o preço dos concorrentes -
justifica.
O procurador Paulo Valério Moraes, coordenador do Centro de Apoio Operacional à
Defesa do Consumidor do MPE, disse, pela assessoria de imprensa, que o mercado
é livre e o órgão vai esperar alguma denúncia para agir. O vereador Carlos
Alberto Garcia (PSB) formalizou queixa no Ministério Público sobre o assunto,
mas disse não ter obtido informação conclusiva.
Appel lembra que o consumidor deve questionar sempre que achar algum valor
abusivo nos postos:
- É bom se manter fiel a um ou dois postos e perguntar para o gerente a razão
do reajuste. Quando o cliente tiver informações sobre o controle de custos do
revendedor, vai entender como funciona o mercado.
|
MJ-CONSUMIDOR |
JORNAL DO BRASIL | RESUMO | 13/11/2003
Câmara aprova MP em votação simbólica
BRASILIA - Câmara aprovou ontem,
erra votação simbólica, a medida provisória que autoriza o plantio de soja
transgênica no Brasil. A autorização para a comercialização das sementes, no
entanto, foi remetida para o projeto de
lei de biossegurança, em tramitação na Câmara. A MP prorroga para março de 2005
o prazo para comercialização da safra de 2004. Estende a todos os bancos que
concedem crédito rural a autorização Parar financiar a produção e define que a
cobrança dos royalties pela empresa Monsanto será feita sobre a semente, não
sobre os grãos.
O ESTADO DE S. PAULO | ECONOMIA | 13/11/2003
Cresce número
de ações contra juros altos
Advogados questionam a
cobrança de taxas sobre taxas nos empréstimos
RENÉE PEREIRA
Os consumidores decidiram se rebelar contra os juros altos cobrados pelos
bancos, financeiras e administradoras de cartão de crédito. Um número cada vez
maior de ações judiciais invade os tribunais brasileiros questionando a
legalidade das elevadas e abusivas taxas cobradas no crédito. É o caso do
professor de Inglês Luís Henrique Burlamarqui, que teve a penhora de um
apartamento cancelada por meio de decisão judicial.
Há 4 anos, ele briga na Justiça pela redução de um débito que em 12 meses teve
o valor triplicado – subiu de R$ 10 mil paraR$ 30mil.O empréstimo foi contraído
num períodoemque a empresa de Burlamarqui não estava em situação confortável.
Mas o quadro piorou e o pagamento das parcelas ficou cada vez mais difícil de
ser honrado.
Para resolver o problema, o banco ofereceu novos créditos para o professor que,
sem alternativa, aceitou. Foram 2 ou 3 empréstimos para refinanciar a mesma
dívida. Mas, aos poucos, sua capacidade de pagamento se esgotou e a saída foi
recorrer à Justiça. “Hoje tenho condição de quitar o débito, mas não concordo
com a evolução do valor.”
Assim como Burlamarqui, os demais consumidores também contestam a velocidade do
aumento da dívida. Para tentar reduzir os valores, os advogados usam argumentos
antigos, como a famosa discussão em torno dos juros capitalizados (cobrança de
juros sobre juros). Segundo o presidente daAssociação Brasileira do Consumidor
(ABC), Marcelo Fernando, embora seja comum, a prática de juros sobre juros é
proibida por lei, conforme a Súmula 596 do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
No ano passado, porém, o então presidente Fernando Henrique Cardoso emitiu
medida provisória que legaliza a capitalização dos juros, afirma o presidente
da Associação Nacional da Defesa dos Consumidores (Andif), Aparecido Donizete
Piton. Isso, no entanto, não inibiu a tentativa dos consumidores de terem suas
dívidas reduzidas. Na ABC, por exemplo, há cerca de mil ações emandamento. Toda
semana entram, pelo menos, dez novos pedidos na associação. Segundo Fernando,
com o fim do ano o movimento aumentou cerca de 30% por causa do recebimento do
13.º salário.
Mas, segundo o advogado Nilton Mendes Camparim, da Camparim Advogados&Associados,
a batalha nos tribunais não é curta. De acordo com ele, uma ação judicial pode
levar cerca de oito anos para ser julgada. Alguns casos, no entanto, terminam
com acordo entre as partes. Mas há situações mais complicadas em que a negociação
não funciona, garante Camparim. Por causa da capitalização dos juros,
exemplifica, alguns consumidores passam de devedores a credores dos bancos.
“Quando refazemos os cálculos, com juros simples, as posições se invertem.” Mas
para os bancos não é uma mudança fácil de ser digerida.
É importante lembrar que, enquanto a ação estiver na Justiça, os consumidores
não podem ser incluídos em listas de maus pagadores.
DIÁRIO DO NORDESTE | NACIONAL | 13/11/2003
Câmara aprova projeto dos transgênicos
Brasília - O plenário da Câmara
aprovou ontem o projeto de conversão da MP 131, que autoriza o plantio de soja
transgênica na safra 2003/2004 e sua comercialização até 31 de janeiro de 2005,
permitindo que esse prazo seja prorrogado por 60 dias. A aprovação foi por
votação simbólica. Já começou a votação dos destaques apresentados à MP, que
depois será apreciada pelo Senado.
O relator, Paulo Pimenta (PT-RS), acrescentou a seu relatório, favorável ao
texto enviado pelo Planalto, duas emendas: uma delas, defendida pela bancada
ruralista, que concede registro provisório para sementes de soja geneticamente
modificada desenvolvidas no Brasil por instituições como a Embrapa, a Fundação
Mato Grosso e a Coodepec. A segunda emenda acolhida legaliza as safras de soja
transgênicas anteriores a 2003, plantadas de forma ilegal, para evitar
contestações judiciais e eventual punição a quem plantou soja transgênica
anteriormente.
O POVO - CE | ECONOMIA | 13/11/2003
Câmara aprova da soja transgênica
A Câmara dos Deputados aprovou
ontem, por votação simbólica, o projeto de conversão da medida provisória que
permite o plantio de soja transgênica na safra de 2004 para agricultores que já
tenham sementes guardadas da safra deste ano. A MP segue agora para o Senado.
Foram contrários à matéria o PV e o Prona, enquanto o PDT, o PSB, o PC do B, o
PT e o PSC liberaram suas bancadas para votar. Registraram presença no plenário
457 deputados. Todos os destaques apresentados à proposta foram rejeitados.
A MP isenta os agricultores que plantarem a soja transgênica da apresentação de
licenças ambientais e do Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (Rima), mas
proíbe a comercialização dos grãos da safra de 2003 geneticamente modificados
como sementes. Já para a safra de 2004, a venda da colheita deverá ser feita
até o dia 31 de janeiro de 2005. Esse prazo pode ainda ser prorrogado por mais
60 dias pelo Executivo. De acordo com o texto elaborado pelo relator da MP,
deputado Paulo Pimenta (PT-RS), os agricultores que usarem a semente
geneticamente modificada terão que assinar um termo de compromisso até o
próximo dia 9 de dezembro.
O deputado Sarney Filho (PV-MA), que lidera a bancada dos ambientalistas no Congresso,
criticou a aprovação, afirmando que o país se ''curvou às pressões
internacionais''. ''Nós estamos vivendo um triste momento da vida brasileira.
Um momento em que o Brasil se curvou às pressões internacionais e passou por
cima de todo o nosso arcabouço jurídico. Ficou evidente que essa matéria é
ilegal'', disse.
Deputados contrários, incluindo alguns do PT, como Chico Alencar (RJ) e Luci
Choinacki (SC), apresentaram um requerimento para votação nominal da MP, porém,
o presidente da Casa, João Paulo Cunha (PT-SP), recusou afirmando que não havia
o número mínimo de 31 assinaturas necessárias.
O POVO - CE | POLÍTICA | 13/11/2003
Câmara aprova MP que autoriza plantio de soja
A
Câmara dos Deputados aprovou ontem, por votação simbólica, o projeto de
conversão da medida provisória que permite o plantio de soja transgênica na
safra de 2004 para agricultores que já tenham sementes guardadas da safra deste
ano. A MP segue agora para o Senado.
Foram contrários à matéria o PV e o Prona, enquanto o PDT, o PSB, o PC do B, o
PT e o PSC liberaram suas bancadas para votar. Registraram presença no plenário
457 deputados. Todos os destaques apresentados à proposta foram rejeitados.
A MP isenta os agricultores que plantarem a soja transgênica da apresentação de
licenças ambientais e do Rima (Relatório de Impacto ao Meio Ambiente), mas
proíbe a comercialização dos grãos da safra de 2003 geneticamente modificados
como sementes. Já para a safra de 2004, a venda da colheita deverá ser feita
até o dia 31 de janeiro de 2005. Esse prazo pode ainda ser prorrogado por mais
60 dias pelo Executivo.
De acordo com o texto elaborado pelo relator da MP, deputado Paulo Pimenta
(PT-RS), os agricultores que usarem a semente geneticamente modificada terão
que assinar um termo de compromisso até o próximo dia 9 de dezembro.
O deputado Sarney Filho (PV-MA), que lidera a bancada dos ambientalistas no
Congresso, criticou a aprovação, afirmando que o país se ''curvou às pressões
internacionais''. ''Nós estamos vivendo um triste momento da vida brasileira.
Um momento em que o Brasil se curvou às pressões internacionais e passou por
cima de todo o nosso arcabouço jurídico. Ficou evidente que essa matéria é
ilegal'', disse.
Deputados contrários, incluindo alguns do PT, como Chico Alencar (RJ) e Luci
Choinacki (SC), apresentaram um requerimento para votação nominal da MP, porém,
o presidente da Casa, João Paulo Cunha (PT-SP), recusou afirmando que não havia
o número mínimo de 31 assinaturas necessárias.
O POPULAR - GO | OPINIÃO | 13/11/2003
Plantar ou não plantar transgênicos?
Provavelmente
muitos agricultores goianos devem estar se perguntando se devem ou não plantar
soja transgênica na próxima safra. Sofrem um bombardeio publicitário e de
outras fontes em favor do plantio, mas ouvem ao mesmo tempo outras vozes que
lhe sugerem cautela. E tomam conhecimento de um projeto de lei nessa área
enviado pelo Executivo federal ao Congresso. Que acontecerá ali? Podem perder o
bonde se não se decidirem logo pelo plantio da soja transgênica?
Washington Novaes
Não está claro que rumo o projeto tomará no Congresso. A bancada ruralista,
dizem os jornais, mobiliza-se para mudá-lo completamente. O governo aceitará? Fechará
questão em torno do que mandou? Ele teve esse formato para evitar uma crise que
seria provocada pelo pedido de demissão da ministra do Meio Ambiente, dado como
certo se prevalecesse a opinião do ministro da Agricultura, favorável à
liberação imediata do plantio da soja transgênica. Se o governo fechar questão
em torno do texto que enviou, poderá aprová-lo – mostrou isso nas reformas
previdenciárias e tributária. E se não fechar, que fará a ministra?
Se o texto for aprovado na forma em que chegou ao Congresso, a liberação do
plantio de um alimento transgênico dependerá de parecer favorável da Comissão
Técnica Nacional de Biossegurança, com representantes do governo, da comunidade
científica e da sociedade. Mas os Ministérios do Meio Ambiente, da Saúde e da
Agricultura poderão considerar necessários estudos complementares – ambientais,
na área da saúde – e pedir à CTNBio que reveja seu parecer. Se houver
divergência, o tema irá a uma comissão de 12 ministros, que decidirá em última
instância.
Mesmo admitida a hipótese de que a CTNBio aprove o plantio é praticamente certo
que o Ministério do Meio Ambiente peça estudo de impacto ambiental – já
anunciou isso –, que leva tempo. E ainda que esse estudo libere o plantio,
restará outra questão: o glifosato, herbicida ao qual a soja transgênica é
resistente (e foi modificada especificamente para isso), não tem autorização
para ser usado no Brasil na pós-emergência da soja, isto é, depois que ela
brotar (a autorização para uso emergencial foi negada há poucos dias pelo
Comitê Técnico de Assessoramento para Agrotóxicos); e sem glifosato não faz
sentido plantar soja transgênica, pois a vantagem (a ser ainda comprovada)
estaria exatamente na redução do uso de herbicidas que esse agrotóxico
proporcionaria. Já há uma ação do Instituto de Defesa do Consumidor na Justiça,
pedindo que o governo seja obrigado a impedir o uso do glifosato, inclusive na
soja transgênica que acaba de ser plantada com autorização de uma medida
provisória.
Na verdade, os temores quanto ao uso do glifosato estão em muitos lugares. Na
Dinamarca, por exemplo, seu uso foi restringido recentemente, por causa dos
resíduos nocivos a pessoas e animais, encontrados no solo, na água e em
alimentos. Nos Estados Unidos, estudo já de 1993, da Escola de Saúde Pública de
Berkeley, Universidade da Califórnia, apontou esse agrotóxico como a causa mais
freqüente de intoxicações por pesticidas em trabalhadores em parques e jardins;
na agricultura, era a terceira causa. Aqui mesmo, uma tese de mestrado na
Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp apontou-o como responsável por boa
parte dos casos de intoxicação por agrotóxicos no País.
Há outros ângulos. Até aqui, tem sido afirmado que a soja transgênica é mais
produtiva que a convencional e economiza custos com herbicidas. A primeira
afirmação não tem conseguido subsistir: a soja convencional brasileira já é
mais produtiva que a transgênica norte-americana ou argentina; quanto aos
custos, vários cientistas apontam para um crescimento na transgênica, pois o
provável aumento de resistência das plantas a serem eliminadas exigirá um gasto
progressivamente maior.
Além do mais, terá de ser considerado o custo com a semente transgênica. Até
aqui, contrabandeada, ele tem significado em torno de R$ 60 por hectare;
legalizada, deverá custar 50% mais que a semente convencional (nos EUA, custa
56% mais; não por acaso, a detentora de sua patente faturou em 2002 nada menos
de US$ 4,8 bilhões e ainda assim teve prejuízo).
Além disso, as seguradoras européias estão se recusando a assumir riscos pelo
plantio de alimentos transgênicos. E no Brasil há uma emenda ao projeto de
biossegurança em discussão no Congresso que responsabiliza a empresa produtora
de sementes e os agricultores que as plantarem por eventuais danos a terceiros.
Também é preciso lembrar que a adesão a esse tipo de soja exigirá compra de
semente a cada plantio. O agricultor, ao comprá-la, assume compromisso de não
guardar parte de sua produção própria com essa finalidade.
Vale a pena, a propósito, sintetizar história publicada há poucos dias pelo
jornal The New York Times: um fazendeiro dos EUA foi processado pela empresa
porque guardou sementes; ele retrucou que não lera o contrato que assinara, mas
o juiz deu ganho de causa à empresa; o fazendeiro alegou, em recurso, que fora
impossível usar outras sementes porque a mesma empresa as retirara do mercado;
irredutível, a empresa pede indenização de US$ 800 mil (mais de R$ 4,25
milhões); o fazendeiro diz que vai falir.
No Brasil, a empresa já anunciou que cobrará os royalties pelas sementes.
Têm razão, portanto, os dirigentes de indústrias processadoras de soja em Goiás
e outros que recomendaram cautela aos produtores locais. Não só porque já têm
contratos que lhes asseguram esse “nicho de mercado” externo crescente para a
soja convencional, como disseram; têm também mercado interno, onde suas
pesquisas mostraram que 71% dos consumidores não querem transgênicos.
E ainda não se pode esquecer que a variedade de soja transgênica até aqui
disponível foi concebida para condições específicas de solo e clima frio –
muito diferentes das condições do Centro-Oeste. Não há semente de soja
transgênica específica para o clima e solo desta região.
Muita confusão ainda vai acontecer, em função da herança de fatos consumados
produzida pelo anterior e pelo atual governo federal. Mas a cautela é
indispensável.
O POPULAR - GO | ECONOMIA | 13/11/2003
Aprovada MP
dos transgênicos
Medida provisória isenta
da apresentação do relatório de impacto ambiental produtores que plantarem soja
modificada
Brasília - A Câmara dos Deputados
aprovou ontem, por votação simbólica, o projeto de conversão da medida
provisória que permite o plantio de soja transgênica na safra de 2004 para
agricultores que já tenham sementes guardadas da safra deste ano. A MP segue
agora para o Senado. Foram contrários à matéria o PV e o Prona, enquanto o PDT,
o PSB, o PC do B, o PT e o PSC liberaram suas bancadas. Registraram presença no
plenário 457 deputados. Todos os destaques apresentados à proposta foram
rejeitados.
A MP isenta os agricultores que plantarem a soja transgênica da apresentação de
licenças ambientais e do Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (Rima), mas
proíbe a comercialização dos grãos da safra de 2003 geneticamente modificados
como sementes. Já para a safra de 2004, a venda deverá ser feita até o dia 31
de janeiro de 2005. Esse prazo pode ainda ser prorrogado por mais 60 dias pelo
Executivo.
De acordo com o texto do relator da MP, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), os
agricultores que usarem a semente geneticamente modificada terão de assinar um
termo de compromisso até o próximo dia 9 de dezembro. O deputado Sarney Filho
(PV-MA), que lidera a bancada dos ambientalistas, criticou a aprovação,
afirmando que o País se “curvou às pressões internacionais”.
Paulo Pimenta incorporou ao relatório emenda isentando de penalização
produtores que porventura tenham utilizado sementes transgênicas antes de 2002,
quando houve a primeira autorização do cultivo da soja geneticamente
modificada. “Eu acabei com a CPI do Senado”, afirmou o deputado, referindo-se à
Comissão Parlamentar de Inquérito instalada terça-feira para investigar o
contrabando de sementes de soja transgênica.
A primeira reunião da CPI, presidida pelo senador João Alberto Capiberibe
(PSB-AP), está marcada para hoje, às 8h30. A emenda acatada por Pimenta e
aprovada pela Câmara torna inócuo o principal objetivo da comissão. Capiberibe
disse que as investigações começariam pelo Rio Grande do Sul e que ouviria
representantes de federações dos agricultores e o secretário de Agricultura do
Estado.
A medida provisória autoriza a comercialização de soja transgênica até março de
2005. Também estabelece que os royalties serão cobrados sobre as sementes e não
com base na produção. A legislação não permite a produção de sementes estéreis.
Nestes casos, os agricultores teriam de adquirir, todo ano, novas sementes da
única empresa produtora, a norte-americana Monsanto.
Compromisso
Os agricultores que desejarem utilizar sementes de soja transgênica terão de
assinar um termo de compromisso até 9 de dezembro para legalizar o plantio.
Eles responderão por eventuais danos ao meio ambiente e a terceiros. A medida
provisória proíbe o plantio desta semente em áreas de conservação ambiental.
Estabelece, também, regras para a rotulagem de produtos que contenham produtos
geneticamente modificados.
Outra emenda acatada diz respeito à produção de sementes transgênicas. Foi
autorizado às instituições de pesquisa brasileiras o cultivo de 42 tipos de
sementes. No caso da soja, poderão ser registrados provisoriamente, no Regime
Nacional de Cultivares, as sementes geneticamente modificadas. No entanto, a MP
veda totalmente a sua comercialização.
Caberá aos ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente acompanhar a
multiplicação destas sementes, pelos laboratórios, mantendo um rigoroso
controle da produção e dos estoques. A proibição do comércio será mantida até
que o Congresso aprove uma legislação específica liberando as sementes geneticamente
modificadas. (Agências Folha e Brasil)
9 de dezembro é a data final para a assinatura do termo de compromisso para o
plantio de soja transgênica no País
ESTADO DE MINAS | ECONOMIA | 13/11/2003
Deputados aprovam MP dos transgênicos
BRASÍLIA – A Câmara dos Deputados
aprovou ontem, por votação simbólica, o projeto de conversão da medida
provisória que permite o plantio de soja transgênica na safra de 2004 para
agricultores que já tenham sementes guardadas da safra deste ano. A MP segue
agora para o Senado. Todos os destaques apresentados à proposta foram
rejeitados.
A MP isenta os agricultores que plantarem a soja transgênica da apresentação de
licenças ambientais e do Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (Rima), mas
proíbe a comercialização dos grãos da safra de 2003 geneticamente modificados
como sementes. Já para a safra de 2004, a venda da colheita deverá ser feita
até março de 2005.
De acordo com o texto elaborado pelo relator da MP, deputado Paulo Pimenta
(PT-RS), os agricultores que usarem a semente geneticamente modificada terão
que assinar um termo de compromisso até o próximo dia 9 de dezembro.
O deputado Sarney Filho (PV-MA), que lidera a bancada dos ambientalistas no
Congresso, criticou a aprovação, afirmando que o País se “curvou às pressões
internacionais”. “Nós estamos vivendo um triste momento da vida brasileira. Um
momento em que o Brasil se curvou às pressões internacionais e passou por cima
de todo o nosso arcabouço jurídico. Ficou evidente que essa matéria é ilegal”,
disse.
O deputado Ônix Lorenzoni (PFL-RS), elogiou a aprovação da MP, que beneficia
agricultores do seu Estado. “Pela primeira vez o trator do governo funcionou a
favor da oposição”, disse Lorenzoni.
O que mudou
Principais alterações em relação ao projeto original
- Amplia o prazo limite para a comercialização da safra de dezembro de 2004
para março de 2005
- Estabelece que eventual cobrança de royalties pela empresa detentora da
patente, no caso a Monsanto, incidirá sobre as sementes, e não sobre os grãos
produzidos
- Inclui a Monsanto no termo de responsabilidade sobre o plantio, dividindo com
os produtores o pagamento de indenização ou reparação de eventuais danos ao
meio ambiente e a terceiros
- Proíbe no País a esterilização de sementes. A medida permite que grãos
produzidos em uma safra sejam utilizados como sementes na seguinte. Com isso, o
produtor não terá de pagar, novamente, royalties para a Monsanto
- O produtor de soja transgênica poderá obter financiamento em qualquer banco
que ofereça crédito agrícola, não mais só em bancos públicos
- Autoriza para a safra 2003/2004 o registro provisório e a multiplicação de
sementes de variedades de soja geneticamente modificada desenvolvidas por instituições
de pesquisa brasileiras. Fica vedada sua comercialização até a existência de
legislação específica que as libere, no caso projeto de lei de biossegurança em
tramitação no Congresso
DIÁRIO DO PARÁ | MERCANTIL | 13/11/2003
Câmara aprova MP dos transgênicos
BRASÍLIA
- A Câmara dos Deputados aprovou ontem, por votação simbólica, o projeto de
conversão da medida provisória que permite o plantio de soja transgênica na
safra de 2004 para agricultores que já tenham sementes guardadas da safra deste
ano. A MP segue agora para o Senado.
Foram contrários à matéria o PV e o Prona, enquanto o PDT, o PSB, o PC do B, o
PT e o PSC liberaram suas bancadas para votar. Registraram presença no plenário
457 deputados. Todos os destaques apresentados à proposta foram rejeitados.
A MP isenta os agricultores que plantarem a soja transgênica da apresentação de
licenças ambientais e do Rima (Relatório de Impacto ao Meio Ambiente), mas
proíbe a comercialização dos grãos da safra de 2003 geneticamente modificados
como sementes.
Já para a safra de 2004, a venda da colheita deverá ser feita até o dia 31 de
janeiro de 2005. Esse prazo pode ainda ser prorrogado por mais 60 dias pelo
Executivo.
De acordo com o texto elaborado pelo relator da MP, deputado Paulo Pimenta
(PT-RS), os agricultores que usarem a semente geneticamente modificada terão
que assinar um termo de compromisso até o próximo dia 9 de dezembro.
O deputado Sarney Filho (PV-MA), que lidera a bancada dos ambientalistas no
Congresso, criticou a aprovação, afirmando que o país se 'curvou às pressões
internacionais".
'Nós estamos vivendo um triste momento da vida brasileira. Um momento em que o
Brasil se curvou às pressões internacionais e passou por cima de todo o nosso arcabouço
jurídico. Ficou evidente que essa matéria é ilegal", disse.
Deputados contrários, incluindo alguns do PT, como Chico Alencar (RJ) e Luci
Choinacki (SC), apresentaram um requerimento para votação nominal da MP, porém,
o presidente da Casa, João Paulo Cunha (PT-SP), recusou afirmando que não havia
o número mínimo de 31 assinaturas necessárias. (Agência Folha)
GAZETA DO POVO – PR | ECONOMIA | 13/11/2003
A cidade
paranaense que diz "sim" aos transgênicos
Agricultores aguardam para
iniciar plantio de produtos geneticamente modificados
Ubiratã
– Uma placa onde se lê "Requião, proibir não é a solução, soja transgênica
já", colocada bem na entrada da cidade, mostra com clareza a posição dos
agricultores de Ubiratã (região Oeste do Paraná) em relação à lei estadual que
proíbe o plantio, o comércio e a industrialização de alimentos com organismos
geneticamente modificados no estado.
O município de 22 mil habitantes depende basicamente da cadeia produtiva da soja
para sobreviver. De acordo com o secretário municipal da Agricultura, Aldenor
Leite, dos 65 mil hectares de área plantada do município, 55 mil estão cobertos
com a oleaginosa.
A Cooperativa Agrária União (Coagru), que tem sede no município e atende a 1,9
mil cooperados de Ubiratã e outras três cidades da região – Nova Cantu, Campina
do Lagoa e Anahy –, avisa que a grande maioria dos produtores seus cooperados
vão optar pelo transgênico assim que a discussão sobre a regulamentação sobre
os elementos modificados for concluída no Congresso Nacional. "Queremos
apenas uma lei que nos dê tranqüilidade para plantar os transgênicos, pois os
custos de produção certamente irão baixar em pelo menos 20%", comenta o
diretor-presidente da Coagru, Áureo Zampronio.
Entretanto, o diretor da cooperativa diz que pode garantir a procedência da
soja que vende, uma vez que fornece a seus cooperados sementes tradicionais.
Zampronio afirma que a cooperativa, que vai fechar o ano com US$ 150 milhões de
faturamento e tem cerca de 500 funcionários, é responsável por 90% da
movimentação econômica dos municípios que atende.
Agricultores ouvidos pela Gazeta do Povo disseram que ainda não começaram a
plantar o transgênico porque têm medo de a safra ser apreendida. O presidente
do Sindicato Rural Patronal de Ubiratã, Domingos Watanabe, que planta cerca de
600 hectares de soja no município, diz que "é aberto a todas as
tecnologias" e classificou a proibição dos produtos modificados no Paraná
de "ideológica". "Nos Estados Unidos, todos comem transgênicos
há seis anos e ninguém teve problema de saúde por causa disso", comenta.
Apesar de estarem propensos a plantar sementes transgênicas, os agricultores de
Ubiratã estão preferindo não assinar o termo de compromisso proposto pelo
governo federal, com o qual os produtores de lavouras transgênicas calculam que
poderão ser responsabilizados por eventuais danos à saúde das pessoas e ao meio
ambiente. Dizem ter medo de represálias.
O produtor rural Ado Fernandes, que planta aproximadamente mil hectares em
Ubiratã, afirma que o plantio de sementes sem procedência pode complicar a vida
dos agricultores. Embora tenha interesse em "experimentar" a soja
transgênica, ele prefere esperar o fim da exigência da assinatura do termo de
compromisso.
J. DO COMMERCIO - RJ | PAÍS | 13/11/2003
Deputados
aprovam MP dos Transgênicos e sepultam CPI
Texto prevê cobrança de
royalties por sementes
A
Câmara dos Deputados aprovou ontem a Medida Provisória 131, que autoriza o
plantio e a comercialização de soja transgênica da safra 2003/2004, sem a
necessidade de realização do Relatório de Impacto do Meio Ambiente (Rima),
exigido pelo Ibama. O relator da MP, Paulo Pimenta (PT-RS), incorporou ao seu
relatório emenda isentando de qualquer penalização produtores que poventura
tenham utilizado sementes transgênicas antes de 2002, quando houve a primeira
autorização do cultivo da soja geneticamente modificada, o que, na prática,
esvazia a CPI do Senado instalada esta semana para apurar a origem do
contrabando de sementes a partir de 1996.
- Eu acabei com a CPI - afirmou o deputado.
O deputado Sarney Filho (PV-MA), que lidera a bancada dos ambientalistas no
Congresso, criticou a aprovação, afirmando que o país se ''curvou às pressões
internacionais''.
- Nós estamos vivendo um triste momento da vida brasileira. Um momento em que o
Brasil se curvou às pressões internacionais e passou por cima de todo o nosso
arcabouço jurídico. Ficou evidente que essa matéria é ilegal - disse.
Recurso de parlamentres contrários foi recusado
Deputados contrários como Fernando Gabeira (sem partido-RJ), Chico Alencar
(PT-RJ) e Luci Choinacki (PT-SC), apresentaram um requerimento para votação
nominal da MP, porém, o presidente da Casa, João Paulo Cunha (PT-SP), recusou
afirmando que não havia o número mínimo de 31 assinaturas necessárias.
A primeira reunião da CPI, presidida pelo senador João Alberto Capiberibe
(PSB-AP), está marcada para hoje, às 8h30. A emenda acatada por Pimenta e
aprovada pela Câmara torna inócuo o principal objetivo da comissão. Capiberibe
já tinha adiantado que as investigações começariam pelo Rio Grande do Sul.
Afirmou que pretende ouvir representantes de federações dos agricultores e o
secretário de Agricultura do Estado.
A medida provisória autoriza a comercialização de soja transgênica até março de
2005. Também estabelece que os royalties serão cobrados sobre as sementes e não
com base na produção. A legislação não permite a produção de sementes estéreis.
Nestes casos, os agricultores teriam que adquirir, todo ano, novas sementes da
única empresa produtora, a americana Monsanto.
Os agricultores que desejarem utilizar sementes de soja transgênica terão que
assinar um termo de compromisso até 9 de dezembro para legalizar o plantio.
Eles responderão por eventuais danos causados ao meio ambiente e a terceiros. A
medida provisória proíbe o plantio desta semente em áreas de conservação
ambiental. Estabelece, ainda, regras para a rotulagem de produtos que contenham
produtos geneticamente modificados.
Outra emenda acatada pelo relator diz respeito a produção de sementes
transgênicas. Foi autorizado às instituições de pesquisa brasileiras o cultivo
de 42 tipos de sementes. No caso da soja, poderão ser registrados provisoriamente,
no Regime Nacional de ultivares, as sementes geneticamente modificadas. No
entanto, a MP veda totalmente a sua comercialização .
Pela medida provisória, caberá aos ministérios da Agricultura e do Meio
Ambiente acompanhar a multiplicação destas sementes, pelos laboratórios,
mantendo um rigoroso controle da produção e dos estoques. A proibição do
comércio destas sementes será mantida até que o Congresso aprove uma legislação
específica autorizando a liberação de sementes geneticamente modificadas no
país.
A Monsanto reiterou ontem à Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag)
do Rio Grande do Sul que cobrará royalties sobre a soja transgênica na safra
2003/04. A companhia fez tarde uma reunião de cerca de duas horas com a Fetag
para discutir o pagamento. O presidente da entidade, Ezídio Pinheiro, disse que
a Fetag reconhece o direito à cobrança, mas não aceita o pagamento pela
produção, como quer a Monsanto.
- Nossa posição é só cobrar na compra da semente certificada - reforçou Pinheiro.
Segundo o dirigente da Fetag, o gerente de assuntos corporativos da Monsanto,
Alfredo Miguel Neto, disse que a empresa pode impedir a comercialização da soja
nos portos em que seu direito foi reconhecido no exterior, se não houver
pagamento pela patente no Brasil. Argumentou que não existe semente no Brasil
atualmente, por isso a forma de cobrar seria pelos grãos.
Requião queixa-se a Lula sobre interino
O governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), apelou para o presidente da
República, Luiz Inácio Lula da Silva, contra o ministro interino da
Agricultura, José Amauri Dimarzio. Segunda-feira, Dimarzio afirmou ser difícil
tornar o Paraná área livre de transgênicos pelo fato de 225 produtores do
Estado terem assinado termo em que declaram o plantio de soja geneticamente
modificada.
Em carta enviada ao presidente, Requião diz que o ministro ''quer impor ao
Paraná o plantio de transgênicos da Monsanto''. ''Suas declarações públicas o
equiparam a um gerente de venda da Monsanto e não às de um ministro da
Agricultura do Brasil'', afirmou. ''Presidente, determine que o Ministério da
Agricultura respeite o Paraná e a luta que travamos em defesa da nossa economia
e da nossa agricultura.''
Em resposta a Requião, Dimarzio disse apenas ter se limitado a divulgar números
à assinatura do Termo de Compromisso.
- 'Divulguei o número de termos assinados pelos agricultores do Paraná e também
nos demais Estados. Não vou comentar as declarações do governador Requião -
afirmou.
Para o secretário da Agricultura e vice-governador, Orlando Pessuti, os 225 que
teriam declarado a intenção de plantar transgênico ''não significam nada'',
levando-se em conta que o Estado tem 60 mil áreas de plantio de soja. Ele
entende que o Estado, com sua legislação que proíbe o plantio de organismos
geneticamente modificados, não está indo contra qualquer lei nacional.
- Não estamos contraditando nada, afinal a própria Medida Provisória concede ao
ministro o poder de determinar o Estado área livre, através de portaria
ministerial. Por que não podemos fazê-lo através de lei discutida na Assembléia
Legislativa? - questionou.
Pessuti repetiu o que vem dizendo desde que o governo federal permitiu o
plantio de transgênico e adotou a fórmula do Termo de Compromisso e Ajustamento
de Conduta.
Secretaria não vê empecilhos, apesar da mp
Para o Departamento de Defesa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, não é
impossível a declaração de área livre de transgênico. Segundo o diretor da
entidade, Felisberto Baptista, na última safra foram encontrados apenas três
pequenos agricultores com produto transgênico. Desde o pré-plantio da safra até
a colheita em maio deste ano foram recolhidas mais de 20 mil amostras do
produto, cobrindo 95% da área plantada, e todos os testes foram negativos. Nos
5% restantes, que eram pequenos produtores, a secretaria trabalhou a partir de
denúncias. Nesses foram encontrados os três casos de transgenia em propriedades
de aproximadamente 10 hectares cada.
ZERO HORA - RS | ECONOMIA | 13/11/2003
Câmara dos
Deputados aprova MP dos transgênicos
Deputado diz que emenda
torna inócua CPI do Senado
O plenário da Câmara aprovou
ontem, por votação simbólica, o projeto de conversão da Medida Provisória 131,
que autoriza o plantio de soja transgênica na safra 2003/2004 e sua
comercialização até 31 de janeiro de 2005. Esse prazo poderá ser prorrogado por
60 dias. A MP segue agora para o Senado.
O relator, deputado Paulo Pimenta (PT), acrescentou a seu relatório, favorável
ao texto enviado pelo Planalto, duas emendas. Uma, de autoria da deputada Yeda
Crusius (PSDB), legaliza as safras de soja transgênica anteriores a 2003,
garantindo a isenção de responsabilidade e penalidade aos produtores. O
objetivo é evitar contestações judiciais e eventual punição aos produtores.
- Acabei com a CPI do Senado - disse Pimenta, referindo-se à Comissão
Parlamentar de Inquérito instalada na terça-feira para investigar o contrabando
de sementes de soja transgênica.
A emenda torna inócuo o principal objetivo da CPI, que terá a sua primeira
reunião hoje. A segunda emenda, defendida pela bancada ruralista, concede
registro provisório para sementes de soja transgênica desenvolvidas no Brasil
por instituições de pesquisa, como a Embrapa, a Fundação Mato Grosso e a
Associação de Cooperativas do Paraná (Coodepec).
Foram contrários à matéria o PV e o Prona. O PDT, o PSB, o PC do B, o PT e o
PSC liberaram suas bancadas para votar. Registraram presença 457 deputados.
Todos os destaques apresentados à proposta foram rejeitados.
A MP isenta os agricultores que plantarem a soja transgênica da apresentação de
licenças ambientais e do Rima (Relatório de Impacto ao Meio Ambiente), mas
proíbe a comercialização dos grãos da safra de 2003 como sementes. Os
agricultores que plantarem transgênicos terão de assinar um termo de
compromisso até 9 de dezembro.
O deputado Sarney Filho (PV-MA), que lidera a bancada ambientalista, criticou a
aprovação:
- Estamos vivendo um triste momento, em que o Brasil se curvou às pressões internacionais
e passou por cima de todo o nosso arcabouço jurídico. Ficou evidente que essa
matéria é ilegal.
As emendas
- Legalização das safras de soja transgênica anteriores a 2003. O objetivo é
evitar contestações judiciais e eventual punição a quem plantou soja
geneticamente modificada anteriormente.
- Registro provisório para sementes de soja transgênica desenvolvidas no Brasil
por instituições de pesquisa, como a Embrapa, a Fundação Mato Grosso e a
Associação de Cooperativas do Paraná (Coodepec).
O que mudou
As principais alterações em relação ao projeto original:
1 - Amplia o prazo limite para a comercialização da safra de dezembro de 2004
para março de 2005.
2 - Estabelece que eventual cobrança de royalties pela empresa detentora da
patente (no caso, a Monsanto) incidirá sobre as sementes, e não sobre os grãos
produzidos.
3 - Inclui a Monsanto no termo de responsabilidade sobre o plantio, dividindo
com os produtores o pagamento de indenização ou reparação de eventuais danos ao
meio ambiente e a terceiros provocados pela soja transgênica.
4 - Proíbe no país a esterilização de sementes. A medida permite que grãos
produzidos em uma safra sejam utilizados como sementes na seguinte.
5 - O produtor de soja transgênica poderá obter financiamento em qualquer banco
que ofereça crédito agrícola.
6 - Autoriza o registro e a multiplicação de sementes de soja transgênica
desenvolvidas por instituições de pesquisa brasileiras. Fica vedada sua
comercialização até edição de norma específica de liberação comercial dessa
semente.
Depoimentos
Carlos Sperotto, presidente da Federação da Agricultura (Farsul)
"Foi um belo trabalho do deputado Paulo Pimenta ao acolher as duas
reivindicações dos ruralistas. Até negociamos a retirada de outras emendas.
Agora, recomendamos a assinatura do termo de compromisso a nossos
associados."
Ezídio Pinheiro, presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura
(Fetag)
"Foi um avanço em relação ao texto inicial porque também oferece mais três
meses de tolerância para a comercialização da soja. Agora, começamos o trabalho
em cima do projeto de lei da biossegurança."
ZERO HORA - RS | ECONOMIA | 13/11/2003
Monsanto e Fetag discutem royalties
A
Monsanto reiterou ontem, em reunião com o presidente da Federação dos
Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag), Ezídio Pinheiro, que cobrará
royalties sobre a soja transgênica na safra 2003/2004. Pinheiro disse que a
Fetag reconhece o direito à cobrança, mas não aceita o pagamento pela produção,
como quer a empresa.
- Nossa posição é só cobrar na compra da semente certificada - reforçou o
dirigente.
Segundo Pinheiro, o gerente de assuntos corporativos da Monsanto, Alfredo
Miguel Neto, disse que a empresa pode impedir a comercialização da soja nos
portos em que seu direito foi reconhecido no Exterior se não houver pagamento
pela patente no Brasil. Argumentou que não há semente no Brasil atualmente, por
isso a cobrança seria pelos grãos. Conforme o presidente da Fetag, Miguel Neto
admitiu também a hipótese de recorrer à Justiça para implantar a cobrança.
Pelos cálculos da Fetag, os royalties reivindicados pela Monsanto
representariam R$ 1 por saca de soja (60 quilos).
Hoje, às 9h, o presidente da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da
Assembléia, deputado Estilac Xavier (PT), e o presidente da Comissão de
Economia, Adroaldo Loureiro (PDT), Miguel Neto para falar sobre royalties.
DIÁRIO CATARINENSE | ECONOMIA | 13/11/2003
Câmara aprova
MP da soja transgênica
Projeto que libera plantio
vai ao Senado
BRASÍLIA
A Câmara dos Deputados aprovou ontem, por votação simbólica, o projeto de
conversão da medida provisória que permite o plantio de soja transgênica.
A aprovação vale para agricultores que já tenham sementes guardadas da safra
deste ano. A MP segue agora para o Senado. Para a safra de 2004, a venda da
colheita deve ser feita até o dia 31 de janeiro de 2005. Esse prazo pode ainda
ser prorrogado por mais 60 dias pelo Executivo.
Pelo texto do relator da MP, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), os agricultores
que usarem a semente geneticamente modificada terão que assinar um termo de
compromisso até 9 de dezembro.
O deputado Sarney Filho (PV-MA), que lidera a bancada dos ambientalistas,
criticou a aprovação, afirmando que o país se "curvou às pressões
internacionais". Deputados contrários, incluindo alguns do PT, como Chico
Alencar (RJ) e Luci Choinacki (SC), apresentaram requerimento para votação
nominal da MP, porém, o presidente da Casa, João Paulo Cunha (PT-SP), recusou.
O que muda
A medida provisória 131 estabelece normas para o plantio e a venda
- Amplia o prazo limite para a comercialização da safra de dezembro de 2004
para março de 2005.
- Estabelece que eventual cobrança de royalties pela Monsanto incidirá sobre as
sementes, e não sobre os grãos produzidos.
- Inclui a empresa no termo de responsabilidade sobre o plantio, dividindo com
os produtores o pagamento de indenização ou reparação de eventuais danos ao
meio ambiente e a terceiros.
- Proíbe no país a esterilização de sementes. A medida permite que grãos
produzidos em uma safra sejam utilizados como sementes na seguinte.
- O produtor de soja transgênica poderá obter financiamento em qualquer banco
que ofereça crédito agrícola.
- Autoriza o registro e a multiplicação de sementes de variedades de soja
geneticamente modificada desenvolvidas por instituições de pesquisa
brasileiras.
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MJ-ELABORAÇÃO LEGISLATIVA |
DIÁRIO DE S. PAULO | SÃO PAULO | 13/11/2003
Magistrado pede mudança no Estatuto da Criança
LUÍSA
ALCALDE
O diretor do Fórum da Infância e Juventude de São Paulo, Eduardo Cortez de
Freitas Gouvêa, é contra a redução da maioridade penal. “Essa questão é muito
polêmica e dificilmente o Congresso iria comprar essa briga”, acredita. “Muitos
juristas a consideram uma cláusula pétrea, que não pode ser mudada nem com uma
reforma constitucional, a não ser que seja convocada uma nova Assembléia
Nacional Constituinte”, explica.
Segundo ele, se simplesmente a idade for rebaixada para 16 anos, as cadeias
ficarão abarrotadas de jovens que, por conta da lei de execução penal, serão
devolvidos à sociedade em um curto espaço de tempo, bem mais violentos do que
entraram, sem serem ressocializados. “É uma atitude insana.”
O magistrado defende modificações no Estatuto da Criança e do Adolescente
(ECA). “Seria mais rápido para a urgência à qual a sociedade necessita no
momento”, sugere. Uma das mudanças seria o aumento do tempo de contenção a
jovens que cometerem crimes que resultem em morte.
Hoje, adolescentes que matam são internados na Fundação Estadual para o
Bem-Estar do Menor (Febem) e ficam contidos três anos, mesmo já completados 18
anos durante o cumprimento da medida socioeducativa. Gouvêa sugere, à exemplo
do que ocorreu no Canadá, o aumento da internação de três para 10 anos. “Eles
não são responsabilizados criminalmente, mas ficam mais tempo contidos”, diz.
“Durante a ressocialização, o adolescente é que tem que provar nos tribunais
que é ingênuo.”
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MJ-ESTRANGEIROS |
O ESTADO DE S. PAULO | CIDADES | 13/11/2003
PF prende no Rio foragido da Justiça dos EUA
A Polícia Federal prendeu ontem de manhã, no Rio, o americano George Howard Nason, de 55 anos, foragido da Justiça dos Estados Unidos. Ele é acusado de cometer crimes de lavagem de dinheiro, fraude no sistema financeiro e de prestar declarações falsas à Justiça. Segundo a PF, Nason era procurado pelo FBI desde 2001. Ele foi preso em casa, em Ipanema.
O POPULAR - GO | CIDADES | 13/11/2003
Procurado pelo FBI é preso no Rio
Rio – Policiais federais brasileiros prenderam ontem de manhã, em um bairro da zona sul do Rio, o norte-americano George Howard Nason, de 55 anos, foragido da Justiça dos Estados Unidos (EUA). Ele é acusado de cometer crimes de lavagem de dinheiro, fraude hipotecária, fraude no sistema financeiro e ainda de prestar declarações falsas à Justiça norte-americana. O criminoso, que é casado com uma brasileira, tinha mandado de prisão expedido pelo Supremo Tribunal Federal, atendendo a uma requisição dos Estados Unidos. (Agência Estado)
DIÁRIO DE PERNAMBUCO | BRASIL | 13/11/2003
Grupo deverá ficar em quarentena
Por determinação da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) os oito africanos deverão ficar de
quarentena, por apresentarem sintomas de febre amarela. Pelo menos dois deles
seguirão para o Hospital Oswaldo Cruz, um permanecerá no Hospital da
Restauração, e os demais (5) ficarão em um hotel. As despesas serão custeadas
pela Wilson Sons, empresa responsável pela carga transportada pelo navio.
Somente após a quarentena é que eles serão interrogados pela Polícia Federal. Inicialmente o delegado
Santiago Amaral, responsável pelo caso, encaminhou o grupo ao IML para exame de
corpo de delito, em virtude das agressões que teriam sofrido ainda no navio.
Antes de seguiram ao IML, os africanos foram vacinados contra febre amarela. A
imunização também foi estendida aos agentes da Polícia
Federal e repórteres que tiveram contato com os clandestinos. Os
africanos são de uma região onde a doença é freqüente. A embarcação também
ficará em quarentena, durante dez dias, permanecendo ao largo do Porto do
Recife.
Os representantes da Wilson Sons estiveram ontem na PF mas não deram
informações à Imprensa. Hoje, a Anvisa vai inspecionar o navio. A Polícia só
ouvirá o comandante da embarcação caso a Anvisa autorize sua ida à PF.
FOLHA DE PERNAMBUCO | GRANDE RECIFE | 13/11/2003
Espancados e
jogados no mar
Africanos são resgatados
na costa pernambucana após serem agredidos em navio
Robson André
Seis africanos foram espancados e depois jogados ao mar, a cerca de 7 mil
metros da costa pernambucana, ontem à tarde. O grupo foi resgatado em alto-mar
pelo pescador Jorge Augusto da Silva, 33 anos, que pescava próximo ao local
onde estava o grupo à deriva. “Quatro deles estavam agarrados a tambores
plásticos, outros dois estavam a 300 metros do navio, fiz o resgate deles até o
Marco Zero. Um deles estava nervoso porque tinha quebrado o braço”, relatou o
pescador. Segundo Jorge, um outro pescador chamado Manoel teria resgatado mais
dois africanos, numa embarcação que seguiu em direção ao Pina.
Após o resgate, percebeu que o estrangeiro Karacokun Suma, de aproximadamente
38 anos, havia fraturado o braço esquerdo. Ele foi levado para o Hospital da
Restauração, onde recebeu atendimento médico. Até o fechamento desta edição,
Karacokun permanecia internado na unidade hospitalar. Os outros cincos
africanos resgatados pelo pescador foram Mahamedi Kamará, 16 anos, Azzi Kamará,
16, Mahamedi Baldi, 22, Mamadis Kourouma, 21, e outro identificado apenas por
Aldkiy, 18. Eles sofreram pequenos arranhões e não precisaram de atendimetno
médico. Após passarem por exames de corpo delito, o grupo foi levado para a
sede da superintendência regional da Polícia
Federal, no Cais do Apolo.
Em terra firme, os sobreviventes relataram ao Corpo de Bombeiros (CB) que
haviam entrado clandestinamente no navio Tuking, de bandeira chinesa. O
comandante do Grupamento de Bombeiro Marítimo, Neiff Souza, informou que a
intenção dos africanos era entrar ilegalmente no País. No entanto, eles foram
descobertos pela tripulação do navio. “Eles disseram que foram espancados pela
tripulação e depois jogados ao mar”, disse o comandante.
A assessoria de imprensa da Polícia Federal
informou que será aberto um inquérito para apurar o caso. Ainda de acordo com a
assessoria, o grupo será repatriado para a Guiné Conatri, no continente
africano, o mais breve possível, logo que os fatos sejam esclarecidos. A PF
disse também que o comandante do navio poderá ser indiciado por introduzir
estrangeiros clandestinos no País, cuja pena varia de 1 a 3 anos de reclusão.
Até o fechamento desta edição, o navio chinês Tuking não havia atracado no
Porto do Recife. A previsão é de que a embarcação chegue hoje, às 9h. O navio
receberá um carga de açúcar.
J. DO COMMERCIO - RJ | RIO DE JANEIRO | 13/11/2003
Americano preso em Ipanema
O
americano George Howard Nason (55 anos) foi preso ontem, com base em requisição
da Justiça dos Estados Unidos. Segundo a Polícia
Federal, ele é acusado, em seu país, de lavagem de dinheiro, fraude
hipotecária, crime contra o sistema financeiro e de prestar declaração falsa à
Justiça.
Um mandado de prisão havia sido expedido contra George, que foi surpreendido em
seu apartamento, em Ipanema, por policiais federais lotados na Representação
Regional da Interpol no Rio. Documentos foram apreendidos. De acordo com a Polícia Federal, o acusado estava foragido desde
2001. Ele seria casado com uma brasileira.
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MJ-EXECUÇÃO PENAL |
O ESTADO DE S. PAULO | CIDADES | 13/11/2003
Febem tem
prazo de 20 dias para melhorar unidade
Se problemas em Franco da
Rocha não forem resolvidos, presidente da fundação será afastado
BÁRBARA SOUZA
A Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem) tem 20 dias para solucionar
problemas apontados pela Procuradoria Federal do Trabalho, na Unidade 31 de
Franco da Rocha. Caso os problemas – como precariedade das condições das celas
e falta de atendimento médico – não sejam resolvidos, o presidente da entidade,
Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, será afastado provisoriamente do cargo.
A ordem foi dada ontem pela juíza Mônica Ribeiro de Souza Paukoski, do
Departamento de Execuções da Infância e da Juventude (Deij), com base em ação
apresentada pela Promotoria da Infância e Juventude, na segundafeira. “Fomos
vivenciando uma sucessão de fatos graves, rebeliões, mortes, fugas, sem que
nenhuma providência fosse tomada”, disse o promotor Wilson Tafner.
Ele afirma que a Febem tem conhecimento da situação precária da Unidade 31 há,
pelo menos, três meses. “Técnicos do Tribunal Regional do Trabalho vistoriaram
a unidade em agosto e apontaram condições muito ruins”, afirmou. Ele completa
que, no dia 12 de setembro, antevéspera da morte de dois internos, a juíza
Mônica encaminhou um ofício ao presidente da Febem informando sobre as péssimas
condições.
“Dois dias depois, houve a rebelião e a morte dos jovens. Em outubro, juízes da
infância visitaram a unidade, que continuava caótica. No dia 4 deste mês, a
Procuradoria Regional do Trabalho constatou as mesmas irregularidades. Somando
tudo isso, distribuímos a ação, mostrando que nada foi feito”, disse Tafner.
Em 16 de abril, a juíza determinou o fechamento da unidade em 90 dias. Segundo
a Febem, ela só será desativada no fim do ano. A entidade informou que ainda
não foi notificada sobre a decisão.
O ESTADO DE S. PAULO | CIDADES | 13/11/2003
Promotores
pedem demissão do Gaeco
Dois deles levaram “puxão
de orelha” por entrevista com ‘Beira-Mar’
Uma entrevista do traficante
carioca Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, exibida no Fantástico,
no domingo, motivou o afastamento dos promotores Roberto Porto e Márcio Sérgio
Christino do Grupo de Atuação Especial de Repressão e Combate ao Crime
Organizado (Gaeco). Eles, que voltam a atuar nas varas criminais de origem,
pediram para sair do grupo depois de levarem um “puxão de orelha” do procurador
geral de Justiça, Luiz Antônio Guimarães Marrey. O afastamento foi publicado
ontem no Diário Oficial do Estado.
A Assessoria de Imprensa da Secretaria da Administração Penitenciária confirmou
que a filmagem com a conversa de Beira-Mar foi realizada pelo Ministério
Público. A conversa com o traficante foi gravada por Porto e Christino no dia
30 de setembro, data da prisão do advogado Mário Sérgio Mungioli, no mesmo
parlatório onde o advogado teve audiência com o preso Marcos Willians Herbas
Camacho, o Marcola, líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), minutos antes
de ser preso com bilhetes que o incriminavam no bolso.
A exibição da gravação na Rede Globo enfureceu o secretário da Administração
Penitenciária, Nagashi Furukawa, que procurou Marrey para comunicar a
insatisfação.
Substitutos – Marrey confirmou que foi procurado por Nagashi, que lhe
comunicou que nenhuma equipe de TV esteve no presídio. “Constatei que a
gravação havia sido feita por promotores. Não é papel do MP fornecer o material
para a mídia”, disse Marrey.
Para ele, a exibição da fita fere não só o Regime Disciplinar Diferenciado
(RDD) como a Lei de Execução Penal. O procurador- geral deve nomear nos
próximos dias os substitutos. Ontem, os promotores Levi Magno e Éder Segura
assumiram o lugar deles no interrogatório dos presos Sandro Henrique da Silva
Santo, o Gulu, e Júlio César Guedes de Moraes, o Carambola. Porto e Christino
não foram encontrados ontem. (Rita Magalhães e José Maria dos Santos) Márcio
Sérgio Christino O promotor Roberto Porto
O ESTADO DO MARANHÃO | ESTADO | 13/11/2003
Presídios de
porte médio serão construídos no interior do MA
Ação do governo estadual
visa descentralizar o sistema carcerário
O governador José Reinaldo determinou
à Gerência de Justiça e Cidadania que incremente a política de descentralização
do sistema penitenciário, dando ênfase à construção de Presídios Regionais, a
exemplo dos que estão em fase de conclusão nos municípios de Timon e Pedreiras.
Tanto para oferecer vagas, onde o apenado possa cumprir sua pena com o mínimo
de dignidade, como, ainda, descentralizar as prisões e não fiquem condensadas
no Presídio de Pedrinhas, na Ilha de São Luís.
O gerente de Justiça e Cidadania, Carlos Nina Cutrim, destaca que a
descentralização é benéfica tanto pela questão de espaço a ser criado, quanto
pelo fato de poder levar o encarcerado para mais perto de suas famílias.
Atualmente, ocorre que um condenado, por exemplo, de Balsas ou do Alto
Parnaíba, quando recebe sua Carta de Guia, é encaminhado para o Presídio de
Pedrinhas. “Isto faz com que os familiares dos presos se desloquem também para
cá, fazendo surgir favelas como a que existe próxima ao Complexo Penitenciário
de Pedrinhas”, disse.
Visando reverter esse quadro, o governador José Reinaldo determinou à Gerência
de Justiça e Cidadania que elabore projetos, os quais serão enviados ao Ministério da Justiça, para a construção de
novos presídios.
“Esses benefícios se constituem numa determinação do governador José Reinaldo
e, certamente, serão levados aos presidiários e seus familiares”, destaca o
gerente Carlos Nina. Ele lembra que a primeira-dama Alexandra Tavares também é
parceira no que diz respeito aos projetos de ressocialização e de políticas
públicas.
Segurança – O projeto prevê, ainda, o fardamento dos agentes penitenciários.
Hoje, se chega nos presídios e não se sabe diferenciar quem é funcionário
administrativo, quem é o agente penitenciário e quem é o interno. Isto levou o
gerente Carlos Nina a pensar nesse projeto, que já está sendo implementado. “O
fardamento está sendo confeccionado e vai se constituir, sem dúvida, numa
importante medida de segurança para o presídio e para quem chega”, avalia o
gerente.
Para reforçar a segurança interna, foram nomeados mais 150 novos agentes
penitenciários concursados e foi proposta a criação de mais 120 vagas de
agentes. Projeto de lei neste sentido já tramita na Assembléia Legislativa. Se
aprovado, novos agentes deverão ser nomeados até janeiro, para servir nas
penitenciárias de Timon e Pedreiras e demais unidades prisionais.
DIÁRIO DE CUIABÁ | BRASIL | 13/11/2003
Autorizada libertação de Rainha
SILVANA DE FREITAS
Agência Folha – Brasília
O STJ (Superior Tribunal de Justiça) autorizou a libertação do líder do MST
(Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) José Rainha Júnior, que estava
preso desde o início de julho. Ele assegurou o direito de aguardar em liberdade
o desfecho de processo no qual foi condenado, em primeira instância, por porte
ilegal de armas.
Rainha está no presídio de segurança máxima de Presidente Venceslau. O tribunal
deveria enviar a informação à Justiça de Teodoro Sampaio autorizando a sua
libertação imediata.
A decisão foi tomada por oito ministros que integram a 3ª Seção do STJ. Eles
apreciaram uma reclamação dos advogados do sem-terra contra a ordem de prisão
nesse processo. Rainha também responde a outras ações penais.
Nesse caso, ele foi condenado a 2 anos e 8 meses de prisão, em regime
inicialmente fechado. Na sentença, de 30 de julho último, a Justiça de Teodoro
Sampaio ordenou o cumprimento imediato da pena.
Para libertá-lo, os advogados disseram que o STJ já havia lhe garantido, em
2002, por meio de um habeas corpus anterior à condenação, o direito de ele
responder ao processo em liberdade mediante o pagamento de fiança.
Rainha terá essa garantia até a sentença condenatória se tornar definitiva, ou
seja, não puder se modificada por meio de recurso à instância superior, segundo
o relator da reclamação, ministro Jorge Scartezzini.
A decisão foi unânime. Um dos ministros, Hamilton Carvalhido, discordou apenas
do recurso escolhido pela defesa. Achou que em vez de reclamação deveria ter
sido um novo habeas corpus.
A reclamação foi movida em setembro último. Antes de levar a julgamento, o
relator ouviu a Justiça de Teodoro Sampaio, que informou existirem outros
decretos de prisão contra Rainha, e o Ministério Público Federal, que foi a
favor de Rainha.
Um desses decretos de prisão foi cassado recentemente pelo próprio STJ. Em 28
de outubro, a 6ª Turma concedeu habeas corpus suspendendo uma ordem de prisão
que integra o processo em que ele é acusado de comandar a invasão da fazenda
Santa Maria.
ESTADO DE MINAS | GERAIS | 13/11/2003
Cem presos
rebelados são transferidos
Reforma de celas
destruídas em Betim pode levar ao remanejamento de mais detentos para outras
cadeias e penitenciárias da região metropolitana, apesar da superlotação
Um dia depois da rebelião no
Centro de Remanejamento de Presos (Ceresp) de Betim, a 30 quilômetros de Belo
Horizonte, cerca de 100 presos já foram transferidos para cadeias e
penintenciárias da região metropolitana da capital, de acordo com o coordenador
de operações da chefia da Polícia Civil, João Evangelista.
A Casa de Detenção Antônio Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves, que tem
capacidade para 625 detentos e já abrigava 792, recebeu mais 50 presos. Outros
20 homens foram transferidos para o Ceresp da Gameleira, Oeste de Belo
Horizonte, que já estava com 221 presos acima da sua capacidade, e 15 foram
encaminhados para a penintenciária Nelson Hungria, em Contagem.
Segundo ele, não estão descartadas novas transferências porque as celas do
Ceresp de Betim foram totalmente danificadas pelos presos rebelados - os 564
detentos que ainda estão no centro de detenção estão alojados no pátio, onde
devem permanecer até a conclusão das obras de reforma das celas, que podem
durar até seis meses. “Não tem outro jeito; eles têm que ficar lá, enfrentando
sol, chuva, sereno”, afirmou.
Ontem, policiais civis e militares continuaram a vasculhar os escombros das
celas destruídas pelos presos para recolher
armas e outros objetos, como barras de ferro e chuços. A movimentação foi
tranquila na porta do centro de detenção, onde, no começou da semana, dezenas
de familiares dos presos fizeram vigília temendo invasão da PM. Poucas pessoas
procuraram informações sobre transferências de detentos.
Os presos do Ceresp de Betim começaram a rebelião na noite de domingo, depois
de fazer reféns um detetive e um funcionário público. Outras quatro mulheres,
que chegaram ao centro de detenção na tarde de domingo, também foram impedidas
de sair. A Corregedoria da Polícia Civil vai apurar se elas tiveram alguma
participação no tumulto ou levaram armas para os rebelados.
Os presos concordaram em entregar as armas e libertar os reféns depois de
fechar acordo com a comissão de negociação, formada por integrantes das
polícias Civil e Militar, Poder Judiciário e Ministério Público, que previa a
transferência imediata de pelo menos 30 detentos e, ainda, a revisão da pena de
todos os condenados que estão no Ceresp.
CORREIO POPULAR – SP | CIDADES | 13/11/2003
Falta
segurança em área externa de presídios
Ao checar denúncias de um
funcionário do local, a reportagem da AAN constatou a vulnerabilidade do
sistema de vigilância
Patrícia Azevedo
Da Agência Anhangüera
patriciap@cosmo.com.br
Entrar no Complexo Penitenciário Campinas/Hortolândia já não deveria ser fácil.
Em meio à série de atentados executada pela facção criminosa Primeiro Comando
da Capital (PCC) – que age dentro e fora dos presídios –, deveria ser uma
missão quase impossível, mas não é isso o que ocorre na prática. A julgar pelo
inexistente esquema de segurança, o complexo parece estar alheio à guerra
deflagrada pela facção contra as instituições policiais do Estado de São Paulo
–em 10 dias, foram registrados 48 ataques a bases comunitárias, delegacias,
presídios e viaturas.
Depois de receber uma denúncia de um funcionário do local, a reportagem da
Agência Anhangüera de Notícias (AAN) circulou anteontem livremente pela área
externa dos presídios e constatou a vulnerabilidade a que estão expostos os
dois funcionários que ficam de guarda na entrada do Carandiru Caipira, o maior
complexo penitenciário do Estado.
Enquanto as delegacias montam verdadeiras trincheiras e reforçam seu efetivo
com investigadores fortemente armados e coletes à prova de bala para o
desempenho de trabalho interno, dois homens fazem a “guarda” na entrada do
complexo. Com armas obsoletas, como o revólver calibre 38 ou uma espingarda
calibre 12, sem rádios de comunicação e nem mesmo coletes à prova de balas, a
dupla deve impedir os resgates de presos e ataques a uma distância de um
quilômetro do próximo prédio.
A reportagem passeou pelo local e pôde conferir, uma por uma, as denúncias do
agente de muralha que não quer ser identificado por temer represálias. Na
terça-feira havia dois seguranças no local e apenas um deles estava armado, com
uma espingarda calibre 12. Nenhum dos dois usava colete à prova de balas ou
tinha um rádio para se comunicar com o restante do complexo.
Os dois contaram à reportagem que têm medo de trabalhar nessas condições e
acrescentaram que não têm o que fazer se forem atacados. “Você acha que uma 12
(espingarda calibre 12) segura os bandidos?”, questionou um dos agentes,
enquanto o outro confirmava que não havia coletes à disposição dos guardas.
Também não há lugar seguro para se abrigar, já que o prédio mais próximo fica a
um quilômetro.
O presidente do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado, João
Rinaldo Machado, disse que procurou a Secretaria de Estado de Administração
Penitenciária para discutir a adoção de medidas de segurança no local por conta
dos atentados, mas recebeu a informação de que somente os presídios de
segurança máxima teriam esse reforço. “Pelo que entendi, só vai ter reforço
depois que houver algum ataque” , acusa o presidente.
As paredes da guarita de entrada confirmam, pelas marcas de vários disparos,
que aquele não é um lugar seguro para se estar. Na semana passada, os agentes
frustraram uma ação de resgate para dar fuga para quatro presos da
Penitenciária 2. Uma bomba de fabricação “caseira” explodiu e outras duas foram
jogadas em direção das muralhas, porém, não explodiram. Um detento morreu
atingido por três tiros e outro fugitivo foi baleado.
O clima entre os funcionários é de medo e apreensão. “Nós já sabíamos que essa
era uma profissão de risco, tivemos treinamento, mas a Secretaria de
Administração Penitenciária não nos dá retorno. Recebemos R$ 580,00, estamos
sem receber adicional por insalubridade e nem colete à prova de bala temos”,
enumera o agente de muralha.
Os constantes alertas que chegam da diretoria para os funcionários dando conta
de que uma megarrebelião ou ataques estão para acontecer aumenta ainda mais o
clima de insegurança no local. “É uma insegurança total, eles não oferecem nada
e a gente fica à mercê da sorte e Deus que nos proteja!”, desabafa.
A assessoria de imprensa da Secretaria de Administração Penitenciária que foi
procurada, via telefone e e-mail, pela reportagem desde terça-feira, informou
que o diretor da Coordenadoria das Unidades Prisionais da Região Central do
Estado, João Batista Paschoal, é que poderia comentar o caso.
O diretor foi procurado várias vezes por telefone ontem para comentar as
denúncias mas não foi localizado, nem retornou os recados deixados.
Penitenciária é alvo de ataque
No dia 07 de novembro, a Penitenciária do São Bernardo, localizada no bairro do
mesmo nome em Campinas, foi atacada a tiros. Dois tiros de revólver de calibre
38 atingiram uma das guaritas do local. Logo depois dos disparos, dois homens
foram vistos por agentes de escolta e segurança penitenciária num terreno ao
lado do presídio. Os agentes revidaram com tiros, mas ninguém foi preso.
De acordo com a versão apresentada à Polícia Civil por dois agentes penitenciários,
no começo da madrugada um Gol branco passou pela Avenida João Batista Morato do
Canto e fez sinais de luz. Alguns homens teriam desembarcado do carro e
correram para a Praça de Esportes Rogê Ferreira de onde teriam feito os
disparos. Os agentes alegaram ter revidado com tiros de cartucheira de calibre
12 e de pistolas automáticas calibre Ponto 40. (PA/AAN)
Agentes de muralha denunciam condições precárias
Rodízio e utilização de armas leves, como o revólver calibre 38, aliada à falta
de material de trabalho, como algemas, colete à prova de balas e rádios
comunicadores, tornam ainda mais complicado o exercício da profissão dos
agentes de muralha. “Enquanto os bandidos usam as melhores e mais modernas
armas, nós usamos o 38”, contou um profissional que trabalha no complexo
penitenciário.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional
do Estado, João Rinaldo Machado, os agentes de muralha nunca trabalharam com
coletes e essa é uma reivindicação antiga. “Só depois que um agente morreu em
Tremembé é que o governador (Geraldo Alckmin) disse que vai liberar os coletes,
mas não sabemos quando isso vai acontecer e nem quantos coletes virão para a
categoria. O pior é que ainda há boatos de que esses coletes seriam liberados
para a Polícia Militar e que nós usaríamos colete usado”, denunciou.
O agente contou que o complexo é aberto e pode ser invadido por qualquer um dos
lados. “A situação chega a ser ridícula, qualquer um pode entrar naquele lugar.
A coisa mais fácil é fazer um resgate aqui”, diz, indignado. Essa denúncia foi
comprovada anteontem pela reportagem da Agência Anhangüera de Notícias (AAN),
que percorreu todas as estradas vicinais que margeiam o complexo. De fato, não
existe um muro que cerque o local. Nos fundos, duas torres garantem a segurança
e, apenas em um dos lados, uma cerca de arame farpado de 1,5 metro é usada para
“impedir” invasões. Na frente, dois homens montam a guarda sem rádio de
comunicação com o prédio mais próximo, que está a uma distância de um quilômetro.
Machado informou que está redigindo um documento relatando a situação desses
dois guardas para enviar à secretária. Junto com o documento, o sindicato vai
solicitar o fechamento do complexo, o que daria maior segurança aos
funcionários do local.
Os agentes de muralha substituíram, no final do ano passado, a Polícia Militar
no patrulhamento externo do complexo penitenciário Campinas-Hortolândia.
Recebendo salários de R$ 580,00, são comumente chamados de “genéricos” dos
agentes penitenciários (que trabalham dentro das unidades prisionais), que
recebem em torno de R$ 1,2 mil.
Além das precárias condições de trabalho, os agentes contratados ano passado
ainda reclamam dos baixos salários e da falta de pagamento do adicional por
insalubridade, de R$ 198,00, que já deveria ter sido pago pelo Estado. “O
pagamento do adicional é sempre adiado, agora a diretoria do presídio falou que
vai ser pago em janeiro, vamos esperar”, acrescenta.
O sindicalista afirmou que um levantamento da Secretaria de Saúde classificou o
trabalho dos agentes como nível 1, o que não lhes daria direito de receber o
adicional. O Sindicato procurou a Secretaria e foi informado de que uma nova
avaliação seria feita para que os guardas de muralha também pudessem receber o
adicional. “Só que já se passaram cinco meses e até agora não tivemos uma
resposta”, finalizou.
O complexo é o maior do Estado, comporta o Centro de Detenção Provisória (CDP),
a Penitenciária I, II e III, o presídio Ataliba Nogueira e Regime Disciplinar
Especial (RDE), criado em agosto de 2002 para presos de alta periculosidade,
que tenham participado de rebeliões, tentativa de fuga ou que sejam membros de
facções criminosas. O local abriga cerca de 6 mil presos, segundo cálculos do
Sindicato. (PA/AAN)
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MJ-EXPLORAÇÃO SEXUAL |
O POPULAR - GO | CIDADES | 13/11/2003
Acusada de favorecer prostituição
A comerciante Viviane Ferreira Costa, de 33 anos, foi presa em flagrante por agentes do 4º Distrito Policial (Setor Bueno). Segundo a polícia, Viviane é proprietária de uma agência e de três casas de prostituição e usa o codinome de Gabriela. Em um dos estabelecimentos, chamado Point Caminhoneiro, na Avenida C, Vila Morais, os policiais apreenderam duas garotas, uma de 15 e outra de 16 anos, que estariam fazendo programas sexuais no local. Viviane Costa já tinha duas passagens pela polícia por estelionato e favorecimento à prostituição. Os policiais civis detiveram a comerciante a partir de uma denúncia feita pela mãe de uma das adolescentes. Ela informou ao delegado Carlos Fernandes, titular do 4º DP, que a filha estava no local há cerca de três semanas. (Maria José Silva)
DIÁRIO DO PARÁ | CIDADES | 13/11/2003
Guia ajuda
combate aos abusos sexuais
UMA EM CADA 4 CRIANÇAS
SOFRE VIOLÊNCIA NO PAÍS
Belém
foi a cidade escolhida pelo Ministério da Educação para o lançamento do
"Guia Escolar: métodos para identificação de sinais de abuso e exploração
sexual contra crianças e adolescentes". A escolha não se deu por acaso. A
região Norte é a campeã, segundo dados do MEC, em casos de violência sexual
contra adolescentes de até 18 anos de idade.
"Uma em cada quatro meninas é abusada sexualmente no Brasil antes mesmo de
entrar na adolescência", afirmou o secretario de Inclusão Educacional do
Ministério da Educação (MEC), Osvaldo Russo, que participou ontem da mesa de
lançamento do Guia.
O livro será distribuído em 40 municípios paraenses e contém orientações de
identificação de comportamentos
característicos das vítimas de violência sexual, além de dicas sobre como
proceder nesses casos.
Osvaldo Russo revelou que as discussões sistemáticas sobre a exploração e abuso
sexual de crianças e adolescentes tiveram início em 1996, através do
"Brasília Diz Não" - projeto que recebeu o Prêmio Unicef Criança e
Paz -, seguido de outras campanhas de combate a este tipo de violência em todo
o país.
"As ações começaram a aparecer, mas faltava algo na área da educação.
Queremos que as escolas sejam nossas aliadas nas medidas preventivas e de
assistência a estas crianças", disse o secretário.
O trabalho começou a ser elaborado desde a implantação da Secretaria de
Inclusão Educacional pelo governo Lula, em julho deste ano, e foi e laborado
com a ajuda de especialistas que já trabalhavam com esse tema.
A idéia é informar quais os principais sinais de abuso e exploração sexual, que
são: rebeldia, afastamento do grupo social, baixa auto-estima, displicência,
baixo rendimento escolar, entre outros.
"O problema é que há toda uma cultura de tornar a mulher objeto sexual, e
isto se dá em todas as formas de abuso, comprometendo o desenvolvimento da
criança e afetando a sua personalidade", afirmou o secretário.
Segundo Ivanna Sant'Ana, que apresentou a cartilha aos participantes, o
objetivo do Guia é salientar qual o papel da comunidade escolar no
enfrentamento dessas questões de combate, através de três vertentes principais,
que são as prevenções primária, secundária e terciária.
A primeira sobre a disseminação das informações necessárias para identificar o
problema a partir de discussões conjuntas entre alunos, professores e as
famílias. A segunda com a identificação e notificação através de denúncias. A
terceira através do encaminhamento para atendimento das vítimas e dos
agressores.
Para a secretária executiva de Educação, Rosa Cunha, que também fez parte da
mesa, a publicação "é um apoio que poderá servir de instrumento prático
para os professores nas escolas, que poderão, a partir das informações e
orientações, identificar os casos e, uma vez identificados, será mais fácil
preveni-los e resolvê-los".
Daqui os representantes do MEC seguirão para Manaus e passarão por outras
capitais da região Norte.
Ana Teresa Brasil
GAZETA DO POVO – PR | PARANÁ | 13/11/2003
Incentivo à pedofilia faz Justiça fechar lan house
O
juiz Marcelo Cardoso da Silva, da 2.ª Vara Criminal da Justiça Federal,
decretou ontem o mandado de busca e apreensão em uma lan house (casa de acesso
a internet e jogos virtuais, freqüentada principalmente por adolescentes) de
Foz do Iguaçu, suspeita de incentivar a pedofilia. A Polícia Federal apreendeu 40 computadores da empresa que
funcionava no centro da cidade, em frente a um colégio estadual. Os
equipamentos foram encaminhados ao núcleo da polícia técnica para avaliação das
imagens de arquivo.
Ninguém foi preso. "Quinze pessoas foram identificadas e poderão ser
responsabilizadas criminalmente se encontrarmos arquivos que comprovem a
existência do crime", explicou Marcos Koren, responsável pela Comunicação
Social da Polícia Federal. Ele garantiu
que essa investigação é a primeira situação concreta em que a PF consegue fazer
a apreensão de material e equipamentos que podem estar sendo usados para
conexão entre Foz do Iguaçu e redes de pedofilia de outras cidades. A PF
investiga outros dez casos similares há cerca de três anos.
DIÁRIO DE S. PAULO | SÃO PAULO | 13/11/2003
Mulheres aliciam para a prostituição infantil
LUÍSA
ALCALDE
No primeiro semestre deste ano, 98% dos casos de abuso sexual a crianças
ocorreram em casa
Das 500 denúncias relatadas aos Conselhos Tutelares e às Varas da Infância e
Juventude em quase 100 municípios do estado (região de Presidente Prudente,
Grande São Paulo, ABCD e Baixada Santista) até o primeiro semestre deste ano,
98% dos casos referem-se a abuso sexual de crianças e adolescentes dentro de
suas próprias casas e 2% diziam respeito à prostituição infantil.
Os dados são do Projeto Pacto São Paulo, uma organização não-governamental
(ONG) que luta contra a exploração infantil. De acordo com Gorete Vasconcelos,
secretária-executiva da entidade e representante do Comitê Nacional de
Enfrentamento à Violência Sexual, apesar de a prostituição infantil ter
aumentado no País, a violência doméstica ainda é grande.
Um estudo inédito realizado na cidade de Presidente Prudente, no extremo oeste
do estado, revelou que na região existe uma forte rede de exploração sexual
infantil com conexões também nos estados do Paraná e Mato Grosso. A professora
Renata Libério — que recentemente defendeu tese de mestrado na Universidade de
São Paulo (USP) sobre o tema— acompanhou, durante três anos, 14 jovens, com
idades entre 13 e 17 anos, que se prostituíam nas ruas da cidade.
Todas estavam fora da escola nesse período e tinham abandonado as aulas na 3ª
ou 4ª séries do ensino fundamental. Renata descobriu que tem aumentado o número
de mulheres que aliciam garotas. Dos nove aliciadores identificados, oito eram
do sexo feminino. “Antigamente esse mercado era dominado predominantemente por
homens”, afirma.
Entre as jovens que foram acompanhadas pela pesquisadora, a maioria havia sido
expulsa de casa ou abandonado o lar por ter sofrido violência sexual com
freqüência. Das 14 adolescentes, cinco tiveram a primeira experiência sexual
antes dos 12 anos. Entre elas, sete iniciaram-se na prostituição, duas foram
violentadas por familiares e três também foram submetidas a estupro.
Esses dados foram apresentados ontem ao relator da Organização das Nações
Unidas (ONU) sobre exploração sexual de crianças e adolescentes, Juan Miguel
Petit, de passagem por São Paulo. Ele está no país à convite do governo
brasileiro desde o dia 3. Em abril, apresentará à ONU um relatório sobre a
exploração sexual infantil no Brasil. “A criação de delegacias para investigar
esses tipos de crimes deve ser prioridade do governo para combater o problema”,
afirmou Petit.
|
MJ-INSTITUCIONAL |
O GLOBO | ECONOMIA | 13/11/2003
EUA: subsídio agrícola ficará na OMC
Valderez Caetano
BRASÍLIA. Às vésperas da reunião ministerial da Área de Livre Comércio das
Américas (Alca), em Miami, a embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, Donna
Hrinak, mostrou ontem que seu país continua irredutível em relação aos
subsídios agrícolas. Segundo ela, embora os EUA admitam discutir o impacto dos
subsídios nas economias latino-americanas, qualquer cronograma de redução será
negociado na Organização Mundial do Comércio (OMC).
— Nossa posição é que este é um assunto para ser tratado na OMC, porque estamos
tentando responder ao Japão, que subsidia duas vezes mais que os EUA, e à União
Européia, que subsidia três vezes mais. O Brasil tem de ser nosso aliado para
reduzir essas barreiras — disse Donna em audiência na Comissão de Defesa e
Relações Exteriores da Câmara dos Deputados.
Donna elogia liderança brasileira na América Latina
Donna acrescentou, porém, que a Alca pode incluir questões como as barreiras
tarifárias e fitossanitárias.
A embaixadora disse que os EUA ainda não têm uma posição sobre a condenação,
pela OMC, das sobretaxas americanas ao aço.
A embaixadora defendeu a adesão do Brasil à Alca, mas não respondeu ao deputado
Ivan Valente (PT-SP) quando ele perguntou se o bloco sobreviveria sem Brasil e
Argentina:
— Acho que vamos ter uma área de livre comércio para todo o hemisfério a partir
do primeiro semestre de 2005. Se tivermos sucesso, será um sucesso de todos os
países. Se fracassarmos, o fracasso será igualmente de todos.
Donna elogiou a liderança do Brasil na América Latina:
— Considero positiva a nova liderança que o Brasil está assumindo na região e
no mundo. O que é bom para o Brasil na região é bom para os Estados Unidos —
disse ela, num paralelo com a famosa frase do ex-deputado Juracy Magalhães
durante a ditadura militar.
Com relação ao ex-funcionário do Departamento de Agricultura dos EUA que foi
pego colhendo material genético de soja na Bahia, há dois meses, a embaixadora
garantiu que ele esteve acompanhado de um técnico da Embrapa, e não sozinho.
Agora a comissão tentará descobrir o nome do técnico para convocá-lo a depor.
ESTADO DE MINAS | NACIONAL | 13/11/2003
Delegado assume secretaria
Ao assumir ontem o cargo de secretário nacional de Segurança Pública, o delegado da Polícia Federal Luiz Fernando Corrêa afirmou que o crime organizado impôs à sociedade brasileira um “estado de legítima defesa”. “A capacidade de fogo e mobilidade da criminalidade, por minimamente que ela seja organizada, tem colocado a sociedade em permanente estado de, entendo, legítima defesa”, disse o secretário, em seu discurso de posse. Segundo a argumentação de Corrêa, que substitui o antropólogo Luiz Eduardo Soares, as forças policiais precisam, hoje, “garantir o direito de ir e vir” das pessoas. Delegado da PF, apoiado pelo PT e pela federação de policiais federais, Corrêa atuou nas forças-tarefa criadas para investigar o crime organizado no Espírito Santo, a grilagem de terras no Distrito Federal e o narcotráfico no Rio de Janeiro, nos últimos anos.
DIÁRIO DO PARÁ | BRASIL HOJE | 13/11/2003
Faltam
recursos para investigações
MINISTRO DA JUSTIÇA AFIRMA
QUE PRECARIEDADE NA PF SERÁ RESOLVIDA AINDA ESTE MÊS.
BRASÍLIA
- As principais investigações e operações que a Polícia
Federal (PF) deve desencadear até o fim do ano podem ser
prejudicadas pela falta de recursos. Até hoje, a PF devia R$ 6 milhões só em
diárias para agentes e delegados que participaram de ações em outros Estados,
nos últimos meses.
Uma reintegração de terra determinada pela Justiça em Mato Grosso do Sul foi
suspensa por falta de dinheiro e outras deverão ter o mesmo destino. O ministro
da Justiça, Márcio Thomaz Bastos,
afirmou que a situação será resolvida ainda este mês.
Somente a sede da PF em Brasília deve hoje quase R$ 1 milhão em passagens
aéreas, enquanto que, no restante do País, o montante chega a R$ 2,2 milhões. A
situação é tão séria que até os telefones correm o risco de serem cortados,
pelo fato de a PF ter pago apenas uma das três contas em atraso.
As últimas operações realizadas pela PF consumiram em torno de R$ 1,8 milhão,
que ainda não foram faturados, uma vez que não há recursos disponíveis em
caixa.
Até agora, nenhuma unidade da PF no País parou totalmente pela falta de
dinheiro, mas as operações serão suspensas, uma vez que agentes e delegados não
querem viajar sem diárias, como ocorre desde o início do ano. "Muitos
policiais entraram no cheque especial", informa um delegado. "Outros
recusam a viajar para não deixar a família passando necessidade." O Ministério da Justiça admite a precariedade
na PF, mas Bastos ressalta que os recursos complementares programados em
outubro serão liberados ainda este mês. "A Polícia
Federal trabalha com dificuldades, mas existe um esforço do governo
para que a PF não pare de trabalhar", afirmou o ministro. "Ainda em
novembro e dezembro, o dinheiro será repassado." Somente este ano, a PF
passou por pelo menos cinco crises financeiras, quase entrando em colapso ao
ponto de várias superintendências terem seus telefones cortados. Algumas
operações de menor relevância deixaram de ser realizadas para não prejudicar
outras de grande alcance, como a Anaconda, que levou para São Paulo mais de 100
policiais de outros Estados, uma maneira que a direção da instituição adotou
para evitar vazamento de informações.
PF encontra comprovantes de depósitos em apartamento
Autos de apreensão da Operação Anaconda revelam uma intensa movimentação
bancária por parte dos acusados de integrar a suposta organização criminosa
envolvida em tráfico de influência, corrupção e venda de sentenças. Só no
apartamento do juiz federal João Carlos da Rocha Mattos, preso sob suspeita de
integrar a quadrilha, a Polícia Federal
encontrou 106 comprovantes de depósitos bancários, alguns deles em nome de
pessoas apontadas como integrantes da suposta organização.
O valor total das movimentações encontradas no apartamento do juiz - não há
discriminação do período em que elas ocorreram - chega a R$ 190 mil. A única
fonte de renda declarada de Rocha Mattos é seu salário de magistrado federal da
primeira instância. O valor recebido mensalmente é de R$ 12 mil - há alguns
meses ele vem ganhando R$ 20 mil por conta de uma diferença que o Supremo
Tribunal Federal (STF) mandou pagar aos juízes.
No auto de apreensão n.º 01/2003, realizado no apartamento 121 da Rua Maranhão,
208, em São Paulo, onde mora Rocha Mattos, a Polícia
Federal destaca a apreensão de um comprovante de depósito no valor
de R$ 5 mil em nome de César Herman Rodriguez, agente federal que também está
preso. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), ele seria o contato entre o
juiz e outros integrantes da quadrilha. O depósito foi feito na agência 0956 do
HSBC Bamerindus, de Higienópolis, na conta corrente número 0916.02740-99.
A PF encontrou ainda um comprovante de depósito no valor de R$ 2 mil em nome do
empresário Sérgio Chiamarelli Júnior, também preso sob acusação de integrar a
suposta organização de venda de sentenças. A operação bancária foi feita na
agência 0614.9 do Bradesco, conta corrente 56.329.3, segundo o auto de
apreensão da PF.
No 1.º andar da Rua Pernambuco, 108, onde mora Chiamarelli, a Polícia Federal também encontrou dezenas de
comprovantes de depósitos bancários, segundo o auto de apreensão. Entre eles,
também consta uma movimentação financeira em nome de Herman Rodriguez. O
depósito foi feito na mesma conta corrente, mesma agência e no mesmo valor -
não há registro da data da operação.
Equívoco
O criminalista Alberto Toron, advogado de Rocha Mattos, rebateu as informações
que constam do auto de apreensão relativo aos documentos bancários que teriam
sido localizados pela Anaconda na residência do juiz. Para Toron, a análise do
documento produzido pela Diretoria de Inteligência da PF mostra que houve
"um equívoco". (AE)
DIÁRIO DO PARÁ | GUILHERME AUGUSTO | 13/11/2003
Antes que seja tarde
O
governo do Estado vai criar duas Unidades de Conservação, que podem se
transformar em parques estaduais.
Sabe onde? Em áreas da Terra do Meio, região considerada campeã de conflitos
fundiários no país, localizada em partes dos municípios de São Félix do Xingu,
Altamira e Novo Progresso.
O assunto já foi discutido pelo governador Simão Jatene com os ministros Márcio Thomaz Bastos (Justiça) e Marina
Silva (Meio Ambiente).
DIÁRIO DE PERNAMBUCO | VIDA URBANA | 13/11/2003
Escolas firmam pacto pela paz na RMR EDUCAÇÃO
Educar para combater a violência nas escolas. Este é o objetivo do Pacto pela Paz, firmado ontem entre alunos, educadores e pais de 39 unidades da rede pública de ensino da Região Metropolitana do Recife, com a coordenação do Programa Nacional Paz nas Escolas, do Ministério da Justiça. O seminário de lançamento do projeto aconteceu ontem no Armazém 12 do Porto do Recife e contou com a apresentação de grupos artísticos e a participação de grêmios estudantis. Através do Pacto, as comunidades escolares terão um cronograma de atividades de conscientização e mobilização no sentido de conter a violência.
J. DO COMMERCIO - RJ | ECONOMIA | 13/11/2003
UE mais flexível na agricultura
O
Mercosul e a União Européia (UE) acertaram ontem, durante a reunião ministerial
realizada em Bruxelas, um cronograma de trabalho que dá importância à
agricultura, numa tentativa de impulsionar as negociações entre os dois blocos.
O resultado foi considerado positivo pelo ministro das Relações Exteriores,
Celso Amorim.
- O programa de trabalho acertado nos permite avançar e reconhece que, no atual
estágio, há uma primazia para a discussão em agricultura, o que não aconteceu
até hoje - avaliou.
A primeira rodada de negociação, marcada de 1 a 5 de dezembro, em Bruxelas,
debaterá agricultura, o impacto da ampliação da UE, vinhos e bebidas alcoólicas
e medidas sanitárias e fitossanitárias.
J. DO COMMERCIO - RJ | FRED SUTER | 13/11/2003
Leilão beneficente
Agora
o Fome Zero deslancha: autoridades do Governo decidiram doar presentes
recebidos para um leilão on-line em benefício do mais badalado programa social
do País, que ainda - quase um ano depois - não conseguiu ainda sair do papel.
O ministro Miro Teixeira doou um chaveiro Montblanc (R$ 70). Frei Beto, um
relógio, avaliado em R$ 50. A funcionária do Ministério
da Justiça Heloisa Helena Pires Adário ofereceu outro relógio,
também de R$ 50. Flávio Borges Botelho, secretário-executivo do ministério de
Segurança Alimentar e Combate à Fome, fez bonito: doou um prendedor de gravata,
avaliado em R$ 20.
Um jipe Troller (R$ 23.292,50), doado pela Brasil Veículos, e um relógio Rolex,
com preço mínimo estipulado em R$ 10 mil, são os pontos altos do leilão.
J. DO COMMERCIO - RJ | PAÍS | 13/11/2003
Bastos nega
haver atraso na liberação de recursos
Ministro reage e diz que
não comanda uma tesouraria
O
ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos,
afirmou que os estados que ainda não receberam recursos do Fundo Nacional de
Segurança Pública deverão recebê-los até o fim de dezembro. Ele disse que não
está havendo demora na liberação das verbas, como alegam os governos de São
Paulo e de Minas Gerais. O que houve foi mudança de critérios, explicou o
ministro.
- Como não somos uma tesouraria, só vamos liberar recursos - dentro das dificuldades
naturais que o governo vive, de executar um orçamento do ano passado - depois
de aprovados os planos estaduais. Nós estamos em fase final de liberação; em
alguns casos, já está empenhado o dinheiro. Na semana que vem, vamos ter uma
reunião onde a gente vai liberar bastante dinheiro - informou o ministro.
O ministro assegurou ontem que a condução da política de segurança pública do
Governo federal não será influenciada pelo impulso e o influxo do pânico
decorrentes da ação do crime organizado.
- Nós temos um projeto e esse projeto está sendo executado. Algumas
circunstâncias exigem um antibiótico mais forte, uma atuação mais presente,
mais localizada, mas isso não nos impede, não nos desvia daquele caminho que é
construir o Sistema Único de Segurança Pública (Susp); reestruturar as
polícias; trabalhar, agora cada vez mais harmonizados com o Poder Judiciário,
por uma reforma forte e radical desse poder, e lutar, junto com os estados,
para uma reestruturação do sistema penitenciário - afirmou o ministro, durante
solenidade de posse do novo secretário Nacional de Segurança Pública, delegado
da Polícia Federal, Luiz Fernando
Corrêa.
Corrêa, que assumiu o cargo em substituição ao antropólogo Luiz Eduardo Soares,
ressaltou a integração das forças policiais por meio da troca de informações e
do compartilhamento dos serviços de inteligência, como a grande arma para o
combate ao crime organizado no país.
- é juntando esforços, somando as capacidades, e ao mesmo tempo unindo as
forças, que nós, trazendo gente de outras polícias, vamos transferir o
conhecimento e prevenir ações em outros estados no futuro - disse.
De acordo com Corrêa, sua linha de atuação será a de organizar as forças para,
em um primeiro momento, estancar as ações violentas e criar um cenário
favorável para a implementação de medidas preventivas e duradouras que
pretendemos conduzir. O delegado foi o coordenador do grupo de inteligência da Polícia Federal integrante da força-tarefa que
reúne as polícias do Rio de Janeiro, criada com o objetivo de investigar e
combater o crime organizado no estado.
Um exemplo do êxito da articulação entre as forças policiais, conforme o
secretário, foi a troca de informações entre a Polícia Civil do Distrito
Federal e a Superintendência da PF em São Paulo, Rio de Janeiro e no Distrito
Federal, que resultou na prisão de dez pessoas armadas, na madrugada de
terça-feira, ''antecipando uma ação violenta em São Paulo''. Uma das metas do
secretário é colocar em funcionamento um Gabinete de Gestão Integrada em cada um
dos estados que aderiram ao Sistema Único de Segurança Pública (Susp). Com
exceção de Pernambuco, que deve firmar sua adesão até dezembro, todas as outras
u idades federativas já fazem parte do sistema.
Durante a posse, o ministro da Justiça anunciou a criação do primeiro Gabinete
Regional de Gestão Integrada, que vai reunir representantes do sistema de
segurança dos estados da região Sudeste. Na próxima terça-feira, os
governadores e secretários de segurança pública do Rio de Janeiro, Minas
Gerais, Espírito Santo e São Paulo, vão se reunir com Thomaz Bastos em Brasília, para definir como
será o funcionamento desse gabinete.
Investigações da PF estão sob ameaça
As principais investigações e operações que a Polícia
Federal (PF) deve desencadear até o fim do ano podem ser
prejudicadas pela falta de recursos. Até hoje, a PF devia R$ 6 milhões só em
diárias para agentes e delegados que participaram de ações em outros Estados,
nos últimos meses.
Uma reintegração de terra determinada pela Justiça em Mato Grosso do Sul foi
suspensa por falta de dinheiro e outras deverão ter o mesmo destino. O ministro
da Justiça, Márcio Thomaz Bastos,
afirmou que a situação será resolvida ainda este mês.
Somente a sede da PF em Brasília deve hoje quase R$ 1 milhão em passagens
aéreas, enquanto que, no restante do País, o montante chega a R$ 2,2 milhões. A
situação é tão séria que até os telefones correm o risco de serem cortados,
pelo fato de a PF ter pago apenas uma das três contas em atraso.
As últimas operações realizadas pela PF consumiram em torno de R$ 1,8 milhão,
que ainda não foram faturados, uma vez que não há recursos disponíveis em
caixa.
Até agora, nenhuma unidade da PF no País parou totalmente pela falta de
dinheiro, mas as operações serão suspensas, uma vez que agentes e delegados não
querem viajar sem diárias.
- Muitos policiais entraram no cheque especial - informa um delegado.
O Ministério da Justiça admite a
precariedade na PF, mas Bastos ressalta que os recursos complementares
programados em outubro serão liberados ainda este mês.
- A Polícia Federal trabalha com
dificuldades, mas existe um esforço do Governo para que a PF não pare de
trabalhar - afirmou o ministro, informando que ainda eeste mês o dinheiro será
repassado.
Somente este ano, a PF passou por pelo menos cinco crises financeiras, quase
entrando em colapso ao ponto de várias superintendências terem seus telefones
cortados. Algumas operações de menor relevância deixaram de ser realizadas para
não prejudicar outras de grande alcance, como a Anaconda, que levou para São
Paulo mais de 100 policiais de outros Estados, uma maneira que a direção da
instituição adotou para evitar vazamento de informações.
O DIA - RJ | CARTAS | 13/11/2003
Banestado, CPI que não anda
O Ministério Público Federal deveria achar no mínimo suspeito o prefeito do Rio, Cesar Maia, ter colocado seu filho, Rodrigo Maia, logo na vice-presidência da CPI do Banestado, aquela que até agora não convocou nenhum político de expressão para depor sobre a origem maravilhosa do dinheiro. O juiz federal Lafredo Lisboa, heroicamente, encarcerou os acusados do propinoduto, que desviaram 30 milhões de dólares. Mas e os responsáveis pelos outros 29,970 bilhões de dólares do Banestado? Vão ficar impunes? Parece que os condenados do grupo de funcionários do fisco federal e estadual do Estado do Rio de Janeiro estão servindo de bode expiatório para a maior roubalheira que já se produziu neste país. Segundo estimativas do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, há 50 bilhões de dólares repousando em contas secretas de brasileiros no exterior – dinheiro que deveria ser confiscado pelo nosso presidente Lula para acabar com a fome, o desemprego e a miséria neste país.
CORREIO DO POVO - RS | POLíCIA | 13/11/2003
Secretário quer 'juntar esforços'
O delegado gaúcho Luiz Fernando
Corrêa tomou posse ontem, no Ministério da
Justiça, como novo secretário
nacional de Segurança Pública. Participou da cerimônia o ministro Márcio Thomaz Bastos. 'Vamos juntar
esforços, somar capacidades e reunir o conhecimento de todas as polícias para
combater diretamente a criminalidade', destacou o novo secretário. Corrêa
coordenava grupo de inteligência da Polícia
Federal criado para investigar e combater o crime organizado no Rio
de Janeiro. Ele liderou a equipe que desenvolveu o sistema de gerenciamento de
monitoramento policial, denominado Sistema Guardião.
À frente da Secretaria Nacional de Segurança
Pública (Senasp), Corrêa vai coordenar o Plano Nacional de Segurança
Pública (Susp). As próximas etapas do Susp passam pelo desenvolvimento dos
Gabinetes de Gestão Integrada entre as polícias de cada estado e unificação da
linguagem de informática dos órgãos de segurança pública. A atuação do novo
secretário deverá reforçar o perfil mais operacional da Senasp e aumentar o
entrosamento da secretaria com as polícias Federal, Rodoviária Federal, Civil e
Militar, além das Guardas Municipais.
ZERO HORA - RS | POLÍTICA | 13/11/2003
Delegado gaúcho toma posse
O
delegado da Polícia Federal (PF) Luiz
Fernando Corrêa, 45 anos (à esquerda na foto), assumiu ontem a Secretaria
Nacional da Segurança Pública no lugar de Luiz Eduardo Soares. Natural de Santa
Maria (RS), Corrêa era o coordenador do grupo de inteligência da PF que
comandava a força-tarefa no Rio contra o crime organizado no Estado.
Corrêa foi empossado pelo ministro da Justiça Márcio
Thomaz Bastos (à direita na foto), que deseja dar um caráter
operacional para o cargo. Conforme Thomaz
Bastos, "Corrêa foi escolhido pela experiência no comando
de ações contra o crime organizado e o narcotráfico''.
Na posse, Corrêa afirmou que a integração das forças policiais, por meio da
troca de informações e do compartilhamento dos serviços de inteligência, é a
grande arma para o combate ao crime organizado no país. Corrêa atuou como
agente de repressão a entorpecentes na Polícia
Federal durante 14 anos, antes de tornar-se delegado federal, em 1995.
De 1996 a 2001, atuou na Delegacia de Repressão a Entorpecentes de Porto
Alegre, até ser transferido para o Distrito Federal.
DIÁRIO DE S. PAULO | BRASIL | 13/11/2003
Secretário promete ação contra o crime
O delegado da Polícia Federal Luiz Fernando Corrêa assumiu ontem a Secretaria Nacional de Segurança Pública prometendo ações imediatas contra o crime organizado e os ataques como os que estão ocorrendo contra a polícia em São Paulo. Na posse, o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, destacou a capacidade operacional do novo secretário e disse que às vezes é preciso usar “um antibiótico mais forte” contra o crime. “Não vamos agir sob o impulso e o influxo do pânico. Nós temos um projeto, que está sendo executado. Mas algumas circunstâncias exigem um antibiótico mais forte”, disse Bastos.
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MJ-POVOS INDÍGENAS |
O ESTADO DE S. PAULO | CIDADES | 13/11/2003
Na Bahia, bando ataca ônibus que transporta índios
BIAGGIO TALENTO
SALVADOR – Pela segunda vez em menos de um mês um ônibus usado no transporte de
índios Pataxós Hã-Hã-Hãe foi atacado por pistoleiros no município de Pau
Brasil, a 550 quilômetros da capital baiana. O ônibus foi invadido por três
homens armados, quando o motorista retornava sozinho para o centro da cidade,
depois de deixar estudantes pataxós na aldeia caramuru.No fim de outubro um
ônibus da Fundação Nacional de Apoio ao Índio (Funai)
foi incendiado, provavelmente pelo mesmo grupo.
O novo ataque ocorreu na noite de segunda-feira. Os três homens renderam o
motorista da Viação Camaçari, cujo nome não foi divulgado, e exigiram que ele
não transportasse mais pataxós. Também levaram a chave da ignição. Quando o
motorista deu a partida com a chave reserva, os agressores dispararam,
estilhaçando o pára-brisa e os faróis.
O motorista conseguiu levar o veículo até a delegacia de Pau Brasil para
registrar a queixa. A empresa anunciou que só voltará a transportar índios com
proteção policial. A comunidade indígena quer garantias para que suas crianças
possam ir à escola. Há anos índios e fazendeiros disputam terras na região.
A TARDE - BA | MUNICÍPIOS | 13/11/2003
Atacado outro
ônibus de pataxós
Coletivo usado para o
transporte de crianças indígenas em Pau Brasil sofreu novo atentado, causando
apreensão na cidade
Ana Cristina Oliveira
PAU BRASIL (DA SUCURSAL SUL DA BAHIA) – Três homens armados atacaram um ônibus
da Viação Camacan, que faz o transporte escolar de índios pataxós hã-hã-hães da
aldeia Caramuru até escolas no centro de Pau Brasil. O ataque aconteceu por
volta das 23 horas de segunda-feira, na região de Mundo Novo, na estrada que
liga Pau Brasil a Itaju do Colônia, quando o ônibus já havia deixado os índios
na reserva e voltava para o centro da cidade.
Este é o segundo ataque a um transporte escolar dos hã-hã-hães por conta das
disputas de terras entre índios e fazendeiros, levando mais tensão à comunidade
pataxó. No dia 24 de outubro passado, um ônibus da Funai
foi incendiado na porta do Colégio Luís Eduardo Magalhães, na periferia da
cidade. Não houve feridos nos dois episódios. No depoimento ao delegado de Pau
Brasil, Francesco Denis de Santana, o motorista do veículo, Lourival dos Santos,
contou que os agressores, armados, pararam o veículo a dois km da cidade. Eles
entraram, vistoriaram o interior e depois quebraram o vidro da frente do
veículo com uma pedrada. Do lado de fora deram nova pedrada, quebrando também
os faróis.
O motorista disse que estava muito escuro e não deu para reconhecer nenhum dos
agressores. O caso também está sendo investigado pela Polícia Federal, segundo o delegado Francesco
Santana. As investigações desse e do episódio anterior pouco avançaram, segundo
ele, por falta de estrutura em sua delegacia. Nem mesmo foi feita a perícia do
ônibus incendiado há quase um mês.
AGRESSõES – A comunidade indígena está apreensiva com a escalada da violência.
O cacique Gerson Melo diz que “as agressões acontecem no nariz das polícias
Federal e Civil, mas ninguém é preso. Os pistoleiros continuam dando as cartas,
até acontecer outra morte”. Os índios também correm o risco de ficar sem aulas,
porque a direção da Viação Camacan informou que só voltará a fazer o transporte
escolar dos índios se houver proteção policial, pois não colocará seus
profissionais reféns da violência e da impunidade reinante na região.
A comunidade indígena diz estar transtornada com mais esta ação violenta
praticada contra os seus membros, o que constitui, segundo eles, uma ousada
violação de seus direitos, principalmente dos estudantes.
Segundo os índios, as autoridades nada fazem para resolver o problema. Visitam
a aldeia, prometem tomar providências, mas de concreto nada acontece. As
lideranças dizem que estão cansadas de promessas e que nenhum encaminhamento
sério vem sendo tomado.
Os pataxós asseguram ainda que a própria comunidade de Pau Brasil não suporta
mais a escalada de violência crescente que vem acontecendo no município.
DIÁRIO DO PARÁ | REGIONAL | 13/11/2003
Inesc e Cimi
criticam governo Lula
ENTIDADES REPROVAM
POLíTICA INDIGENISTA E DIVULGAM ESTUDO sobre REDUçãO DE ORçAMENTO
Depois
que os velhinhos de 90 anos tiveram seus benefícios previdenciários sustados
(depois devolvidos), e crianças com necessidades especiais foram retiradas dos
benefícios do Fundef, agora são organizações não-governamentais, que lidam com
as causas indígenas, a colocar em xeque o governo do presidente Lula. Um estudo
divulgado pelo Instituto de Estudos Sócio-econômicos (Inesc) levanta graves
questões sobre a política de saúde indígena, direitos territoriais e o Plano
Pluri Anual (PPA) 2004-2007. Igualmente, demonstra os reduzidos gastos
orçamentários da Funai, entre janeiro e
setembro deste ano. Outro documento, lançado pelo Conselho Indigenista
Missionário (Cimi), no primeiro dia do Fórum Social Brasileiro, enfatiza o
aumento dos casos de violência contra os povos indígenas e cobra o cumprimento
das promessas de campanha feitas pelo presidente.
As duas organizações coincidem: a situação dos índios piorou muito, no Brasil,
nos onze meses iniciais do governo petista. O documento exibido pelo Inesc
considera que um dos piores indicadores relacionados à questão indígena é o da
saúde. O Inesc destaca desafios ainda sem respostas, como o contrato celebrado
entre a Funasa e as organizações indígenas, além da falta de capacitação
continuada das entidades indígenas para atender às exigências administrativas e
gerenciais dos convênios.
Dúvidas
A Funasa, aplicou apenas 63,75% dos recursos autorizados, o equivalente a R$
80,2 milhões de um total de R$ 126,2 milhões. O documento levanta algumas
dúvidas que estariam se disseminando entre setores os militantes da causa
indígena, e que acuam o governo de Lula. Aponta ações governamentais
desenvolvidas por outros dois ministérios - Segurança Alimentar e Combate à
Fome (Mesa) e o do Desenvolvimento Agrário, que realizará entre 23 e 25 deste
mês, em Brasília, o seminário Política Nacional de Segurança Alimentar e
Desenvolvimento Sustentado dos Povos Indígenas, para apresentar uma proposta de
etnodesenvolvimento para os povos indígenas.
Educação é negligenciada
O Inesc também afirma que a Coordenação Geral de Educação Indígena do
Ministério da Educação reteve, até setembro, R$ 400 mil liberados para a
educação indígena (edição e distribuição de material escolar, capacitação de
professores, a assistência de estudantes indígenas fora das Terras Indígenas
(TIs) e manutenção das escolas e casas de estudantes indígenas, enquanto a Funai destinou no mesmo período mais de R$ 2,4
milhões.
Para o Inesc é essencial a existência a articulação entre o Ministério da
Educação e a Funai, e entre esta e as
secretarias de Educação. Hoje, prevalece a política de competição entre tais
instituições, prejudicando a qualidade de ensino. O Inesc também defende a
definição da distribuição de responsabilidades entre União, Estados e
municípios, para a implementação de uma política nacional que assegure a
especificidade do modelo de educação intercultural e bilíngüe às comunidades
indígenas.
Fogo de palha
Os direitos territoriais indígenas, de acordo com o instituto, foram motivo de
grandes emoções nos primeiros meses de 2003, provocadas pelo encaminhamento dos
processos de homologação de Terras Indígenas ao Conselho de Defesa Nacional e a
Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 38/99, do senador Mozarildo Cavalcanti
(PPS/RR), que limita em 50% a área de cada estado brasileiro passível de ser
transformada em Unidade de Conservação (UC) ou Terra Indígena, assim como
acrescenta, entre as competências do Senado, a aprovação de demarcações de Tis,
mas tudo não passou de fogo de palha. Os primeiros nove meses de governo
terminam com Lula homologando Terras Indígenas com processos iniciados no
governo anterior, e nenhuma portaria do ministro da Justiça sendo publicada
para reconhecer os limite de novas áreas e determinar sua demarcação física”,
ironiza” o documento. Entre janeiro e setembro, a Funai
destinou apenas R$ 18,8 milhões para atividades relacionadas à identificação,
demarcação e fiscalização e de Terras Indígenas. Também foram bastante
reduzidos os investimentos em atividades de autosustentação indígena : R$ 4,6
milhões.
Programas
O PPA 2004/2007, segundo o instituto, contempla os povos indígenas em dois
programas: Identidade étnica e Patrimônio Cultural dos Povos Indígenas e o de
Proteção de Terras Indígenas, Gesto Territorial e Etnodesenvolvimento. O
primeiro deverá contar com R$ 878,8 milhões, distribuídos entre os Ministérios
da Saúde (R$ 617,6 milhões), da Justiça (R$ 208 milhões), Educação R$ (9,3
milhões), Desenvolvimento Agrário (R$ 4,2 milhões) e Gestão do Programa (R$ 39
milhões). O Outro totaliza R$ 294,7 milhões, envolvendo os Ministérios da
Justiça (R$ 248,6 milhões) e o do Meio Ambiente (R$ 45,8 milhões).
Ameaça aos povos indígenas
"Os povos indígenas, os pobres e os excluídos, sonhadores de uma nova
sociedade, depositaram sua esperança no governo Lula. Porém, diante do quadro
de violências, do não cumprimento das promessas de campanha eleitoral e dos
compromissos históricas de construção de uma nova sociedade, a esperança cedeu
lugar à perplexidade". Esta é a principal mensagem do documento assinado
pelo Cimi: Governo Lula: A Morte Ameaça os Povos Indígenas.
O Cimi lembra assassinatos recentes, como o de Aldo Macuxi, na TI Raposa Serra
do Sol (RR), e de outras 23 lideranças só este ano. E afirma que a principal
origem está na não-demarcação e garantia de Terras Indígenas. O Cimi esperava
que o governo Lula "sinalizasse seu anunciado compromisso de resgatar a
dívida social do país com os povos indígenas, homologando as terras proteladas
por governos anteriores e implementando uma política indigenista que garantisse
os direitos desses povos. Para o Cimi, a situação foi agravada com a iniciativa
da Casa Civil da Presidência da República de submeter a demarcação de terras
indígenas às instâncias não identificadas com os direitos dos povos indígenas,
como o Conselho de Defesa Nacional, "numa clara demonstração de optar por
caminhos que dificultam ou impeçam o reconhecimento constitucional das terras
indígenas".
Em relação aos projetos previstos pelo PPA 2004-2007, o Cimi afirma que não só
geram violência contra os índios como mais agressões ao meio ambiente. "Na
realidade, assiste-se - desde a ida de Lula a Davos - a substituição da agenda
da campanha eleitoral pela agenda do FMI, e a substituição do social pelo
econômico. As chamadas reformas, que marcaram as discussões políticas destes
primeiros 10 meses, mostraram, mais uma vez, a subserviência da política
brasileira aos interesses hegemônicos do capital financeiro e das elites
nacionais", conclui o representante do Cimi.
O NORTE – PB | ÚLTIMAS NOTÍCIAS | 13/11/2003
Governo coloca projetos à disposição dos índios
O
governador Cássio Cunha Lima colocou à disposição da Organização Indígena
Potiguara da Paraíba o Projeto Cooperar, Emater e o Paraíba em Suas Mãos, que
atenderá as reivindicações nas áreas de agricultura, de turismo e, ainda, de
incentivo a produção artesanal. Cássio recebeu a comissão nesta quarta-feira
(12) e assegurou apoio aos pleitos encaminhados ao governo do Estado, inclusive
de eletrificação através de energia eólica.
Ainda como parte das reivindicações, o governador Cássio Cunha Lima recomendou
a distribuição de sementes para a produção de feijão, arroz e outros produtos,
determinando também a inclusão da comunidade indígena ao programa da Secretaria
estadual de Agricultura.
Cássio autorizou a doação de um terreno para a construção da sede própria da Funai, em João Pessoa. Sobre essa questão, ele
determinou que a Companhia Estadual de Habitação ou a Suplan - Superintendência
de Planejamento - agilizasse o processo, a fim de que a obra seja iniciada
imediatamente, uma vez que se trata de uma antiga reivindicação.
As lideranças indígenas destacaram, também, que é a primeira vez que um
governador do Estado recebe os índios potiguaras da Baia da Traição. No
primeiro semestre do ano, Cássio visitou a aldeia durante o lançamento de um
programa da área de Educação. Na pauta de reivindicações, a Organização
Potiguara pediu a criação de uma assessoria indígena na estrutura
administrativa do Estado e, também, teve seu pleito prontamente atendido pelo
chefe do Executivo paraibano.
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MJ-SEGURANÇA PÚBLICA |
O ESTADO DE S. PAULO | ECONOMIA | 13/11/2003
Ônibus de
‘sacoleiros’ agora serão multados
Empresa pagará multa de R$
15 mil e veículo será retido se for encontrada mercadoria ilegal
ADRIANA FERNANDES
BRASÍLIA – A Receita Federal começa hoje a aplicar multa de R$ 15 mil às
empresas de ônibus que transportam mercadorias dos chamados “sacoleiros”. A
multa começa a ser aplicada justamente quando a Receita coordena uma grande
operação para reprimir o contrabando na região de Foz de Iguaçu, fronteira do
País com Paraguai e principal local de atuação dos sacoleiros. O aumento da
repressão aos sacoleiros nesta semana tem provocado grandes tumultos na Ponte
da Amizade, que liga os dois países. Cerca de 4mil ônibus passam por mês pela
ponte.
A regulamentação da multa foi disciplinada ontem pela Receita em Instrução
Normativa que será publicada hoje no Diário Oficial da União. A regulamentação
da fiscalização de mercadorias nos ônibus de passageiros em viagem
internacional responsabiliza as empresas pelo que transportam. Passageiros e
respectivas mercadorias devem ser identificados e bagagens ‘sem dono’ serão
consideradas responsabilidade da empresa. As transportadoras deverão recusar
volumes com evidências de ser contrabando.
Nos dois casos, a transportadora será multada em R$ 15 mil na primeira vez e R$
30mil nas reincidências. Oônibus será apreendido, a empresa perderá a licença e
será indiciada pelo crime de descaminho. Se identificar bagagem suspeita, a
transportadora deve chamar a fiscalização da Receita, e poderá recusar embarque
de passageiro com objetos de dimensão incompatível com bagagem de viagem de
turismo.
“Queremos punir os que estão praticando o crime junto com os compristas”, disse
a secretária- adjunta da Receita, Clecy Lionço. Segunda ela, a Receita tem
verificado ônibus de passageiros que transportam só mercadorias
contrabandeadas. “Essa é a realidade em grande parte dos ônibus. Essas empresas
precisam ser responsabilizadas.” Segundo ela, o aperfeiçoamento da legislação
tornará a fiscalização mais eficiente. De janeiro a outubro, a Receita
apreendeu em estradas, portos, aeroportos e depósitos R$ 319milhões de
mercadorias contrabandeadas – sendo R$ 135 milhões em Foz.
A operação de repressão em Foz, iniciada segunda- feira, já reduziu
significativamente o número de ônibus, disse Clecy. A operação está sendo feita
em conjunto com Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar e
Agência Nacional de Transporte Terrestre.
A lei permite que o turista de viagens internacionais terrestres compre até US$
150 em mercadorias para uso próprio, sem impostos. Se a compra excede o valor,
o turista deve pagar impostos que correspondem a 50% do valor da mercadoria.
Nas viagens internacionais marítimas e aéreas, o limite para compras é de US$
500.
Confronto – Policiais rodoviários federais e sacoleiros voltaram a entrar em
conflito na manhã de ontem, na Ponte da Amizade.Onúmero de sacoleiros era menor
na cidade, por causa da operação de repressão, mas muitos estão em Foz devido à
retenção de ônibus.
Desde o início da operação, oito pessoas foram levadas à Polícia Federal por resistência a ordem
policial, e 38 ônibus foram retidos. Os sacoleiros tentam fechar a BR-277, que
dá acesso ao Paraguai, com pneus incendiados e blocos de concreto na pista, e
os policiais têm respondido com balas antimotim e gás de efeito moral.
Também foi acentuada a fiscalização nos veículos que entram e saem do Paraguai.
Todos os que estão com documentação irregular ou não têm lista completa de
passageiros são retidos. No retorno do Paraguai, os fiscais da Receita Federal
estão parando todos os carros, inclusive vans e automóveis. (Colaborou Evandro
Fadel)
O ESTADO DE S. PAULO | CIDADES | 13/11/2003
PF prende
grupo que roubou jóias da família Kubitschek
Ladrões estavam em
Taubaté, na casa de um militar, com armas e uniformes do Exército
TAUBATÉ – Após dois anos de
investigações, agentes da Polícia Federal
prenderam em Taubaté 11 pessoas, entre elas um menor, de uma quadrilha de
ladrões de bancos e condomínios. Eles estavam na casa de um militar, na Vila
São José. O grupo confessou ter praticado roubos a banco em Brasília, Goiás,
Paraná e São Paulo. Os crimes renderam R$ 20 milhões em jóias e dinheiro.
Em um dos roubos, na agência do Banco Regional de Brasília, o grupo levou jóias
da família do ex-presidente Juscelino Kubitschek. Há mais de uma semana, em
Taubaté, a quadrilha planejava assaltar bancos e um condomínio de luxo em São
José dos Campos.
“Eles estavam mapeando agências da Caixa e do Banco do Brasil. Assaltariam
também um condomínio de São José dos Campos. Só não sabemos se as ações seriam
conjuntas”, afirmou o delegado da Polícia Federal
Antônio Celso dos Santos.
O cabo do Comando de Aviação do Exército, Sávio Paulo Elias Muniz, de 22 anos,
é o dono da casa onde estava o grupo. O pai dele, mecânico Júlio Sérgio Muniz,
ficou surpreso com a chegada dos agentes. Ele afirmou não ter suspeitado dos
amigos do filho, que está preso no Comando do Exército de Taubaté. Na casa de
Muniz foram apreendidas sete pistolas. um fuzil 762, uma submetralhadora, uma
escopeta calibre 12, uma garrucha, armas de brinquedo, uma pistola de dardos e
silenciadores. Havia ainda sistema de monitoramento de câmeras internas, sete
celulares, binóculo, máscara antigás, coletes à prova de balas, uniformes do
Exército e fardas de seguranças de um shopping de Taubaté.
Os acusados usavam documentos falsos. O chefe da quadrilha, Odilavson Gelain,
de 32 anos, conhecido como Japa ou Japonês, está entre os presos. O grupo foi
levado para a Delegacia da PF em São José dos Campos. Participaram da
investigação 26 policiais federais de Brasília, do Rio, de São Paulo e do
Ceará. (Simone Menochi)
O ESTADO DE S. PAULO | CIDADES | 13/11/2003
Segurança:
Lula quer que verba seja liberada logo
Ele também pediu estudo
sobre participação das Forças Armadas no policiamento
O presidente Luiz Inácio Lula da
Silva determinou ontem, em Brasília, que seja acelerada a liberação de recursos
federais para programas de segurança nos Estados. A determinação foi feita em
reunião com sete ministros, segundo o porta-voz da Presidência, André Singer.
Na mesma reunião, Lula orientou os ministros a apressarem estudos sobre a
participação das Forças Armadas no policiamento das fronteiras do País.
Na terça-feira, os governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin, e de Minas,
Aécio Neves, ambos do PSDB, haviam reclamado da demora no repasse de recursos
do governo federal para os Estados. Alckmin disse não ter recebido quase nada
do dinheiro prometido. Aécio afirmou que de R$ 35 milhões previstos haviam sido
liberados apenas R$ 15 milhões.
“O presidente determinou que seja acelerada a liberação de verbas para os
Estados no âmbito do Sistema Único de Segurança Pública (Susp)”, disse Singer.
Segundo o porta-voz, o dinheiro se refere a projetos já apresentados pelos
Estados ao governo federal. Ele não forneceu mais detalhes sobre a participação
das Forças Armadas no policiamento de fronteiras.
O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos,
havia afirmado antes da reunião que possivelmente na próxima semana São Paulo e
Minas receberão a verba. Bastos justificou o atraso do qual os governadores
reclamavam com a falta de planos dos Estados. “Não somos uma tesouraria. Só
depois de osEstados enviarem seus planos de segurança liberaremos os recursos.”
Ele confirmou para terça-feira um encontro com os governadores, quando será
debatida a integração das polícias de São Paulo e Minas.
Modelo –A integração das polícias no Sudeste poderá servir de modelo para o
governo federal criar forças-tarefa regionais no País. Ontem, o delegado federal
Luiz Fernando Corrêa afirmou, ao assumir a Secretaria Nacional da Segurança
Pública (Senasp), que uma das metas será desenvolver ações coordenadas com os
Estados.
Corrêa admite que terá uma tarefa dura pela frente, principalmente em relação
ao que chama de reação do crime organizado, como vem ocorrendo em São Paulo,
onde policiais estão sendo alvo de bandidos. “A situação atual exige do Estado
uma ação tópica, uma reação às ações violentas, mas isso não afasta a
necessidade de continuarmos implantando o Sistema Único de Segurança Pública
(Susp).” Além da força-tarefa do Rio, o novo secretário, que tem 45 anos,
esteve à frente de outras missões semelhantes no Espírito Santo e no Rio Grande
do Sul, seu Estado de origem.O ex-secretário, Luiz Eduardo Soares, pediu
demissão depois de contratar a ex-mulher e a mulher para a realização de
pesquisas. (Vera Rosa, Eduardo Kattah e Edson Luiz)
A GAZETA - AC | POLÍTICA | 13/11/2003
Perpétua diz ser estarrecedora a situação da PF no Brasil
A Polícia Federal brasileira precisa urgentemente
de atenção do governo federal. A situação em alguns Estados brasileiros é de
precariedade absoluta. Esta foi a cons-tatação da deputada federal Perpétua
Almeida (PCdoB) durante visitas realizadas em algumas sedes da Polícia Federal no país.
A parlamentar falou sobre o assunto esta semana na Câmara dos Deputados. Ela
contou os resultados obtidos pelo grupo de trabalho da Comissão de Segurança
Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara. O grupo foi criado para
averiguar a situação das sedes e equipamentos das delegacias federais e
constatar as reais condições de trabalho dos policiais e delegados
Perpétua Almeida disse ser estarrecedora a situação em que se encontram algumas
sedes da Polícia Federal no Brasil.
- Os funcionários não podem sequer se vestir adequadamente para o trabalho.
Pode-se verificar que o cupim está tomando conta de tudo e o pó da madeira
carcomida cai sobre os equipamentos e os funcionários em algumas sedes da Polícia Federal, disse a deputada.
A deputada irá produzir um relatório das viagens feitas aos Estados de São
Paulo, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro que será entregue à Comissão de
Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara.
A TARDE - BA | PLANTÃO DE NOTÍCIAS | 13/11/2003
Policial que colobarar em caso Anaconda pode ser beneficiado
Do A
Tarde On Line*
O diretor-geral da Polícia Federal,
delegado Paulo Lacerda, afirmou hoje que está disposto a verificar junto ao
Ministério Público Federal a possibilidade de conceder benefícios legais a
policiais federais envolvidos nos fatos investigados pela Operação Anaconda e
que tenham interesse de colaborar com as investigações.
Lacerda disse que, até agora, não tem conhecimento de nenhum policial nessa
situação. “Se existirem policiais envolvidos que queiram colaborar, nós
recebemos de bom grado. Acho até que podemos conversar com o Ministério Público
no sentido de conseguir para eles uma situação favorável do ponto de vista das
acusações que eventualmente recaírem sobre eles”, afirmou. O diretor da PF
participou da solenidade de posse do secretário Nacional de Segurança Pública,
Luiz Fernando Corrêa, no Ministério da Justiça.
A TARDE - BA | PLANTÃO DE NOTÍCIAS | 13/11/2003
Ministro diz que vai apoiar PF no Nordeste
Da Agência Brasil
O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos,
prometeu hoje o apoio da Polícia Federal
na investigação de crimes praticados por grupos de extermínios que atuam no
Nordeste. Ele recebeu o presidente da CPI da Câmara que investiga o assunto,
deputado Bosco Costa (PSDB-SE). Ele se queixou de omissão dos setores de
segurança e dos Ministérios Públicos Estaduais, que impedem que a comissão
possa obter êxito no seu trabalho.
A TARDE - BA | POLÍCIA | 13/11/2003
Americano
Policiais federais prenderam ontem de manhã, em um bairro da zona sul do Rio, o norte-americano George Howard Nason, 55 anos, foragido da Justiça dos Estados Unidos (EUA). Ele é acusado de cometer crimes de lavagem de dinheiro, fraude hipotecária, fraude no sistema financeiro e ainda de prestar declarações falsas à Justiça. A Polícia Federal informou que Nason estava sendo procurado pelo FBI (Polícia Federal norte-americana) desde 2001 e acabou localizado no Brasil.
A TARDE - BA | NACIONAL | 13/11/2003
Desembargador é punido com aposentadoria
BRASÍLIA – Em uma sessão secreta
que durou cerca de 19 horas e terminou por volta das 4h30 de ontem, os 18
desembargadores do TRF (Tribunal Regional Federal) decidiram aposentar
compulsoriamente o desembargador federal Eustáquio da Silveira e sua mulher, a
juíza federal Vera Carla da Cruz Silveira.
Os magistrados, que são acusados de intermediar a venda de sentenças em favor
da quadrilha do traficante Leonardo Dias Mendonça, continuarão a receber os
salários integrais – cerca de R$ 15,5 mil para um desembargador.
O relator do caso, desembargador Jirair Meguerian, disse que não ficou provado
o envolvimento do desembargador e da juíza no caso. No entanto, segundo a
sentença, eles foram aposentados por “manterem comportamento incompatível com a
função de magistrados”.
O casal assistiu ao julgamento juntamente com seus advogados e integrantes do
Ministério Público.
Além do processo administrativo, existe um inquérito penal sobre o caso em
andamento no STF (Supremo Tribunal Federal). No inquérito, juntamente com o
casal de juízes, são investigados o ministro do STJ (Superior Tribunal de
Justiça, Vicente Leal), que está afastado temporariamente das funções, e o
ex-deputado federal Pinheiro Landim (sem partido-CE), que renunciou a dois
mandatos para não ser cassado.
O suposto esquema de venda de decisões judiciais foi revelado no final de 2002
por gravações feitas pela Polícia Federal
durante a chamada Operação Diamante.
SURPRESA – Em entrevista coletiva na tarde de ontem, o desembargador Eustáquio
da Silveira disse que recebeu com surpresa a decisão da Corte Especial do
Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Abatido, Eutáquio disse que os dois
foram escolhidos como bode expiatório num momento em que o Judiciário, debaixo
de críticas e denúncias de corrupção, precisa provar que pune seus próprios
integrantes.
“Com todo o respeito que tenho por esse tribunal, que ajudei a criar, acho que
pesou muito a situação que infelizmente o Judiciário está passando neste
momento, com todas as denúncias que vêm ocorrendo com o Tribunal Regional
Federal da 3ª Região. A história da humanidade nos ensina que nestas horas há
sempre necessidade de se oferecer alguém como bode expiatório – afirmou.
A TARDE - BA | POLÍCIA | 13/11/2003
Ladrões de jóias
Após dois anos de investigações, agentes da Polícia Federal prenderam em Taubaté (SP), 11 pessoas, entre elas um adolescente, de uma quadrilha de ladrões de bancos e condomínios. Eles estavam na casa de um militar, na Vila São José. O grupo confessou ter praticado roubos a banco em Brasília, Goiás, Paraná e São Paulo. Os crimes renderam R$ 20 milhões em jóias e dinheiro. Em um dos roubos, em um banco de Brasília, o grupo levou jóias da família do ex-presidente Juscelino Kubitschek.
A TARDE - BA | NACIONAL | 13/11/2003
Sacoleiros voltam a protestar
CURITIBA – Policiais rodoviários
federais e sacoleiros voltaram a se enfrentar, na manhã de ontem, na região da
Ponte da Amizade, que liga o Brasil ao Paraguai, em Foz do Iguaçu, no Paraná.
Durante os protestos, os sacoleiros tentaram fechar a BR-277, que dá acesso ao
Paraguai, e colocaram pneus incendiados e blocos de concreto na pista. Os
policiais responderam com balas antimotim e gás de efeito moral,
dispersando-os. Não há informações sobre feridos.
Anteontem, os sacoleiros protestaram contra a aumento da fiscalização pelos
policiais rodoviários, pela Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) e
pela Receita Federal sobre os ônibus e carros particulares que se dirigem ao
país vizinho para fazer compras. Desde segunda-feira, quando a operação
começou, oito pessoas foram levadas à Polícia
Federal para fazer o termo circunstanciado, devido à resistência no
cumprimento de ordem policial, e 38 ônibus foram retidos.
FISCALIZAÇÃO – O coordenador da operação Clandestino 2, Iraci Gehrke Huy, disse
que aproximadamente 200 pessoas estão envolvidas, das quais mais de 100 são
policiais rodoviários federais. Eles se deslocaram para Foz do Iguaçu de várias
regiões do País para combater os roubos na região da ponte. Com esse
contingente também foi acentuada a fiscalização nos veículos que se dirigem ao
Paraguai. Todos os que estão com documentação irregular ou que não têm a lista
completa de passageiros são retidos.
O POVO - CE | VERTICAL | 13/11/2003
SÓ?
E a
PF continua amargando dificuldades financeiras. Para pagar a dívida acumulada
da Corporação junto a fornecedores, de R$ 130 milhões, o governo Lula só
liberou R$ 15 milhões. Para o diretor da Federação Nacional dos Policiais
Federais, João Waldery, isso é piada. Hoje um grupo da PF vai se queixar ao
ministro Márcio Thomaz Bastos
(Justiça).
O POVO - CE | FORTALEZA | 13/11/2003
Federais
prendem taxista em flagrante com 50 kg de maconha
Cinqüenta quilos de
maconha prensada foram apreendidos por policiais federais na CE-060, em
Maracanaú. A droga estava dentro de um táxi. O motorista foi preso e autuado em
flagrante por tráfico de drogas
A Polícia
Federal apreendeu, na noite da última terça-feira, 50 quilos de
maconha, no bairro Pajuçara, em Maracanaú. A droga estava dentro do táxi que
era dirigido por José Luciano da Silva Roseno, de 29 anos, que acabou preso e
autuado em flagrante por tráfico pelo delegado Eliomar Lima Júnior, da
Delegacia de Repressão aos Entorpecentes (DRE-PF). Se condenado, o taxista pode
pegar de três a nove anos de prisão. A PF não informou se José Luciano tem
antecedentes criminais. Somente este ano, a PF já contabiliza 216 quilos de
maconha apreendidos em todo o Ceará.
Na operação realizada na noite de terça-feira, os agentes da DRE-PF estavam à
procura do traficante ''Mauro Pequeno'', considerado um dos maiores traficantes
do Estado. Recentemente, ele foi liberado do Instituto Presídio Professor Olavo
Oliveira (IPPOO), onde aguardava julgamento por tráfico de drogas. Informações
chegadas à Polícia Federal davam conta
de que Mauro Pequeno teria recebido um carregamento de maconha vindo de
Pernambuco.
Durante a ação policial, os agentes, comandados pelo chefe de operações da
DRE-PF, Flávio Alves, teriam observado quando o taxista José Luciano entrou na
favela Pôr-do-Sol, em Messejana, dirigindo a Parati de placas HWI-3988, e
mantido contato com Mauro Pequeno. Alguns minutos depois, o taxista saiu
sozinho da favela e foi seguido pelos agentes federais.
À altura da estrada do Anel Viário em Pajuçara, o taxista teria percebido que
estava sendo seguido e tentou fugir dos policiais. Foi quando houve a abordagem
pelos federais na CE-060, próximo à Ceasa. Na vistoria do veículo, os agentes
acabaram encontrando os 50 quilos de maconha prensada acondicionados em três
sacos.
Na DRE-PF, o taxista disse que o veículo - que foi apreendido - estava
arrendado e que ele não seria traficante de drogas. Segundo José Luciano, um
homem, que não soube dizer quem seria, o teria contratado para fazer um frete
de Messejana até Maracanaú. A versão, no entanto, não teve peso na avaliação do
delegado Lima Júnior. Hoje, a PF deverá iniciar um levantamento mais detalhado
sobre a participação do taxista no grupo comandado pelo traficante Mauro
Pequeno.
A GAZETA - ES | POLÍCIA | 13/11/2003
Ministro empossa secretário nacional da Segurança Pública
Brasília – O delegado da Polícia Federal Luiz Fernando Corrêa assumiu
ontem o cargo de secretário nacional da Segurança Pública, em substituição o
antropólogo Luiz Eduardo Soares. Corrêa era o coordenador do grupo de
inteligência da Polícia Federal que
comandava a força-tarefa criada no Rio de Janeiro para combater o crime
organizado.
A experiência de Corrêa na ação conjunta entre a Polícia
Federal e as polícias Militar e Civil no Rio foi fundamental para a
escolha do seu nome para o posto. O ministro Thomaz
Bastos deseja dar um caráter mais operacional para o cargo, um
dos aspectos que lhe desagravam na gestão anterior.
De acordo com o ministro da Justiça, Márcio
Thomaz Bastos, "Corrêa foi escolhido pela experiência no
comando de ações de inteligência policial contra o crime organizado e o
narcotráfico".
Sistema único
Segundo o Ministério da Justiça,
Corrêa deverá implementar as diretrizes do Sistema Único de Segurança Pública
(Susp). As próximas etapas são o desenvolvimento dos Gabinetes de Gestão
Integrada entre as polícias e a unificação da linguagem informacional dos
órgãos de segurança pública.
Quando estiver em pleno funcionamento, integrando procedimentos e compartilhando
informações das polícias estaduais e federal, o sistema deverá permitir maior
rapidez nas ações de combate ao crime.
Segundo avaliação do Ministério da Justiça,
Corrêa será capaz de criar um maior entrosamento entre a Secretaria Nacional de Segurança Pública e os
demais órgãos do ministério, como a Polícia
Federal e as forças policiais de Estados e municípios.
Corrêa atuou como agente de repressão a entorpecentes na Polícia Federal durante 14 anos, antes de
tornar-se delegado federal, em 1995. Como delegado regional na superintendência
da PF no Distrito Federal, conduziu uma investigação sobre grilagem de terras
públicas em 2001.
Foi também membro da Missão Especial de Combate ao Crime Organizado no Espírito
Santo e responsável pela instalação e coordenação da área de inteligência
policial no Estado, entre julho e outubro de 2002.
A GAZETA - ES | POLÍCIA | 13/11/2003
‘Ministério não é tesouraria’
Brasília – Em resposta ao pedido
dos governadores por mais recursos para combater a criminalidade, o ministro da
Justiça, Márcio Thomaz Bastos,
afirmou ontem que sua pasta "não é uma tesouraria".
"Os governadores já perceberam que, sozinhos, não iremos longe. Esse
estreitamento envolve transferência de recursos, mas não envolve só isso. A Secretaria Nacional de Segurança Pública e o Ministério da Justiça não são apenas uma
tesouraria. Nós somos parceiros e essa é a nossa luta", disse.
Thomaz Bastos disse que não há
atraso no repasse de recursos. Houve, afirmou, uma mudança nos critérios. E,
segundo ele, será liberado mais dinheiro entre novembro e dezembro deste ano.
Integração
O Governo federal está desenvolvendo a integração entre a Polícia Federal e as forças estaduais de segurança
pública para otimizar o combate ao crime organizado.
Thomaz Bastos afirmou também que
é preciso que as polícias e os governos ajam com inteligência e não sejam
movidos por casos como os recentes ataques ocorridos contra a PM em São Paulo.
"Nós não vamos agir sob o impulso e o influxo do pânico", afirmou o
ministro.
Sobre a situação em São Paulo, Thomaz Bastos
disse que os governos federal e estadual estão fazendo o possível para prender
os responsáveis pelos ataques.
"Se a gente tivesse um tiro de canhão, já teríamos dado. Se a gente
tivesse um remédio que resolvesse de vez o problema da violência, a gente já
teria ministrado. O fato é que não existe uma ação só", concluiu o
ministro da Justiça.
A GAZETA - ES | POLÍCIA | 13/11/2003
Segurança espera verba federal
Sandresa Carvalho
O Governo do Estado ainda não recebeu a verba federal de R$ 20 milhões
prometida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante a visita feita ao
Espírito Santo no dia 21 de abril deste ano.
De acordo com o secretário Rodney Rocha Miranda, o atraso na liberação das
verbas e na entrega dos equipamentos que a União se comprometeu a comprar e
repassar ao Estado comprometem o trabalho das polícias e a prevenção de crimes.
"Desde abril nós temos esperado e contado com essas verbas para o
necessário reaparelhamento das nossas polícias e ela ainda não chegou. Imagino
que esse atraso seja decorrente do mesmo problema que tem vivido os Estados de
Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, entraves burocráticos que têm
atrasado a liberação desse dinheiro. Mas essas verbas são essenciais para que a
gente possa melhorar o sistema de segurança do Estado", disse.
Compra de veículos
Segundo Rodney Miranda, o Governo federal se comprometeu em comprar
radiopatrulhas (carros, motos, veículos de transporte de presos e de
recolhimento de corpos), investindo pelo menos R$ 10 milhões do total prometido
ao Estado. No entanto, a compra ainda não foi concluída pela União.
Técnicos da Secretaria Nacional de Segurança
Pública (Senasp) informaram à Secretaria de Segurança que as motos,
os carros de transportes de presos e para recolhimento de corpos não serão
comprados.
"O cancelamento da vinda desses equipamentos contribui para o agravamento
dos problemas na área de segurança. A falta deles aumenta o fator de risco para
os nossos policiais, uma vez que eles não têm o material necessário para
combater essa onda de criminalidade", admitiu o secretário.
Rodney Miranda acredita que com a nomeação do novo secretário Nacional de
Segurança Pública, Luiz Fernando Corrêa, essa situação poderá ser revertida e o
repasse dos recursos será mais rápido.
"Temos grande expectativa, até por conta do perfil operacional que tem o
novo secretário Nacional de Segurança Pública", informou.
O secretário acrescentou que os técnicos da Senasp reduziram de R$ 20 milhões
para R$ 15 milhões o valor a ser repassado pelo Governo federal ao Estado.
Destes, R$ 10 milhões seriam gastos pela União, na compra de radiopatrulhas.
A assessoria de imprensa do Ministério da
Justiça confirmou ontem à tarde a burocracia para a liberação do
dinheiro prometido para a área de segurança no Espírito Santo. De acordo com a
assessoria, a demora ocorreu devido à análise dos projetos enviados pelas secretarias
de Segurança Pública e Justiça.
O Ministério acredita que dinheiro para o Espírito Santo deverá ser liberado na
semana que vem, durante a reunião com os governadores da Região Sudeste para a
criação da força-tarefa.
A GAZETA - ES | POLÍCIA | 13/11/2003
Força-tarefa será definida terça-feira
A definição sobre a criação de
uma força-tarefa de combate ao crime organizado nos Estados do Espírito Santo,
Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais começará a ser detalhada na próxima
terça-feira, durante uma reunião entre os governadores dos quatro Estados e o
ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos,
em Brasília. De acordo com o secretário de Segurança Pública, Rodney Rocha
Miranda – que irá participar da reunião – o Espírito Santo foi incluído na
força-tarefa por ter experiência positiva na integração de forças federais e
estaduais no combate à criminalidade, graças ao trabalho da missão especial.
Em que a criação desta força-tarefa pode mudar o trabalho das polícias nesses
quatro Estados. Seria um caso de unificação?
Eu acho que a palavra unificação não cabe nesse contexto. Eu acho que seria
melhor usada a palavra integração. Integração, primeiro, dos sistemas de
segurança e de informação e, posteriormente, integração para que possamos
traçar em conjunto as futuras operações.
Apesar do índice de homicídios alto, o Espírito Santo não enfrenta problemas
como os do Rio de Janeiro e de São Paulo, onde os ataques à polícia são
constantes. Como interagir dentro dessas realidades tão diferentes?
Embora sejam realidades diferentes, nós não estamos ilesos de que isso possa
vir a ocorrer no nosso Estado, em um futuro próximo. Ainda mais se esses outros
três Estados se interligarem e fizerem ações efetivas e positivas nesse
sentido. Então, interessante é que a gente, além de participar, evite que esses
problemas acabem desaguando aqui porque nós não fazemos parte dessa estrutura
que está sendo criada.
Que sugestões o Espírito Santo vai levar para essa reunião que vai tratar da
força-tarefa?
Nós fomos convidados a participar da força-tarefa, entre outras coisas, não só
pela nossa localização regional, mas porque nós já temos experiência nesse
sentido, de integração de forças federais e estaduais. Então, estaremos levando
nosso know how, até para que esse trabalho possa se realizar de forma mais
efetiva e com mais rapidez.
Uma das sugestões operacionais a serem dadas à força-tarefa regional poderia
ser o incremento na fiscalização do complexo portuário do Espírito Santo, principalmente
para combate ao tráfico de armas e drogas?
Eu acho que esse é um ponto que deve ser abordado, até porque a Polícia Federal também vai estar lá presente, e
esse é um tipo de fiscalização que cabe à Federal.
A GAZETA - ES | BRASIL | 13/11/2003
TRF afasta desembargador e juíza
Brasília – A Corte Especial
Administrativa do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF) decidiu ontem,
por unanimidade, afastar definitivamente de seus respectivos cargos o desembargador
federal Eustáquio Silveira e a mulher dele, a juíza federal Vera Carla. Ambos
estão sendo investigados pela Polícia Federal
no suposto envolvimento no esquema de venda de sentenças a traficantes.
A pena aplicada pelo TRF será a de aposentadoria compulsória com vencimentos
proporcionais, "prevista na Constituição e na Lei Orgânica da Magistratura
como pena máxima em processo administrativo desse tipo", explica o TRF.
Segundo o relator do processo, desembargador Jirair Aram Maguerian, a decisão
foi tomada porque ficou comprovado desvio na conduta dos dois, uma vez que,
"direta ou indiretamente", auxiliaram, sugeriram ou orientaram
advogados nas petições de impetração de habeas-corpus.
De acordo com a denúncia, o esquema de venda de sentenças teria sido comandado
pelo ex-deputado Pinheiro Landim. O assessor do então parlamentar, Igor da
Silveira, filho do desembargador Eustáquio, era quem fazia os contatos com
integrantes do Judiciário.
A GAZETA - ES | POLÍCIA | 13/11/2003
PF no Estado ligada à nova rede da Interpol
A partir de hoje, os agentes e
delegados da Polícia Federal no
Espírito Santo terão acesso ao novo Sistema Mundial de Comunicação Permanente
da Interpol (o I-24/7), que vai permitir acesso às informações durante 24 horas
por dia, sete dias por semana.
O novo sistema vai permitir o acesso instantâneo às diversas informações
criminais, como as dos principais foragidos internacionais, sobre armas e
explosivos, relação de passaportes roubados e cartões de crédito falsos, furto
de obras de artes, além de informações sobre tráfico de drogas e de pessoas.
Baseado em tecnologia de última geração, o sistema funciona numa rede virtual
privada (VPN) de alta segurança, que utiliza a Internet para a transmissão das
informações policias, todas criptografadas para evitar quaisquer tipo de
invasão.
O ESTADO DO MARANHÃO | POLÍCIA | 13/11/2003
Descoberta fraude no Detran do PI; 32 pessoas são presas
Teresina - Na maior ação contra a
corrupção na história do Piauí, as Polícias Civil e Federal, na Operação
“Trânsito Limpo”, prenderam anteontem 32 pessoas acusadas de falsificação de
documentos para emissão de carteiras de motoristas sem a realização de exames,
formação de quadrilha, estelionato, falsidade ideológica e falsificação de
documentos de regularização de veículos do Detran (Departamento Estadual de
Trânsito). São nove funcionários do Detran, entre dois psicólogos, o capitão
Feitosa, do Bptran (Batalhão de Trânsito), o policial civil José Sidney de Melo
Saraiva, e o presidente da Câmara dos Vereadores de Guadalupe, Carlos Alberto
Oliveira da Silva (PC do B).
As prisões foram efetuada por decisão do juiz Samuel Mendes, da 3ª Vara Criminal
de Teresina, que atendeu solicitação dos delegados da Polícia Civil João José
Pereira Filho - o J.J., e Carlos César Camelo de Carvalho, membros da Comissão
Especial de Atividades Estratégicas da Secretaria Estadual de Segurança
Pública. “Essas pessoas estão sendo denunciados por falsificação de papéis
públicos, estelionato, corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha e de
organização criminosa, tudo o que é crime”, afirmou o delegado João José
Pereira Filho.
Ele disse que foram praticadas falsificação de pagamento de taxas ao Detran, de
licenciamento de veículos envolvendo despachantes, proprietários de
auto-escolas junto com funcionários do Detran. João José falou que existe no
Detran há 30 anos um ciclo de corrupção que era conhecido por todos. “Compreendo
a aflição das famílias, mas o Estado tem que ter seu braço forte”, afirmou.
As pessoas presas foram intimadas pela Justiça para compareceram ao auditório
do Detran. Quando chegaram, passaram a ser algemadas, sob protestos, depois que
as portas foram fechadas. A maioria estava sem advogado porque não acreditava
em prisões.
Venda - O diretor-geral do Detran, Assis Carvalho, afirmou que carteiras de
motoristas com sua assinatura falsificada foram vendidas no Maranhão e Pará por
R$ 450,00 a R$ 500,00. Ele afirmou que será aberto inquérito administrativo
para apurar as irregularidades praticados pelos servidores do Detran. A Polícia Federal apreendeu ontem computadores,
CPUs (gabinetes de computadores) e documentos do Bptran, onde trabalhava o
capitão Feitosa.
No decreto da prisão preventiva está registrada a acusação de que o agente José
Sidney de Melo Saraiva recebia dinheiro, R$ 380 em sua conta bancária, apenas
para formalizar os laudos na Polinter (Polícia Interestadual), onde trabalhava
já que as “vistorias” eram feitas pelos próprios interessados, que mandavam os
decalques dos chassis e outras informações.
DIÁRIO DE CUIABÁ | CIDADES | 13/11/2003
*Aeronave de traficantes foi roubada
Da Reportagem
Um avião monomotor que estava sob custódia da Polícia
Federal foi furtado no início de outubro em um aeroporto particular
de Santo Antônio do Leverger (30 km de Cuiabá). O caso era mantido sob sigilo.
A aeronave havia sido apreendida pela PF com acusados de tráfico de drogas.
É o segundo avião apreendido pela PF que, posteriormente, foi furtado neste ano
em Mato Grosso. O primeiro caso ocorreu em fevereiro em Campinápolis (565 km de
Cuiabá), onde a prefeitura era a fiel depositária da aeronave.
Quadrilhas que usam aeronaves para transportar drogas podem ser, segundo a
polícia, responsáveis pelos furtos. O vigia do aeroporto em Santo Antônio do
Leverger deu falta do avião quando os ladrões já tinham levantado vôo, disse o
superintendente substituto da PF em Mato Grosso, Joaquim Mesquita.
Segundo ele, os aviões apreendidos ficam no aeroporto da Infraero (Empresa
Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária) em Várzea Grande ou no particular
em Santo Antônio do Leverger.
DIÁRIO DE CUIABÁ | CIDADES | 13/11/2003
Polícia
prende traficante paulista
Ivanildo Canuto Soares,
conhecido como “Vando”, era um dos maiores fornecedores de droga para São Paulo
CARLOS MARTINS
Da Reportagem
Um dos dez principais traficantes de São Paulo, Ivanildo Canuto Soares, o
“Vando”, foi preso ontem em Cuiabá por agentes da Polícia
Federal em sua casa, no bairro Boa Esperança. Havia pelo menos seis
meses que a PF estava investigando suas atividades no Estado. Além do
traficante, que usava o nome de João Vitor Soares, mais três pessoas foram
presas. Uma delas foi detida no exato momento em que chegava com um carro Monza
na luxuosa residência onde Vando vivia com sua namorada, na rua 43,
perpendicular a rua 7, próximo à mansão de João Arcanjo Ribeiro. Num
compartimento do tanque do carro, a PF encontrou em torno de 20 quilos de
cocaína distribuídos em 24 “tijolos”.
A operação envolveu quinze agentes. Além de Vando, foram presos Roberto Alves
Batista, Sérgio Barbosa e Ubiraci Oliveira Souza, um policial civil conhecido
como “Bira”. Era na casa dele que o carro ficava guardado com a droga. “Era um
grupo muito organizado e com poder econômico”, disse o superintendente em
exercício da PF Joaquim Mesquita, que estima um faturamento mensal de R$ 70 mil.
No local a polícia aprendeu também uma caminhonete Nissan Frontier prata, que,
segundo vizinhos, era constantemente usada por uma mulher que a polícia
acredita ser namorada do traficante. Moradores da rua 43 afirmaram que nunca
suspeitaram que naquela casa pudesse estar morando um dos traficantes mais
procurados pela polícia de São Paulo e que é tido como um dos braços do
traficante carioca Fernandinho da Beira-Mar. Segundo um dos vizinhos, na casa
morou durante muito tempo o contador Luiz Alberto Dondo Gonçalves, que é
apontado pela Justiça como o responsável pela contabilidade de Arcanjo.
Condenado a 12 anos por tráfico e homicídio e dono de um patrimônio invejável,
Vando fugiu da Penitenciária do Estado em 1998. Em fevereiro de 2000 o
traficante, que era branco, simulou sua morte enterrando um indigente negro
como sendo ele para escapar da caçada policial. Na época, o processo contra ele
foi arquivado. A fraude só foi descoberta em julho do ano passado quando foi
delatado por uma amante.
De acordo com Joaquim Mesquita, Vando admitiu que semanalmente enviava a São
Paulo pelo menos 20 quilos da droga. A cocaína era distribuída no Jardim Elba,
um complexo de favelas com cerca de 85 mil habitantes, e que é controlado por
ele e pelo traficante Gideones de Lima Santos, conhecido como Pezão, preso no
ano passado pelo Denarc (Departamento de Investigações sobre Narcóticos).
Os traficantes usavam dois Monzas cinzas para fazer o transporte da cocaína. A
droga vinha da Bolívia num carro de Cáceres, e era transportada no tanque
adaptado do veículo – metade era para a gasolina e a outra metade era usada
para acondicionar a droga. Quando o carro chegava na casa de Vando, era feita a
troca dos tanques, passando o que estava no Monza com placa de Cáceres para o Monza
de São Bernardo do Campo (SP).
DIÁRIO DE CUIABÁ | CIDADES | 13/11/2003
Três são presos pela PF com agrotóxicos contrabandeados
Da Reportagem
A Polícia Federal de Rondonópolis
prendeu três pessoas em flagrante por venda e receptação de cerca de 100 quilos
de agrotóxicos contrabandeados. O produto, oriundo do Uruguai, seria repassado
a uma revenda em Jaciara.
Foram presos Edmilson Araújo da Fonseca, Geovani Cézar da Silva e Valdir Luiz
Scarton. Os dois primeiros foram surpreendidos por uma equipe da PF no momento
em que faziam a entrega do material, na empresa do terceiro envolvido.
Há 15 dias, Araújo da Fonseca já havia sido preso pelo mesmo crime, relata o
delegado Alex Sandro Biegas, que coordenou a operação. “A equipe voltava de uma
missão, percebeu que ele entrou no carro do Geovani e resolveu segui-los”.
No caminho para Jaciara, a dupla usou de um desvio para evitar o posto da Polícia Rodoviária Federal. Na cidade, o destino
foi a R.S. Representações, de Scarton. “Eles foram direto à empresa dele. Foram
abordados carregando o material para dentro da firma”.
Após serem ouvidos, os três foram levados para a Cadeia Pública de
Rondonópolis. Nos depoimentos, algumas contradições. Edmílson se disse inocente
e apontou o parceiro como único responsável pela carga de agrotóxicos. Geovani
e o empresário seguiram o caminho inverso, alegando ser ele o responsável por
toda a negociação do produto.
Araújo havia sido preso pela PRF em uma blitz montada na BR-070. Ele seguia
para Primavera do Leste, em uma caminhonete cheia de herbicidas ilegais.
DIÁRIO DE CUIABÁ | CIDADES | 13/11/2003
Polícia Federal oferecerá benefícios a colaboradores
ANDRÉA MICHAEL e IURI DANTAS
Agência Folha – Brasília
A Polícia Federal oferecerá aos
policiais envolvidos no suposto esquema de venda de decisões judiciais
relacionadas à Operação Anaconda benefícios jurídicos em troca de informações
sobre a atuação do grupo.
“Todos os policiais federais envolvidos são potenciais colaboradores. Se eles
quiserem minorar as consequências de seus atos, receberemos de muito bom grado
a colaboração", disse ontem Paulo Lacerda, diretor-geral da PF.
De acordo com a lei 9.807, de 1999, conhecida como “Lei de Proteção à
Testemunha", o juiz poderá oferecer aos colaboradores redução de pena e
até mesmo perdão judicial. Também está prevista a aplicação de “medidas
especiais de segurança e proteção à sua integridade física".
A expectativa da PF é também contar com a colaboração de Norma Regina Emílio da
Cunha, ex-mulher do juiz João Carlos da Rocha Mattos. Denunciados por
“ocultação do produto do crime" e por “dirigir as investigações" de
caso relacionado a um fundo de pensão, respectivamente, ambos estão presos na
carceragem da PF em São Paulo.
No pacote negociado, que dependerá de acertos também com o advogado de Cunha,
Paulo Esteves, está sua transferência para a PF em Brasília e possivelmente a
inclusão de seu filho de 12 anos em um programa especial de proteção à
testemunha.
Segundo a Folha de S.Paulo apurou, a PF acredita que Cunha esteja disposta a
denunciar a quadrilha, principalmente porque um dos policiais denunciados pelo
Ministério Público, José Augusto Bellini, teria ameaçado matar seu filho.
No material apreendido em 15 operações deflagradas no dia 30 de outubro, estão
fitas cassete, encontradas na casa da ex-mulher de Rocha Mattos, nas quais
Bellini foi flagrado afirmando que o filho do casal é muito esperto e que sabe
demais sobre o esquema.
Bellini e o agente da PF César Herman Rodriguez foram denunciados pelo
Ministério Público por planejar e executar ações criminosas que redundaram em
arquivamento de inquérito policial. Ambos estão presos.
A Operação Anaconda começou em abril de 2002. O foco era o delegado da PF
aposentado Jorge Luiz Bezerra da Silva, que tentou aliciar dois agentes da PF
em Maceió para integrar um esquema de espionagem. Feita as primeiras escutas,
autorizadas pela Justiça Federal em Alagoas, o trabalho se ramificou por outros
Estados, tendo São Paulo como centro.
O conteúdo das gravações levou o Ministério Público a denunciar os juízes Rocha
Mattos e os irmãos Casem e Ali Mazloum por formação de quadrilha.
Gravações feitas pela PF entre maio de 2002 e maio último indicam que Rodriguez
intermediava interesses de grupos privados em face da administração pública e
também comandava um caixa conjunto dos negócios intermediados pelo suposto
esquema.
ESTADO DE MINAS | GERAIS | 13/11/2003
Força-tarefa
aprovada
secretário nacional de
Segurança Pública concorda com as propostas apresentadas pelos estados do
Sudeste, na formação do grupo de elite que irá atuar para reprimir violência.
Reunião dos governadores no Ministério da Justiça será na terça-feira
A reunião dos governadores dos
estados do Sudeste, no Ministério da Justiça,
para a formação da força permanente regional de combate ao crime organizado,
está marcada para a próxima terça-feira, de acordo com o secretário-adjunto de
Defesa Social de Minas, sociólogo Luiz Flávio Sapori. Ele informou que
conversou, ontem, com o novo secretário nacional
de Segurança Pública, Luiz Fernando Corrêa, que já acenou
positivamente para as propostas apresentadas, como a formação de banco único de
dados para um setor de inteligência, ações sem barreiras nas divisas estaduais
e, finalmente, a criação de um gabinete regional de enfrentamento ao crime
organizado, que vai reunir policiais de elite das três corporações policiais -
Civil, Federal e Militar, além do Ministério Público e do Judiciário.
Números da própria Secretaria Nacional de
Segurança Pública demonstram o crescimento da criminalidade em
diferentes tipos de delitos – homicídios, roubo, seqüestro e furtos, entre 2001
e 2002, no Sudeste. Só no ano passado, foram registrados 22,4 mil homicídios,
sendo campeões os estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro.
Em Minas, foi registrado aumento de 8,49% nos crime violentos, só nos quatro
primeiros meses deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. Quanto a
roubos, os estados recordistas foram São Paulo e Rio de Janeiro, mas o
crescimento do índice foi verificado em todo o Sudeste. Para o
secretário-adjunto de Defesa Social, os dados demonstram a necessidade da ação
conjunta das administrações.
Experiência
Otimista, Sapori disse que acredita que o gabinete regional de enfrentamento ao
crime organizado, que teria sede no Ministério
da Justiça e coordenação da Secretaria
Nacional de Segurança Pública, será viabilizado rapidamente, devido
ao consenso das propostas por parte dos participantes.
Uma disposição que pode ser percebida no secretário de Segurança Pública do
Espírito Santo, Rodney Rocha Miranda. Ontem, ele colocou à disposição dos
demais estados do Sudeste todo o know how adquirido na montagem do seu gabinete
de gestão integrada de segurança pública, que foi o primeiro do País. Além
disso, Miranda lembrou que o Espírito Santo tem experiência bem sucedida de
combate ao crime organizado, em conjunto com o governo federal.
Miranda afirmou que a participação de Minas, que tem os menores índices de
violência na região, é fundamental devido à sua posição geográfica estratégica
e ainda a sua malha viária, que é a maior do Brasil e, por isso, desperta o
interesse das organizações criminosas.
Segundo o secretário, o Espírito Santo já mantém contatos com as autoridades
mineiras, não só para a montagem de seu gabinete, mas também no combate ao
crime sem divisas, como o assalto ao Banco do Brasil, em Ouro Preto, há uma
semana. Quatro suspeitos foram presos no estado após a investida que terminou
com dois mortos.
ESTADO DE MINAS | GERAIS | 13/11/2003
Seleção será rigorosa
Além da idoneidade moral,
imprescindível para fazer parte da força permanente de combate ao crime
organizado no Sudeste, os cerca de 1 mil policiais que vão integrar o grupo
devem ter duas características: parte deles capacitados para o planejamento e
coleta de informação e, na outra ponta, qualificação técnica para a ação
operacional. Na visão da Secretaria de Defesa Social de Minas, um grupo de
policiais deve estar preparado para montar e alimentar a inteligência da força
e, os demais, prontos para a ação.
Segundo Luiz Flávio Sapori, todas as corporações policiais têm homens com essas
características e, portanto, o treinamento deste grupo para a formação do
gabinete regional se restringiria à apresentação de estratégias para unificar
as ações de todos os estados. “Todas as administrações do Sudeste já têm seus gabinetes
de gestão que, na realidade, são os embriões da experiência regional”, explica
Sapori.
Além da unanimidade das propostas, os estados acreditam que o governo federal
deve arcar com os custos, incluindo equipamentos, sede, entre outros, apesar do
atraso no repasse de verbas federais para a área de segurança dos estados. Em
Brasília, o ministro da Justiça, Márcio Thomaz
Bastos, afirmou, ontem, que, possivelmente na próxima semana,
São Paulo e Minas receberão recursos da área.
Na segunda-feira, os governadores Aécio Neves, de Minas, e Geraldo Alckmin, de
São Paulo, ambos do PSDB, reclamaram que não haviam recebido o dinheiro
prometido pelo governo federal para melhoria das polícias. Para Minas, a União
liberou apenas R$ 11 milhões dos R$ 30 milhões previstos para este ano.
ESTADO DE MINAS | NACIONAL | 13/11/2003
Auditora pode atuar como colaboradora
A Polícia Federal (PF) negocia a transferência da
auditora Norma Regina Emílio Cunha a Brasília para que ela ajude nas
investigações como ré-colaboradora, uma vez que figurava como tesoureira do
grupo acusado de vender sentenças judiciais a criminosos. Regina é ex-mulher do
juiz federal João Carlos Rocha Mattos, preso em São Paulo. Ao mesmo tempo, a
investigação ganhará o reforço do Departamento de Recuperação de Ativos
Financeiros do Ministério da Justiça,
que levantará no exterior as contas bancárias e bens que estariam nos nomes dos
principais envolvidos no esquema de venda de sentenças judiciais, supostamente
formado por policiais, delegados federais e integrantes do Poder Judiciário.
A pesquisa feita na documentação apreendida na casa de Regina e de Mattos
indicou que o grupo tinha mais imóveis no exterior do que uma casa num
condomínio fechado em Orlando, na Flórida, Estados Unidos. Amanhã, a PF
concluirá as análises nos objetos, computadores e papéis localizados nas
residências dos delegados Jorge Luiz Bezerra da Silva e José Augusto Belline e
do agente federal César Herman Rodrigues. Segundo ele, os documentos mostraram
que os envolvidos também têm mais dinheiro no exterior do que se imaginava
inicialmente.
“As análises mostraram novos elementos em relação a repasses feitos para outros
países, mas não temos um montante. Todas as informações foram passadas para o
Departamento de Recuperação de Ativos Financeiros, que tentará levantar onde
estão e quais são os bens adquiridos com o dinheiro do crime”, afirmou a fonte.
Até agora, a PF identificou depósitos nos EUA, Uruguai e Suíça, para onde
Regina viajava com alguma freqüência.
Benefício
O diretor-geral da PF, Paulo Lacerda, confirmou que a polícia admite estudar a
possibilidade de dar benefícios aos presos que colaborarem com as
investigações. O principal alvo da PF é mesmo Regina, que poderá ser transferida
para Brasília, onde receberia proteção policial, junto com o filho, caso decida
contar o que sabe sobre a ação da quadrilha. A PF e o Ministério Público
Federal (MPF) mantêm negociações com os advogados da auditora para convencê-la
a aceitar a proposta, o que diminuiria a punição, caso seja condenada.
Numa ligação gravada pela PF em 1º de abril, Regina demonstrou preocupação com
o destino. Na conversa com Herman, ela afirma que Mattos é quem faz uma
besteira, mas que ela própria é que é ameaçada. Em outro diálogo, em fins de
março, o juiz federal também fala sobre a ex-mulher com o agente federal,
ressaltando: “Qualquer m...que acontecer (com ele) ela (Regina) está dentro.
(...) Se me pegarem numa investigação, vai respingar nela (...)”
ESTADO DE MINAS | NACIONAL | 13/11/2003
Sacoleiros
protestam contra fiscalização
Pneus e blocos de concreto
usados para bloquear rodovia
Policiais rodoviários federais e
sacoleiros voltaram a se enfrentar, na manhã de ontem, na região da Ponte da
Amizade, que liga o Brasil ao Paraguai, em Foz do Iguaçu, no Paraná. Durante os
protestos, os sacoleiros tentaram fechar a BR-277, que dá acesso ao Paraguai, e
colocaram pneus incendiados e blocos de concreto na pista. Os policiais
responderam com balas antimotim e gás de efeito moral, dispersando-os. Não há
informações sobre feridos.
Anteontem, os sacoleiros protestaram contra a aumento da fiscalização pelos
policiais rodoviários, pela Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) e
pela Receita Federal sobre os ônibus e carros particulares que se dirigem ao
país vizinho para fazer compras. Desde segunda-feira, quando a operação
começou, oito pessoas foram levadas à Polícia
Federal para fazer o termo circunstanciado, devido à resistência no
cumprimento de ordem policial, e 38 ônibus foram retidos.
Ontem, o número de sacoleiros foi menor na cidade, em razão da divulgação sobre
a operação, mas muitos permanecem em Foz, em razão da retenção de ônibus.
O coordenador da operação Clandestino 2, Iraci Gehrke Huy, disse que
aproximadamente 200 pessoas estão envolvidas, das quais mais de 100 são
policiais rodoviários federais. Eles se deslocaram para Foz do Iguaçu de várias
regiões do País para combater os roubos na região da ponte.
Com esse contingente também foi acentuada a fiscalização nos veículos que se
dirigem e que saem do Paraguai. Todos os que estão com documentação irregular
ou que não têm a lista completa de passageiros são retidos até que a situação
se regularize.
No retorno do Paraguai, os fiscais da Receita Federal estão parando todos os
carros, inclusive vans e automóveis, que normalmente são fiscalizados por
amostragem. Mercadorias em valor que ultrapassa os US$ 150 permitidos por lei
são retidas.
Os sacoleiros alegam que não têm emprego fixo e precisam servir-se desse
expediente para sobreviver. “Eles podem trabalhar, mas dentro da lei”, afirmou
Huy. A operação está sendo realizada em vários municípios de Santa Catarina,
além de Ourinhos (SP) e nas cidades de Guarapuava, Cascavel, Medianeira e Foz
do Iguaçu, no Paraná.
ESTADO DE MINAS | NACIONAL | 13/11/2003
PF prende quadrilha de assaltantes de banco
Oito integrantes de uma quadrilha especializada em roubo a bancos (foto) foram presos ontem em Taubaté (130 quilômetros de São Paulo). Segundo a Polícia Federal, o grupo teria feito um assalto a uma agência do Banco de Brasília, em 2001, e levado R$ 20 milhões e jóias, algumas da família do ex-presidente Juscelino Kubitschek. O bando foi preso em uma megaoperação envolvendo as polícias Federal, Civil e Militar de Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. Os criminosos, escondidos em uma casa em Taubaté desde o último domingo, vinham sendo investigados havia mais de dois anos. Segundo a PF, a quadrilha iria assaltar um doleiro de Pindamonhangaba. Os assaltantes teriam cometido pelo menos seis grandes assaltos no país. A PF aguardava ontem uma autorização judicial para a transferência da quadrilha para Brasília. Um avião já estava preparado para levar os acusados. O líder da quadrilha, Odilavson Gelain, de 32 anos, o Japonês, confessou ter comandado o assalto ao Banco de Brasília, mas negou que tenha roubado a quantia em dinheiro e jóias.
HOJE EM DIA - MG | ECONOMIA | 13/11/2003
Secretaria denuncia cartel do cimento
BRASÍLIA - O Governo deve abrir,
nos próximos dias, um processo para investigar dez fabricantes de cimento por
formação de cartel. Juntas, essas empresas respondem por 97% da produção
nacional. A Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da
Fazenda colheu indícios de que elas estão atuando juntas para dominar o mercado
de concreto no país. As evidências fazem parte de uma representação com pedido
de abertura de processo enviada ontem à Secretaria
de Direito Econômico (SDE) do Ministério
da Justiça.
As empresas que deverão ser investigadas, segundo a representação da Seae, são:
Camargo Corrêa, Cimpor, Ciplan, Votorantim, Itambé, Holcin, Lafarge, Nassau, CP
e Soeicom. 'Não se trata de uma condenação', disse o secretário de
Acompanhamento Econômico, José Tavares. 'Nós somos um órgão de instrução e o
que estamos enviando à SDE é resultado de nossas investigações.' A SDE vai
analisar os indícios e decidir se abre ou não um processo.
Em caso positivo, as empresas serão ouvidas. O processo será, depois, remetido
ao Conselho Administrativo de Defesa
Econômica (Cade), que o julgará. Se
forem condenadas, as empresas poderão pagar multas que chegam a 30% de seu
faturamento bruto.
Histórico
As investigações da Seae começaram em outubro do ano passado e foram mantidas
em sigilo até agora, segundo o coordenador-geral de Defesa da Concorrência da
Seae, Carlos Ragazzo. Uma notícia publicada na imprensa dava conta de que as
fábricas de cimento haviam decidido vender às processadoras de concreto apenas
um tipo de cimento, chamado CP3.
As concreteiras utilizam o cimento misturado a outros insumos, sendo o mais
comum chamado escória de alto-forno. O CP3 é o cimento que contém o nível
máximo de mistura tolerado. Antes da decisão das cimenteiras de vender só o
CP3, as concreteiras compravam cimento mais puro, normalmente o CP2, e faziam
elas próprias a mistura. Com isso, reduziam seus custos.
A Seae enviou mais de 150 questionários para verificar se houve, realmente, o
corte no fornecimento. Os registros de compra das concreteiras mostram que, a
partir de outubro, elas só têm comprado o CP3.
Pouco antes de cortar o suprimento de cimento mais puro, as cimenteiras começaram
a operar com suas próprias concreteiras. Da lista da Seae, a única que não tem
uma concreteira própria é a Soeicom. 'Com isso, há indícios de que elas
reduziram a capacidade das concreteiras independentes de concorrer', disse
Ragazzo. 'Elas aparentemente perderam espaço para as concreteiras coligadas com
cimenteiras'.
Na avaliação de Tavares, as evidências são de que as cimenteiras estão adotando
uma prática relativamente comum: tentar elevar o custo de produção do
concorrente. 'Há indícios que não existe outra explicação racional para o que
está acontecendo no mercado, a não ser a formação de cartel', comentou Ragazzo.
'Tudo isso será apurado no processo administrativo da SDE'.
A legislação brasileira de defesa da concorrência considera desleal qualquer
expediente que limite, falseie ou prejudique a livre concorrência ou a livre
iniciativa. Também é considerado ilícito o domínio de mercados relevantes de
bens e serviços, que aparentemente é o que está acontecendo com o mercado de
concreto.
HOJE EM DIA - MG | POLÍTICA | 13/11/2003
Força-tarefa terá na terça propostas de MG
Sidney Martins
Repórter
Acompanhado dos outros governadores da região Sudeste, o governador Aécio Neves
(PSDB) vai apresentar na terça-feira, em Brasília, ao ministro da Justiça, Márcio Thomas Bastos, a proposta de Minas
para a criação de uma força-tarefa para combater o crime organizado. Conforme o
governador, trata-se de uma proposta para que se crie, sob o comando do Ministério da Justiça, um grupamento
especial de enfrentamento ao crime organizado, com a participação de uma elite
das polícias Militar e Civil, articuladas do ponto de vista da inteligência,
compartilhando cadastros e informações, mas, sobretudo, estabelecendo
estratégias.
Na opinião de Aécio Neves, os governos têm de deixar de ser demandados, de
correr atrás de um crime que está ocorrendo, para se articularem e terem “uma
ação ofensiva na busca do esfacelamento" e da prisão dos chefes do crime
organizado que atuam, principalmente, na região Sudeste. “Acho que se nós
criarmos esse grupamento de elite e superarmos esses entraves legais,
permitindo que as polícias desses estados possam, eventualmente _ claro que
dentro do que for compactuado _, exercer ações fora do seu território, nós
estaremos superando um entrave histórico e dando um grande passo no
enfrentamento dessa que é a grande chaga da sociedade moderna, a
violência", disse.
Aécio Neves disse que se está dando passos concretos, mas reiterou que é
fundamental que o Governo federal “cumpra com seus compromissos
financeiros" com os estados, porque essas ações e estratégias são
fundamentais. “Elas, sem os recursos, não chegam a lugar algum. Tampouco os
recursos, sem estratégia, não chegam a lugar nenhum. O que nós estamos fazendo
é montando uma ação estratégica, mas é preciso que os compromissos em relação
ao repasse dos recursos federais do Fundo Nacional de Segurança cheguem ao
Estado de forma mais ágil, sem essa enorme burocracia que estamos
vivendo", reclamou.
O governador disse que Minas está fazendo um “esforço enorme" para suprir
a área de segurança. “Mandei contratar mais 4.200 policiais. Estamos agora
assinando um convênio com a Imbel (Indústria de Material Bélico do Brasil) que
vai possibilitar à polícia de Minas ser a mais bem armada do país. Nos últimos
quatro meses, entreguei cerca de 250 novas viaturas. Tenho certeza que nós
vamos ter, num espaço de tempo relativamente curto, resultados positivos no
combate à violência".
HOJE EM DIA - MG | BRASIL | 13/11/2003
Juízes acusados são aposentados
SÃO PAULO - Em uma sessão secreta
que durou cerca de 19 horas e terminou por volta das 4h30 de ontem, os 18
desembargadores do Tribunal Regional Federal (TRF) decidiram aposentar
compulsoriamente o desembargador federal, Eustáquio da Silveira, e sua mulher,
a juíza federal Vera Carla da Cruz Silveira. Os magistrados, que são acusados
de intermediar a venda de sentenças em favor da quadrilha do traficante
Leonardo Dias Mendonça, continuarão a receber os salários integrais - cerca de
R$ 15,5 mil para um desembargador.
O relator do caso, desembargador Jirair Meguerian, disse que não ficou provado
o envolvimento do desembargador e da juíza no caso. No entanto, segundo a
sentença, eles foram aposentados por 'manterem comportamento incompatível com a
função d e magistrados'. Segundo Meguerian, o órgão decidiu punir o
desembargador e sua mulher por entender que eles teriam assessorado advogados
de traficantes. Segundo Neguerian, a quebra do sigilo bancário de Eustáquio da
Silveira e de Carla demonstrou que eles não tiveram ganhos patrimoniais com a
assessoria, mas, mesmo assim, ficou configurado o desvio de conduta: juiz não
pode dar assessoramento a advogado.
Neguerian acredita que Eustáquio da Silveira tenha tempo legal para se
aposentar, o que não acontece com Carla. O desembargador lembrou que a
aposentadoria é a pior punição prevista na Lei da Magistratura para o juiz com
falha de procedimento moral. Os juízes só podem ser demitidos se houver uma
condenação criminal. Ele afirmou ainda que os dois juízes, como foram
aposentados, poderão exercer a advocacia.
O casal assistiu ao julgamento juntamente com seus advogados e integrantes do
Ministério Público. Além do processo administrativo, existe um inquérito penal
sobre o caso em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF). No inquérito,
juntamente com o casal de juízes, são investigados o ministro do Superior
Tribunal de Justiça (STJ), Vicente Leal, que está afastado temporariamente das
funções, e o ex-deputado federal Pinheiro Landim (sem partido-CE), que
renunciou a dois mandatos para não ser cassado.
O suposto esquema de venda de decisões judiciais foi revelado no final de 2002
por gravações feitas pela Polícia Federal
durante a chamada Operação Diamante.
ENTENDA A OPERAÇÃO DIAMANTE
Juízes envolvidos com quadrilhas
O que é?
Investigação feita durante três anos pela Polícia
Federal sobre uma quadrilha de tráfico de drogas com conexões
internacionais. Em dezembro, 23 pessoas foram presas em nove estados
Do que os juízes são suspeitos? A PF diz ter reunido indícios da existência de
uma quadrilha especializada na comercialização de sentenças no Tribunal
Regional Federal e na Justiça Federal de Brasília
Principais envolvidos:
- Eustáquio da Silveira, desembargador federal do TRF de Brasília, negociaria a
venda de habeas corpus para traficantes - Vera Carla Silveira, juíza federal em
Brasília, também comercializaria as decisões judiciais - Fernando Tourinho
Neto, ex-presidente do TRF brasiliense, teve o nome citado por criminosos em
conversas interceptadas - Vicente Leal de Araújo, ministro do STJ, afastado de
suas funções enquanto aguarda julgamento administrativo - Pinheiro Landim,
ex-deputado federal pelo PMDB cearense. Renunciou ao mandato no início do ano
para evitar a eventual perda de direitos políticos - Igor da Silveira, filho do
desembargador Eustáquio da Silveira. Era assessor de Landim e seria
intermediário nas vendas de sentença - Leonardo Dias de Mendonça, o Léo,
suposto líder de uma quadrilha de traficantes que seriam beneficiados por
sentenças na Justiça Federal. É procurado por tráfico de drogas nos EUA - Luis
Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, seria um elo de ligação entre Léo e
as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia)
Como começou?
Após a conclusão, no final de 99, da Operação Tornado, que investigou as
atividades do empresário, fazendeiro e ex-garimpeiro Leonardo Dias Mendonça, o
Léo, preso desde dezembro em Goiânia.
Como a quadrilha operava?
A organização criminosa liderada por Léo trocava armas por drogas com as Farc,
tinha conexões com o Suriname e o Paraguai e distribuía cocaína no Amazonas,
Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Rio de Janeiro, Roraima, São Paulo e
Distrito Federal
Fonte: Polícia Federal
O LIBERAL - PA | PAINEL | 13/11/2003
Goveno apura formação de cartel de fábricas de cimento
Brasília
(Agência Estado)- O governo deve abrir, nos próximos dias, um processo para
investigar dez fabricantes de cimento por formação de cartel. Juntas, essas
empresas respondem por 97% da produção nacional. A Secretaria de Acompanhamento
Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda colheu indícios de que elas estão
atuando juntas para dominar o mercado de concreto no País. As evidências fazem
parte de uma representação com pedido de abertura de processo enviada ontem à Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça.
As empresas que deverão ser investigadas, segundo a representação da Seae, são:
Camargo e Corrêa, Cimpor, Ciplan, Votorantim, Itambé, Holcin, Lafarge, Nassau,
CP e Soeicom. “Não se trata de uma condenação”, disse o secretário de
Acompanhamento Econômico, José Tavares. “Nós somos um órgão de instrução e o
que estamos enviando à SDE é resultado de nossas investigações”. A SDE vai
analisar os indícios e decidir se abre ou não um processo.
Em caso positivo, as empresas serão ouvidas. O processo será, depois, remetido
ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica
(Cade), que o julgará. Se forem
condenadas, as empresas poderão pagar multas que chegam a 30% de seu
faturamento bruto. As investigações da Seae começaram em outubro do ano passado
e foram mantidas em sigilo até agora, segundo o coordenador-geral de Defesa da
Concorrência da Seae, Carlos Ragazzo.
O NORTE – PB | ÚLTIMAS NOTÍCIAS | 13/11/2003
Compra de votos
O presidente da OAB-PB, Arlindo Delgado, pretende solicitar da Polícia Federal investigação sobre denúncias de compra de voto. Ele considera estranha a quantidade de membros da Ordem que estavam inadimplentes com a entidade e regularizaram a situação rapidamente. Para Arlindo, que é candidato à reeleição, concorrentes podem estar pagando a mensalidade de integrantes em troca de votos. Cerca de 60% dos integrantes não estão em dia com a OAB-PB. Arlindo pretende entregar até sexta-feira, uma representação pedindo a investigação da PF sobre o caso.
O NORTE – PB | POLÍCIA | 13/11/2003
CDs
pirateados são produzidos na Paraíba
Venda em grandes
quantidades chamou a atenção de PMs de Pernambuco e rapaz revelou quem estava
por trás do esquema
Paulo
Cosme
Repórter
cosme@jornalonorte.com.br
P oliciais de Pernambuco e da Paraíba localizaram em Juripiranga, a 70
quilometros de João Pessoa, uma fábrica clandestina de CDs piratas. A
descoberta foi possível depois que PMs prenderam, na cidade de Jaboatão dos
Guararapes(PE), um rapaz vendendo CDs em grandes quantidades.
A Polícia Militar de Pernam-buco manteve contato com o co-mando da PM da
Paraíba e a in-vestigação conjunta levou a uma casa em Juripiranga onde
funcionava clandestinamente uma fábrica de CDs. Os policiais prenderam em
flagrante o comerciante Eduardo Gomes Pascoal, conhecido como
"Naldinho", de 30 anos. Na casa dele os policiais apreenderam 3.500
CDs pirateados.
O capitão Paulo Almeida, comandante da 18ª Companhia da Polícia Militar, em
Itabaiana, explicou que o trabalho envolveu 30 PMs dos dois Estados e começou a
ser realizado em Jaboatão dos Guararapes.Policiais de Pernam-buco flagraram um
rapaz comercializando uma grande quantidade CDs piratas.
Ao ser interrogado, o rapaz detido disse que o responsável pe-la reprodução dos
CDs morava na cidade de Ibiranga, em Pernam-buco. Os policiais foram até lá,
mas não conseguiram localizar ninguém que tivesse ligação na falsificação. O
vendedor acabou abrindo o jogo revelou que o dono dos CDs morava na cidade de
Juripiranga, na Paraíba.
Mandado
De posse dessa informação, os PMs de Pernambuco foram até a cidade de Itabaiana
e mantiveram contato com colegas paraibanos. Umas das medidas da PM foi
solicitar um mandado de busca e apreensão à Justiça.Localizada a casa e de
posse da ordem judicial, os policiais foram até o local e prenderam Eduardo
Gomes. O capitão Almeida explicou que para esconder a pequena fábrica, Eduardo
Gomes usava a casa como uma loja de eletropeças e num pequeno quarto, no
quintal, ele pirateava os CDs.
A polícia apreendeu centenas de CDs virgens, um computador de última geração,
uma scaner, uma impressora, sete kits de gravação, além de munições de
revólveres calibres 38 e 32. De acordo com o capitão Paulo Almeida, a
falsificação era quase perfeita. “A capa do CD pirateado é praticamente igual a
do original e a diferença só é percebida porque não existe o selo de
segurança", afirma o capitão.
E MAIS
Autuação
Todo o material foi entregue à Justiça. Após ser preso, Eduardo Gomes Pascoal
foi levado para a delegacia de Juripiranga para ser interrogado pelo delegado
Daniel Cordeiro. O comerciante foi autuado em flagrante por violação dos
direitos autorais de acordo com o artigo 184 do Código Penal Brasileiro. Este
tipo de crime prevê uma pena que varia de 1 a 4 anos de detenção e não cabe
fiança. Ele também foi autuado por sonegação de imposto. De acordo com a
polícia, Eduardo Gomes vinha falsificando CDs há cerca de dois anos e era o
responsável pelo abastecimento clandestino em várias cidades da Paraíba e de
Pernambuco.
GAZETA DO POVO – PR | BRASIL | 13/11/2003
PF negocia transferência de auditora
A Polícia Federal negocia a transferência da auditora Norma Regina Emílio Cunha a Brasília para que ela ajude nas investigações como ré-colaboradora, uma vez que figurava como tesoureira do grupo. Regina é ex-mulher do juiz federal João Carlos Rocha Mattos, preso em São Paulo. Ao mesmo tempo, a investigação ganhará o reforço do Departamento de Recuperação de Ativos Financeiros do Ministério da Justiça, que levantará no exterior as contas bancárias e bens dos principais envolvidos no esquema de venda de sentenças judiciais.
GAZETA DO POVO – PR | BRASIL | 13/11/2003
Investigações da PF podem parar por falta de recursos
Brasília
(AE) – As principais investigações e operações que a Polícia Federal deve desencadear até o fim do ano podem ser
prejudicadas pela falta de recursos. Até ontem, a PF devia R$ 6 milhões só em
diárias para agentes e delegados que participaram de ações em outros estados,
nos últimos meses.
Uma reintegração de terra determinada pela Justiça em Mato Grosso do Sul foi
suspensa por falta de dinheiro e outras deverão ter o mesmo destino.
O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos,
afirmou que a situação será resolvida ainda este mês.
GAZETA DO POVO – PR | PARANÁ | 13/11/2003
Tiros e gás
dispersam nova manifestação na fronteira
Três pessoas foram presas
em protesto contra a fiscalização
Nem
a segurança reforçada na área próxima à Ponte da Amizade foi capaz impedir
ontem o protesto contra a megaoperação "Clandestino 2" – organizada
para reprimir o contrabando de mercadorias do Paraguai. Por volta das 9 horas,
centenas de pessoas começaram a se reunir a 500 metros da Ponte da Amizade, em
Foz do Iguaçu. Os manifestantes tentaram fechar com pedras e pneus queimados a
pista da BR-277, que dá acesso ao Paraguai. Mais de cem homens da Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal e do grupo de choque da Polícia
Militar do Paraná agiram para reprimir o protesto.
A correria de pessoas foi grande depois que dezenas de policiais dispararam
balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo contra os grupos que se formaram
no local. Até moradores da região, que aguardavam em pontos de ônibus, foram
atingidos e tiveram ferimentos leves. A confusão durou quatro horas. Centenas
de "laranjas" e mototaxistas reclamaram que não puderam trabalhar no
transporte de mercadorias do Paraguai.
Em Ciudad del Este, poucos sacoleiros fizeram compras. Apesar de quarta-feira
ser um dia com um movimento médio de 150 ônibus, a Polícia
Rodoviária Federal estima que menos de 50 passaram pela cidade
ontem. A maioria voltou para casa com os bagageiros vazios. O tumulto também
prejudicou a venda de produtos brasileiros de aproximadamente 400 comerciantes
da Vila Portes e Jardim Jupira, na região da Ponte da Amizade. Os empresários
fecharam as portas até meio-dia, com medo de roubos.
De acordo com a Polícia Federal, três
pessoas foram detidas, acusadas de promover desordem e tumulto durante o
protesto. Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em dois
dias e meio de fiscalização, 138 ônibus foram vistoriados e 39 apreendidos em
diferentes saídas do Paraná. Na manhã de ontem, em Foz do Iguaçu, foram
vistoriados 24 ônibus na Ponte da Amizade e um deles foi detido. A fiscalização
de veículos foi reforçada em 50% na aduana da ponte. Os agentes da Receita
Federal verificam as mercadorias e os fiscais da ANTT a documentação e
condições técnicas dos carros e ônibus. O balanço do volume de mercadorias
apreendidas não foi divulgado.
No fim da tarde, a fiscalização se concentrou no posto da Polícia Rodoviária Federal, em Santa Terezinha
de Itaipu, onde ônibus e caminhões foram vistoriados. "Esta operação é
importante para mudar a imagem negativa de Foz do Iguaçu e esperamos coibir o
contrabando, além de dar mais segurança aos moradores e aos turistas que
visitam a cidade", avalia o delegado-adjunto da Receita Federal, José
Carlos de Araújo.
DIÁRIO DE PERNAMBUCO | BRASIL | 13/11/2003
PF identifica depósitos ROCHA MATTOS
SÃO
PAULO - Autos de apreensão da Operação Anaconda revelam uma intensa
movimentação bancária por parte dos acusados de integrar a suposta organização
criminosa envolvida em tráfico de influência, corrupção e venda de sentenças.
Só no apartamento do juiz federal João Carlos da Rocha Mattos, preso sob
suspeita de integrar a quadrilha, a Polícia
Federal encontrou 106 comprovantes de depósitos bancários, alguns
deles em nome de pessoas apontadas como integrantes da suposta organização.
O valor total das movimentações encontradas no apartamento do juiz chega a R$
190 mil. A única fonte de renda declarada de Rocha Mattos é seu salário de
magistrado federal da primeira instância. O valor recebido mensalmente é de R$
12 mil - há alguns meses ele vem ganhando R$ 20 mil por conta de uma diferença
que o Supremo Tribunal Federal (STF) mandou pagar aos juízes.
No auto de apreensão realizado no apartamento onde mora Rocha Mattos, a Polícia Federal destaca a apreensão de um
comprovante de depósito no valor de R$ 5 mil em nome de César Herman Rodriguez,
agente federal que também está preso. Segundo o Ministério Público Federal
(MPF), ele seria o contato entre o juiz e outros integrantes da quadrilha.
A PF encontrou ainda um comprovante de depósito no valor de R$ 2 mil em nome do
empresário Sérgio Chiamarelli Júnior, também preso sob acusação de integrar a
suposta organização de venda de sentenças. No apartamento onde reside
Chiamarelli, a Polícia Federal também
encontrou dezenas de comprovantes de depósitos bancários, segundo o auto de
apreensão. Entre eles, também consta uma movimentação financeira em nome de
Herman Rodriguez.
Entre os documentos obtidos pela Operação Anaconda na blitz do dia 31, ainda
estão 9 agendas telefônicas, 356 extratos de contas telefônicas e pelo menos 12
canhotos de talões de cheque. O auto de apreensão realizado no apartamento onde
mora o delegado da PF José Augusto Bellini, também preso sob acusação de
integrar a suposta quadrilha, descreve, entre os documentos encontrados,
"duas carteiras de identidade com fotos de Bellini, porém, com os registros
alterados; uma para Rene Pollini e a segunda para Bruno Bel Bonicelli.
Observa-se que o interessado mantém a data de nascimento, 14 de setembro de
1947, nas duas carteiras, bem como assina de forma diferente em ambas".
DIÁRIO DE PERNAMBUCO | BRASIL | 13/11/2003
Juízes
punidos por venda de sentença
TRF aposenta com
vencimentos integrais desembargador e magistrada acusados de ajudar traficantes
BRASÍLIA
- Em uma sessão secreta que durou cerca de 19 horas e terminou por volta das
4h30 de ontem, os 18 desembargadores do TRF da 1ªRegião (Tribunal Regional
Federal de Brasília) decidiram aposentar compulsoriamente o desembargador
federal Eustáquio da Silveira e sua mulher, a juíza federal Vera Carla da Cruz
Silveira. Os magistrados, que são acusados de intermediar a venda de sentenças
em favor da quadrilha do traficante Leonardo Dias Mendonça, continuarão a
receber os salários integrais - cerca de R$ 15,5 mil para um desembargador.
O relator do caso, desembargador Jirair Meguerian, disse que não ficou provado
o envolvimento do desembargador e da juíza no caso. No entanto, segundo a
sentença, eles foram aposentados por "manterem comportamento incompatível
com a função de magistrados". O casal assistiu ao julgamento juntamente
com seus advogados e integrantes do Ministério Público.
Além do processo administrativo, existe um inquérito penal sobre o caso em
andamento no STF (Supremo Tribunal Federal). Noinquérito, juntamente com o
casal de juízes, são investigados o ministro do STJ (Superior Tribunal de
Justiça, Vicente Leal), que está afastado temporariamente das funções, e o
ex-deputado federal Pinheiro Landim (sem partido-CE), que renunciou a dois
mandatos para não ser cassado. O suposto esquema de venda de decisões judiciais
foi revelado no final de 2002 por gravações feitas pela Polícia Federal durante a chamada Operação
Diamante.
Em entrevista coletiva na tarde de tarde, o desembargador Eustáquio da Silveira
disse que recebeu com surpresa a decisão da Corte Especial. Abatido, Eustáquio
declarou que ele e a mulher foram escolhidos como bode expiatório num momento
em que o Judiciário, debaixo de críticas e denúncias de corrupção, precisa
provar que pune seus próprios integrantes.
O presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Francisco Fausto, comentou a
decisão de aposentar compulsoriamente o desembargador federal Eustáquio da
Silveira e sua mulher. Para Francisco Fausto, o TRF aplicou a pena
máximaprevista para o caso, que é a aposentadoria compulsória, mas reconheceu que
a pena ideal seria a expulsão da magistratura com perda do salário. "Os
dois juízes foram punidos até onde o Tribunal poderia puni-los. Essa é uma pena
administrativa. Agora, as peças do processo certamente serão remetidas ao
Ministério Público Federal que, se entender que há notícia-crime, pode fazer a
denúncia para a instauração de processo criminal", disse.
Fausto observou que os juízes foram punidos com base na Constituição e na Lei
Orgânica da Magistratura (Loman), que até 1988 previa, como pena máxima, a
demissão de juízes e a automática perda dos salários, punição abolida pelo
atual texto constitucional. A partir daí, a Constituição definiu que a pena
máxima administrativa para um magistrado é a aposentadoria compulsória. "O
critério anterior à Constituição de 1988 (demissão com perda de vencimentos) é
o que melhor atende ao clamor público", afirmou Fausto.
DIÁRIO DE PERNAMBUCO | POLÍTICA | 13/11/2003
CGU fiscaliza Pombos e Maraial CONTAS PÚBLICAS
BRASÍLIA - O ministro do Controle
e da Transparência, Waldir Pires, sorteou ontem mais cinqüenta municípios para
receberem fiscalizações especiais quanto à aplicação de recursos públicos
federais. De Pernambuco foram sorteados os municípios de Pombos (Agreste Setentrional)
e Maraial (Mata-sul). O sorteio aconteceu ontem de manhã, no auditório da Caixa
Econômica Federal, em Brasília.
O Programa de Fiscalização a partir de Sorteios Públicos, que começou em abril
deste ano, já fiscalizou 231 municípios, com até 300 mil habitantes. Os
recursos envolvidos somam R$ 1,5 bilhão, em mais de dez mil ações de
fiscalização.
O resultado das fiscalizações é encaminhado aos diferentes órgãos públicos
responsáveis pelas ações corretivas, como os ministérios gestores, Polícia Federal, Ministério Público Federal e
Tribunal de Contas da União. Os sorteios são realizados mensalmente e utilizam
os mesmos equipamentos empregados nas loterias da Caixa Econômica Federal. Nos
próximos dias, a Controladoria-Geral da União divulgará o resultado da
fiscalização do quinto sorteio, realizado em setembro.
A Controladoria Geral está concluindo a fiscalização dos repasses federais para
as cidades de Floresta (Sertão do São Francisco) e Frei Miguelinho (Agreste
Setentrional).
DIÁRIO DE PERNAMBUCO | VIVER | 13/11/2003
Olho vivo
A Polícia
Federal está em alerta para flagrar vendedores e receptores de peças
do patrimônio público.
As igrejas são os principais alvos e costumam ser saqueadas com o roubo de
imagens e até de elementos da própria construção.
DIÁRIO DE PERNAMBUCO | VIDA URBANA | 13/11/2003
PM descobre fábrica de CDs piratas
Uma fábrica de CDs piratas que
abastecia Pernambuco e Paraíba foi descoberta ontem, no município paraibano de
Juripiranga, a 70 quilômetros de João Pessoa. Na casa, foram apreendidos 3,5
mil CDs prontos para a venda, outras centenas deles virgens, sete kits de
gravação, um computador, um scanner, uma impressora e muita munição para
revólveres calibres 38 e 32.
O dono da fábrica, Eduardo Gomes Pascoal, o Nadinho, foi autuado em flagrante
por sonegação de impostos e violação de direitos autorais, durante uma operação
conjunta de 30 PMs de Pernambuco e da Paraíba. A Polícia descobriu o endereço
da fábrica a partir da prisão de um homem, em Jaboatão dos Guararapes, vendendo
uma grande quantidade de CDs. Segundo a Polícia, a fábrica funcionava há pelo
menos dois anos.
Em Moreno, Região Metropolitana do Recife, dois homens foram presos ontem, numa
fiscalização da Polícia Rodoviária Federal,
transportando 466 CDs piratas no porta-malas do Monza, placa KHY- 5400. Marcos
Faustino Ferreira, 31 anos, e José Batista dos Santos, 33, vinham de Belo
Jardim em direção ao Recife, acompanhados de um casal, quando foram abordados,
às 7h. Eles ainda tentaram fugir e chegaram a começar a descarregar o produto
no matagal localizado a três quilômetros do posto, mas foram pegos. O carro e
os CDs foram apreendidos. José Batista disse que venderia os CDs na praia de
Boa Viagem, por R$ 5,00. Já o dono do carro, Marcos, que faz transporte
remunerado de passageiros, negou envolvimento com a pirataria. "O casal
que estava com a gente foi embora, mas também não tem nada a ver",
defendeu.
J. DO COMMERCIO - RJ | PAÍS | 13/11/2003
Corregedoria sorteia mais 50 municípios
O
ministro do Controle e da Transparência, Waldir Pires, sorteou ontem mais 50
municípios que receberão fiscalização especial quanto à aplicação dos recursos
públicos federais.
Esse foi o sétimo sorte o realizado pelo Programa de Fiscalização, que começou
em abril e já fiscalizou 231 municípios com até 300 mil habitantes. Os recursos
fiscalizados somam R$ 1,5 bilhão e os relatórios são encaminhado aos órgãos
públicos responsáveis, como os ministérios gestores, Polícia Federal, Ministério Público Federal e Tribunal de
Contas da União.
Os problemas nos municípios vão de notas fiscais falsas, desvios do Fundef e da
Sudene, irregularidades em ob ras e licitações, e problemas administrativos.
Denúncias estão sendo encaminhadas à Corregedoria-Geral da União desde que
começou a fiscalização.
O ministro Walter Pires pediu mais participação da sociedade e empenho dos
auditores das unidades regionais.
- Nós identificamos os indícios. Houve indícios, nós mandamos para o Ministério
Público, para Advocacia-Geral da União, para Tribunal de Contas da União,
rapidamente, enquanto os acontecimentos estão quentes, para a sociedade sentir
que participando as coisas vão se tornar legitimas em nosso país.
Entre os municípios sorteados, três são do Estado do Rio: Duas Barras, São
Fidéis e Pinheiral.
J. DO COMMERCIO - RJ | PAÍS | 13/11/2003
Polícia
Federal apreende 106 depósitos bancários na casa de juiz Conrado Corsalette e
Fausto Macedo
Encontrados, ainda,
agendas e extratos
Agência
Estado
Autos de apreensão da Operação Anaconda revelam uma intensa movimentação
bancária por parte dos acusados de integrar a suposta organização criminosa
envolvida em tráfico de influência, corrupção e venda de sentenças. Só no
apartamento do juiz federal João Carlos da Rocha Mattos, preso sob suspeita de
integrar a quadrilha, a Polícia Federal
encontrou 106 comprovantes de depósitos bancários, alguns deles em nome de
pessoas apontadas como integrantes da suposta organização.
O valor total das movimentações encontradas no apartamento do juiz - não há
discriminação do período em que elas ocorreram - chega a R$ 190 mil. A única
fonte de renda declarada de Rocha Mattos é seu salário de magistrado federal da
primeira instância. O valor recebido mensalmente é de R$ 12 mil - há alguns
meses ele vem ganhando R$ 20 mil por conta de uma diferença que o Supremo
Tribunal Federal (STF) mandou pagar aos juízes.
No auto de apreensão no 01/2003, realizado no apartamento 121 da Rua Maranhão,
208, em São Paulo, onde mora Rocha Mattos, a Polícia
Federal destaca a apreensão de um comprovante de depósito no valor
de R$ 5 mil em nome de César Herman Rodriguez, agente federal que também está
preso. O depósito foi feito na agência 0956 do HSBC Bamerindus, de
Higienópolis, na conta corrente número 0916.02740-99.
Comprovante
A PF encontrou ainda um comprovante de depósito no valor de R$ 2 mil em nome do
empresário Sérgio Chiamarelli Júnior, também preso sob acusação de integrar a
suposta organização de venda de sentenças. A operação bancária foi feita na
agência 0614.9 do Bradesco, conta corrente 56.329.3, segundo o auto de
apreensão da PF.
No 1o andar da Rua Pernambuco, 108, onde mora Chiamarelli, a Polícia Federal também encontrou dezenas de
comprovantes de depósitos bancários, segundo o auto de apreensão.
O criminalista Alberto Toron, advogado de Rocha Mattos, rebateu as informações
que constam do auto de apreensão relativo aos documentos bancários que teriam
sido localizados pela Anaconda na residência do juiz. Para Toron, a análise do
documento produzido pela Diretoria de Inteligência da PF mostra que houve ''um
equívoco''.
O advogado anotou que a PF incluiu no auto referente à busca no apartamento de
Chiamarelli - que foi réu do juiz em processo sobre o escândalo dos precatórios
- papéis que, oficialmente, também foram encontrados no apartamento de Rocha
Mattos. Entre os documentos obtidos pela Operação Anaconda na blitz do dia 31,
ainda estão nove agendas telefônicas, 356 extratos de contas telefônicas e pelo
menos 12 canhotos de talões de cheque.
O diretor-geral da Polícia Federal,
delegado Paulo Lacerda, afirmou que está disposto a verificar junto ao
Ministério Público Federal a possibilidade de conceder benefícios legais a
policiais federais envolvidos nos fatos investigados pela Operação Anaconda e
que tenham interesse de colaborar .
J. DO COMMERCIO - RJ | RIO DE JANEIRO | 13/11/2003
TRF decide
aposentar juíza e desembargador suspeitos
Decisão não livra acusados
de processo criminal
Em
decisão unânime, a Corte Especial do Tribunal Regional Federal da 1a Região, em
Brasília, decidiu ontem pelo afastamento, por meio de aposentadoria
compulsória, do desembargador Eustáquio da Silveira e sua mulher, a juíza
federal Vera Carla Silveira. Eles terão os vencimentos proporcionais ao tempo
de serviço. Os 18 desembargadores mais antigos da Corte Especial do TRF
decidiram que os dois haviam cometido desvios de conduta. é a primeira vez que
este tribunal afasta administrativamente um membro, desde sua criação em 1989.
Segundo a legislação, esta é a mais alta punição administrativa permitida, o
que foi analisado ontem pelo tribunal. Mas não os livra de um inquérito
criminal, que está tramitando no STJ (caso de Eustáquio da Silveira) e no
próprio TRF (caso de Vera Carla ilveira). Se vierem a ser condenados
criminalmente, os dois podem ser presos e ter a aposentadoria cancelada.
Eustáquio da Silveira deve receber, segundo ele próprio, ''cerca de R$ 8 mil
líquidos'', pois já fazia jus à aposentadoria -38 anos de contribuição. Já Vera
Carla tem 17 anos de contribuição à Previdência e precisaria ter 30 anos para
receber a aposentador a integral.
O julgamento durou cerca de 19 horas. Começou às 9h30 de terça-feira e só
terminou às 4h30 de ontem. Os dois magistrados já estavam afastados de suas
funções desde fevereiro deste ano. O desembargador afirmou que vai recorrer da
decisão e se considera ''um bode expiatório'', porque estaria sendo punido para
dar respostas à opinião pública sobre suspeitas envolvendo o Poder Judiciário.
Segundo o relator do processo, desembargador Jirair Meguerian, ficou decidido
que Eustáquio da Silveira e sua mulher agiram em desacordo com a Loman (Lei
Orgânica da Magistratura), ao orientar um advogado sobre que decisão tomar em
um processo. Eustáquio também teria sugerido a Igor da Silveira, seu filho, um advogado
para representar um traficante de drogas.
Eustáquio argumentou, logo depois em entrevista, que todos os juízes fazem o
mesmo e que não via problemas éticos no procedimento. Mesmo sem a
responsabilidade legal de julgar infrações penais cometidas pelo desembargador,
a Corte Especial informou, por intermédio da assessoria de imprensa, que não
encontrou indícios de suposta venda de sentenças.
Os nomes de Eustáquio da Silveira e Vera Carla foram citados em escutas
telefônicas feitas pela PF com autorização judicial na Operação Diamante.
Durante três anos os policiais investigaram a quadrilha de Leonardo Dias de
Mendonça, o Léo, considerado pel s federais o maior traficante do país. Em
dezembro, foram presas 23 pessoas, Léo entre elas. Os nomes dos magistrados
vieram a tona com a repercussão do caso.
Durante as apurações, os policiais teriam identificado um esquema de venda de
sentenças judiciais, do qual fariam parte o ex-deputado Pinheiro Landim e o
ministro Vicente Leal, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), além de Silveira,
sua mulher e seu filho.
Landim renunciou ao mandato no início do ano para evitar a perda de seus
direitos políticos. Leal foi afastado administrativamente de suas funções no
STJ. Ambos aguardam a conclusão de um inquérito judicial instalado no STF
(Supremo Tribunal Federal). Procedimento semelhante foi instaurado no STJ para
investigar Eustáquio e no TRF-1a Região contra Vera Carla. A aposentadoria
compulsória decidida ontem pela Corte Especial do TRF não interfere no inquérito
penal. Se condenados por crime, Eustáquio da Silveira e Vera Carla podem ter os
vencimentos suspensos, segundo Jirair Meguerian. Por outro lado, se ambos for m
inocentados no inquérito, terão que recorrer à Justiça para serem reintegrados
às funções.
Saiba mais Operação Diamante
>> O que é?
Investigação feita durante três anos pela Polícia
Federal sobre uma quadrilha de tráfico de drogas com conexões
internacionais. Em dezembro, 23 pessoas foram presas em nove Estados
>> Do que os juízes são suspeitos?
A PF diz ter reunido indícios da existência de uma quadrilha especializada na
comercialização de sentenças no Tribunal Regional Federal e na Justiça Federal
de Brasília
>> Como começou?
Após a conclusão, no final de 99, da Operação Tornado, que investigou as
atividades do empresário, fazendeiro e ex-garimpeiro Leonardo Dias Mendonça, o
Léo, preso desde dezembro em Goiânia.
>> Como a quadrilha operava?
A organização criminosa liderada por Léo trocava armas por drogas com as Farc
(Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), tinha conexões com o Suriname e o
Paraguai e distribuía cocaína no Amazonas, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará,
Rio de Janeiro, roraima, São Paulo e Distrito Federal
Fonte: Polícia Federal
O DIA - RJ | POLÍCIA | 13/11/2003
Secretário assume o cargo
BRASíLIA
- O delegado federal Luiz Fernando Corrêa afirmou ontem, ao assumir a Secretaria Nacional de Segurança Pública, que
uma de suas metas será desenvolver ações coordenadas com os estados. A
integração das polícias de São Paulo, Minas, Rio e Espírito Santo poderá servir
de modelo para o Governo implantar forças-tarefas regionais no País.
Terça-feira, os governadores do Rio, Rosinha Garotinho, de Minas, Aécio Neves,
e de São Paulo, Geraldo Alckmin, se reunirão com o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, para discutir as
forças-tarefas regionais. O secretário de Segurança do Rio, Anthony Garotinho,
também estará presente ao encontro.
Ontem, Bastos afirmou que os estados receberão recursos do Fundo Nacional de
Segurança Pública até o fim de dezembro. Segundo ele, não há demora na
liberação das verbas. “Não somos uma tesouraria”, disse. Por falta de recursos,
algumas investigações e ações da Polícia Federal
podem parar até o fim do ano.
CORREIO DO POVO - RS | POLíCIA | 13/11/2003
Maconha
apreendida e 3 presos
PF pesou a droga: total de
170 quilos
Em
uma operação concluída no início da manhã de ontem, agentes da Polícia Federal de Rio Grande, com apoio de
policiais federais de Chuí e de Pelotas, apreenderam 170 quilos de maconha e
prenderam três homens. Distribuída em 226 tabletes, envoltos em papel laminado
de diferentes tamanhos e cores, a droga estava escondida no fundo falso de uma
camionete A-10, de Cascavel, Paraná, e seria levada ao Uruguai. O delegado
federal Glauber Diehl acredita que a droga deveria ser distribuída em
Montevidéu.
A maconha, originária do Mato Grosso, foi trazida por um paranaense de 24 anos,
que dirigia a camionete. Por volta das 6h de ontem, ele se encontrou com um
uruguaio, de 38 anos, considerado o dono do entorpecente. Pouco depois, os dois
saíram na camionete em direção ao Chuí. Um táxi, dirigido por um homem de 37
anos, servia como batedor. Nas proximidades do posto da Polícia Rodoviária Federal da BR 392 houve a
abordagem da Polícia. A droga foi localizada no fundo falso da carroceria. Os
acusados levariam a maconha para Santa Vitória do Palmar e, de lá, para o
Uruguai.
CORREIO DO POVO - RS | POLÍTICA | 13/11/2003
Zimmermann surpreso com a reação do PSB
As
críticas do deputado federal Beto Albuquerque, do PSB, sobre a saída de
Vanderlei Langer da Superintendência da Polícia
Rodoviária Federal do Estado foram rebatidas ontem. O deputado
federal Tarcísio Zimmermann, do PT, manifestou surpresa com a reação ao ato que
considera trivial. 'O PT e servidores da Polícia Rodoviária concordaram com a
mudança, que não ocorreu por razões políticas', destacou.
CORREIO DO POVO - RS | POLÍTICA | 13/11/2003
Zimmermann surpreso com a reação do PSB
As
críticas do deputado federal Beto Albuquerque, do PSB, sobre a saída de
Vanderlei Langer da Superintendência da Polícia
Rodoviária Federal do Estado foram rebatidas ontem. O deputado
federal Tarcísio Zimmermann, do PT, manifestou surpresa com a reação ao ato que
considera trivial. 'O PT e servidores da Polícia Rodoviária concordaram com a
mudança, que não ocorreu por razões políticas', destacou.
ZERO HORA - RS | POLÍTICA | 13/11/2003
Líderes do PT
pediram saída de Langer da PRF
Documento encaminhado ao
ministro da Justiça em agosto sugeria mudança na superintendência estadual
SILVANA DE CASTRO*/ Casa Zero
Hora/Missões
O pedido de demissão do ex-superintendente da Polícia
Rodoviária Federal no Estado Vanderlei Langer foi feito mais de uma
vez pelo PT gaúcho.
Zero Hora teve acesso ontem a um documento assinado pelo presidente estadual do
PT, David Stival, e pelo líder da bancada na Assembléia Legislativa, Ivar
Pavan, endereçado ao Ministro da Justiça,
Márcio Thomaz Bastos, em agosto.
O documento, com a logomarca do PT, ressalta a necessidade e a importância da
mudança na chefia da PRF no Estado. No pedido, ambos relatam que já haviam
enviado os nomes de Carlos Átila e Antônio Martinez, com seus respectivos
currículos, para o cargo. A justificativa é de que são pessoas “capazes para a
função” e identificadas com o governo federal. Stival e Pavan se despedem
pedindo pressa na escolha, pois já haviam se passado oito meses desde a posse
do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Quem conseguiu a cópia da solicitação foi o secretário de Planejamento de Santo
Cristo, José Deomar Hartmann. Candidato a deputado estadual em 1998 e a
prefeito em 2000 pelo PMDB, Hartmann é adversário político do PT. Obteve o
documento há 15 dias com um amigo que trabalha no Departamento da Polícia Rodoviária Federal, em Brasília.
Coronel da reserva do Exército, Hartmann conheceu o informante no período em
que estava na ativa, quando atuou em 18 Estados. O secretário é irmão de dois
ex-prefeitos de Santo Cristo. Ao comentar uma reportagem da revista Veja sobre
a partidarização na administração federal, Hartmann perguntou ao amigo se a
tendência estava ocorrendo no Rio Grande do Sul.
– Guardei o fax em meu arquivo com as contradições do PT. Eles fazem e depois
dizem que não fizeram. Precisa estar identificado com o governo para ser um bom
policial rodoviário? – questiona.
Stival diz ter ouvido policiais antes de encaminhar ofício
Stival disse que o documento foi encaminhado ao Ministério
da Justiça depois de o PT ouvir representantes dos policiais
rodoviários e checar os currículos de Martinez e Átila. Segundo o presidente estadual
do PT, antes de apresentar os dois nomes, o partido encaminhou outro documento
apenas com o nome de Átila. Stival classificou como natural a substituição e
estranhou a reação do deputado federal Beto Albuquerque (PSB) à troca.
– Não havia acordo com o PSB sobre a Polícia Rodoviária. Havia unanimidade
dentro do PT sobre a necessidade de substituição de Langer – afirmou.
* Colaborou Alexandre Elmi
O que diz o texto
"A direção do PT/RS, juntamente com a bancada estadual, vem novamente
reiterar a necessidade e a importância de mudar a chefia da Superintendência da
Polícia Rodoviária Federal do Rio
Grande do Sul. Em outra oportunidade enviamos os nomes dos senhores Carlos
Átila e Antônio Martinez com os respectivos currículos por considerarmos
pessoas capazes para assumir essa função e identificadas com nosso governo.
Neste sentido, estamos referendando os nomes dos companheiros para sua livre
escolha, aguardando que o desfecho aconteça o mais rápido possível,
considerando que já se passaram oito meses do governo."
ZERO HORA - RS | POLÍTICA | 13/11/2003
Polícia
Federal tenta obter auxílio de ex-mulher de juiz
Presa no dia 30, auditora
é apontada como tesoureira de quadrilha
Brasília
Considerada tesoureira da quadrilha investigada pela Operação Anaconda em São
Paulo, a auditora da Receita Federal Norma Regina Emílio Cunha poderá ser
transferida para Brasília. A intenção da Polícia
Federal (PF) é que a ex-mulher do juiz João Carlos da Rocha Mattos,
preso na capital paulista, se torne colaboradora das apurações.
A investigação ganhará o reforço do Departamento de Recuperação de Ativos
Financeiros do Ministério da Justiça,
que levantará no Exterior as contas bancárias e bens que estariam nos nomes dos
principais envolvidos no esquema de venda de sentenças judiciais, supostamente
formado por policiais, delegados federais e integrantes do Poder Judiciário.
A pesquisa feita na documentação apreendida nas casas de Norma e de Mattos
indicou que o grupo tem imóveis no Exterior, entre eles uma casa num condomínio
fechado em Orlando, na Flórida, Estados Unidos. Amanhã, a Polícia Federal deverá concluir a análise dos
objetos, computadores e papéis localizados nas residências dos delegados Jorge
Luiz Bezerra da Silva e José Augusto Bellini e do agente federal Cesar Herman
Rodriguez. Segundo um delegado envolvido na operação, os documentos mostraram
que os envolvidos têm mais dinheiro no Exterior do que se imaginava
inicialmente:
- As análises mostraram novos elementos em relação a repasses feitos para
outros países, mas não temos um montante.
Até agora, a Polícia Federal
identificou depósitos nos EUA, Uruguai e Suíça, para onde Norma viajava com
alguma freqüência.
O diretor-geral da Polícia Federal,
Paulo Lacerda, confirmou que a corporação admite estudar a possibilidade de dar
benefícios aos presos que colaborarem com as investigações. O principal alvo da
corporação é mesmo Norma, que poderá ser transferida para Brasília, onde
receberia proteção policial, junto com o filho, caso decida contar o que sabe
sobre a ação da quadrilha. A Polícia e o Ministério Público Federal mantêm
negociações com os advogados da auditora para convencê-la a aceitar a proposta,
o que diminuiria a punição, caso seja condenada.
Numa ligação gravada pela Polícia Federal
no dia 1º de abril, Norma demonstrou preocupação com o seu destino. Na conversa
com Herman, ela afirma que Mattos é quem faz "besteira", mas que ela
própria é que é ameaçada.
A prisão de Norma
- No dia 30 de outubro, a Polícia Federal
apreendeu 1.353 itens no apartamento de Norma Regina Cunha, auditora fiscal
aposentada da Receita Federal. Norma é ex-mulher do juiz João Carlos da Rocha
Mattos, considerado pelo Ministério Público Federal o líder do grupo
investigado pela Operação Anaconda.
Entre os itens apreendidos no imóvel, em São Paulo, havia US$ 550 mil em
dinheiro, R$ 50 mil em ações, dois quilos de ouro em lingotes e um sofisticado
aparelho de TV que a Polícia Federal
suspeita ser fruto de contrabando. A polícia também apreendeu talões de
cheques, agendas, extratos telefônicos, e correspondências.
ZERO HORA - RS | POLÍCIA | 13/11/2003
170 quilos de maconha
Uma
carga de 170 quilos de maconha foi apreendida ontem pela manhã, pela Polícia Federal, na estrada Pelotas-Rio Grande
(BR-392). A droga sairia do país por Chuí, na fronteira com o Uruguai, para a
venda em Montevidéu.
Três homens foram presos em flagrante, entre eles um uruguaio. A maconha estava
distribuída em 226 tabletes e escondida no fundo falso de uma caminhonete
Chevrolet A10, conduzida por um paranaense. Segundo o delegado Glauber Diehl, a
droga é originária do Paraguai e estaria sendo trazida de Mato Grosso do Sul.
- No Uruguai, o quilo da maconha chega a ser vendido a R$ 1 mil, enquanto no
Brasil vale cerca de R$ 500 - conta Diehl.
O ESTADÃO - RO | POLÍCIA | 13/11/2003
Índio é preso pela Rodoviária com carro furtado
O
índio identificado como Renato Karitiana, de 25 anos de idade, foi preso por
policiais rodoviários federais em Porto Velho, sob acusação de estar dirigindo
um carro furtado, o Fiat Uno de placas JNR-3909/RO.
Segundo os policiais, o índio ainda tentou fugir da barreira policial, mas seus
esforços foram em vão.
De acordo com o relato do patrulheiro Gisdelson de Oliveira, o fato aconteceu
na BR-364, altura do km 717, no bairro Eletronorte, sentido Acre.
Os policiais rodoviários realizavam fiscalização de rotina em veículos e
condutores que por ali passavam, quando avistaram Renato, que tentando fugir da
barreira realizou manobra de retorno a 50 metros do local.
Diante da atitude suspeita do acusado, que inclusive demonstrava muito
nervosismo, os patrulheiros foram ao seu encalço e o abordaram.
Através de pesquisa no Sistema Renavan ficou constatado que o carro conduzido
pelo índio era produto de furto, conforme ocorrência nº 501/2001 registrada na
Delegacia de Furtos e Roubos de Automóveis desta capital. Diante de tal
situação, Renato Karitiana e o veículo foram apresentados na Delegacia Central
para as devidas providências, após o registro da ocorrência 5175/2003.
DIÁRIO CATARINENSE | POLÍCIA | 13/11/2003
PF apreende 32 quilos de maconha
JOINVILLE
Um jardineiro foi preso terça-feira, em Joinville, acusado de tráfico de
drogas. De acordo com a Polícia Federal,
foram encontrados 32 quilos de maconha na casa do acusado. É a terceira vez que
ele é preso pelo mesmo crime.
A pessoa que denunciou o jardineirou contou que ele havia recebido 60 quilos da
droga na segunda-feira.
A polícia foi à casa dele, no bairro Itaum, e levada por uma parente do
jardineiro chegou ao esconderijo da droga. A maconha estava embrulhada em 53
pacotes presos por fita adesiva.
Depois de encontrar a droga, os policiais localizaram o jardineiro. No
depoimento ao delegado, o acusado teria admitido que recebeu a maconha na
segunda-feira e que pagaria o valor ao fornecedor assim que conseguisse vender
a droga. Se condenado, pode ficar preso de três a 15 anos.
DIÁRIO DE S. PAULO | BRASIL | 13/11/2003
Tribunal
aposenta desembargador e juíza acusados de corrupção
Segundo as investigações,
o casal Eustáquio da Silveira e Vera Carla da Cruz Silveira negociaria decisões
em favor de quadrilha de traficantes
Brasília - Por unanimidade, os 18
desembargadores que integram a Corte Especial do Tribunal Regional Federal
(TRF-1), do Distrito Feder al, decidiram, na madrugada desta quarta-feira, aposentar
compulsoriamente o desembargador federal Eustáquio da Silveira e sua mulher, a
juíza federal Vera Carla da Cruz Silveira. Os dois eram acusados de intermediar
a venda de sentenças em favor da quadrilha do traficante Leonardo Dias
Mendonça. O julgamento durou 20 horas.
No processo administrativo, a aposentadoria compulsória é a pena máxima
prevista. Com isso, o casal de juízes fica impedido de exercer suas funções na
magistratura. Apesar do afastamento, os dois têm o direito garantido pela lei
de continuar recebendo seus vencimentos normalmente.
A secretária nacional de Justiça, Cláudia Chagas, pediu ontem ao diretor da Polícia Federal, Paulo Lacerda, um relatório
sobre as atividades no exterior do grupo de advogados, delegados e juízes
acusados de vender sentenças judiciais. Com base nestas informações, o
Departamento de Recuperação de Ativos Financeiros, vinculado à Secretaria,
iniciará imediatamente os procedimentos necessários ao bloqueio e a repatriação
de bens de origem ilegal mantidos pelo grupo em outros países.
Anaconda
Os coordenadores da Operação Anaconda estão fazendo um minucioso levantamento
sobre contas bancárias e imóveis de integrantes da organização no exterior. Na
primeira etapa da análise dos documentos apreendidos há duas semanas em São
Paulo, os policiais descobriam que o grupo remeteu pelo menos US$ 8 milhões
para o exterior, tem imóveis na Flórida, nos Estados Unidos, e contas na Suíça
e, provavelmente, no Uruguai, dois paraísos fiscais. Uma das contas na Suíça,
aliás, já estaria bloqueada por decisão judicial.
A polícia suspeita que o grupo tenha amealhado um vasto patrimônio nos últimos
anos. Só na casa da ex-auditora Norma Regina Emílio Cunha, ex-mulher do juiz
João Carlos da Rocha Mattos, também presa em São Paulo, e apontada como a
tesoureira do grupo, a Polícia Federal
apreendeu aproximadamente R$ 3 milhões em diversas moedas. Foram US$ 550 mil e
100 mil euros e mais dois quilos de ouro em barra, entre outros valores. Com
base nestas informações, a PF pedirá a quebra do sigilo bancário e fiscal dos
envolvidos.
A PF está na expectativa de que integrantes do grupo, presos em São Paulo,
colaborem com as investigações. Segundo um delegado, o agente da PF César
Herman Rodriguez, apontado como um dos chefes da organização, e Norma Regina,
estariam dispostos a revelar detalhes da atuação do grupo. Em troca, eles
seriam beneficiados com a redução das punições num futuro entendimento entre
delegados, procuradores e a Justiça.
“Quem tiver vontade de colaborar, que sinalize. Nós temos todo interesse que
isso ocorra”, disse Paulo Lacerda, depois de participar da solenidade de posse
do novo secretário de Segurança Pública. (O Globo)
DIÁRIO DE S. PAULO | BRASIL | 13/11/2003
CPI quer ouvir Norma e Bellini
Presos em São Paulo por causa das investigações da Operação Anaconda, o delegado federal José Augusto Bellini e a ex-auditora fiscal Norma Regina Emílio Cunha — mulher do juiz João Carlos da Rocha Mattos, também preso — devem ser as próximas pessoas envolvidas em um suposto esquema de venda de sentenças a serem ouvidas pela CPI da Pirataria. Segundo o deputado federal Wagner Rubinelli (PT-SP), os integrantes da CPI se reuniram ontem e decidiram encaminhar um pedido aos juízes para que possam ouvir os presos. “Pretendemos convocar o Bellini para depor e, por uma questão de segurança, ir falar com a Norma onde ela estiver presa”, contou. Norma e Caio, o filho de 12 anos de Rocha Mattos teriam sofrido ameaças de integrantes do grupo e devem entrar num esquema especial de proteção. Ela pode ser transferida para Brasília a fim de evitar que sua vida fique em risco. Após os depoimentos, os deputados pretendem convocar novamente Law Kin Chong, dono dos shoppings Mundo Oriental e 25 de Março e tido como o maior contrabandista do país. Segundo a investigação, ele teria dado televisores a Bellini e Rocha Mattos. Há suspeitas sobre decisões judiciais que o teriam beneficiado. Terça, ele admitiu trocar favores com Bellini, mas desmentiu as acusações.
DIÁRIO DE S. PAULO | BRASIL | 13/11/2003
Lula cobra ministros sobre segurança
Brasília
- Diante de novas manifestações de violência como os ataques a postos policiais
em São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu ontem com sete
ministros para discutir a questão da segurança pública. No início da noite, o
porta-voz da Presidência, André Singer, disse que Lula determinou que seja
acelerada a liberação de verbas para os estados, no âmbito do Sistema Único de
Segurança Pública. Lula, segundo Singer, também pediu que sejam apressados os
estudos sobre uma maior participação das Forças Armadas no policiamento das
fronteiras. Atualmente, as Forças Armadas são responsáveis basicamente pela
segurança da fronteira na região amazônica, onde 22 mil militares atuam.
Mas Singer não explicou como se daria essa cooperação, afirmando que o
presidente quer que haja uma integração dos militares ao policiamento de
fronteiras. O presidente se reuniu com os ministros Márcio Thomaz Bastos (Justiça), José Viegas
(Defesa), Antonio Palocci (Fazenda), Guido Mantega (Planejamento), José Dirceu
(Casa Civil), Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência) e Jorge Felix
(Gabinete de Segurança Institucional).
Há fronteiras em que o policiamento é feito pela Polícia
Federal e pela Polícia Rodoviária
Federal, como no caso a divisa com o Paraguai.
Singer também anunciou que Lula e o presidente do Supremo Tribunal Federal,
Maurício Corrêa, poderão se encontrar brevemente num jantar que está sendo
organizado pelo presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP). Segundo o
porta-voz, o jantar contaria com a presença do presidente do Senado, José
Sarney (PMDB-AP).
DIÁRIO DE S. PAULO | SÃO PAULO | 13/11/2003
Edivaldo é
acusado de ameaçar testemunhas
Promotores pediram a
prisão preventiva do sindicalista à Justiça, mas solicitação não foi aceita
EVERALDO
GOUVEIA
A Justiça Federal negou nesta semana um pedido de prisão preventiva contra o
presidente licenciado do Sindicato dos Motoristas, Edivaldo Santiago, e mais
cinco sindicalistas. Eles são acusados de ameaçar testemunhas dos processos que
respondem por apropriação indébita de valores da entidade, organização de
greves no sistema de transporte da cidade, de comum acordo com empresários, e
até morte de sindicalistas.
O pedido de prisão foi feito pelo Ministério Público Federal e Polícia Federal, na segunda-feira. O juiz
federal Toru Yamamoto, da 3ª Vara Criminal, negou o pedido e marcou
interrogatório dos acusados para o dia 21 de novembro.
As ameaças teriam partido de Edivaldo Lima da Silva, José Valdevan de Jesus,
Geraldo Diniz da Costa, Gérson da Silva Machado e Ariacir de Oliveira da Silva,
que teriam recebido ordens de Edivaldo.
Segundo a denúncia, Lima, Valdevan, Ariacir e “Paulão”, um primo deste último,
fizeram ameaças de morte em uma garagem de ônibus armados com metralhadoras e
fuzis. Os acusados sugeriram que as testemunhas mudassem seus depoimentos e
culpassem a pressão da PF e do promotor estadual José Carlos Blat pelas
declarações que deram.
O DIÁRIO tentou ouvir Edivaldo, mas a assessoria do sindicato disse que ele não
dá entrevistas. Ele ficou 149 dias preso na carceragem da PF porque também é
acusado de envolvimento na morte, em 2001, do presidente do Sindicato dos
Motoristas de Guarulhos, Maurício Alves Cordeiro.
Eleição
A juíza da 32ª Vara Cível, Maria Lúcia Ribeiro de Castro Pizzotti, autorizou e
o Sindicato dos Motoristas iniciou ontem à noite a contagem dos votos da
eleição para a diretoria da entidade. A oposição, que acusa a atual diretoria
de fraude, não acompanhou a apuração e tentar anular o processo eleitoral.
DIÁRIO DE S. PAULO | SÃO PAULO | 13/11/2003
Polícia
prende bando que levou jóias de Kubitschek
Na época, os bandidos
assaltaram uma agência bancária no Distrito Federal, onde a família do
ex-presidente da República guardava seus valores e jóias
ANA
MARIA BARBOUR
A Polícia Federal prendeu ontem em
Taubaté, a 122 km de São Paulo, no Vale do Paraíba, nove integrantes da
quadrilha que roubou R$ 20 milhões do Banco Regional de Brasília (DF) em 16 de
outubro de 2001. Na época, os ladrões levaram dinheiro, pedras preciosas e
jóias pertencentes à família do ex-presidente da República Juscelino Kubitschek
(1902-1976), que eram guardados no cofre da agência (veja abaixo texto sobre
Kubitscheck). Foi o maior assalto já registrado no Distrito Federal.
A Polícia Federal não divulgou o nome
dos detidos, limitando-se a informar que os integrantes do bando têm de 25 a 33
anos e que um deles cursa o 2º ano de direito.
A quadrilha vinha sendo procurada há seis anos. Por meio de escutas
telefônicas, descobriu-se a localização de parte dos assaltantes, que foram
surpreendidos ontem de manhã em uma casa no bairro de Vila São José.
Segundo os agentes federais, os bandidos estariam planejando um assalto em
Pindamonhangaba, também na região do Vale do Paraíba. Na casa foram encontrados
um fuzil, uma submetralhadora, silenciadores, seis pistolas de calibres 7.62, 9
e 45 mm, coletes à prova de bala, microcâmeras, radiocomunicadores, munição e
uniformes militares e de empresas de segurança. Seis carros de modelos
populares foram apreendidos.
A quadrilha foi surpreendida de manhã quando tomava café. Segundo o delegado
federal João Batista, na noite anterior à prisão, os nove assaltantes haviam
feito uma churrascada na casa. Além de Brasília e São Paulo, a quadrilha também
já teria agido no Paraná.
JORNAL DO TOCANTINS | BRASIL/MUNDO | 13/11/2003
PF encontra 106 comprovantes
São Paulo- Autos de apreensão da Operação Anaconda revelam uma intensa movimentação bancária por parte dos acusados de integrar a suposta organização criminosa envolvida em tráfico de influência, corrupção e venda de sentenças. Só no apartamento do juiz federal João Carlos da Rocha Mattos, preso sob suspeita de integrar a quadrilha, a Polícia Federal encontrou 106 comprovantes de depósitos bancários, no valor de R$ 190 mil, alguns deles em nome de pessoas apontadas como integrantes da suposta organização. Ontem numa decisão inédita, o Órgão Especial do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, sediado em Brasília, determinou a aposentadoria compulsória e remunerada de um dos integrantes, o desembargador Eustáquio da Silveira, e da mulher dele, a juíza federal Vera Carla da Silveira.